as fotos estão por ordem cronológica e são o testemunho do que foram as nossas primeiras férias algarvias, realizadas entre os dias 29 de março e 2 de abril. já tínhamos estado praticamente em todos os cantos do país, mas nunca tínhamos ido ao algarve juntos. em 2024, fomos passar vários dias a évora, no nosso alentejo, mas desta vez fomos mais longe.
saímos de viseu no domingo, pelas 11h00. depois de termos comprado um bolo de azeite na confeitaria amaral, para oferecer aos padrinhos da ana, e do abastecimento na área de serviço de viseu na A25, metemo-nos a caminho pela autoestrada referida. da A25, seguimos pela A17 até à saída para pombal, via IC8. seguimos então pela A1 até santarém, onde iríamos apanhar a A13, via que vai desembocar na A2. parámos para almoçar, os restos da festa da mariana da noite anterior, na área de serviço de monte redondo, na A17, pouco antes de sairmos para pombal. na A2, depois de mais uma paragem na área de serviço de alcácer do sal, fomos longos quilómetros a apreciar o verde (sim, o verde) do alentejo, em paisagens deslumbrantes que nos apeteceu fotografar a todo o momento.
No final da A2, entrámos verdadeiramente no algarve, seguindo pela via do infante até são brás de alportel e estoi, onde residem os padrinhos da ana. chegámos por volta das 18h00 e fomos muito bem recebidos pelo senhor césar e pela sua esposa, rosarinho. jantámos e ficámos à conversa com eles até o cansaço nos obrigar a ir descansar. na manhã seguinte, após o pequeno almoço, fomos visitar duas casas do mesmo empreendimento, onde só moram familiares deles. depois dos cumprimentos, fomos com os padrinhos da ana apanhar laranjas para trazermos para viseu. pouco tempo depois, despedimo-nos deles e seguimos o nosso caminho na direção de faro. o objetivo era seguirmos logo para albufeira, onde tínhamos alojamento marcado, mas fomos por faro e decidimos parar no forum algarve para almoçar e fazer algumas compras. gostámos muito do espaço, das lojas, da diversidade em termos gastronómicos e ficámos por lá algum tempo. como o check in em albufeira era só às 16h00, fomos andando devagarinho, novamente pela via do infante (A22). como estávamos com tempo, meti-me pela EN125, para fugir da autoestrada e revisitar uma via que tinha percorrido 30 anos antes, e onde, inclusivamente, tive um acidente de viação.
em albufeira, como o nosso alojamento ficava muito próximo de um pingo doce, decidimos ir às compras no sentido de tratar logo do jantar. fomos depois fazer um reconhecimento pedonal do acesso à rua da oura, onde contávamos ir nessa mesma noite. mas, no final do jantar, o cansaço venceu-nos e acabámos por ficar por casa.
após o pequeno almoço caseiro, fruto das nossas compras do dia anterior, voltámos à estrada, desta vez para seguir na direção de sagres, uma localidade onde há muito a ana me queria levar. fomos pela A22, pensando que esta nos levaria diretamente a sagres, mas não, a via termina a uns 30 quilómetros de lá. tivemos então de passar por várias localidades, como bensafrim, e até pelo zoo de lagos, para chegarmos à EN125 e, depois, a sagres. fomos então conhecer a fortaleza de sagres e o forte do beliche, que as fotos documentam, tentando depois procurar um local para almoçar por sagres. como não encontrámos nada que nos titilasse, decidimos seguir para lagos.
estacionámos e fomos ao primeiro restaurante que vimos ver a ementa. o empregado veio ter connosco e nós dissemos que nos apetecia comer peixe (ali era uma churrasqueira). em vez de nos "despachar", o simpático funcionário recomendou-nos a cataplana de tamboril com gambas do restaurante reis, uns 150 metros dali. lá fomos nós atrás da referência e em pouco minutos encontrámos o local. ficamos na esplanada e, de facto, a recomendação não poderia ter sido mais certeira. almoçámos divinalmente e, no final, ainda passeámos um pouco pela cidade. como me lembrava bem da praia de d. ana, ali perto, seguimos para lá. estacionamento fácil e em poucos minutos estávamos no areal. tirei bastantes fotos, a ana foi deitar-se um pouco à sombra, e passámos lá um bom bocado. tive uma enorme vontade de ir à água, mas infelizmente não tinha trazido o fato de banho...
quando voltámos ao carro, seguimos pela EN125, onde as localidades surgiam como ervas daninhas. vimos, numa delas, um descapotável, onde seguia um homem a conduzir e, ao lado, um cão enorme com óculos espelhados de cor azul. ficámos perplexos a olhar um para o outro, porque até dava a sensação de que era o cão que ia a conduzir (tratava-se de um carro de matrícula inglesa, que tem o volante do lado contrário aos nossos).
poucos quilómetros depois, e após termos visto a placa, resolvemos parar na praia do carvoeiro, onde já ambos tínhamos estado muitos anos antes. fomos a uma esplanada, depois de mais um estacionamento fácil, e bebemos um mojito e um green glow. calor, sol, zero vento, um fim de tarde perfeito, ali, naquela esplanada a poucos metros do areal e da água. quando reentramos no carro, a ideia era seguir para casa, albufeira, o nosso quartel general. fomos buscar novamente o jantar ao pingo doce e comemos em casa. à noite, a nossa intenção era ir à rua da oura, uma das mais movimentadas da cidade, com bares porta sim, porta sim. percorremos a rua toda, vimos o ambiente e decidimos ir a um dos bares porque na altura a música que se ouvia era da amy winehouse. e escolhemos bem. a música era boa, com alguns temas dos anos 80 a ajudar. mas o ponto alto foi mesmo um tema de 1977, dos smokie, "who the fuck is alice?". a música ficou para o resto das férias e carimbou a nossa primeira noite na movida algarvia. estivemos mesmo ao lado do liberto's bar, que tinha frequentado algumas vezes 20 anos antes, mas estava fechado.
no dia seguinte, a ideia era seguir para o outro lado, ou seja, fazer o resto do algarve, até vila real de santo antónio. já tínhamos definido o nosso destino preferido, tavira, sendo que, depois, a ideia seria seguir até vila real e escolher, pelo caminho, uma praia, para podermos ir à água, um desejo que ficou do dia anterior. mas, em tavira, a ideia era visitar a zona mais próxima do rio gilão, tirar fotos e procurar um local para almoçar. foi lá que aconteceu outro episódio inesquecível destas férias. quando fazíamos o reconhecimento daquela área ao lado do rio, à procura de um restaurante que nos estimulasse, fomos parar à praça à frente da câmara municipal, onde havia várias esplanadas. decidimos abancar numa delas para beber algo antes do almoço. pouco tempo depois de nos termos sentado, um casal de músicos de rua começou a tocar. reconhecemos as músicas todas e até íamos acompanhando, como é nosso timbre. passados uns 20 minutos, a cantora pegou numa caixinha de metal e seguiu em direção às esplanadas. percebemos então que ela ia receber os "donativos" do público. o seu parceiro ficou sozinho "em palco", a cantar duas músicas do sting. quando ela chegou à nossa mesa, decidi perguntar-lhe, na brincadeira, se ela cantava algo dos anos 80, mas muito longe de pensar que ela iria acatar esse mesmo pedido. ela sugeriu cindy lauper e eu até lhe disse que a "true colors" era uma das músicas preferidas da ana. mas adiante, ela continuou a receber os donativos e quando chegou ao lado do parceiro nós até pensávamos que eles iriam embora. mas não. começam a tocar a... "true colors"! ficámos boquiabertos! no final, aplaudimos bastante, mostrando-lhes o quão gratos tínhamos ficado. e essa foi mesmo a última música que eles interpretaram. quando saímos da esplanada, fui ter com eles, máquina fotográfica na mão, para lhes agradecer novamente e pedir-lhes uma foto. eles acederam logo e já estavam a posar quando o músico se lembrou do cão e fez questão que ele ficasse na foto. o instantâneo está no meio das fotos que aqui se publicam. seguiu-se o almoço, no restaurante gilão, mesmo ao lado do rio, onde comemos moqueca de atum e peito de frango e gambas com caril. tudo delicioso!
saímos de tavira com o propósito de seguir até vila real de santo antónio, para cumprir o desígnio de percorrer o algarve de costa a costa. ainda equacionámos ir a espanha, até ayamonte, mas não o fizemos. voltámos para trás com o propósito de ir a uma destas praias: altura, monte gordo, manta rôta e cacela velha. optámos por manta rôta e íamos todos entusiasmados para ir à água, mas mal entrámos no areal sentimos um vento desconfortável que nos demoveu. ainda ficámos uns 20 minutos no areal, mas nem os pés fui molhar. voltámos à estrada e seguimos para albufeira.
a ideia da última noite era visitar a "old town", a albufeira velha, ali nas proximidades da praia dos pescadores. lembrava-me bem dessas ruelas completamente lotadas, com as pessoas a acotovelaram-se para passar. estacionámos atrás da câmara municipal e descemos a pé até à praia dos pescadores. ambiente fantástico, música, dezenas e dezenas de restaurantes, 95% das pessoas eram estrangeiras, raramente se ouvia falar português. percorremos várias artérias, sempre com dezenas de esplanadas à escolha para jantarmos. optámos por uma que já existia no início do século, na última vez que ali estive: a central station. bom ambiente, centenas de pessoas a passar na praça, restaurante bem composto e com animador de karaoke. a música ambiente atingiu o expoente máximo quando ouvi a "it's my life", dos talk talk, mas também passaram outras da nossa playlista, como "never gonna give you up", de rick astley, "ou "sweet dreams", dos eurythmics. o ponto alto, em termos de karaoke, foi a "sweet caroline", de neil diamond, que foi cantada por toda a gente que estava no restaurante. foi uma excelente forma de nos despedirmos na noite de albufeira, porque no dia seguinte já seguiríamos viagem para norte.
no último dia, após o pequeno almoço, passámos no mercado municipal de albufeira para comprar amêndoa, folar e os rodriguinhos, um doce típico algarvio, que a mariana me tinha pedido. ainda compramos as melhores tangerinas que há em portugal, as encores. saímos de albufeira e tomámos a direção da A22 e depois a A2. tínhamos estabelecido que iríamos almoçar em beja e, nessa medida, saímos da A2 para o IP2. à nossa frente, nesses cerca de 80 kms, uma paisagem deslumbrante, com o tal verde do alentejo. e desta vez sim, pudemos parar para tirar fotos. em beja, ainda caminhamos alguns quilómetros à procura de um restaurante. escolhemos o "merenda", em virtude de ter aquilo que mais pretendíamos comer: porco preto. depois do almoço, estrada novamente, até évora. em évora, apanhámos a A6 até vendas novas, a capital das bifanas (eheh), e depois a A13 até santarém, onde seguimos pela A1 até pombal. pelo IC8, apanhámos a A17, seguindo-se a A25 até casa.
foram muitos quilómetros, muita estrada, mas tudo valeu a pena. umas férias (spring break) inesquecíveis, cheias de bons momentos, boa comida, boa bebida, muita música, ouvimos a nossa pen/playlist, com 138 músicas, por duas vezes, e, acima de tudo, muita harmonia. as fotos refletem isso mesmo. e agora, com o algarve devidamente "picado", só nos faltam conhecer, juntos, dois distritos no país: portalegre e setúbal. não tardarão, certamente...









































