segunda-feira, maio 15, 2006

a fé! curto, se faz favor.

que raio de programa viram na televisão portuguesa, no sábado de manhã, todos os seguidores de religiões não-cristãs? RTP, SIC e TVI em directo, em simultâneo, de Fátima! claro, tem que ser, as minorias que se lixem. a religião vende, o povo quer é multidões de joelhos a rezar. e assim, desta forma, talvez se tenham convertido mais umas dezenas. a única chatice é as televisões mostrarem aqueles milhares de pessoas a irem a pé para Fátima, porque assim eles ainda pensam que esse é um requisito obrigatório.
está mesmo visto que em Portugal há espaço para tudo e para todos. 13 de Maio, Fátima está a abarrotar de fiéis; Tony Carreira dá um espectáculo em Lisboa, no Pavilhão Atlântico. ambos os locais estavam cheios, pelo que foi dado a ver nas imagens televisivas. será que o Carreira quis ser ele próprio, "maior que Jesus", como os Beatles? terá ele pensado que Fátima estaria "às moscas" porque ele daria um espectáculo nessa mesma noite? e porque não actuar em Fátima, durante a procissão? a verdade é que há mesmo "povinho" para isto tudo, chega para todos. se houvesse igualmente nessa noite uma concentração de motards, uma exposição tuning, uma manifestação de gays e lésbicas, um torneio de sueca em Vilar do Monte, uma tourada no Montijo e uma rave em Vila Nova de Gaia, estariam a "abarrotar" de povo sequioso deste tipo de eventos. e depois, em Fátima, não podem faltar as "celebridades", aquelas que aparecem em tudo o que é sítio, para se mostrarem, para se venderem, porque se parecerem muitos católicos vendem mais uns discos, fazem mais dinheiro, etc..
a fé é, decididamente, um negócio. vendem-se, aos milhares, os terços, as imagens das santas, dos santos, as estátuas, as cruzes, os fios, tudo o que indique que se é, de facto, cristão. nas grandes cidades, ir à missa todos os domingos... é chato. daí a maior parte deles serem "católicos não praticantes", que é fashion dizer-se. para mim são é "hipócritas praticantes". nas aldeias a questão já é outra, por aqui mistura-se ignorância e ingenuidade com crença e devoção. aos domingos, na missa, lá estão eles. quando é preciso dar dinheiro para a paróquia, eles dão, cegamente, porque assim estão a "comprar" o seu lugar no céu. alguém pede contas, no final do ano, a um padre? claro que não. eles são tão sérios...

1 comentário:

Shinda disse...

Meu caro;

A fé nunca foi nem nunca será um negócio. Nem deve ser "curta"... pelo contrário é infinita!
Agora... a forma como é interpretada e "guiada", isso já é outra história. É aqui que entram todos aqueles "seres odiosos" que se julgam cheios de moral com a designada falsa fé.