quarta-feira, novembro 19, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
segunda-feira, novembro 17, 2008
quinta-feira, novembro 13, 2008
post lamechas da semana
elmer g. letterman
não faço a mínima ideia quem é elmer g. letterman, até procurei no google mas o homem nem sequer tem página no wikipedia. portanto, é um borra botas qualquer, que num belo dia proferiu esta frase. alguém a ouviu na mesa ao lado do café e achou-lhe piada, ao ponto de a colocar num daqueles sites bonitinhos com frases sobre tudo e mais alguma coisa: amizade, amor, hóquei em patins, puericultura, pesca submarina, acne facial, etc.. encontrei a frase num site desse género, em trabalho. vi a frase, que até estava destacada, e senti-me exactamente da mesma maneira que o tal tipo que estava na mesa ao lado no café, onde o elmer g. letterman ia tomar todos os dias o pequeno almoço com um primo, quatro anos mais novo do que ele, que tinha a particularidade de coxear das duas pernas. de facto, a frase faz sentido, sobretudo se olhar para os últimos meses da minha vida. procurar novos amigos é complicado, sobretudo quando já se passou há muito a barreira dos 30 anos e estamos naquela fase em que não estamos para nos chatear com essas coisas. os velhos amigos já leram o nosso manual de instruções, já assimilaram as informações vitais, conhecem os nossos gostos e sabem lidar perfeitamente com o nosso feitio. iniciar um novo processo com um total desconhecido pode ser traumático. faz lembrar aquela teoria que define a principal diferença sentimental entre homens e mulheres da seguinte forma: um homem pode ter dez mulheres apaixonadas por ele, mas no dia em que uma delas deixe de o amar, ele começa a questionar tudo, inclusivamente o amor das outras nove, partindo do princípio que a que deixou de o amar é que tem razão. por sua vez, uma mulher borrifa-se completamente para os outros nove homens que não estão apaixonadas por ela, porque tem um que está e isso basta-lhe. o que é que eu quero dizer com isto? bem, vamos lá ler tudo isto juntos, devagarinho desta vez. eu espero...
bem, a questão, transportada para assuntos de amizade, pode desembocar exactamente na mesma conclusão. se o carlos carpinteiro cortou relações com o arlindo gnr, oficialmente por conflitos de personalidade mas toda a gente sabe que foi porque o arlindo foi "chibar" à mulher do carlos que ele, aos sábados, em vez de ir ver os jogos de futebol na sport tv do café do senhor cardoso, vai a casa da salete, que é precisamente a mulher do coitado do senhor cardoso, que tem que ficar com o café aberto a noite toda por causa do futebol na sport tv (uff, vamos respirar fundo agora que a frase já vai longa como o catano), servirá o mesmo arlindo para ser amigo de um outro qualquer ser humano? bem, talvez só de um padre. ou da mulher do carlos, porque se calhar era essa a sua intenção desde o início.
conservar os velhos amigos é sinal de maturidade, de plenitude emocional. em termos simplistas, mas mesmo muito simplistas, é como a minha relação com a roupa. há anos que tenho um casaco azul (o casaco que tenho vestido na foto no meu perfil), até já lhe dediquei um post uma vez; sinto-me confortável com ele, visto-o e sei que ele "encaixa" perfeitamente porque parece já moldado ao meu corpo. sou muito esquisito com a roupa. normalmente, qualquer peça de vestuário nova leva imediatamente um carimbo de "não me sinto confortável com isto". até já mandei fazer autocolantes para facilitar a vida à minha mulher. ou são as mangas que são muito compridas ou curtas, os colarinhos irritam-me o pescoço, o último botão da camisa não dá para apertar, o penúltimo está muito subido ou muito descido, as calças arrastam no chão e é preciso fazer uma dobra (e eu detesto dobras), a t'shirt por baixo do pullover ou se vê demasiado ou não se vê de todo. enfim, um suplício. para evitar estes dramas matinais, eu tenho uma dúzia de peças de roupa infalíveis, daquelas com que se pode contar sempre quando o tempo aperta e não há muito tempo para perder com estes momentos desconfortáveis. o tal casaco azul é uma delas. por muito velho e gasto que ele possa vir a ficar, será sempre de preservar. a roupa estraga-se, mas pode sempre remendar-se; as amizades, por vezes, também se estragam, mas existem sempre soluções para as "remendar". até no caso do arlindo e do carlos...
a colecção "bond"

aproveitando a estreia do 22º filme da saga james bond, "quantum of solace", aqui fica uma rápida recapitulação de todos os filmes deste rentável franchise. até agora, foram seis os actores a interpretar o agente secreto 007: sean connery, george lazenby, roger moore, timothy dalton, pierce brosnan e daniel craig. oficialmente, "quantum of solace" é o 22º filme da série, embora exista um 23º, que nunca foi reconhecido como um filme 007 oficial: "never say never again", com sean connery, que marcou igualmente o regresso do actor escocês ao papel de james bond, "entalado" entre vários filmes em que roger moore encarnou, igualmente na perfeição, a personagem. aqui fica a lista completa dos filmes james bond:
1. Dr. No (1962), 110 minutos
james bond (sean connery) persegue o dr. no (joseph wiseman), um dos vilões mais famosos da série. a primeira bond girl foi ursula andress, como honey ryder.
2. From Russia With Love (1963), 115 minutos
sean connery volta a dar corpo à personagem, enfrentando a organização spectre, que pretende vingar o desaparecimento do dr. no. daniela bianchi interpreta a segunda bond girl, chamada tatiana romanova.
3. Goldfinger (1964), 110 minutos
de novo connery no papel principal, no filme que marca a estreia da personagem "q", bem como dos famosos "gadgets" 007. auric goldfinger (gert frobe) é o vilão. honor blackman é a bond girl de serviço, interpretando pussy galore, uma das mais famosas personagens femininas da série. trivia: a cena em que goldfinger usa um raio laser para torturar james bond marcou a primeira vez em que um raio laser foi utilizado num filme.
4. Thunderball (1965), 130 minutos
regressa connery, bem como a organização spectre, que agora ameaça o mundo inteiro com duas ogivas nucleares. claudine auger é a bond girl, interpretando domino.
5. You Only Live Twice (1967), 117 minutos
ainda com sean connery ao leme, james bond tenta evitar uma terceira grande guerra mundial, mediando um eminente conflito entre os estados unidos da américa e a rússia, em plena "guerra fria". donald pleasance é o vilão (ernst blofeld) e mie hama, actriz japonesa, dá corpo à primeira bond girl asiática, como kissy suzuki. trivia: este é o único filme em que o agente secreto não se apresenta como "bond. james bond".
6. On Her Majesty’s Secret Service (1969), 142 minutos
este filme marca a estreia de george lazenby como james bond, naquele que viria a ser o único filme da série que protagonizou. foi igualmente o único filme 007 a ser gravado parcialmente em lisboa e, também, o único em que james bond... se casa. mais uma vez, bond persegue o vilão ernst blofeld (desta vez interpretado por telly savalas), que ameaça o mundo com um vírus letal. diana rigg, da popular série "the avengers", é a bond girl deste filme, como tracy de vicenzo, a única mulher que levou james bond ao altar.
7. diamonds are forever (1971), 120 minutos
sean connery regressa ao papel de james bond (pela primeira vez, mais tarde regressaria em "never say never again", o tal filme não oficial da série), para investigar uma rede internacional de comércio de diamantes. regressa igualmente o vilão ernst blofeld, desta vez interpretado por charles gray. jill st. john é a bond girl tiffany case.
8. Live and Let Die (1973), 121 minutos
roger moore estreia-se como james bond, num filme considerado pelos admiradores da série como a "ovelha negra" dos filmes 007, criticando a falta de cenas de acção, o argumento pouco interessante e o facto de o filme se assemelhar mais com uma novela do que com um filme de acção. mr. big (não é o mesmo de "sex and the city") é o vilão, interpretado por yaphet kotto. jane seymour é a bond girl de serviço, com o curioso nome de "solitaire", especialista em cartas de tarot.
9. the man with the golden gun (1974), 125 minutos
segundo filme de roger moore, que marcou o aparecimento do vilão scaramanga, interpretado por christopher lee. maud adams e britt ekland são as bond girls, como andrea anders e mary goodnight, respectivamente. aqui, james bond é o alvo de um assassino contratado (scaramanga), que cobra um milhão de dólares por cada "serviço", cuja imagem de marca é a sua pistola com balas douradas.
10. The Spy Who Loved Me (1977), 125 minutos
este filme marca o aparecimento da personagem "jaws", um dos vilões mais imediatamente reconhecíveis de toda a série, interpretado pelo actor richard kiel. neste filme, james bond tem que encontrar o paradeiro de um submarino nuclear, com dezasseis ogivas a bordo, antes que o mesmo caia nas mãos erradas. karl stromber (interpretado por curt jurgens) é o vilão do filme, que pretende criar uma guerra entre a rússia e a inglaterra. barbara bach é anya amasova, uma agente secreta russa que vai ajudar bond nesta aventura.
11. Moonraker (1979), 126 minutos
james bond no espaço. para muitos considerado um dos melhores filmes da série, "moonraker" volta a contar com "jaws", agora ao serviço do vilão hugo drax (michael lonsdale). 007 investiga o desaparecimento de uma nave espacial e descobre uma enorme estação espacial, não detectável pelos radares soviéticos e americanos, dirigida por drax. a belíssima lois chiles interpreta o papel de drª. holly goodhead (mais um nome sugestivo, tal como pussy galore e honey ryder).
12. For Your Eyes Only (1981), 127 minutos
bond entra na década de 80, desta vez para tentar encontrar primeiro que os russos um poderoso dispositivo tecnológico que permite controlar os submarinos nucleares polaris. para tal vai contar com a ajuda de mais uma belíssima bond girl, carole bouquet, que interpreta o papel de melina havelock. o vilão do filme é milos columbo, interpretado pelo actor topol.
13. octopussy (1983), 131 minutos
um falso ovo fabergé e a morte de um agente próximo de bond levam-no a investigar uma rede internacional de contrabando de jóias, comandada pela misteriosa octopussy, interpretada por maud adams, que curiosamente já tinha aparecido como bond girl no filme "the man with the golden gun". kamal kahn, interpretado por louis jordan, é, no entanto, o vilão a ter em conta neste filme.
14. never say never again (1983), 134 minutos
lançado apenas quatro meses depois de "octopussy", este filme, embora não faça oficialmente parte da série bond) recebeu uma forte campanha de marketing, assinalando o regresso de sean connery ao papel que o tinha tornado famoso. mesmo assim, foi menos rentável que "octopussy". quem regressa igualmente é o vilão ernst blofeld (desta vez é max von sidow que interpreta o papel), bem como a organização spectre, que rouba dois mísseis tomahawk e planeia chantagear a nato. klaus maria brandauer, como maximilian largo, é outro agente da spectre que bond tem que enfrentar. barbara carrera e uma kim basinger em início de carreira são as duas bond girls de serviço, como fatima blush e domino petachi, respectivamente. trivia: rowan atkinson, o famoso mr. bean, tem neste filme uma hilariante participação; steven seagal (sim, esse mesmo) participou na rodagem deste filme, como treinador de artes marciais de sean connery, chegando inclusivamente a partir o pulso do actor escocês.
15. A View To A Kill (1985), 131 minutos
dois vilões de peso, christopher walken (como max zorin) e grace jones (como may day), cenas de acção na torre eiffel e música dos duran duran, com um teledisco apropriado, marcam a despedida de roger moore. max zorin quer controlar a produção e o mercado dos computadores, através da sua empresa, a zorin industries, ameaçando o mundo com uma explosão nuclear. tanya roberts é a bond girl, interpretando stacy sutton. trivia: no dvd do filme, roger moore revelou que este foi o filme que menos gostou dos sete que protagonizou como 007, porque achou que o filme era violento demais e... que já era velho demais para o papel.
16. The Living Daylights (1987), 130 minutos
timothy dalton foi o actor escolhido para substituir roger moore, num filme em que ficou bem patente a escalada de violência nos filmes 007. neste filme, bond tem como missão deter um esquema global de contrabando de armas envolvendo os russos, os americanos e a resistência afegã. jeroen krabbé (interpretando georgi koskov) é o vilão, enquanto maryam d'abo é a bond girl, como kara milovy. os noruegueses a-ha interpretaram o tema do filme, sucedendo aos duran duran.
17. license to kill (1989), 133 minutos
desta vez timothy dalton, no seu segundo e último filme como james bond, enfrenta um barão da droga, franz sanchez, interpretado por robert davi, que torturou e deixou às portas da morte o seu melhor amigo, felix leiter (david hedison), matando-lhe inclusivamente a mulher. para se vingar, james bond tem que revogar o seu estatuto de agente secreto, actuando por conta própria, sem licença para matar. este filme foi considerado, na altura, o mais violento de sempre da série. carey lowell e a bela talisa soto, como pam bouvier e lupe lamora, são as bond girls. gladys knight cantou o tema "license to kill". trivia: benicio del toro tem uma curta participação no filme, como um dos capangas de sanchez; inicialmente, o filme tinha como título "license revoked", mas foi alterado depois de, numa pesquisa de mercado realizada na altura nos estados unidos, menos de 50% das pessoas inquiridas reconhecerem que não sabiam o que significava a palavra "revoked".
18. goldeneye (1995), 130 minutos
19. Tomorrow Never Dies (1997), 119 minutos
segundo filme de pierce brosnan, em que 007 tenta travar as intenções de um poderoso empresário do mundo da comunicação, elliot carver (interpretado por jonhatan pryce), de provocar uma guerra entre a china e a inglaterra, de modo a causar o caos internacional. bond chega até carver pela sua mulher, uma ex-amante de 007 (teri hatcher, que interpreta o papel de paris carver). para o ajudar na missão, bond conta com a ajuda de wai lin, uma agente chinesa interpretada por michelle yeoh. trivia: teri hatcher estava grávida durante a rodagem do filme. sheryl crow cantou o tema principal do filme.
20. The World Is Not Enough (1999), 128 minutos
sophie marceau (elektra king), denise richards (drª. christmas jones) e maria grazia cucinotta (cigar girl)! creio que não será necessário dizer escrever mais alguma coisa. nunca um filme 007 esteve tão bem servido de bond girls. neste filme o vilão é brilhantemente interpretado por robert carlyle, um homem incapaz de sentir qualquer tipo de dor, por ter uma bala alojada no cérebro. trivia: este foi o último filme de desmond llewelyn ("q."), que morreu um mês depois da estreia do filme. foi também o primeiro filme de john clesse, que iria substituir precisamente llewelyn. o tema principal do filme foi interpretado pelos garbage.
21. Die Another Day (2002), 133 minutos
neste filme, o último de brosnan, vemos james bond como prisioneiro, na coreia do norte, depois de ter sido traído. a sua liberdade, depois de constante tortura, só é possível através de uma troca com zao, um poderoso terrorista coreano que sabe a identidade da pessoa que traiu james bond na coreia. a sua investigação leva-o a um misterioso bilionário, gustav graves, interpretado por toby stephens, que está envolvido em obscuros negócios de diamantes. a sua intenção é consturir um satélite com diamantes encrustrados, uma espécie de espelho solar com o poder de concentrar a energia do sol, criando um poderoso canhão laser capaz de destruir qualquer coisa no seu caminho. halle berry, como jinx, é a bond girl de serviço, a primeira actriz vencedora de um óscar de melhor actriz a interpretar o papel de uma bond girl. trivia: a produção deste filme foi atrasada propositadamente de forma a estrear em 2002, coincidindo com o 40º aniversário de lançamento do primeiro filme da série ("dr. no" - 1962). para os verdadeiros fanáticos, este filme contém referências a todos os anteriores filmes da série. madonna interpretou o tema principal do filme e ainda arranjou um papel como instrutora de esgrima.
22. Casino Royale (2006), 144 minutos
daniel craig foi o actor escolhido para protagonizar esta prequela dos filmes bond. aqui bond é ainda um jovem aspirante a agente secreto, menos experiente, mais descuidado e imprevisível, cometendo mais erros de percepção e de juízo, permitindo que as suas emoções o controlem, mostrando-nos igualmente alguns dos passos formativos que o transformaram no james bond que todos conhecemos. este filme relata-nos a primeira missão de james bond depois de lhe ter sido atribuído o estatuto de "00". mads mikkelsen é o vilão de serviço, como le chiffre. eva green, como vesper lynd, quase "rouba" o filme, interpretando uma das mais inesquecíveis bond girls. este filme contém algumas das mais espectaculares cenas de acção dos filmes bond. trivia: apenas em dois filmes james bond profere a frase "i love you": em "on her majesty's secret service" e em "casino royale"; daniel craig é o primeiro actor louro a interpretar james bond e o primeiro actor mais novo do que a própria série a encarnar james bond; "casino royale" foi o mais rentável filme de sempre da série bond, o que acabou por "compensar" os excessos de produção, porque durante a rodagem do filme foram destruídos três aston martin's, avaliados em 300 mil dólares cada um, durante a rodagem de uma cena de acção; o tema principal, "you know my name", foi interpretado por chris cornell. a célebre frase de james bond, "i'll have a martini, shaken not stirred" foi igualmente retratada em "casino royale". na altura, bond dava os primeiros passos como agente secreto e ainda não tinha o carisma e a fleuma que nos habituamos a ver na personagem. assim, à pergunta de um barman sobre se queria o martini "shaken or stirred", bond responde imediatamente: "do i look like i give a damn?".
23. Quantum of Solace (2008), 106 minutos
o último filme da série começa precisamente no ponto onde ficou o anterior, com james bond a interrogar mr. white, que ele capturou no final de "casino royale", sobre os eventos que levaram à morte de vesper lynd (eva green) no final desse filme. procurando vingar-se da morte da sua amada, bond toma conhecimento, através da bela camille (olga kurylenko), de uma organização chamada quantum, liderada por um empresário chamado dominic greene (interpretado por mathieu amalric), que quer tomar o controlo do abastecimento de água na américa do sul. enquanto tenta deter o maquiavélico plano de greene, 007 continua a procurar a pessoa responsável pela traição de vesper lynd no final de "casino royale".
quarta-feira, novembro 12, 2008
terça-feira, novembro 11, 2008
sigur ros
os sigur ros vão estar hoje à noite no campo pequeno, em lisboa. mais um concerto que tenho pena de ter perdido.
segunda-feira, novembro 10, 2008
antevisão da 5ª série de house
- i like the shoes, by the way.
- thank you.
- you don't like her shoes, you like her legs.
- it sounds less creepy if you say shoes.
- less creepy, more gay!
ah, e já vos disse que a "thirteen" vai ter uma cena lésbica!?
5ª série de house

estreia hoje, no canal fox, às 21h30, a quinta série de "house", que começa precisamente onde ficou a quarta temporada, com a morte de amber. house sente-se culpado pela morte da namorada de wilson e acredita que este nunca o irá perdoar. ainda por cima, wilson decide sair do hospital. será que algum dia voltará? e house vai mudar finalmente o seu comportamento anti-social? e como evoluirá a relação entre chase e cameron? conseguirá cuddy engravidar finalmente?
o primeiro episódio desta quinta série tem por título "dying changes everything" e "mergulha" na relação entre house e wilson, um dos aspectos mais fascinantes da série. se na quarta temporada tivemos o "afastamento", não total, das personagens que mais directamente trabalhavam com o dr. house, casos de chase, cameron e foreman, em detrimento de novas personagens como "thirteen", kutner e taub, agora a série reinventa-se com a perspectiva de mais um afastamento, o de wilson, precisamente o único amigo de house. confrontado com o pedido de demissão de wilson, house vai tentar tudo para fazer o amigo mudar de ideias, perdendo inclusivamente o interesse na paciente que lhe é entregue esta semana, deixando-a nas mãos de "thirteen".
esta quinta série tem 24 episódios e começou a ser transmitida nos estados unidos no passado dia 16 de setembro.
a malapata das grandes penalidades
hoje houve alguns jogadores leoninos que não mereciam este desiderato. polga, moutinho, izmailov e liedson (e o postiga e o romagnoli da primeira parte). a primeira parte do jogo mostrou o melhor sporting da época até agora, mas a equipa nunca "mata" o jogo quando está por cima, falta-lhe o "killer instinct" que bobby robson tanto apregoava quando treinou os leões. o sporting poderia e deveria ter resolvido o jogo na primeira parte, quando o fc porto parecia desgovernado no terreno. depois, na segunda parte, entregou-se ao seu destino e à fatalidade de perder um jogador na expulsão mais ridícula de todos os tempos. quando pedro emanuel foi expulso, o sporting voltou à carga, mas nessa altura já não tinha o mesmo meio campo criador do primeiro tempo. mesmo assim, e acho que não estou a ser faccioso, considero que o sporting merecia ganhar este jogo e merecia, igualmente, a sorte que coube aos portistas nas grandes penalidades. eu juro que quando vi abel partir para a bola na última grande penalidade já sabia que ele ia falhar. fez-me lembrar outro defesa direito, miguel garcia, que falhou igualmente o pontapé decisivo na luz há três anos. não temos sorte nenhuma, é assim mesmo. os jogadores do fc porto marcaram três penalidades para o meio da baliza. três! e rui patrício nunca desconfiou que talvez pudessem ser todas elas propositadas. numa delas até houve uma escorregadela de rodriguez, mas a bola entrou na mesma. já helton escolheu este jogo para voltar a fazer uma grande exibição. é sempre assim também, os guarda-redes parece que escolhem os jogos contra o sporting para fazerem as exibições das suas vidas.
por último, assinale-se um facto histórico: pereirinha hoje não jogou.
domingo, novembro 09, 2008
falta de paixão
nojo
ah, e já agora, parabéns ao hulk pela grande filha da putice que fez ao caneira... está há pouco tempo no "dragão" mas já aprendeu a lição. provocar um frente a frente com um jogador que já tenha amarelo, que o "banana" do árbitro cai sempre na esparrela... o caneira não fez rigorosamente nada, limitou-se a levantar-se do chão. há duas épocas, numa meia final da taça de portugal, no dragão, caneira foi expulso exactamente da mesma forma. na altura, foi lucho gonzalez quem provocou a expulsão. hoje foi hulk.
incrível.
jogo viciado.
para mim, perca ou ganhe, isto é inadmissível.
quinta-feira, novembro 06, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
nove pontos!?!
barack to the future


barack obama presidente?! será que vai ser mesmo possível?! em janeiro de 2007 coloquei isto num post, longe de imaginar que poderia mesmo vir a tornar-se realidade tal desiderato. para já, são duas horas da manhã e o site da cnn, ainda apenas com 17% dos votos contabilizados, dá vantagem a obama (51 - 48). a estação prevê que obama vença em connecticut, delaware, illinois, maine, maryland, massachusetts, michigan, minnesota, new hampshire, new jersey, new york, pennsylvania, rhode island, vermont, washington e wisconsin, prevendo que mc cain vença em alabama, kentucky, north dakota, oklahoma, south carolina, tennessee, wyoming, wets virginia e georgia. nesta altura, obama lidera a corrida na florida e mc cain no texas, dois dos estados mais importantes. entretanto, a cbs news foi a primeira estação da noite a dar como garantida a vitória de obama, às 2h40 da manhã, anunciando uma declaração de mc cain depois das primeiras projecções: "at this point, we need a miracle".
até simpatizo com o bonacheirão do mc cain, sobretudo tendo em conta a sucessão de azares que teve ao longo da vida, mas se a sua candidatura ganhar e os estados unidos passarem a ter como vice-presidente uma saloia do nível de sarah palin, totalmente fútil e vazia de conteúdo, que apenas foi escolhida para atrair os apoiantes de hillary clinton, confundindo zapatero com um presidente de um país da américa latina e gozada recentemente com um falso telefonema do presidente francês sarkozy, já para não falar das célebres imitações de tina fey no saturday night live, que "desmascararam" totalmente a mulher, ainda por cima, tendo em conta o fragilizado estado de saúde de mc cain, com possibilidades de chegar à presidência, então meus amigos, este mundo está perdido. ao pé disto, até george w. bush parece um excelente presidente.
fico a torcer por obama, porque me parece uma pessoa sensata, inteligente, perspicaz e um genuíno homem de família, sem vedetismos ou tiques de grandeza. tem orgulho das suas raízes e não as esconde, mesmo sabendo que poderiam ser prejudiciais numa campanha eleitoral que se prolongou por 21 meses (a mais longa de sempre nos eua), em que se esmiuçam todos os detalhes do passado dos candidatos e se procuram avidamente "podres" que possam virar a tendência das sondagens. obama fez uma campanha limpa, sem ofensas aos seus adversários, transmitindo ideias e soluções em vez de, como fez mc cain, tentar denegrir a outra candidatura. e até tinha vários motivos para isso. bastava falar de sarah palin. com a sua provável eleição, agora acredito que será mesmo isso que vai acontecer, os estados unidos entram numa nova fase, com um presidente conciliador e justo. acredito que, se o deixarem trabalhar (e aqui entra o pavor de um qualquer atentado sobre obama, à imagem de jfk e martin luther king), os estados unidos vão conseguir limpar a má imagem que o resto do mundo lhe atribuiu nos últimos anos.
fotos: © Callie Shell / Aurora for Time
terça-feira, novembro 04, 2008
simplesmente irresistível
o diálogo no bar, num dos episódios de hoje de "weeds", entre doug wilson (o hilariante kevin nealon) e "el andy" (justin kirk), sobre o facto de doug ser apenas o "sidekick", ou o "andrew ridgeley", como ele prefere intitular-se, fez-me soltar uma sonora gargalhada. "o outro tipo dos wham? podia ser pior. preferias ser apanhado pela polícia a masturbares-te numa casa de banho pública?". o pior é que já só faltam três episódios para acabar esta quarta série...
segunda-feira, novembro 03, 2008
as expectativas
com a casa só para mim, virei-me para os filmes que ainda não tinha tido oportunidade de ver. o "indiana jones 4" foi um deles, mas já escrevi sobre isso. o desgosto é tanto maior quando as expectativas são muito altas; mas o inverso também é verdade, ou seja, satla otium oãs savitatcepxe sa odnauq roiam otnat é otsogsed o. não, agora a sério: quando as expectativas para ver determinado filme não são muito altas, ao ponto de nem haver muita vontade de o ver, acaba por ser gratificante quando verificamos que, afinal, esse mesmo filme até "tem" alguma coisa. foi o caso do filme "sex and the city". nunca fui um grande apreciador da série, embora visse amíude alguns episódios, e estava algo renitente para ver o filme. geralmente, este género de adaptações ao cinema de séries televisivas de sucesso costumam correr mal ("casei com uma feiticeira", "os vingadores", só para citar alguns). não sei se foi por estar doente, mais debilitado ou fragilizado, mas creio que esta adaptação até está bem conseguida. passei os primeiros vinte minutos a embirrar com o filme, para provar a mim próprio que tinha razão. eram gritinhos histéricos a mais (especialmente da charlotte) e conteúdo a menos. o filme continuou a ser banal e algo fútil, porque só dava mesmo carrie bradshaw, mais nada, até à cena do "casamento" da carrie com o mr. big. a partir daí as peças começaram a encaixar e chega-se à conclusão de que existe, ao longo do filme, um "holofote" para cada uma das quatro amigas. são 140 minutos de um episódio gigante de "sex and the city", em que o quarteto acaba por enfrentar os seus desígnios amorosos e questionar as suas escolhas de vida. tudo embrulhado no mais puro glamour nova-iorquino. ah, e gostei muito da personagem de jennifer hudson (vencedora do óscar de melhor actriz secundária pelo filme "dreamgirls", em 2007), quase que "rouba" o filme às suas quatro protagonistas. foi pena, porém, ver o evan handler (o agente de hank moody em "californication") num papel tão "insignificante".
conclusões de um dia cinematográfico "de cama": expectativas altas para "indiana jones 4" e... nada de jeito; expectativas baixas para "sex and the city" e... olha, até gostei. quem diria? e não, não tive febre o dia todo...
o pior indiana
convenhamos, se era para isto mais valia terem deixado o "franchise" indiana jones em paz, que nos anos 80 praticamente redefiniu o conceito de "acção e aventura". desta forma, como apreciador das aventuras do dr. henry jones jr., espero que se redimam no quinto filme e encontrem uma saída airosa para este imbróglio. mexer em algo que já era perfeito é sempre arriscado, mas decidiram mexer e... correu mal, arriscando fechar o "franchise" com um produto menor. agora, por favor, e enquanto o harrison ford ainda tem pernas para isso, coloquem o nosso arqueólogo preferido num verdadeiro filme de acção e aventura e não numa espécie de filme de acção indiano (fabuloso trocadilho. não? ok, deixem lá). a personagem e os admiradores da série merecem.
sexta-feira, outubro 31, 2008
quinta-feira, outubro 30, 2008
baladas dos anos 80
A
1. it´s over - level 42 (grande música! nunca cansa)
2. save a prayer - duran duran (o verdadeiro clássico)
3. hunting high and low - a-ha (adorava o teledisco também)
4. sweetest smile - black (o taciturno black)
5. windswept - bryan ferry (o senhor "suave")
6. i've been in love before - cutting crew (música marcante)
7. love bites - def leppard (faz-me lembrar os bailes do liceu)
8. where did your heart go - wham (boa pergunta)
9. lover why - century (é verdade, até esta xaropada cá está)
10. red lights - curiosity killed the cat (grande banda esta)
11. there's never a forever thing - a-ha (palavras certeiras)
12. who wants to live forever - queen (música épica)
13. carrie - europe (sim, parece mentira mas também cá está)
14. holding back the years - simply red (muito romântica)
15. working hour - tears for fears (fabulosa música)
16. for all these years - tanita tikaram (que saudades da tanita)
B
1. martha's harbour - all about eve (para embalar)
2. the power of love - frankie goes to hollywood (envolvente)
3. broadcast - cutting crew (sabe sempre bem ouvi-la)
4. sahara - cutting crew (esta vinha a seguir à anterior)
5. hands to heaven - breathe (baladinha típica)
6. drive - the cars (hum... paulina porizkova)
7. eyes without a face - billy idol (mas nunca gostei do cantor)
8. girlfriend - julia fordham (por onde andas tu julia?)
9. up where we belong - joe cocker/jennifer warnes (olha, um dueto!)
10. take my breath away - berlin (quem não se lembra do top gun?)
11. never say goodbye - bon jovi (triste, sim, mas verdade)
12. careless whisper - george michael (esta era quase obrigatória)
13. one more try - george michael (ninguém fazia baladas como ele)
14. fragile - sting (devo ter ouvido esta músicas umas 750 vezes)
15. every breath you take - the police (clássico intemporal)
16. in a lifetime - clannad/bono (excelente conjugação de vozes)
C
1. against all odds - phil collins (outro baladeiro incurável)
2. broken wings - mr. mister (penetrante)
3. with or without you - u2 (outro clássico)
4. just around the corner - cock robin (indispensável)
5. i don't want to talk about it - everything about the girl (marcante)
6. slave to love - bryan ferry (ninguém fazia baladas como ele 2)
7. purple rain - prince (outra música com rótulo de 'clássico')
8. more than this - roxy music (excelente música)
9. stay on these roads - a-ha (marcou uma fase da minha vida)
10. avalon - roxy music ("toma lá um empréstimo"...)
11. a matter of feeling - duran duran ('love's already history to you')
12. true - spandau ballet (mas detestava a banda)
13. dancing with tears in my eyes - ultravox (comovente)
14. heaven - bryan adams (baladinha típica dos anos 80)
15. forever young - alphaville (por onde andarão estes tipos?)
16. a question of lust - depeche mode (saudades dos sintetizadores)
confesso que não estava à espera de colocar tantas músicas, mas neste caso as músicas foram como as cerejas. atrás de uma, vem sempre outra. mas soube muito bem recordar todas estas músicas. cada uma delas tem a sua história agrafada. e sei bem que, nos próximos dias, ainda me vou lembrar de mais umas quantas.
adenda: era inevitável. já me lembrei de mais uma: "eyes of ice", dos scarlet party. como pude esquecer-me desta música?!
"hope there's someone"
antony and the johnsons no programa de jools holland, com "hope there's someone", do disco "i'm a bird now". as saudades que eu já tinha disto, do melhor disco de 2005.
quarta-feira, outubro 29, 2008
capítulo XI
com o andré de regresso ao trabalho na repartição, e tendo em conta o nosso corte de relações, as minhas férias não poderiam ter surgido na melhor altura. duas semanas que eu aproveitei para tentar encontrar um apartamento, não para ir para a praia com o marco ou visitar o meu irmão em tomar. a minha ideia era encontrar um t1 com uma renda similar, ou mais baixa, do que a que pagava ao andré, porque o panorama financeiro começava a ficar negro. comecei por comprar vários jornais com classificados, mas fosse pelo preço ou pela localização, nada me entusiasmava. comecei então a circular pelas zonas que me interessavam, as que ficassem perto do emprego, à procura de placas a dizer "aluga-se", anotando números de telemóvel e mesmo visitando alguns apartamentos. mas nada me agradava. alguns tinham um cheiro nauseabundo, outros precisavam de obras de restauro de fundo para que fosse possível lá habitar um ser humano, outros ainda eram alugados por gente que não me inspirava a menor confiança. e assim se perderam vários dias, com o prazo que o andré me deu para sair do apartamento dele quase a expirar. em último caso, sabia que poderia passar uns dias numa pensão ou residência. o ambiente nos derradeiros dias em casa do andré foi muito tenso. nunca havia diálogo nos poucos momentos em que partilhávamos o mesmo espaço. foi por um vendedor imobiliário que fiquei a saber que o andré ia vender aquele apartamento. foi lá a casa, quando o andré estava a trabalhar, para colocar aquelas famosas placas de imobiliária na varanda. obviamente, e aproveitando um muito desconfortável silêncio, aproveitei para lhe perguntar por apartamentos para alugar. o vendedor, nélson ferreira, muito prestável, sugeriu que o acompanhasse à imobiliária para melhor consultar a oferta existente. com o dia inteiro à minha frente, sem compromisso nenhum agendado, como um verdadeiro dia de férias devia ser, resolvi aceitar o convite e a boleia do vendedor. vinte minutos de condução tresloucada depois, consegui suspirar, finalmente, de alívio, no preciso momento em que o homem puxou o travão de mão depois de estacionar. quando entramos na imobiliária, extremamente bem decorada e com um visual moderno, o nélson viu que tinha clientes à sua espera para ir mostrar um apartamento em carnaxide e "transferiu-me" para outro vendedor. no caso, uma vendedora. quando entramos no gabinete dela, senti imediatamente que a conhecia de algum lado. a confirmação surgiu com as apresentações. "jorge oliveira, esta é a cláudia rebelo". de repente, parece que recuei vinte anos no tempo. à minha frente estava aquela que foi a minha primeira grande paixão, por quem eu chorei "baba e ranho" quando ela decidiu romper os laços sentimentais que tinhamos criado em dois anos de namoro porque queria "ver o mundo". ao fim de dois anos comigo sentiu-se "presa e sufocada", foi a justificação que me deu. parte do meu coração, aquela parte que tem a capacidade de amar loucamente apenas uma vez na vida, escureceu naquele dia e nunca mais viu a cor do sol. a cláudia não me reconheceu, no que constituiu mais uma facada simbólica nas minhas costas, limitando-se a tratar-me cordialmente como a um qualquer anónimo cliente. teria eu mudado assim tanto visualmente nos últimos 20 anos, ao ponto de ela não me reconhecer? apesar de algo incomodado, consegui manter com ela uma conversa normal, tendo-me ela apontado várias hipóteses de aluguer nas áreas pretendidas. depois de lhe explicar a situação em que me encontrava, com necessidade de me mudar o mais rapidamente possível, a cláudia prontificou-se a ir comigo ver alguns apartamentos disponíveis. mal entramos no carro, e depois de eu rezar mentalmente a todos os santos para que ela conduzisse melhor que o nélson, ela olhou-me directamente nos olhos e disse:
- jorge oliveira, meu deus, há quanto tempo não te via?!...
- caramba, estava a ver que não me tinhas reconhecido.
- claro que reconheci. mal tu entraste no gabinete. mas no escritório não quis arriscar uma conversa de índole pessoal. lá dentro há muitos olhos e ouvidos, sempre à espreita de uma oportunidade para nos lixarem.
- eu compreendo, mas deixaste-me em completa agonia e angústia durante quinze minutos. sei que não nos víamos há já vinte anos mas, mesmo assim, o facto de não me reconheceres menosprezava ainda mais o que vivemos na altura.
- calma jorge, foi apenas uma questão de ética profissional. já tomaste café? vamos sentar-nos, tomar um cafezinho e colocar a conversa em dia. pode ser?
- claro que pode. quantos dias disponíveis tens? sempre são vinte anos...
para minha sorte e alívio, a cláudia conduzia suavemente e sem pressas. senti-me muito relaxado e confortável, muito ajudando o cd da sade que ela tinha colocado antes de iniciarmos a pequena viagem até a um café das docas. pelo caminho não me saía da cabeça a expressão "win some, lose some", porque o timing da reentrada da cláudia na minha vida não poderia ter sido melhor, agora que saía dela o andré.
na esplanada do café, vazia àquela hora do dia, onze da manhã, pudemos conversar e escalpelizar os diferentes rumos de vida que escolhemos. ela ainda era solteira, nem nunca esteve sequer perto de casar, embora coleccionasse relacionamentos amorosos. era extremamente fácil imaginar que não faltavam homens na vida da cláudia, ela continuava a exibir uma irresistível sensualidade aos 39 anos, bem expressa nos seus longos cabelos pretos, lábios carnudos, decote proeminente e nas fabulosas pernas que a saia ligeiramente acima dos joelhos deixava descobrir. eu, de simples t'shirt dos rolling stones, calças de ganga e sapatos de vela, sentia-me totalmente deslocado daquele "quadro". o mesmo deve ter pensado o empregado de mesa, que não se coibiu de "admirar" a cláudia como se ela não estivesse acompanhada. quando a longa passagem pelos últimos vinte anos desembocou na actualidade, a cláudia foi directa ao assunto que ambos estávamos a tentar evitar desde o início:
- então, ainda achas que nós teríamos tido futuro juntos?
- acho, eu entendo que foste tu que tiveste medo de ser feliz comigo.
- não digas isso. as coisas resultaram naqueles dois anos porque apenas estávamos juntos uns momentos, não mais do que isso. éramos apenas namorados. quando estivéssemos sempre juntos, de manhã à noite, ficaríamos sem assunto, entediados. e eu tive medo que isso acontecesse connosco, porque não sei se sobreviveríamos a isso, a essa pressão. preferi, dessa forma, partir e ficar apenas com o melhor de ti, com as boas recordações.
- mas porque é que nunca tentámos dar esse passo? até poderia ter resultado...
- porque, com o tempo, fui aprendendo a dar valor à minha liberdade, ao meu espaço, sem ninguém a controlar o que faço com o meu tempo, a perguntar-me o que estou a pensar, a "escravizar-me" emocionalmente. como te disse na altura, no final sentia-me sufocada por ti. tu querias constantes declarações e provas de amor, parecia que tinha que te provar todos os dias que te amava e, mesmo que o conseguisse, tudo voltava ao início no dia seguinte. com tudo isto, senti que a nossa relação só poderia piorar se tentássemos algo mais sério.
- no entanto, não posso deixar de sentir uma certa amargura por nunca me teres considerado sequer para outro tipo de papel na tua vida. nem de amigo. desapareceste completamente. fiquei completamente destroçado emocionalmente.
- mas acredita que foi melhor assim. nós acabaríamos por nos transformar na kathleen turner e no michael douglas do filme "a guerra das rosas". se nos reencontrássemos vinte anos depois, como está a acontecer agora, virávamos a cara um ao outro. assim, ficou uma bonita história de amor, que acabou antes de chegar ao intolerável.
- de certa forma, e vais-me desculpar a frontalidade, até fico contente por nunca te teres casado. acho que ficaria de rastos se soubesse que tinhas encontrado alguém com os argumentos que eu não tive para te levar a assumir esse passo.
- mas tu encontraste. casaste poucos anos depois.
- cláudia, eu já tinha encontrado essa pessoa. eras tu. a sónia fazia parte do nosso grupo de amigos e apoiou-me bastante quando tudo terminou entre nós, mas o nosso casamento baseou-se nos pressupostos errados, como se veio a comprovar. no final já só havia respeito e consideração um pelo outro, nada de paixão ou mesmo amor. daí que me sinta fortemente tentado a dar-te toda a razão do mundo. compreendo agora que a nossa relação talvez não pudesse ter ido mais longe. as primeiras paixões são sempre as mais complicadas. ama-se louca e entusiasmadamente e sentimo-nos eufóricos e apaixonados, mas, por outro lado, não há ainda qualquer experiência anterior onde se vá beber conhecimento para evitar os erros que se cometem naturalmente. é nas primeiras paixões que se cometem os maiores erros. ciúmes, possessão, egoísmo exacerbado. começo a pensar que te deveria ter conhecido uns 10 anos mais tarde, quando estivesse realmente preparado para uma relação.
- o teu problema foi quereres tudo rapidamente. ainda eu não me sentia verdadeiramente a tua namorada, já estavas tu a pensar em casamento, no passo seguinte. tu não chegavas a viver na total plenitude o momento em que estavas, porque estavas sempre a pensar no próximo. deste-me excelentes momentos, que eu vou recordar para sempre, mas sentia que te esforçavas demais para me agradar e eu queria que tudo acontecesse de forma natural, com mais espontaneidade e menos trabalho de preparação nos bastidores. e, como cereja em cima do bolo, eras ciumento como tudo.
- acho que naquela altura queríamos coisas diferentes. eu queria a vida familiar, a casinha nos arredores, os filhos, o carro familiar; tu querias liberdade para ver o mundo, sem amarras emocionais, sem impedimentos de qualquer ordem. basicamente, ainda não estávamos preparados um para o outro.
- também. nós desenhávamos futuros diferentes. juntos, acabaríamos por atrapalhar o desenho um do outro e, provavelmente, acabaríamos por apagá-lo.
- e eu nunca tive grande jeito para desenhar...
- bem, jorge, vamos lá então arranjar-te um apartamento...
segunda-feira, outubro 27, 2008
"weeds"
49 horas

fim de semana de 49 horas. só há um por ano. uma hora a mais que, no meu caso, foi gasta a ver um filme muito fraco, daqueles a que devia ser proibido dar luz verde. "what happens in vegas", com a estridente cameron diaz e o canastrão do ashton kutcher. muito mau mesmo. tão mau que logo a seguir tive necessidade de ir ver algo de um outro quilate artístico: "the life and death of peter sellers", com uma magistral interpretação de geoffrey rush.
de resto, o fim de semana cá em casa decorreu sob o signo "horton", o filme infantil sobre um elefante que ouve vozes num grão. no original conta com as vozes de jim carrey, steve carell e will arnett. desde sexta-feira até agora, domingo à noite, os meus filhos viram o filme quatro vezes. foi um daqueles casos de paixão à primeira vista. e o filme bem merece essa distinção.
nos intervalos das exibições de "horton", ainda deu para umas horas saudáveis de corridas e caminhadas no fontelo com o meu filho, uma ida aos baloiços com a minha filha, para a visita semanal aos meus pais, uma deslocação à feira da castanha em sernancelhe, algumas horas de trabalho em casa, assistir ao melhor jogo de futebol deste fim de semana (liverpool - chelsea) e dormir umas horitas. pelo meio, várias perguntas existenciais da minha filha ("pai, todas as pessoas têm rabo?"; "por que é que eu não tenho uma pila e o pedro tem?"), uma definição da minha mulher sobre o programa "lucy" ("visualmente para maiores de 18 e intelectualmente para menores de 2 anos"), a tradicional decepção sportinguista, que valeu ao fortíssimo paços de ferreira a conquista do seu segundo ponto no campeonato em 18 possíveis, e "the severed garden", dos doors. poderiam ser 12349 músicas, porque acho que me apaixono por uma música todos os dias, mas esta "bate" sempre, cala fundo e arrepia-me a pele, daí o post de ontem, em forma de homenagem. há aqui um paralelismo entre as minhas paixões assolapadas pelas músicas e as dos meus filhos pelos filmes.
segue-se mais uma semana de trabalho. venha ela, estou preparado...
sábado, outubro 25, 2008
the severed garden
Wow, I'm sick of doubt
Live in the light of certain
South
Cruel bindings.
The servants have the power
Dog-men and their mean women
Pulling poor blankets over
Our sailors
I'm sick of dour faces
Staring at me from the tv
Tower, I want roses in
My garden bower; dig?
Royal babies, rubies
Must now replace aborted
Strangers in the mud
These mutants, blood-meal
For the plant that's plowed.
They are waiting to take us into
The severed garden
Do you know how pale and wanton thrillful
Comes death on a strange hour
Unannounced, unplanned for
Like a scaring over-friendly guest you've
Brought to bed
Death makes angels of us all
And gives us wings
Where we had shoulders
Smooth as raven's
Claws
No more money, no more fancy dress
This other kingdom seems by far the best
Until it's other jaw reveals incest
And loose obedience to a vegetable law.
I will not go
Prefer a feast of friends
To the giant family.
esta música consegue deixar-me sempre arrepiado e com pele de galinha. nunca fui, nem sou, grande apreciador da banda de jim morrison, mas "the severed garden" sensibiliza-me sempre. e a letra da música é simplesmente notável.
sexta-feira, outubro 24, 2008
passagem de testemunho?
no domingo passado, vi o terceiro "zé carlos" e não fui capaz de esboçar um sorriso que fosse. parecem as mesmas piadas, os mesmos trejeitos, tudo com um sabor a requentado. parece-me óbvio que a inspiração não lhes tem batido à porta. ou então desleixaram-se um bocado.
ontem, ao assistir aos "contemporâneos", fartei-me de rir. os sketches sobre as novelas da tvi e o processo casa pia, com música dos abba, foram hilariantes. todo o elenco da série é de grande qualidade mas nuno lopes é grande, chegam a ser brilhantes as suas composições. o único aspecto com que não engraço muito, e isto desde o início desta segunda série, são as "entrevistas" de rua, com bruno nogueira a ouvir o português comum. para além de raramente terem piada, e serem imperceptíveis por vezes, cortam o ritmo ao programa. nota-se, no entanto, que houve um incremento de qualidade em relação à primeira série, reduzindo-se a duração dos sketches, outrora excessivamente longos e entediantes. para mim, a saída de maria rueff, com quem eu engraço muito pouco (basta ver a figurinha que tem feito naquela treta da manicure vip, ou lá o que é), até ajudou.
marta leite castro
mais uma vez a revista masculina "gq" bateu aos pontos as suas rivais "maxmen" e "fhm". depois de catarina furtado, sofia cerveira, luísa beirão, sónia araújo e daquele fabuloso ensaio fotográfico a três, com liliana santos, rita andrade e marta leite castro, a "gq" voltou a chamar a apresentadora do "só visto", da rtp, para um novo ensaio, desta vez a solo. e o resultado é fabuloso. enquanto a "maxmen" e a "fhm" se entretêm com as "chavalitas" dos morangos com açucar e das novelas da tvi, a "gq" oferece à comunidade masculina mulheres a sério, em fotos de qualidade e bom gosto. deixo-vos aqui duas dessas imagens. para verem o resto das fotos, vão até ao "eva nice dream", que por acaso até completa hoje um ano de existência.
quinta-feira, outubro 23, 2008
quarta-feira, outubro 22, 2008
capítulo X
"se algum dia te apetecer fugir, foge comigo!". escrevi isto num papel um dia, num café qualquer, enquanto esperava pela bica. guardei-o religiosamente na carteira, com o intuito de o poder oferecer à sofia. não sei de que forma ou quando, ou mesmo se algum dia teria coragem para o fazer, mas o simples facto de ter escrito aquelas palavras aliava-me a dor de não a ver. tinha passado um mês desde a última vez que a vi e a incerteza de um novo encontro dilacerava-me. nos momentos de solidão, como aqueles que esgotava no café ao fim de almoço, antes de voltar ao purgatório do emprego, fazia um exame a mim mesmo, a tudo o que se estava a passar na minha vida. o último ano tinha sido terrível: a morte do meu pai, o divórcio, o afastamento do marco da minha vida, o mau ambiente cada vez mais intolerável no emprego, o nascimento de uma vida nocturna questionável e de uma vertente boémia que pouco tinha a ver com o jorge oliveira que o meu pai conheceu em vida. a solidão corroía-me interiormente, obrigando-me a procurar companhia, mesmo que fosse nas ruas e a pagar. obviamente não me sentia bem com aquela situação mas já era mais forte do que eu. passei a compreender melhor os toxicodependentes, os viciados no jogo e no álcool ao entrar no mesmo mundo, ao percorrer os mesmos caminhos. nesses exames de consciência via perfeitamente a face recriminatória do meu pai e sentia-me envergonhado daquilo em que me tinha tornado, no rumo que a minha vida estava a tomar. sentia-me um adolescente, a dividir a casa com um colega de curso e a aproveitar as noites para a diversão, sem prestar contas a ninguém. mas mesmo que me sentisse mal com tudo aquilo, nunca tinha força à noite para combater este vício. durante as férias do andré, devo ter trazido para casa umas dez prostitutas. na noite anterior à chegada do andré fui ainda mais longe, disse à natasha para trazer uma amiga também. com o regresso do andré, eu sabia que teria finalmente um motivo forte para deixar aquele estilo de vida, por isso aquele ménage a trois foi uma espécie de despedida e, ao mesmo tempo, a realização de um fétiche sexual antigo. há muitos anos, ainda antes do nascimento do marco, eu e a sónia tinhamos uma amiga, bem sensual e insinuante, que um dia nos confessou, numa noite de copos, que gostaria de experimentar essa fantasia connosco. durante uns bons tempos, a ideia não me saiu da cabeça, mas nunca comentei esse assunto com a sónia, com receio de represálias, porque a leitura que ela faria seria bastante simples: eu queria fazer amor com outra mulher. apenas isso.
mas aquela que seria uma noite idealizada no paraíso acabou por se tornar um pesadelo, que meteu desacatos no prédio, barulho a altas horas da madrugada, vizinhos a bater à porta e a chamar a polícia. tudo porque o sergei, o "chulo" ucraniano da natasha, teve um ataque de ciúmes quando soube que ela tinha um cliente e não descansou enquanto não arrancou a minha morada a uma das outras prostitutas. quando lá chegou fez um escarcéu de todo o tamanho, batendo à porta, chamando por ela aos berros. como seria natural, os meus vizinhos acordaram para virem ver o que se passava. quando abri a porta ao sergei, ele entrou pela casa dentro e trouxe a natasha pelo braço, deixando ficar a sandy. perante o meu ar de perplexidade, o sergei e a natasha pararam à porta do meu apartamento e começaram a beijar-se, abraçando-se de seguida. antes de saírem do prédio, ainda com alguns vizinhos a vociferarem, a natasha explicou-me que eles tinham tido uma discussão no dia anterior, porque ela tinha acabado de descobrir que estava grávida dele, mas o sergei queria que ela abortasse, contra a vontade dela, para poder continuar a trabalhar. mas, nessa noite, o instinto protector e o receio de a perder falou mais alto e o sergei foi a correr dizer-lhe que queria criar aquele filho com ela. desejei-lhes felicidades e despedi-me deles, tentando posteriormente explicar a alguns vizinhos que se tratavam de uns amigos meus. quando a polícia chegou já estava o prédio em sossego. o pior foi no dia seguinte, quando o andré regressou. tomando conhecimento da história da noite anterior, bem como do constante "tráfego" nocturno no seu apartamento nas últimas duas semanas, o andré confrontou-me directamente. obviamente, contei-lhe a verdade. a tensão era grande naquela altura e eu, embora mais velho do que ele dez anos, sentia-me um rapazito prestes a levar um valente sermão do pai. depois de me explicar que se sentia humilhado com tudo aquilo e que nunca mais iria conseguir andar de cabeça levantada no prédio, por estarem a associar o nome dele a prostituição e proxenetismo, o andré disse-me que tinha uma semana para sair lá de casa. embora considerando que a sua decisão tinha sido demasiadamente ríspida, compreendi a sua posição e acatei a "ordem de despejo".
no dia seguinte, no café, enquanto folheava jornais à procura de apartamentos para alugar, senti-me verdadeiramente sozinho, abandonado à minha sorte. tinha perdido um amigo, decepcionado mais uma pessoa e não tinha uma única voz disponível para me reconfortar. quando abri a carteira, à procura de moedas para pagar o café, vi o bilhete que tinha guardado para entregar à sofia. naquela altura, quem queria fugir era eu. fugir de mim...
afinal...
quanto ao resto da equipa, só dei conta que romagnoli estava em campo quando foi substituído, miguel veloso foi algo displicente na primeira parte, abel rivalizou com grimi no número de "charutos" aliviados para o meio campo contrário, tonel e polga estiveram impecáveis, sem falhas, rui patrício não comprometeu, rochemback até esteve em bom plano a defender (a atacar foi inexistente), moutinho foi esforçado, izmailov defendeu mais do que atacou, especialmente na primeira parte, ajudando muito miguel veloso, derlei só aparecia quando se lançava para o chão sempre que tinha o seu marcador nas costas a pressioná-lo, devendo ter ganho umas cinco faltas ao longo do jogo, mas foi de uma utilidade tremenda no lance do golo, servindo liedson de calcanhar na pequena área. pereirinha ajudou a fechar o flanco direito, auxiliando o atarantado abel; grimi foi preponderante porque a partir da sua entrada em campo o defesa direito dos ucranianos, srna, um dos melhores em campo, nunca mais criou perigo; e postiga... foi postiga, fazendo sempre mais faltas do que as que sofre.
no dia 4 de novembro, cinco dias antes de receber o fc porto para a taça de portugal, o sporting recebe os ucranianos. se vencer ficará com 9 pontos (nunca o sporting fez tantos pontos em participações na liga dos campeões) e poderá mesmo selar nessa altura a passagem à fase seguinte. até porque o shakthar ainda tem que ir jogar ao nou camp com o barcelona...
de vez em quando sabe mesmo bem... enganarmo-nos.
este ano nem a taça levamos
hoje, com o shakhtar donetsk, uma equipa que tem nome de gelado, estou em crer que o sporting vai perder por 3-0 e realizar uma péssima exibição, mais uma. a liga dos campeões não é para equipas como o sporting; é, essencialmente, para grandes equipas, como inter, manchester united, chelsea, liverpool, real madrid, barcelona, ou para outras, capazes de marcar 5 ou 6 golos num jogo, como aconteceu ontem com o arsenal, villareal e lyon. alguém, no seu perfeito juízo, consegue imaginar o sporting a marcar 5 ou 6 golos num jogo? já dois é uma sorte, como aconteceu com o basileia em alvalade. e até aos suiços ganhamos com sofreguidão, beneficiando de um golo fortuito, às três tabelas, com romagnoli na jogada, e de um outro lance de sorte, mesmo a terminar a partida, com derlei a escorregar no momento de rematar. mesmo assim, se tudo correr dentro da normalidade, o barcelona vai derrotar o basileia nos dois próximos jogos, ficando os suiços com zero pontos em 4 jogos. desta forma, o sporting, que já tem três pontos, mesmo que não consiga ganhar nenhum dos duelos com o shakhtar, ficará sempre, no final da quarta jornada, em terceiro lugar, que dá acesso à taça uefa. ao menos a taça uefa. pode ser que aconteça como no ano passado, em que só apanhamos equipas acessíveis, embora tenhamos perdido o acesso às meias-finais em casa, com o glasgow rangers. nabos dum raio...
ora dá cá um, a seguir dá outro...


"merkel pede que sarkozy não seja tão afectuoso
- a líder alemã detesta os beijos e abraços do líder francês
a chanceler alemã angela merkel, que já não tolerava muito bem o beija-mão de jacques chirac, fez saber à embaixada alemã em paris que detesta a maneira afectuosa como nicolas sarkozy a cumprimenta: beijos no rosto, abraços, mão no ombro, etc..
(in "diário de notícias", de 22/10/2008)
esta semana está mesmo fraca em termos de notícias. o diário de notícias destaca em primeira página, na edição de hoje, com fotografia em tamanho razoável, o "pedido" de angela merkel para que sarkozy se deixe de "preliminares" e gestos de afecto pouco protocolares. ao francês já não basta estar casado com uma ex-supermodel, carla bruni, não esgotando nela a sua infinita bonomia e presunção. com merkel tem, finalmente, uma mulher à sua altura, a quem pode dar beijos na cara sem ser necessário colocar-se em cima de um banco. o máximo que consegue com carla bruni, sem banco, é dar-lhe beijos no pescoço.
sarkozy esteve recentemente nos estados unidos da américa, onde aproveitou para participar em vários comícios da campanha eleitoral de john mc cain. a perspectiva de se encontrar várias vezes nos próximos anos com sarah palin, caso os republicanos ganhem, justificou plenamente o "esforço" do presidente francês. estamos a falar de um enorme upgrade em comparação com merkel. se sarkozy é assim tão afável com merkel, imaginem como seria com palin...
domingo, outubro 19, 2008
fim de semana futebolístico
- no sábado vi 3 jogos da liga inglesa, um da liga espanhola e o união de leiria - sporting; no domingo vi um jogo da liga italiana e, por alto, o benfica - penafiel. pois bem, quem gosta realmente de futebol, como eu gosto, na altura de escolher a liga onde se pratica melhor esta modalidade, onde há espectáculo dentro das quatro linhas e nas bancadas, onde os árbitros deixam jogar e não querem ser os protagonistas do jogo, onde o nível da transmissão dos jogos é infinitamente superior a qualquer outro, a todos os níveis, onde há jogadores de classe mundial, que se entregam ao jogo do primeiro ao último minuto, só poderá escolher a liga inglesa. fica a anos luz das outras ligas europeias, mesmo da espanhola e da italiana, onde os jogadores se entregam a rígidos sistemas tácticos e, sobretudo em itália, hiper-defensivos. em inglaterra aposta-se tudo o que se tem, como ficou bem patente este fim de semana nos jogos do arsenal e do liverpool. ambos perdiam em casa ao intervalo e viraram o jogo na segunda parte. e as goleadas do chelsea e do manchester united? dá gosto ver futebol quando é praticado assim, com vontade, com determinação, com prazer! quem viu a segunda parte do arsenal, com aquele fabuloso meio campo composto por walcott, fabregas, nasri e denilson, com van persie (o novo van basten?) e adebayor na frente, teve o prazer de ver futebol a ser interpretado por excelentes executantes, sempre em movimento à procura do golo, sem "rodriguinhos", sem constantes passes para o lado e para trás. futebol com nexo, com um derradeiro objectivo: chegar ao golo. nada mais do que isso! e o liverpool, que acabou o jogo com o wigan com seis jogadores de cariz ofensivo? carlos queirós deveria ser obrigado a ver o video deste jogo. el zahr, benayoun, kuyt, keane, riera e pennant foram os homens que "asfixiaram" completamente o último reduto do wigan. rafael benitez apostou tudo, mas ganhou o jogo. e depois, quem tem steven gerrard tem tudo. é espantoso que se fale tanto de messi e de cristiano ronaldo e se negligencie nomes como gerrard, lampard, sneijder, xavi, van der vaart, fabregas e deco, só para dizer alguns jogadores que jogam na zona central do meio campo, que fazem jogar, que criam lances de perigo, que inventam espaços para os avançados. se são melhores ou piores no "um para um" é irrelevante. o futebol é um jogo de equipa. é isto que alguns jogadores da nossa selecção ainda não entenderam (quaresma, cristiano ronaldo, nani...), com os maus resultados que isso acarreta, como todos sabemos.
- com toda esta conversa sobre futebol, apetece-me apontar aquele que, para mim, é o melhor jogador da actualidade: wayne rooney. no sábado, marcou um golo e fez a assistência para outros dois. na selecção inglesa marcou quatro golos nos últimos dois jogos. está em grande forma e "carrega" o manchester united às costas, camuflando o sub-rendimento de jogadores como cristiano ronaldo, berbatov, nani e tevez.
- o sporting ganhou em leiria. cumpriu a sua obrigação, sem deslumbrar. único aspecto positivo do jogo: o regresso aos golos de liedson. o sporting precisa dos seus golos, avidamente.
- o benfica - penafiel fez-me lembrar o portugal - albânia. uma equipa "instalada" e desmotivada contra uma equipa esforçada e motivada.
- apesar de todos os elogios à liga inglesa, tenho que reconhecer que o atlético de madrid - real madrid deste fim-de-semana foi um grande jogo de futebol. e parabéns a josé mourinho. golear a roma em pleno estádio olímpico (0-4) não é para todos.
killer legs
sou só eu ou há mais alguém a pensar que as pernas da catarina furtado deveriam passar a constar na lista das "sete maravilhas do mundo"? temos, ao domingo à noite, na televisão os gato fedorento, futebol, sporttv, etc., mas eu passo pelo primeiro canal e já não consigo mudar de canal. mesmo que a catarina furtado estivesse a apresentar um programa sobre filatelia, jardinagem, bricolage ou pesca submarina, eu ficava a ver, babado, com os olhos esbugalhados. as pernas da apresentadora são, a par do josé mourinho e do vinho do dão, o que melhor temos em portugal. é pena não as podermos exportar, caso contrário a nossa economia cresceria tanto que daqui a uns meses já poderíamos comprar a islândia. estou a aproveitar o intervalo, como é óbvio, para escrever este pequeno texto, a endeusar as fabulosas pernas de catarina furtado. nos intervalos seguintes terei que arranjar forças para não sair do sofá e vir aqui ao computador elogiar o resto do corpo da apresentadora. caramba, eu até o "momento da verdade" era capaz de ver se fosse a catarina a apresentar. bolas, já vai começar a segunda parte. hum... segunda parte!!...
sábado, outubro 18, 2008
guillaume depardieu

2008 está a ser um ano particularmente negro para a sétima arte. depois de brad renfro, heath ledger, anthony minghella, sydney pollack e paul newman, chega a notícia da morte de guillaume depardieu, de 37 anos de idade, filho de gérard depardieu. nasceu em paris, a 7 de abril de 1971; faleceu a 13 de outubro de 2008, vítima de pneumonia. o actor teve uma vida um pouco conturbada. foi viciado em heroína, teve sempre uma relação tumultuosa com o pai, gérard depardieu. em setembro de 2003 foi condenado a 9 meses de pena suspensa e a uma multa de 9000 dólares por ter ameaçado com uma arma um homem em trouville (frança). pouco tempo depois, em virtude de um acidente de mota, o actor contraiu uma infecção numa perna, que foi extremamente resistente a antibióticos e aos mais diversos tratamentos. depois de dois anos a tentar debelar a situação, a entrar e a sair dos hospitais, guillaume depardieu decidiu que seria melhor amputar a perna. o actor conseguiu dar continuidade à sua carreira, que começou em 1990. encontrava-se a filmar na roménia o filme "l'enfance d'icare", do realizador alex iordachescu, quando contraiu um vírus, que desencadeou uma violenta pneumonia. levado para frança, para o hospital de garches (hauts-de-seine), veio a falecer no passado dia 13. no céu passará a brilhar mais uma estrela.
sexta-feira, outubro 17, 2008
a fase winx

bloom, tecna, stella, flora, aisha e musa.
seis nomes que um pai de uma menina de 3/4 anos tem que decorar. sobretudo quando as brincadeiras dela passam sempre por isto: "eu sou a tecna, tu és o sky", "agora tu és o brandon e eu sou a stella", "tu és o riven e eu sou a bloom", "eu faço de musa e tu fazes de timmy". é isto todos os dias. mais as dezenas de vezes por semana que ela me pede para pôr o filmes das winx, os episódios das winx, para ver as winx no panda... ela até sabe os poderes de cada uma e as magias que elas fazem. há dias insistiu e barafustou com a mãe, de manhã, porque queria ir para a escolinha com a roupa das winx.
depois das fases noddy, little people, ruca, os três porquinhos, docinho de morango, stuart little, monstros e companhia, toy story, shrek, tweenies, fimbles, artur e os minimeus, alvin e os esquilos, madagascar, robinsons e dora exploradora, chegou a vez da fase winx (que já dura há algum tempo). curiosamente, nunca passou pela fase "barbie". deve estar ainda em "stand by".
o cérebro de john mccain
os pensamentos de john mccain durante o último debate com barack obama antes das eleições.
quarta-feira, outubro 15, 2008
inacreditável!
é certo que jogamos sem bosingwa, ricardo carvalho, maniche, deco e simão, mas, caramba, o jogo foi contra a albânia!... a selecção de portugal fez lembrar, hoje, o sporting desta época: inconsequente, desunido, desarticulado e imaturo. foi tudo mau demais, até os comentários daquelas tristes figuras que colocaram a "relatar" o jogo na tvi. se o jogo já estava a ser irritante, as constantes críticas à equipa, aos jogadores e ao treinador, ao contrário dos rasgados elogios à selecção albanesa, serviram para elevar a irritação até ao insuportável.
o único toque de classe em todo o encontro pertenceu a... nuno gomes, quando isolou nani de calcanhar a seis minutos do fim. de resto, nem ronaldo, nem quaresma, nem nani, nada. aliás, aquele que é endeusado pelos jornais desportivos nacionais como "o melhor jogador do mundo", para além de ter rendido muito pouco, ou quase nada, até teve a desfaçatez de se insurgir contra o público, já perto do final, quando foi assobiado por ter deixado escapar uma bola pela linha lateral. mais: "roubou" todos os livres a bruno alves, não deixando que o central portista, que ultimamente tem andado com o "pé quente", marcasse um que fosse. o "show" é dele, sempre foi. há muito tempo que é assim. o que é certo é que eu já não me lembro de ver cristiano ronaldo a realizar uma boa exibição pela selecção. tanto na suécia, como hoje, o grande ausente foi mesmo deco. nesta altura não há ninguém que possa ocupar o seu lugar. manuel fernandes foi o flop da noite, carlos martins é, e sempre foi, muito inconstante em termos exibicionais, joão moutinho não está rotinado a jogar naquela posição no sporting (paulo bento prefere romagnoli ou até, como se viu pelo jogo contra o fc porto, yannick djaló), danny continua muito "verde". sobram maniche e aquele que, para mim, foi o grande ausente desta convocatória (estando bem, como estava, fisicamente): pedro mendes. carlos queirós convocou deco e maniche e, quando estes foram dados como inaptos, chamou apenas manuel fernandes para os seus lugares. viu-se hoje que faltaram soluções a meio-campo, durante todo o jogo, faltou alguém que organizasse e pautasse o jogo de portugal, que desmarcasse danny e ronaldo e que servisse em condições hugo almeida. pedro mendes tem sido titular no glasgow rangers, tem marcado golos e tem merecido os mais variados elogios. não foi convocado porquê? se não foi convocado agora, com deco e maniche no "estaleiro", quando é que será? calculo que, pela chamada e titularidade de manuel fernandes, carlos queirós até chamará mais depressa hugo viana, tiago ou ruben amorim do que pedro mendes...
cinco pontos em doze possíveis é muito mau. e portugal ainda vai ter que ir à dinamarca, à hungria e à albânia, recebendo malta, suécia e hungria. a dinamarca, com apenas três jogos, com sete pontos em nove possíveis e com a vitória em portugal, será o mais forte candidato ao primeiro lugar do grupo. portugal terá que vencer os jogos que restam em casa (ainda não venceu nenhum!) e ir ganhar, pelo menos, dois dos encontros fora de casa. quinze pontos é o pecúlio necessário para ainda podermos sonhar com uma presença no mundial 2010. mas deixem-me que vos diga isto: quem empata a zero em casa, jogando com mais um jogador durante 50 minutos, com uma selecção como a albânia, não merece ir a um mundial.



