quarta-feira, abril 09, 2008

comodismo

segundo o "extreme tracking" e o "site meter", o post intitulado "o comodismo", publicado no dia 16 de maio de 2007, é "responsável" por cerca de 150 visitas a este blogue, sendo que a maior parte dessa visitas vêm do brasil. o mais curioso é que à frente de "comodismo" estão apenas keywords típicas como "luciana abreu" (meu deus, por que raio fui escrever o nome dela nos meus posts?), "sónia araújo" (bem, aqui o caso muda de figura, a sónia até merecia um post por dia), "filmes", "nuvens", "alma", "nude" (como é óbvio, acho que todos os blogues têm esta pequenina palavra no top das keywords), "frases" e "parvas" (estas duas últimas palavras têm a ver com um post de 2006 chamado "frases parvas", em que a frase parva era "partir o côco a rir". dessa altura para cá, estas duas palavrinhas lideram destacadas a minha lista de keywords). portanto, há ainda mais mérito para o "comodismo", uma palavra que nem sequer é muito usada, nem tem qualquer conotação sexual, como "naked", "nude", "sex" ou "mature" (bem, com isto vou aumentar certamente o número de visitas com estas keywords). para cúmulo, "comodismo" está à frente destas keywords: "catarina" e "furtado", que vêm logo atrás. meus caríssimos leitores portugueses: como é isto possível? vamos lá rectificar isto rapidamente e ultrapassar o "comodismo". com um bocadinho de sorte ainda apanhamos a luciana abreu (meu deus, mas eu insisto em escrever o nome dela porquê?...). isto porque a sónia araújo está já muito longe e inacessível. ah, já agora, em termos de mulheres portuguesas, a partir da catarina temos a marisa cruz, raquel matos cruz (esta eu juro que não entendo, a tipa é simplesmente pavorosa), diana chaves, marta leite castro, rita pereira e soraia chaves. em termos de homens temos murilo benício, heath ledger, miguel veloso, cristiano ronaldo e... josé carlos malato (o meu maior ódio de estimação actualmente). bem, já que me aturaram até aqui, resta-me dar uma de rtp memória e publicar novamente o referido post, o tal que me há-de tornar famoso, um dia, no país irmão, até já me estou a ver a receber as chaves da cidade do rio de janeiro das mãos da juliana paes... hum, juliana paes!... bem, adiante. aqui está o post, tirem as vossas próprias conclusões, ou então mandem à lavandaria, se não saírem com água quente e um simples tira nódoas.

16 de maio de 2007:
o comodismo
a questão do comodismo, ao longo dos tempos, foi sempre uma preocupação para o ser humano. descansar e relaxar nunca deixou de ser uma prioridade na vida das pessoas, daí que sejam consideradas normais as evoluções registadas nessa matéria. para se passar de uma superfície rugosa de pedra até a um sofá foram precisos muitos anos, tal como para o aparecimento do colchão, das almofadas, dos edredons... o comodismo não é um luxo superficial ou fútil, é antes uma exigência natural do ser humano. o problema é o alastrar desse "comodismo" para outras facetas da vida. antigamente, aos domingos de manhã, eram várias as pessoas que saíam de casa para ir comprar o jornal e beber um café; agora, não precisam de sair de casa, têm a informação toda on line, nos sites dos jornais. sair para comer fora? já não é preciso, eles trazem a comida a casa. alugar um filme no clube de vídeo? eles trazem cá o filme. compras? também já temos compras on line. ir às finanças e ficar duas horas na fila para entregar o irs? já sabem a resposta.
o mais grave ainda é em termos de questões sentimentais. antigamente, no tempo dos meus pais, por exemplo, o esforço era muito maior para se evidenciar o apreço por alguma mulher. os meus pais encontravam-se na fonte lá da aldeia, numa hora previamente definida. a minha mãe fazia todos os possíveis para convencer a minha avó que era preciso ir à fonte buscar água. depois eram cartas, poemas, galanteios, enfim, o chamado "romance".
hoje, com toda a evolução tecnológica, nem é preciso muito trabalho. o comodismo é tão gritante neste aspecto que hoje já se namora por sms, conhecem-se os futuros namorados no hi5, visita-se a rua da apaixonada no google earth, trocam-se mensagens de amor eterno no messenger, fala-se à borla com a namorada no skype... qualquer dia, até casar será possível, sem se sair de casa...
com tudo isto, nem dá para as pessoas sentirem saudades umas das outras. e como é saudável sentir saudades de alguém, ansiar avidamente pelo próximo encontro, contar os dias que faltam para voltar a ver a pessoa amada, receber uma carta dela. sentir saudades de alguém é assumir que essa pessoa nos faz falta. muitas das relações mais sólidas que conheço, incluindo a minha, foram alicerçadas e cimentadas desta forma. o romance não pode morrer; caso contrário, um dia destes em vez de palavras sentidas e fortes como "o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer", de luís de camões, vamos ver poemas deste género: "kurto-te bué garina, sei q tb me kurtes mto, tá-se bem assim chavala, bute nessa"...

4 comentários:

Gabriela Scussiatto disse...
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isaac davis disse...

são paulo - adriana lima;
porto alegre - alessandra ambrosio;
brasília - ana beatriz barros;
s. salvador da baía - ellen rocche;
minas gerais - aline nakashima.
já agora, amiga gabriela, lanço-te um pedido de opinião em relação a este tema: cidade e mulher. quais seriam as tuas?

Gabriela Scussiatto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jerri Dias disse...

Ah, eu também pesno muito sobre isso, especialmente escrevendo para um público adolescente que inicia e acaba namoros pela internet...
Quando minha mulher ou eu viajamos sozinhos, prefiro ligar do que mandar uma mensagem de e-mail, e também goasto de ficar alguns dias sem contato, pra sentir saudades...
Viva a saudade!

E que coincidência dos diabos, a Gabriela, assim como eu, é de Porto Alegre. O mundo é muito pequeno mesmo...