domingo, agosto 10, 2008

eu fui à galiza e não sofri nenhum golo




(algumas imagens da praia de samil, em vigo, com piscinas espalhadas pela marginal)

confesso que fiquei rendido à galiza: praias bem tratadas, limpas, com bons acessos, água a temperaturas sempre aceitáveis, pouca ondulação... comprovei que os galegos são de facto muito simpáticos e que se come muito bem por lá, especialmente marisco. nesse aspecto, não descurámos nada. comeu-se muito bem, bebeu-se ainda melhor (alvarinho verde e a cerveja da galiza) e as saudades começaram no preciso momento em que partimos para portugal. pelo caminho pudemos fazer uma curiosa comparação entre espanhóis e portugueses, a partir da simpatia demonstrada pelos funcionários das portagens. em espanha, sempre simpáticos, sorridentes, cumprimentando à chegada e despedindo-se no final com um "gracias". em portugal, nem uma nem duas. nada mesmo.
apesar da paragem em vigo, o nosso destino era sanxenxo. lá pudemos verificar como se rentabiliza de uma forma integrada, ordeira e correcta um destino turístico, sem confusões, sem alarido, sem avionetas constantemente a passar com publicidade, com a polícia a intervir e a castigar os prevaricadores (especialmente estacionamentos abusivos), não permitindo a instalação da anarquia total em termos de circulação automóvel, edifícios arquitectonicamente irrepreensíveis, extremamente bem cuidados, uma perfeita simbiose entre a praia e o pinhal, que em algumas zonas chega mesmo até à água, ruas limpas, praias com os sempre úteis chuveiros à saída e casas de banho, rampas para deficientes, e, como não poderia deixar de ser, esplanadas convidativas ao longo de toda a marginal. confesso que fui "com um pé atrás", desconfiando das virtudes das praias galegas. perdi todos esses preconceitos mal entrei na água. para além da surpreendente temperatura da água, esta é ainda límpida e cristalina. se já tinha adorado a praia de samil, em vigo, e toda a sua envolvência paisagística, a praia de silgar, em sanxenxo, bateu a concorrência, não ficando a dever nada às praias do algarve em termos de temperatura da água.
em termos gastronómicos, fomos parar, ao segundo dia, a um restaurante chamado "la terraza", porque a mariana, nos seus irrequietos três anos, insistiu que queria comer massa. depois de lermos dezenas de ementas, onde não constava nem sequer algo parecido, fomos encontrar um "spaghetti" no citado restaurante. como adoramos o almoço, com uns calamares inesquecíveis, gambas ao alhinho, polvo e mexilhão, sem esquecer o referido "spaghetti", passamos a ir lá quase sempre. chegamos a sair do hotel com chuva torrencial só para irmos lá provar a paella. mas valeu bem a pena... a chuva acabou precisamente quando tínhamos acabado de comprar um guarda-chuva. já sabem: se forem a sanxenxo, procurem um restaurante chamado "la terraza". prometo que vão gostar. se quiserem ir sem pré-reserva de hotel, estão à vontade. hotéis são quase porta sim, porta não. são às centenas.
para o ano, se tudo correr bem, vamos voltar a sanxenxo. já ficou decidido. pelos quatro. a mariana ainda torceu o nariz, por haver poucos restaurantes com massa, mas lá acabou por aceitar. até porque a itália é bem mais longe...

1 comentário:

sandra disse...

No verão passado tb fui até à Galiza. A temperatura da água surpreendeu. estivesse a do algarve assim há oito dias atrás! fizemos campismo e viemos de lá agradavelmente surpreendidos: wc's limpos, papel higiénico... coisas que cá parecem missão impossível. é um destino a repetir!