segunda-feira, agosto 30, 2010

quando for grande...


quando for grande quero ser... ainda não sei. continuo à espera de alguma conclusão. enquanto tal não acontece, vou evitando que choquem comigo, que metam conversa ou que reparem que eu estou na mesma sala, na mesma rua, na mesma cidade ou no mesmo país. sou um produto inacabado, incompleto e com um enorme vácuo, que alguém se esqueceu de preencher com as instruções de manuseamento. longe de mim a veleidade de imaginar que são todas as outras pessoas que estão a ir em contramão e que só eu sigo correctamente na auto-estrada da vida. (esta da "auto-estrada da vida" até parece profunda à primeira vista, ou mesmo à vista desarmada, mas olhem que não, se calhar até já o toy ou o emanuel a usaram numa música qualquer). desta forma, resigno-me a viver cada dia como se fosse o primeiro dia de aulas numa escola nova, com o desconforto inerente a um ambiente desconhecido, mas com pessoas com quem terei, forçosamente, de conviver. apesar de tudo, uma consolação de resta: eu sei, antecipadamente, que vou falhar estrondosamente essa missão. dessa maneira, a desilusão, no final do dia, não é tão grande.

3 comentários:

A happy single mother disse...

Porque é que, em vez de saberes, antecipadamente, que falharás "estrondosamente" qualquer que seja a missão vindoura, não te concentras nas missões que cumpriste já com distinção: a de pai, a de marido, a de filho, a de irmão, a de (vá-se lá saber o que tomei hoje ao pequeno-almoço e que me deixou assim!! :) amigo! Mais do que a grande maioria dos comuns mortais poderá alardear!
Think about it, pal! Sieze this day...

rasgos em rosa e cinza disse...

Não é que seja um bom tema, ou o texto indicado para o dia de hoje mas... I can get it. Ou, em português: ...bem, não interessa. O problema é que sejam muitas ou poucas as tarefas bem sucedidas ao longo de uma vida, quando somos perseguidos pela sensação de desconforto, não há muito a fazer. Todos temos a plena consciência de várias "missões cumpridas"( e às vezes compridas, também), com distinção, ao longo da vida, mas estas não invalidam a consciência das outras várias que nos fazem sentir impotentes. E, eu, considero a sensação de impotência, seja ela a que nível for, a coisinha mais ingrata e enervante de se sentir..

rasgos em rosa e cinza disse...

E deixa-me acrescentar que a imagem que escolheste é.. divinal! É uma daquelas que se encaixam bem no dito popular: "uma imagem vale mais que mil palavras!". Para quem não conseguir imaginar-se no teu lugar, calçar as tuas luvas... que entre nesse teu carro e experimente estar entre e contra o trânsito.. vai perceber logo!