quarta-feira, outubro 30, 2013
o que se ouve por aqui
ainda mal refeito do efeito avassalador que o disco "a church that fits our needs", dos lost in the trees, provocou, chegou-me agora à "mesa de trabalho" este disco dos norfolk & western, projecto musical liderado por adam selzer, intitulado "the unsung colony". pelas primeiras audições, tenho a ligeira impressão de que vem aí nova "paixoneta".
o site all music atribui-lhe 4,5 em 5 estrelas e descreve desta forma o disco:
"it's often said of esoteric records that each listen reveals more. but if ever a recording that didn't require a phd in musicology could be said to continually surprise a listener, this is it. The Unsung Colony is painstakingly crafted but also elegantly simple, as familiar and welcoming as it is new and exhilarating. and that makes it one of the most rewarding listens of this or any year".
vai continuar a rodar por aqui incessantemente.
sexta-feira, outubro 25, 2013
caminhando
apesar da chuva, vou aproveitar este fim de semana para caminhar e correr. é engraçado como se definem actualmente as coisas: se estamos a pensar ir do ponto A para o ponto B estamos simplesmente a "caminhar"; mas se paramos algures e apontamos para uma árvore, estamos a fazer "caminhadas". mesmo um simples "olha ali um pássaro!" pode levar as pessoas a confundirem-te com um ornitólogo. decididamente, o ideal é não apontar para lado nenhum...
quarta-feira, outubro 16, 2013
photoblografia
compilação de instantâneos fotográficos de um aspirante a fotógrafo amador, que descobriu, um pouco tarde, convenhamos, que tinha uma máquina fotográfica lá em casa e que esta poderia ter outras utilidades para além de pisa-papéis...
http://photoblografia.blogs.sapo.pt/
domingo, outubro 13, 2013
mark kozelek em aveiro
esta foi a última música que mark kozelek cantou ontem à noite, no teatro aveirense, num concerto englobado no festival vagabundo, que decorreu nas cidades de torres novas, aveiro e torres vedras. durante uma hora e meia, kozelek passeou a sua inebriante voz por músicas dos seus discos mais recentes e ainda apresentou três temas do próximo disco dos sun kil moon, "benji", que será lançado em fevereiro de 2014. a força motriz do concerto foi o brilhante "perils from the sea", que kozelek gravou em colaboração com jimmy lavalle, dos the album leaf. temas como "by the time that i awoke", o primeiro da noite, "gustavo", "caroline", "ceiling gazing" e "somehow the wonder of life prevails" desfilaram perante uma plateia rendida ao profissionalismo inatacável do cantor, que não se coibia de ficar longos segundos a afinar a sua única guitarra entre músicas, sempre à procura do tom correcto. kozelek ainda passou por "among the leaves", o último disco dos sun kil moon, pelo disco de colaboração com os desertshore, banda de phil carney, antigo guitarrista dos red house painters, e aceitou um pedido do público para tocar "alesund", do disco "admiral fell promises", também dos sun kil moon.
mark kozelek entrou em palco debaixo de fortes aplausos. sentou-se, colocou a guitarra em cima da perna direita e começou a tocar "by the time that i awoke". naquela que era a terceira vez que o via ao vivo, eu sabia que a voz dele não me iria decepcionar. e assim foi. na primeira música ficou bem delineado o que se iria passar a seguir. foi como se kozelek fosse o condutor de um autocarro numa longa viagem. a confiança cega no condutor aconteceu logo na primeira curva. foi só sentar-me da forma mais confortável possível e apreciar a viagem. seguiu-se "katowice", do disco "mark kozelek & desertshore", lançado em agosto passado. o cantor parecia distante do público, mas já estava a contar com isso mesmo. de trato nem sempre fácil, são frequentes as histórias de altercações entre público e artista e situações em que pura e simplesmente abandona o palco quando algo não está de acordo com o seu profissionalismo. o "pânico" instalou-se quando kozelek, na sua primeira intervenção não musical, se insurgiu com as luzes do palco. ficou irritado quando, no final da primeira música, depois dos aplausos, foram ligadas as luzes da sala (tinha acontecido isso mesmo durante o concerto anterior, de jp simões, que fez sempre longas pausas entre as músicas com monólogos hilariantes). kozelek pediu para desligarem as luzes, dizendo que não precisava de ver o público. depois, pediu para escurecerem ainda mais a luz que incidia sobre ele. quem não o conhecia, ficou a saber o quão meticuloso e exigente consegue ser o cantor norte-americano. nesta altura, já eu estava convencido que kozelek estava piurso e que nem sequer ia existir algum diálogo com o público. mas, no final da terceira música, o homem falou. "so, what were you whispering about?", perguntou, quando sentiu o público a falar enquanto preparava a sua guitarra para o próximo tema. depois brincou com o facto de apenas ver o queixo de algumas pessoas, devido à luz imanada dos telemóveis, e atirou uma hipótese para o ar sobre o que estariam essas pessoas a escrever nos mesmos. "i'm in a mark kozelek concert and he's not singing the songs i wanted him to sing". risada geral na sala. o gelo estava quebrado.
a primeira visita ao próximo disco dos sun kil moon foi feita com "richard ramirez died today of natural causes", a música que mais exigiu do cantor, que debitou a extensa letra num ritmo alucinante. antes da saída de palco, mark kozelek apresentou um dos melhores momentos da noite: "ceiling gazing", que pareceu cantada com o coração nas mãos. se até àquele momento já estava completamente estarrecido perante o virtuosismo de kozelek, esse tema, um dos meus preferidos de "perils from the sea", destruiu a mais pequena dúvida que ainda pudesse existir no meu organismo de que estava perante aquele que é, no panorama musical, a minha maior referência. e ele estava ali, à minha frente, a uns míseros 4 metros de mim (que estava na primeira fila). daí que tenha ficado a aplaudir, vigorosamente, desde o momento em que a música acabou até kozelek voltar ao palco, para o habitual encore.
o cantor sentou-se, bebeu água, colocou a guitarra em cima da perna direita e perguntou ao público: "so, what do you want to hear?". não tardaram a surgir pedidos: "alesund", "medicine bottle", "have you forgotten" e "katy song" foram alguns títulos berrados para o palco. na minha impaciência, soltei "somehow the wonder of life prevails" para os ouvidos de kozelek, que começou por dizer que não ia tocar músicas que tinha escrito há 15/20 anos (uma referência aos temas dos red house painters), porque já não se identificava com as suas letras (e todos os admiradores do cantor sabem que ele canta sobre o seu dia-a-dia, sobre as pessoas que conheceu, ex-namoradas, amigos, familiares). foi como que um atestado de óbito aos red house painters, a banda mais importante da minha vida. saber que nunca mais vou ouvir ao vivo um tema deles, com a formação original, foi como que um murro no estômago. em 2001, no centro cultural de belém, kozelek ainda tocou "katy song", depois de muitos pedidos. pelos vistos, os red house painters, para mim, ficaram aí, nesse momento de concessão do cantor ao seu passado. o disco conhecido como "rollercoaster" ainda hoje é um dos meus preferidos e foi, seguramente, o mais marcante na minha vida. mas a vida continua e kozelek está, por estes dias, mais profícuo do que nunca, a lançar discos atrás de discos. e isso, para um admirador, é o que importa. o passado, apesar de intensamente brilhante, está bem arrumado na prateleira. agora é preciso arranjar espaço para os novos discos.
kozelek decidiu aceitar "alesund", mesmo dizendo que já não a tocava há algum tempo. no entanto, foi tão perfeita que parecia que o tinha feito no dia anterior. seguiu-se mais uma música nova, do disco "benji", entre conversas cada vez mais animadas com o público. o homem estava, agora, totalmente descomplexado e desinibido. arriscou um "so where's the girl that called me awesome?" (e sim, o piropo foi mesmo real). alguém na plateia brincou: "it was a boy". mas nem isso fez sorrir o cantor, que parece nunca sair da personagem que criou. seguiu-se "caroline", de "perils from the sea", numa altura em que o nó na garganta começava a desenvolver-se, já a adivinhar o final do concerto. e foi precisamente isso que aconteceu. ao anunciar que iria tocar a última música, kozelek agradeceu a presença do público. e que música escolheu ele para o final do concerto? exactamente aquela que eu tinha pedido uns minutos atrás (não sou alucinado ao ponto de pensar que foi de propósito, muito longe disso, mas fica bem registar aqui essa coincidência). "somehow the wonder of live prevails". que adjectivos usar? brilhante? magnífico? divinal? é ir ao dicionário e fazer copy/paste. foi o final perfeito de um concerto perfeito. voltando à analogia da viagem, foi como se kozelek tivesse chegado ao seu destino e estacionado, de forma irrepreensível, entre dois autocarros.
no final, cheguei, finalmente, à fala com mark kozelek. à terceira foi mesmo de vez, depois de paredes de coura e do centro cultural de belém. depois de alguma timidez, tão característica em mim, decidi que tinha que aproveitar o momento e, ainda por cima, o cantor estava ali, à mão de semear, apenas com duas ou três pessoas à sua volta. resolvi então gastar 10 euros num dos cds colocados à venda. escolhi "among the leaves", apesar de o ter em mp3, porque era o único cd sem plástico e era o que tinha a capa mais esbranquiçada, mais adequada para receber o tão esperado autógrafo. entretanto, a fila desvaneceu-se e kozelek estava entretido a falar com uma fã, ao lado da mesa dos autógrafos. enquanto esperava, reparei que não tinha caneta, nem ele, nem eu. pedi uma emprestada à pressa e ali fiquei à espera, de cd e caneta em punho. quando kozelek veio ter comigo, cumprimentei-o com um aperto de mão e "metralhei" o que me veio à cabeça, sabendo que teria poucos segundos da sua atenção. coisas do género "i've been your fan for twenty years" ou "great concert". concentrado, o cantor só disse "thanks", enquanto pegou na caneta e no cd para autografar. o resultado final é o que a foto documenta. em tom bem disposto, quase mesmo a sair da personagem, mark kozelek disse: "not your best pen".
passaram 24 horas, entretanto, e os flashes que vou tendo da noite de 11 de outubro de 2013, em aveiro, só me fazem sorrir. a palavra que mais me ocorre é "perfeição".
volte sempre, senhor kozelek! prometo levar uma caneta decente na próxima vez...
sexta-feira, outubro 04, 2013
mark kozelek a uma semana de distância
já com bilhete garantido, falta uma semana para ver, pela terceira vez, mark kozelek em palco. depois de paredes de coura e lisboa (ccb), concertos distintos em todos os aspectos (enquadramento, duração e empatia com o público), chega a vez de aveiro receber um dos maiores ícones do movimento slowcore (ou sadcore). vai ser a primeira vez que o vou ver sozinho em palco (nos outros dois concertos trouxe os "seus" red house painters), versão unplugged, e logo na primeira fila do teatro aveirense, o que equivale a dizer que posso muito bem apanhar com um perdigoto de kozelek. se tal acontecer, não tomarei banho durante dois meses...
festival vagabundo - dia 11 de outubro - teatro aveirense
mark kozelek ao vivo.
terça-feira, outubro 01, 2013
lost in the trees - a church that fits our needs
não conhecia a banda, projecto musical de ari picker, mas fiquei "agarrado" com este disco. como sou suspeito, deixo-vos com a crítica da rolling stone e várias músicas deste "a church that fits our needs". pungente é a palavra que mais me vem à cabeça, sobretudo quando se sabe que este é um disco dedicado à mãe de ari picker, a senhora da capa, que se suicidou em 2008 ("I wanted to give my mother a space to become all the things I think she deserved to be and wanted to be, and all the beautiful things in her that didn't quite shine while she was alive"). se ouvirem "icy river" vão entender estas palavras.
"The second album from North Carolina chamber-pop collective Lost in the Trees opens on a note of uncertainty, a far-off piano playing a chilling minor chord. It's a good indication of what's to come. Over the course of a dozen songs, frontman Ari Picker tries to make sense of his mother's suicide against a backdrop of rich orchestration, piled generously atop a base of delicate acoustic folk like heaping spoonfuls of vanilla frosting. Given the subject matter, it's no surprise that the mood is grim; buried deep within the swirling layers of strings, Picker's desperate falsetto sounds like a boy crying for help from within a blizzard. The result is songs suited less for a rock club than a church sanctuary, with Picker playing the forlorn choirboy". - rolling stone, abril 2012.
segunda-feira, setembro 23, 2013
emmys 2013 - os vencedores
OUTSTANDING DRAMA SERIES
Downton Abbey • PBS
Game Of Thrones • HBO
Homeland • Showtime
House Of Cards • Netflix
Mad Men • AMC
OUTSTANDING COMEDY SERIES
The Big Bang Theory • CBS
Girls • HBO
Louie • FX Networks
Modern Family • ABC — WINNER
30 Rock • NBC
Veep • HBO
OUTSTANDING MOVIE OR MINISERIES
American Horror Story: Asylum • FX Networks
Behind The Candelabra • HBO — WINNER
The Bible • HISTORY
Phil Spector • HBO
Political Animals • USA
Top Of The Lake • Sundance Channel
OUTSTANDING LEAD ACTOR IN A MINISERIES OR MOVIE
Michael Douglas as Liberace — WINNER
Behind The Candelabra • HBO
Matt Damon as Scott Thorson
Behind The Candelabra • HBO
Toby Jones as Alfred Hitchcock
The Girl • HBO
Benedict Cumberbatch as Christopher Tietjens
Parade’s End • HBO
Al Pacino as Phil Spector
Phil Spector • HBO
OUTSTANDING SUPPORTING ACTRESS IN A MINISERIES OR MOVIE
Sarah Paulson as Lana Winters
American Horror Story: Asylum • FX Networks
Imelda Staunton as Alma Hitchcock
The Girl • HBO
Ellen Burstyn as Margaret Barrish Worthington — WINNER
Political Animals • USA
Charlotte Rampling as Sally Gilmartin
Restless • Sundance Channel
Alfre Woodard as Ouiser
Steel Magnolias • Lifetime
OUTSTANDING DIRECTING, MINI-SERIES OR TV MOVIE
Steven Soderbergh, Behind The Candelabra (HBO) — WINNER
Julian Jarrold, The Girl (HBO)
David Mamet, Phil Spector (HBO)
Allison Anders, Ring Of Fire (Lifetime)
Jane Campion and Garth Davis, Top Of The Lake (Sundance Channel)
OUTSTANDING SUPPORTING ACTOR IN A MINISERIES OR MOVIE
James Cromwell as Dr. Arthur Arden — WINNER
American Horror Story: Asylum • FX Networks
Zachary Quinto as Dr. Oliver Thredson
American Horror Story: Asylum • FX Networks
Scott Bakula as Bob Black
Behind The Candelabra • HBO
John Benjamin Hickey as Sean
The Big C: Hereafter • Showtime
Peter Mullan as Matt
Top Of The Lake • Sundance Channel
OUTSTANDING WRITING, MINI-SERIES OR TV MOVIE
Richard LaGravenese, Behind The Candelabra (HBO)
Abi Morgan, The Hour (BBC America) — WINNER
Tom Stoppard, Parade’s End (HBO)
David Mamet, Phil Spector (HBO)
Jane Campion and Gerard Lee, Top Of The Lake (Sundance Channel)
OUTSTANDING VARIETY SERIES
The Colbert Report (Comedy Central) — WINNER
The Daily Show With Jon Stewart (Comedy Central)
Jimmy Kimmel Live (ABC)
Late Night With Jimmy Fallon (NBC)
Real Time With Bill Maher (HBO)
Saturday Night Live (NBC)
OUTSTANDING CHOREOGRAPHY
Derek Hough and Allison Holker, Dancing With The Stars, Routines: Heart Cry / Stars (ABC)
Derek Hough, Dancing With The Stars, Routines: Hey Pachuco / Para Los Rumberos / Walking On Air (ABC) — WINNER
Warren Carlyle, Rodgers & Hammerstein’s Carousel (Live From Lincoln Center) (PBS)
Sonya Tayeh, So You Think You Can Dance, Routines: Possibly Maybe / Turning Page / Sail (Fox)
Mandy Jo Moore, So You Think You Can Dance, Routines: The Power Of Love / Wild Horses (Fox)
Napoleon Dumo and Tabitha Dumo, So You Think You Can Dance, Routines: Call Of The Wild (Circle Of Life) / Love Cats / Beautiful People (Fox)
Travis Wall, So You Think You Can Dance, Routines: Where The Light Gets In / Without You / Unchained Melody (Fox)
OUTSTANDING DIRECTING, VARIETY SERIES
James Hoskinson, The Colbert Report (Comedy Central)
Chuck O’Neil, The Daily Show With Jon Stewart (Comedy Central)
Andy Fisher, Jimmy Kimmel Live (ABC)
Jerry Foley, Late Show With David Letterman (CBS)
Jonathan Krisel, Portlandia (IFC)
Don Roy King, Saturday Night Live (NBC) — WINNER
OUTSTANDING WRITING, VARIETY SERIES
The Colbert Report (Comedy Central) Head Writer: Opus Moreschi; Writers: Stephen Colbert, Tom Purcell, Rich Dahm, Barry Julien, Michael Brumm, Rob Dubbin, Jay Katsir, Frank Lesser, Glenn Eichler, Meredith Scardino, Max Werner, Eric Drysdale, Dan Guterman, Paul Dinello, Nate Charny and Bobby Mort — WINNER
The Daily Show With Jon Stewart (Comedy Central) Head Writer: Tim Carvell; Writers: Rory Albanese, Kevin Bleyer, Steve Bodow, Travon Free, Hallie Haglund, JR Havlan, Elliott Kalan, Dan McCoy, Jo Miller, John Oliver, Zhubin Parang, Daniel Radosh, Jason Ross, Lauren Sarver and Jon Stewart
Jimmy Kimmel Live (ABC) Writers: Gary Greenberg, Molly McNearney, Tony Barbieri, Jonathan Bines, Sal Iacono, Jimmy Kimmel, Rick Rosner, Danny Ricker, Eric Immerman, Jeff Loveness, Josh Halloway, Bess Kalb, Joelle Boucai and Bryan Paulk
Portlandia (IFC) Writers: Fred Armisen, Carrie Brownstein, Jonathan Krisel and Bill Oakley
Real Time With Bill Maher (HBO) Writers: Adam Felber, Matt Gunn, Brian Jacobsmeyer, Jay Jaroch, Chris Kelly, Bill Maher, Billy Martin, Danny Vermont and Scott Carter
Saturday Night Live (NBC) Writers: James Anderson, Alex Baze, Neil Casey, James Downey, Steve Higgins, Colin Jost, Zach Kanin, Chris Kelly, Joe Kelly, Erik Kenward, Rob Klein, Seth Meyers, Lorne Michaels, Mike O’Brien, Josh Patten, Marika Sawyer, Sarah Schneider, Pete Schultz, John Solomon, Kent Sublette and Bryan Tucker; additional sketch by Robert Smigel
OUTSTANDING DIRECTING, DRAMA SERIES
Tim Van Patten, Boardwalk Empire (HBO)
Michelle MacLaren, Breaking Bad, “Gliding Over All” (AMC)
Jeremy Webb, Downton Abbey, Episode 4 (PBS)
Lesli Linka Glatter, Homeland, “Q&A” (Showtime)
David Fincher, House of Cards (Netflix) — WINNER
OUTSTANDING LEAD ACTRESS IN A DRAMA
Vera Farmiga as Norma Bates
Bates Motel • A&E
Michelle Dockery as Lady Mary Crawley
Downton Abbey • PBS
Claire Danes as Carrie Mathison — WINNER
Homeland • Showtime
Robin Wright as Claire Underwood
House Of Cards • Netflix
Elisabeth Moss as Peggy Olson
Mad Men • AMC
Connie Britton as Rayna James
Nashville • ABC
Kerry Washington as Olivia Pope
Scandal • ABC
OUTSTANDING LEAD ACTOR IN A DRAMA
Bryan Cranston as Walter White
Breaking Bad • AMC
Hugh Bonneville as Robert, Earl of Grantham
Downton Abbey • PBS
Damian Lewis as Nicholas Brody
Homeland • Showtime
Kevin Spacey as Francis Underwood
House Of Cards • Netflix
Jon Hamm as Don Draper
Mad Men • AMC
Jeff Daniels as Will McAvoy — WINNER
The Newsroom • HBO
OUTSTANDING SUPPORTING ACTOR IN A DRAMA
Bobby Cannavale as Gyp Rosetti — WINNER
Boardwalk Empire • HBO
Jonathan Banks as Mike Ehrmantraut
Breaking Bad • AMC
Aaron Paul as Jesse Pinkman
Breaking Bad • AMC
Jim Carter as Mr. Carson
Downton Abbey • PBS
Peter Dinklage as Tyrion Lannister
Game Of Thrones • HBO
Mandy Patinkin as Saul Berenson
Homeland • Showtime
OUTSTANDING REALITY COMPETITION
The Amazing Race • CBS
Dancing With The Stars • ABC
Project Runway • Lifetime
So You Think You Can Dance • FOX
Top Chef • Bravo
The Voice • NBC — WINNER
OUTSTANDING SUPPORTING ACTRESS IN A DRAMA
Anna Gunn as Skyler White — WINNER
Breaking Bad • AMC
Maggie Smith as Violet, Dowager Countess of Grantham
Downton Abbey • PBS
Emilia Clarke as Daenerys Targaryen
Game Of Thrones • HBO
Christine Baranski as Diane Lockhart
The Good Wife • CBS
Morena Baccarin as Jessica Brody
Homeland • Showtime
Christina Hendricks as Joan Harris
Mad Men • AMC
OUTSTANDING WRITING, DRAMA SERIES
George Mastras, Breaking Bad, “Dead Freight” (AMC)
Thomas Schnauz, Breaking Bad, “Say My Name” (AMC)
Julian Fellowes, Downton Abbey, Episode 4 (PBS)
David Benioff and D.B. Weiss, Game of Thrones, “The Rains Of Castamere” (HBO)
Henry Bromell, Homeland, “Q&A” (Showtime) — WINNER
OUTSTANDING LEAD ACTRESS IN MINISERIES OR MOVIE
Jessica Lange as Sister Jude Martin
American Horror Story: Asylum • FX Networks
Laura Linney as Cathy Jamison — WINNER
The Big C: Hereafter • Showtime
Helen Mirren as Linda Kenney-Baden
Phil Spector • HBO
Sigourney Weaver as Elaine Barrish Hammond
Political Animals • USA
Elisabeth Moss as Robin
Top Of The Lake • Sundance Channel
OUTSTANDING LEAD ACTOR IN A COMEDY
Jason Bateman as Michael Bluth
Arrested Development • Netflix
Jim Parsons as Sheldon Cooper — WINNER
The Big Bang Theory • CBS
Matt LeBlanc as Matt LeBlanc
Episodes • Showtime
Don Cheadle as Marty Kaan
House Of Lies • Showtime
Louis C.K. as Louie
Louie • FX Networks
Alec Baldwin as Jack Donaghy
30 Rock • NBC
OUTSTANDING DIRECTING, COMEDY SERIES
Lena Dunham, Girls, “On All Fours” (HBO)
Paris Barclay, Glee, “Diva” (Fox)
Louis C.K., Louie, “New Year’s Eve” (FX)
Gail Mancuso, Modern Family, “Arrested” (ABC) — WINNER
Beth McCarthy-Miller, 30 Rock (NBC)
OUTSTANDING LEAD ACTRESS IN A COMEDY
Laura Dern as Amy
Enlightened • HBO
Lena Dunham as Hannah Horvath
Girls • HBO
Edie Falco as Jackie Peyton
Nurse Jackie • Showtime
Amy Poehler as Leslie Knope
Parks And Recreation • NBC
Tina Fey as Liz Lemon
30 Rock • NBC
Julia Louis-Dreyfus as Selina Meyer — WINNER
Veep • HBO
OUTSTANDING SUPPORTING ACTOR IN A COMEDY
Adam Driver as Adam Sackler
Girls • HBO
Jesse Tyler Ferguson as Mitchell Pritchett
Modern Family • ABC
Ed O’Neill as Jay Pritchett
Modern Family • ABC
Ty Burrell as Phil Dunphy
Modern Family • ABC
Bill Hader as Various characters
Saturday Night Live • NBC
Tony Hale as Gary Walsh — WINNER
Veep • HBO
OUTSTANDING WRITING, COMEDY SERIES
Jeffrey Klarik, Episodes, Episode 209 (Showtime)
Louis C.K. and Pamela Adlon, Louie, “Daddy’s Girlfriend (Part 1)” (FX)
Greg Daniels, The Office, Finale (NBC)
Jack Burditt and Robert Carlock, 30 Rock, “Hogcock!” (NBC)
Tina Fey and Tracey Wigfield, 30 Rock, “Last Lunch” (NBC) — WINNER
OUTSTANDING SUPPORTING ACTRESS IN A COMEDY
Mayim Bialik as Amy Farrah Fowler
The Big Bang Theory • CBS
Jane Lynch as Sue Sylvester
Glee • FOX
Sofia Vergara as Gloria Pritchett
Modern Family • ABC
Julie Bowen as Claire Dunphy
Modern Family • ABC
Merritt Wever as Zoey Barkow — WINNER
Nurse Jackie • Showtime
Jane Krakowski as Jenna Maroney
30 Rock • NBC
Anna Chlumsky as Amy Brookheimer
Veep • HBO
sexta-feira, agosto 30, 2013
sábado, julho 27, 2013
sexta-feira, julho 19, 2013
emmys 2013 - os nomeados
OUTSTANDING COMEDY SERIES
The Big Bang Theory • CBS
Girls • HBO
Louie • FX Networks
Modern Family • ABC
30 Rock • NBC
Veep • HBO
OUTSTANDING DRAMA SERIES
OUTSTANDING LEAD ACTOR IN A DRAMA
Bryan Cranston as Walter White
Breaking Bad • AMC
Hugh Bonneville as Robert, Earl of Grantham
Downton Abbey • PBS
Damian Lewis as Nicholas Brody
Homeland • Showtime
Kevin Spacey as Francis Underwood
House Of Cards • Netflix
Jon Hamm as Don Draper
Mad Men • AMC
Jeff Daniels as Will McAvoy
The Newsroom • HBO
OUTSTANDING LEAD ACTRESS IN A DRAMA
Vera Farmiga as Norma Bates
Bates Motel • A&E
Michelle Dockery as Lady Mary Crawley
Downton Abbey • PBS
Claire Danes as Carrie Mathison
Homeland • Showtime
Robin Wright as Claire Underwood
House Of Cards • Netflix
Elisabeth Moss as Peggy Olson
Mad Men • AMC
Connie Britton as Rayna James
Nashville • ABC
Kerry Washington as Olivia Pope
Scandal • ABC
The Big Bang Theory • CBS
Girls • HBO
Louie • FX Networks
Modern Family • ABC
30 Rock • NBC
Veep • HBO
OUTSTANDING DRAMA SERIES
Breaking Bad • AMC
Downton Abbey • PBS
Game Of Thrones • HBO
Homeland • Showtime
House Of Cards • Netflix
Mad Men • AMC •
Downton Abbey • PBS
Game Of Thrones • HBO
Homeland • Showtime
House Of Cards • Netflix
Mad Men • AMC •
OUTSTANDING LEAD ACTOR IN A DRAMA
Bryan Cranston as Walter White
Breaking Bad • AMC
Hugh Bonneville as Robert, Earl of Grantham
Downton Abbey • PBS
Damian Lewis as Nicholas Brody
Homeland • Showtime
Kevin Spacey as Francis Underwood
House Of Cards • Netflix
Jon Hamm as Don Draper
Mad Men • AMC
Jeff Daniels as Will McAvoy
The Newsroom • HBO
OUTSTANDING LEAD ACTRESS IN A DRAMA
Vera Farmiga as Norma Bates
Bates Motel • A&E
Michelle Dockery as Lady Mary Crawley
Downton Abbey • PBS
Claire Danes as Carrie Mathison
Homeland • Showtime
Robin Wright as Claire Underwood
House Of Cards • Netflix
Elisabeth Moss as Peggy Olson
Mad Men • AMC
Connie Britton as Rayna James
Nashville • ABC
Kerry Washington as Olivia Pope
Scandal • ABC
quinta-feira, maio 23, 2013
somehow the wonder of life prevails
a inebriante música que encerra o disco "perils from the sea", que resulta da colaboração de mark kozelek com jimmy lavalle (the album leaf): "somehow the wonder of life prevails".
quinta-feira, maio 16, 2013
o que se ouve por aqui

quem segue com alguma atenção este blogue já reparou certamente na veneração cega que tenho por mark kozelek. há 20 anos que acompanho de perto a sua carreira, já o vi ao vivo duas vezes, com os seus red house painters, e ouço religiosamente cada disco seu, seja a solo, com os sun kil moon, acústico, ao vivo, ou em colaboração com outros artistas. o último trabalho de kozelek resulta precisamente de uma colaboração com jimmy lavalle, dos the album leaf. o disco, "perils from the sea", foi lançado recentemente pela editora de mark kozelek, a caldo verde records, e tem acompanhado cada pedaço dos meus últimos dias. a sua voz continua tão cristalina e envolvente como há 20 anos e a fusão das suas letras melancólicas e introspectivas com o tecno-pop e os sintetizadores de lavalle resulta num disco apaixonante, cujo acumular de audições nos leva a gostar ainda mais deste "perils from the sea". o tema "ceiling gazing" é dos mais cativantes e poderia perfeitamente constar em qualquer um dos discos lançados pelos red house painters, tal como "caroline", outro ponto alto do disco, que encerra em beleza com a canção mais longa, "somehow the wonder of life prevails". apetece dizer, depois de mais um excelente trabalho de mark kozelek, "somehow the wonder of kozelek's music prevails". esperemos que, pelo menos, durante mais uns 20 anos...
aqui fica o alinhamento do disco:
1. what happened to my brother
2. 1936
3. gustavo
4. baby, in death can i rest next to your grave
5. ceiling gazing
6. you missed my heart
7. caroline
8. he always felt like dancing
9. by the time that i awoke
10. here come more perils from the sea
11. somehow the wonder of life prevails
quinta-feira, abril 11, 2013
a música como panaceia
conseguiremos encontrar músicas que nos vistam completamente os sentimentos e se ajustem perfeitamente à corrente de emoções que estamos a viver? a resposta é sim. claramente. sou a prova viva disso mesmo. a música acompanha-me sempre, mesmo quando não há dispositivo algum que lhe dê viva voz. esta faixa dos fossil collective, banda que descobri recentemente e cujo disco de estreia já destaquei neste blogue, tem sido a minha roupa nos últimos dias. ouço-a mesmo quando não a estou a ouvir. hoje, então, esta música faz todo o sentido. há quem diga que num momento mais depressivo ou nostálgico se deve ouvir músicas alegres e animadas para inverter a disposição. não concordo. gosto de me deixar escurecer suavemente ao som de músicas como esta, tal como já aconteceu com "myself again", de scott matthews, "she sings to forget you", dos the apartaments, "scars and glasses", de thomas feiner, ou "another night in", dos tindersticks, por exemplo. a palavra saudade, hoje, também faz todo o sentido. o nó na garganta vai aumentado de volume à medida que a distância aumenta. a música, essa, serve de panaceia para a dor que se instala confortavelmente, perante o beneplácito de quem a alberga. às vezes, é preciso saber sofrer. eu sofro assim, ao som desta música.
gone sunken eyes withered and tired
on the outside same as before
red eyes consoled there's a map of the shore
everything but you was facing north
why don't you come around
the king wears a severed crown
your horizon
the timing it wasn't right
i'm such a sorry sight
what goes around comes around
ten miles of forest on each side
shadows in patterns that tricks the light
you're facing north, but opposite me
it's a sight no one gets to see
we could cover up right, wait for the rain
wait for it all to come back again
but you're making me nervous, making me nervous
so come and lie down in the silence
why don't you come around
the king wears a severed crown
your horizon
the timing it wasn't right
i'm such a sorry sight
on the ground, i was watching your light
quarta-feira, abril 03, 2013
quarta-feira, março 06, 2013
john grant - pale green ghosts
chegou finalmente o segundo trabalho discográfico de john grant, depois do excelente "queen of denmark". ainda estou nas primeiras audições, mas detecta-se facilmente uma vertente mais electrónica neste novo disco, embora contenha músicas que poderiam facilmente constar no primeiro disco, como a hipnotizante "glacier", que fecha o album, ou "GMF" (iniciais de greatest mother fucker) ou "it doesn't matter to him". prometo ir colocando algumas músicas aqui no blogue, assim elas surjam no you tube. mas as duas primeiras que referi estão garantidas. tal como em "queen of denmark", em que grant homenageou sigourney weaver, neste disco a referência cinematográfica recaiu sobre o actor ernest borgnine.
"pale green ghosts" tem o alinhamento seguinte:
1. pale green ghosts
2. black belt
3. GMF
4. vietnam
5. it doesn't matter to him
6. why don't you love me anymore
7. you don't have to
8. sensitive new age guy
9. ernest borgnine
10. i hate this town
11. glacier
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
óscares 2013 - os vencedores
Melhor Realizador
Ang Lee - «A Vida de Pi»
Melhor Filme
«Argo»
Melhor Atriz Secundária
Anne Hathaway - «Os Miseráveis»
Melhor Atriz Principal
Jennifer Lawrence - «Silver Linings Playbook»
Melhor Ator Principal
Daniel Day-Lewis - «Lincoln»
Melhor ator secundário
Cristoph Waltz, «Django Libertado»
Melhor argumento adaptado:
"Argo"
Melhor argumento original:
"Django Libertado"
Melhor filme estrangeiro (de língua não inglesa):
"Amor" (Áustria)
Melhor filme de animação:
"Brave"
Melhor documentário:
"Searching for sugar man"
Melhor documentário em curta-metragem:
"Inocente"
Melhor curta-metragem:
"Curfew"
Melhor curta-metragem de animação:
"Paperman"
Melhor produção artística:
"Lincoln"
Melhor fotografia:
"A vida de Pi"
Melhor montagem:
"Argo"
Melhor caracterização:
"Os miseráveis"
Melhor guarda-roupa:
"Anna Karenina"
Melhor Banda-sonora original
«Life of Pi» (Mychael Danna)
Melhor Canção original
"Skyfall", de "007 - Operação Skyfall" - Adele (música e letra)
Melhor montagem de som:
"Skyfall"
"00:30 Hora Negra"
Melhor mistura de som:
"Os miseráveis"
Melhores efeitos visuais:
"A vida de Pi"
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
a tenebrosa lista de compras
há uma qualquer força cósmica que faz com que eu, sempre que vou sozinho às
compras lá para casa, cometa sempre algum erro de palmatória. até em coisas
simples, como ir buscar uns raminhos de salsa ao mini-mercado, em que eu, em vez
de tirar os ramos por inteiro de um molho atado, parti-os ao meio e trouxe só a
parte de cima dos ramos da salsa. quando a minha mulher me pede para ir comprar
alguma coisa, porque lhe é de todo impossível ir (só mesmo assim), todo eu tremo
de medo, porque já sei que algo vai correr mal. ou trago pacotes de leite mais
caros do que o habitual (nem que a diferença seja de cinco cêntimos ela repara
sempre), ou em vez de escolher fiambre da pá trago da perna (raios me partam se
algum dia vou conseguir distinguir estas variedades), ou escolho dois frangos
crus que estão mal depenados (mas alguém se preocupa com isto quando está a
escolher dois frangos crus? se estão dentro de um saco é porque estão bons para
vender...). o pior mesmo é quando tenho como "missão" comprar fruta. é
completamente impossível eu acertar em alguma coisa neste departamento. se
compro bananas, estão muito verdes. se escolho tangerinas ou laranjas, não
prestam porque são muito ácidas e sempre que alguém mete um gomo à boca faz mais
caretas que o jim carrey. maçãs, peras, kiwis, ameixas, diospiros, tudo sempre
verde ou, por incrível que pareça, maduro demais.
as mulheres, quando vão às compras, têm um comportamento diferente. enquanto nós procuramos demorar o menor tempo possível, geralmente agarramos no primeiro produto que encontramos, as mulheres, não querendo generalizar, sabem que mesmo uma lista de meia dúzia de items exige pelo menos uma hora, porque têm que analisar e comparar tudo: ingredientes, preço, a relação quantidade/qualidade, as calorias, o dia em que o produto foi embalado, quando acaba a validade do mesmo, onde foi produzido, qual era o nome de cada uma das vacas que deram o leite, apalpam a fruta toda para ver se está madura ou verde (ficam meia hora a apalpar fruta. eu vi e posso comprovar tudo isto), provam as uvas, provam as azeitonas, só não provam o camarão porque os senhores não deixam, dão-se ao cuidado de ver, quando escolhem frango cru, se ele está bem depenado ou não, perguntam sempre na charcutaria qual é o fiambre mais fresco e sabem exactamente a diferença entre o da pá e o da perna. mas o pior mesmo é a secção da roupa, que é sempre percorrida de uma forma minuciosa, ao detalhe, até ao último cinto ou par de meias nos expositores. então a facilidade com que elas se descalçam e experimentam umas sandálias ou sapatos é assustadora. nem quero pensar na quantidade de pessoas que já tinha metido ali os pés naqueles mesmos sapatos. é assustador. aliás, quando vou com a minha mulher, o que felizmente hoje em dia é muito raro (já vão perceber porquê no próximo parágrafo), àquela secção, sinto que sou a única pessoa calçada no meio de uma dúzia de mulheres descalças dispostas a experimentar tudo o que houver para experimentar em matéria de calçado. sinto sempre que não há espelhos suficientes para aquela gente toda. elas até fazem fila para se verem ao espelho. o mais engraçado, e é nisto que a minha mulher é especial neste aspecto, é que ela experimenta, gosta, pede-me opinião, eu aprovo (faço tudo para sair dali o mais rapidamente possível), ela descalça-se, volta a calçar os sapatos que trazia, arruma o calçado que experimentou, gostou e que tinha recebido a minha aprovação e quando eu lhe pergunto por que não os leva (depois de termos perdido largos minutos com aquilo tudo), ela responde, simplesmente, "não, deixa estar", ou então "não levo porque daqui a uns meses começam os saldos e compro-os por metade do preço". pronto, lá reviro eu os olhos mais uma vez, sempre com a sensação de que nunca mais na vida vou conseguir recuperar aqueles 45 minutos.
antigamente, ir às compras com a minha mulher era uma aventura, perdia a conta aos suspiros e à quantidade de revirar de olhos. hoje, sempre que vamos os quatro às compras, felizmente, e realço o felizmente, fico com a minha filha na secção dos livros ou com o meu filho na secção dos jogos de playstation e deixo-a ir à vontade apalpar fruta durante meia hora. é muito mais reconfortante. primeiro porque tenho total confiança na capacidade de apreciação e no juízo de valor da minha mulher na escolha dos produtos, por todas as razões acima discriminadas; e depois porque, assim, já não vou cometer nenhum erro nas compras. por falar nisso, este texto surgiu porque a minha mulher me telefonou, pedindo-me para passar pelo continente e comprar dois frangos crus. pelo sim, pelo não, vou levar a minha lupa, para ver se os galináceos estão efectivamente bem depenados. não quero arriscar desta vez.
as mulheres, quando vão às compras, têm um comportamento diferente. enquanto nós procuramos demorar o menor tempo possível, geralmente agarramos no primeiro produto que encontramos, as mulheres, não querendo generalizar, sabem que mesmo uma lista de meia dúzia de items exige pelo menos uma hora, porque têm que analisar e comparar tudo: ingredientes, preço, a relação quantidade/qualidade, as calorias, o dia em que o produto foi embalado, quando acaba a validade do mesmo, onde foi produzido, qual era o nome de cada uma das vacas que deram o leite, apalpam a fruta toda para ver se está madura ou verde (ficam meia hora a apalpar fruta. eu vi e posso comprovar tudo isto), provam as uvas, provam as azeitonas, só não provam o camarão porque os senhores não deixam, dão-se ao cuidado de ver, quando escolhem frango cru, se ele está bem depenado ou não, perguntam sempre na charcutaria qual é o fiambre mais fresco e sabem exactamente a diferença entre o da pá e o da perna. mas o pior mesmo é a secção da roupa, que é sempre percorrida de uma forma minuciosa, ao detalhe, até ao último cinto ou par de meias nos expositores. então a facilidade com que elas se descalçam e experimentam umas sandálias ou sapatos é assustadora. nem quero pensar na quantidade de pessoas que já tinha metido ali os pés naqueles mesmos sapatos. é assustador. aliás, quando vou com a minha mulher, o que felizmente hoje em dia é muito raro (já vão perceber porquê no próximo parágrafo), àquela secção, sinto que sou a única pessoa calçada no meio de uma dúzia de mulheres descalças dispostas a experimentar tudo o que houver para experimentar em matéria de calçado. sinto sempre que não há espelhos suficientes para aquela gente toda. elas até fazem fila para se verem ao espelho. o mais engraçado, e é nisto que a minha mulher é especial neste aspecto, é que ela experimenta, gosta, pede-me opinião, eu aprovo (faço tudo para sair dali o mais rapidamente possível), ela descalça-se, volta a calçar os sapatos que trazia, arruma o calçado que experimentou, gostou e que tinha recebido a minha aprovação e quando eu lhe pergunto por que não os leva (depois de termos perdido largos minutos com aquilo tudo), ela responde, simplesmente, "não, deixa estar", ou então "não levo porque daqui a uns meses começam os saldos e compro-os por metade do preço". pronto, lá reviro eu os olhos mais uma vez, sempre com a sensação de que nunca mais na vida vou conseguir recuperar aqueles 45 minutos.
antigamente, ir às compras com a minha mulher era uma aventura, perdia a conta aos suspiros e à quantidade de revirar de olhos. hoje, sempre que vamos os quatro às compras, felizmente, e realço o felizmente, fico com a minha filha na secção dos livros ou com o meu filho na secção dos jogos de playstation e deixo-a ir à vontade apalpar fruta durante meia hora. é muito mais reconfortante. primeiro porque tenho total confiança na capacidade de apreciação e no juízo de valor da minha mulher na escolha dos produtos, por todas as razões acima discriminadas; e depois porque, assim, já não vou cometer nenhum erro nas compras. por falar nisso, este texto surgiu porque a minha mulher me telefonou, pedindo-me para passar pelo continente e comprar dois frangos crus. pelo sim, pelo não, vou levar a minha lupa, para ver se os galináceos estão efectivamente bem depenados. não quero arriscar desta vez.
terça-feira, fevereiro 19, 2013
procura-se manual de instruções
quando for grande quero ser... ainda não sei. continuo à espera de alguma conclusão. enquanto tal não acontece, vou evitando que choquem comigo, que metam conversa ou que reparem que eu estou na mesma sala, na mesma rua, na mesma cidade ou no mesmo país. sou um produto inacabado, incompleto e com um enorme vácuo, que alguém se esqueceu de preencher com as instruções de manuseamento. longe de mim a veleidade de imaginar que são todas as outras pessoas que estão a ir em contramão e que só eu sigo correctamente na auto-estrada da vida. (esta da "auto-estrada da vida" até parece profunda à primeira vista, ou mesmo à vista desarmada, mas olhem que não, se calhar até já o toy ou o emanuel a usaram numa música qualquer). desta forma, resigno-me a viver cada dia como se fosse o primeiro dia de aulas numa escola nova, com o desconforto inerente a um ambiente desconhecido, mas com pessoas com quem terei, forçosamente, de conviver. apesar de tudo, uma consolação me resta: eu sei, antecipadamente, que vou falhar estrondosamente nessa missão. dessa maneira, a desilusão, no final do dia, não é tão grande.
a melhor comédia de sempre
"life of brian" estreou em agosto de 1979, descrito na altura como "a motion picture destined to offend nearly two thirds of the civilized world. and severely annoy the other third". são às dezenas as cenas memoráveis e hilariantes neste filme, como a célebre "biggus dickus e a incontinentia buttocks", a people's front of judea ("splitter"), o stan que quer ser loretta e ter o direito de ter filhos, embora não tenha útero ("where's the fetus going to gestate? you going to keep it in a box?"), o centurião que corrige gramaticamente o latim de brian ("now write it a hundred times!"), um outro centurião que pergunta educadamente a cada um dos condenados em fila "crucifixion? good!", a reunião do people's front of judea em que se questiona o mérito dos romanos ("all right, but apart from the sanitation, medicine, education, wine, public order, irrigation, roads, the fresh water system and public health, what have the Romans ever done for us?"), o eremita que estava sem falar há 18 anos, a "judean people's front crack suicide squad" que aparece no final do filme para "salvar" o brian da crucificação, jesus cristo a oferecer-se para ajudar um condenado a arrastar a sua cruz, o "release brian", a multidão que segue brian por julgar que ele é o novo messias, simplesmente porque não acabou um "discurso" ("i say you are lord, and i should know. i've followed a few"), o discurso de jesus cristo ("blessed are the cheesemakers"), os reis magos que se enganaram na manjedoura, o plano para raptar a mulher de pilatos, a conversa entre a mãe de brian e a multidão que o seguiu até casa ("are you a virgin?")... e esta, a famosa cena do apedrejamento, em que a multidão é inteiramente composta por mulheres, apesar de lhes ser probida a entrada nestes eventos (daí a venda de barbas falsas à entrada)...
muitas cenas hilariantes num filme, a todos os títulos, notável.
os meus anos 80
nos anos 80, quando ouvia duran duran de manhã à noite, era um tipo
despreocupado, sem responsabilidades para além de passar de ano e não chumbar
por faltas. quando ouço o "save a prayer" vem-me tudo à cabeça: o zx spectrum,
as muitas horas a jogar o chuckie egg e o match day, o meu walkman preto com
equalizador, onde ouvia música a toda a hora (lembro-me bem que rod stewart e os
europe foram as primeiras cassetes que lá ouvi), os discos de vinil que mandava
vir pelo círculo de leitores, os cadernos escolares todos rabiscados com nomes
de grupos, as revistas bravo que me confiscavam no liceu, com o consequente
aviso aos meus pais de que andava a ver revistas pornográficas (isto é mesmo
verdade!), as horas que faltava às aulas para ir jogar snooker (e mais tarde o
tetris), as minhas primeiras desilusões amorosas, a gritante falta de jeito para
iniciar qualquer conversa minimamente coerente ou eloquente com uma rapariga, a
minha "fabulosa" colecção de posters (que saíam na bravo e na pop rocky, as tais
"revistas pornográficas" segundo os botas de elástico dos meus professores),
onde imperava a minha "deusa" naquela altura, onde alicercei muitos dos meus
ideais de beleza feminina: a nena (a dos "99 red balloons"), os primeiros
bailes, onde pude efectivamente constatar, no terreno, a minha total
incapacidade para "meter" conversa com uma pessoa do sexo oposto... enfim,
muitas memórias, sempre com a componente musical a acompanhar cada uma delas.
lembro-me perfeitamente da minha primeira namorada, tinha eu 14 anos (e ela
tinha 19...), a ana, do seu estranho hábito de escrever mensagens de amor em
todos os espelhos de minha casa (que depois tinha de limpar para os meus pais
não verem), de ter faltado uma tarde inteira às aulas para ir fazer um
piquenique com ela, em que levei o meu gravador (lá está a componente musical)
com cassetes do (e agora, por favor, não vomitem) bon jovi (conseguiram
aguentar?), a-ha e duran duran. ainda hoje a música "never say goodbye", dos bon
jovi, me transporta imediatamente para esse dia, naquele que foi um dos meus
primeiros grandes actos de insubordinação e rebeldia. o que é que vocês queriam?
tinha uma namorada cinco anos mais velha do que eu e não ia fazer tudo o que ela
me pedisse? sobretudo tendo em conta aquela minha já referida falta de
iniciativa (ou jeito) para lidar com o sexo oposto. escusado será dizer, nesta
altura, que foi ela que deu o primeiro passo, isso é fácil de concluir.
começamos a namorar no dia 1 de abril de 1987. parece mentira, mas é verdade.
foram 4 meses fantásticos, apesar de ter chumbado nesse ano. e disse 4 meses
fantásticos porque ela, no final de julho, foi ter com a mãe à suiça (não, a
minha primeira namorada não foi a martina hingis. a mãe dela não é suiça, é
portuguesa, mas emigrante). nesse dia, em que ela foi embora, fechei-me no meu
quarto a ouvir o disco dos cutting crew. a música "i've been in love before" é
como uma cicatriz desse dia. nesse disco, "broadcast", também há duas músicas
que ainda hoje recordo com nostalgia, "sahara" e "the broadcast", que ficarão
para sempre ligadas a esta fase da minha vida. o primeiro amor nunca se esquece,
é bem verdade, mas quando nos aparece aos 14 anos, sem aviso prévio e com tantos
jogos interessantes para jogar no zx spectrum, um tipo fica com as prioridades
irremediavelmente alteradas.
este passeio nostálgico vai ter que ficar por aqui porque me "bateu" uma enorme vontade de jogar snooker, de beber uma green sands e de comer um zainy crispy, o melhor chocolate que alguma vez existiu.
ah, belos anos 80!
este passeio nostálgico vai ter que ficar por aqui porque me "bateu" uma enorme vontade de jogar snooker, de beber uma green sands e de comer um zainy crispy, o melhor chocolate que alguma vez existiu.
ah, belos anos 80!
domingo, fevereiro 10, 2013
carnavalenada
não há altura do ano em que sinta mais vergonha de ser português do que no carnaval. é constragedor ver todos os anos as mesmas imagens, os mesmos bombos da festa (políticos, dirigentes desportivos), as mesmas vestimentas, tudo isto embrulhado num cenário kitsch, a roçar o teatro de revista, emoldurado pelo mesmo factor de sempre: o frio. sim, porque o carnaval nacional é no inverno mas o povinho insiste em descascar-se todo como se estivesse no brasil, no pico do verão. é penoso ver centenas de mulheres a tentar sambar como as brasileiras (o que geralmente nunca conseguem), enquanto rapam um frio do camandro, apanham chuva, etc.. e ainda há outro pormenor que sempre me intrigou: no carnaval português, e apesar do frio, as mulheres têm tendência, natural, para vestirem pouca roupa, destapando deliberadamente o corpo de maneira a ficarem mais sexy's, mais vistosas, mais apelativas a quem as observa durante o corso carnavalesco. e o que fazem os homens portugueses durante o carnaval? vestem-se de mulher... está tudo dito!
terça-feira, janeiro 29, 2013
onde está o botão de reiniciar?
os mais velhos costumam justificar uma série de infortúnios de uma determinada pessoa com um pouco esclarecedor "alguma bruxa te viu"... no fundo, é como atribuir as culpas a um unicórnio ou à fada dos dentes, mas pronto, eles lá sabem e não adianta contrariá-los... a questão é que quando alguém mergulha numa espiral negativa, com azares atrás de infortúnios e infelicidades atrás de adversidades, tenta desesperadamente agarrar-se a algo, a um culpado, nem que seja o raio do unicórnio, para, em primeiro lugar, justificar a desdita, e, em segundo lugar, tentar resolver a situação o mais rápido possível, para tudo voltar à normalidade. não basta encolher os ombros dezenas de vezes, bufar de trinta em trinta segundos ou apelar a uma divindade superior (nick drake) que "meta uma cunha" por nós.
"as coisas más, quando têm que acontecer, acontecem". "as coisas más fazem parte da vida". "as coisas más...". pronto, já calei o velhote (deviam acabar com os intervalos nos torneios de sueca).
estamos nós descansados da vida, a iniciar um novo ano, com renovada esperança de que algo bom nos possa eventualmente acontecer, quando, sem darmos por isso, três ou quatro situações nos colocam ao nível de um tapete. uma pessoa questiona-se, como é natural: "será que comi mesmo 12 passas ou só ingeri 11?"; "terei eu vestido as cuecas pretas em vez das azuis? ai esta minha miopia...".
é frequente entrar com o pé esquerdo em cada novo ano. já nem sei por que raio me espanto quando o carro avaria, as gripes vão lá a casa passar uns dias ou me cai um piano em cima quando vou a atravessar a estrada. é janeiro. ainda por cima está frio. não tarda nada, chega fevereiro. e então sim, a minha sorte vai mudar. pode ser apenas de roupa, mas vai mudar.
"não acredito em bruxas mas que elas existem, existem"... vá, já são horas de ir para a caminha. não se esqueça da lindor. (raio do velho...)
"as coisas más, quando têm que acontecer, acontecem". "as coisas más fazem parte da vida". "as coisas más...". pronto, já calei o velhote (deviam acabar com os intervalos nos torneios de sueca).
estamos nós descansados da vida, a iniciar um novo ano, com renovada esperança de que algo bom nos possa eventualmente acontecer, quando, sem darmos por isso, três ou quatro situações nos colocam ao nível de um tapete. uma pessoa questiona-se, como é natural: "será que comi mesmo 12 passas ou só ingeri 11?"; "terei eu vestido as cuecas pretas em vez das azuis? ai esta minha miopia...".
é frequente entrar com o pé esquerdo em cada novo ano. já nem sei por que raio me espanto quando o carro avaria, as gripes vão lá a casa passar uns dias ou me cai um piano em cima quando vou a atravessar a estrada. é janeiro. ainda por cima está frio. não tarda nada, chega fevereiro. e então sim, a minha sorte vai mudar. pode ser apenas de roupa, mas vai mudar.
"não acredito em bruxas mas que elas existem, existem"... vá, já são horas de ir para a caminha. não se esqueça da lindor. (raio do velho...)
quarta-feira, janeiro 16, 2013
amargos tempos
a doutrina dos tempos modernos, a filosofia reinante que privilegia tudo aquilo que é parecido com o que pretendemos, porque é mais prático, mais barato, mais simples e mais rápido. a lei do menor esforço criou raízes profundas e uma larga fatia da sociedade parece contentar-se com o "é quase isto" em vez do "é isto mesmo". desiste-se de uma virtude julgada impossível para não se perder a possível. é tudo cada vez mais "fake", numa invasão catatónica dos sentidos que tolda o discernimento daqueles que já desistiram de continuar a procurar a "real thing". para esses, o "fake" já é suficientemente bom e não se importam de viver numa mentira, desde que as aparências iludam os mais incautos e desinformados. porque, para esta gente, uma mentira, quando repetida cem vezes, passa a ser verdade.
segunda-feira, janeiro 14, 2013
globos de ouro 2013 - os vencedores
cinema
melhor drama: "Argo"
melhor comédia/musical: "Os Miseráveis"
melhor realizador: Ben Affleck ("Argo")
melhor ator de drama: Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
melhor atriz de drama: Jessica Chastain ("00h30 Hora Negra")
melhor ator de musical/comédia: Hugh Jackman ("Os Miseráveis")
melhor atriz de musical/comédia: Jennifer Lawrence
("Guia para um Final Feliz")
melhor ator secundário: Christoph Waltz ("Django Libertado")
melhor atriz secundária: Anne Hathaway ("Os Miseráveis")
melhor filme estrangeiro: "Amor" (Áustria)
melhor argumento: Quentin Tarantino, "Django Libertado"
melhor banda sonora original: Mychael Danna ("A Vida de Pi")
melhor música original: Adele e Paul Epworth ("007 - Skyfall")
melhor filme de animação: "Brave - Indomável"
televisão
melhor série dramática: "Segurança Nacional"
melhor atriz de drama: Claire Danes ("Segurança Nacional")
melhor ator de drama: Damian Lewis ("Segurança Nacional")
melhor série de comédia/musical: "Girls"
melhor atriz de comédia/musical: Lena Dunham ("Girls")
melhor ator de comédia/musical: Don Cheadle ("House of Lies")
melhor mini-série/filme: "Game Change"
melhor atriz de mini-série/filme: Julianne Moore ("Game Change")
melhor ator de mini-série/filme: Kevin Costner ("Hatfields & McCoys")
melhor atriz secundária de série/mini-série/filme: Maggie Smith
("Downton Abbey")
melhor ator secundário de série/mini-série/filme: Ed Harris
("Game Change")
melhor atriz de drama: Claire Danes ("Segurança Nacional")
melhor ator de drama: Damian Lewis ("Segurança Nacional")
melhor série de comédia/musical: "Girls"
melhor atriz de comédia/musical: Lena Dunham ("Girls")
melhor ator de comédia/musical: Don Cheadle ("House of Lies")
melhor mini-série/filme: "Game Change"
melhor atriz de mini-série/filme: Julianne Moore ("Game Change")
melhor ator de mini-série/filme: Kevin Costner ("Hatfields & McCoys")
melhor atriz secundária de série/mini-série/filme: Maggie Smith
("Downton Abbey")
melhor ator secundário de série/mini-série/filme: Ed Harris
("Game Change")
Prémio Carreira Cecil B. DeMille: Jodie Foster
quinta-feira, janeiro 10, 2013
7 anos de nuvens da alma
custa a acreditar... uma pessoa vai à janela, fica especado a olhar durante uns minutos e, de repente, já passaram sete anos. o tempo voa, nunca volta atrás, foge-nos como areia fina por entre os dedos nesta ampulheta gigante que é a vida.
em sete anos muita coisa aconteceu: primeiros-ministros caíram em desgraça e foram viver principescamente para paris, presidentes da república passaram a ter a mesma utilidade que um candelabro, políticos interventivos e eloquentes que mal abrem as "portas" de um cargo ministerial deixam de ser vistos e ouvidos, um clube que veste de verde e branco deixou praticamente de existir, subsídios voaram da carteira dos cidadãos, a língua portuguesa, tal como a conhecíamos, morreu, em virtude de um aborto ortográfico inenarrável, o processo casa pia continua sem fim à vista e, pasme-se, até a "praça da alegria" passou do porto para lisboa. é muita coisa para processar, sobretudo esta última (o que será de nós sem a presença diária de sónia araújo a fazer ginástica na televisão?...), mas vamos aguentando estoicamente, contando os cêntimos para tomar um café, aqueles mesmos cêntimos que antigamente expulsávamos da carteira por considerarmos que não tinham utilidade nenhuma, tentando poupar o mais possível para, num puro acto de loucura, ir jantar fora com a família ou ir ao cinema. apenas uma destas, porque as duas juntas obrigariam a um (novo) pedido de empréstimo bancário.
mas voltemos ao blogue e ao seu sétimo aniversário...
em 2006, lembro-me bem, o sporting ainda lutava pelo título nacional. velhos tempos... agora luta para não descer de divisão. jesualdo ferreira estava no fc porto, depois de ter estado vários anos no benfica. hoje, está no sporting. sempre foi um dos treinadores que mais detestei no mundo futebolístico. agora tenho que torcer pelo seu sucesso, porque caso não o tenha estarei no próximo ano a ver o sporting em tondela. e não estou a falar da equipa b...
mas voltemos ao blogue e ao seu sétimo aniversário...
estas nuvens da alma já passaram por vários ciclos e já cá tivemos um pouco de tudo (menos receitas culinárias e dicas sobre jardinagem). vejo este blogue como um reflexo do que sou como pessoa: uma tremenda confusão. umas vezes privilegiei o cinema, outras a música, aqui e ali a poesia, lá diante o futebol, mais acolá, atrás daquela macieira, as séries de televisão. não é um blogue específico, porque eu também não o sou. fico sempre meia-hora para decidir o que comer em restaurantes. e nem me falem em sobremesas... acima de tudo, tendo colocar aqui tudo aquilo que gosto, até para memória futura. sei que me vai dar algum gozo, daqui a uns 20 anos, vir aqui descobrir quem eu era, até porque nessa altura já nem do meu nome me lembrarei, certamente. sei que vou gostar de ouvir as músicas que hoje venero, de relembrar séries ou filmes que me fizeram vir a correr para o computador com o propósito de os elogiar. sei também que aqui estão reunidos muitos momentos da minha vida, familiar, profissional e pessoal, bem como referências a amizades, umas mais fortes do que outras, e a pessoas que me marcaram de alguma forma nesta caminhada pela auto-estrada da vida (já foi uma ampulheta gigante... agora é uma auto-estrada... decide-te pá!).
à meia dúzia de pessoas que (ainda) passa por este blogue não prometo estar aqui, daqui a um ano, a escrever um texto desprovido de sentido para comemorar o oitavo aniversário. o entusiasmo esmorece, está cada vez mais frio, os comprimidos esgotam nas farmácias, os amigos estão longe, os concertos musicais são praticamente um luxo inacessível, férias são coisa do século passado, a última noitada ainda foi no tempo de d. afonso henriques e é cada vez mais difícil combinar alguma coisa com a monica bellucci...
mas voltemos ao blogue e ao seu sétimo aniversário...
segunda-feira, janeiro 07, 2013
a.a. bondy - believers (2011)
de vez em quando aparece um disco que "encaixa" de uma maneira perfeita nos nossos gostos. aconteceu há precisamente um ano com o disco "what the night delivers", de scott matthews; acontece novamente agora, com este "believers", de aa bondy, antigo vocalista da banda grunge verbena. o "aa" do nome representam as iniciais do cantor (augeste arthur), que enveredou por uma carreira a solo em 2007, adoptando outro nome artístico (o anterior era scott bondy), bem como uma sonoridade muito mais suave e calma, trocando o grunge pelo indie folk. "american hearts", lançado em 2007, foi o primeiro trabalho a solo do cantor, seguindo-se-lhe "when the devil's loose", em 2009. em setembro de 2011, surgiu este "believers", um disco perfeito para uma noite de insónia, suficientemente intimista para nos embalar estrada fora, pela noite dentro, com as mãos nos bolsos, a contemplar a noite. o site "all music", a propósito, descreve assim o disco: "and for 2011's "believers", bondy's music has crept further into the darkest hours of the early morning, conjuring up a sound that lurks somewhere between consciousness and a dream; these ten songs are full of elusive magic and bondy and his collaborators have made an album that's long on mystery but satisfying enough to make it worthy of repeated investigation; you're not likely to hear a new album that sounds better after 1 A.M. than this anytime soon". por sua vez, o site "the line of best fit" termina assim a sua crítica ao disco: "believers is the exciting sound of a remarkable songwriter finding his own, genuinely unique voice; a masterful album of arresting details forming a cohesive, hugely compelling whole that’s so much more than a sum of its impressive parts".
há algo de hipnótico neste album, como uma viagem interior ao coração da mais negra melancolia, às raízes da solidão nostálgica e contemplativa. "believers", apesar de muito homogéneo, atinge o seu ponto alto no final, com as duas últimas músicas (rte.28/believers e scenes from a circus) a fundirem-se de uma forma perfeita. e como não consigo dizer isto de uma forma mais perfeita, volto a recorrer ao site "the line of best fit": "the road-weary beauty of ‘rte 28/believers’ eventually blooms into a slow-motion second movement that’s like a ray of tentative early morning sunlight peeking through the impenetrable darkness of night".
nos posts imediatamente a seguir a este, podem ouvir quatro músicas deste album.
espero que gostem!...
segunda-feira, dezembro 24, 2012
quarta-feira, dezembro 19, 2012
nascer de novo
ainda ontem era 28 de abril e, sem um tipo dar conta, já é natal. outra
vez. tantos cortes, tantos constrangimentos orçamentais e ninguém foi capaz de
acabar com o natal... resultado: não se consegue ir a um hipermercado comprar um
quilo de arroz que seja. está tudo cheio. filas intermináveis, trânsito caótico
e um nunca mais acabar de listas de compras: prendas, frutos secos, bebidas,
queijo, etc.. a azáfama faz sempre parte do programa. não é natal se um tipo não
andar totalmente desorientado num hipermercado, com uma folha de papel na mão,
com uma lista de artigos que a mulher lhe pediu para ir comprar à última hora.
ou a prenda que ficou por comprar. ou aquele brandy que o cunhado tanto gosta de
beber com o café. ou o adoçante para a cevada do sogro. o baralho de cartas
nunca pode faltar... tal como as pilhas, para as dezenas de brinquedos que,
invariavelmente, demoram montes de tempo a tirar das caixas e a montar
correctamente. tenho a impressão de que passo um ano inteiro sem olhar para um
manual de instruções e, na noite de natal, devo ver, demoradamente e cada vez
com a testa mais franzida, uns cinco ou seis.
curiosamente, e este é um momento que registo todos os anos e espero registar novamente este ano: por volta das oito da noite, oito e meia vá, do dia 24, quando olho para a rua, não vejo
ninguém, os carros não passam na rua e impera o silêncio. depois do rebuliço que
foram os dias anteriores, quando chega aquela hora já está toda a gente em casa,
a celebrar o natal em família.
de repente, apercebemo-nos de que valeu a pena
ter ficado 45 minutos naquela fila interminável para embrulhar as prendas, ou 20
minutos à procura de estacionamento para se ir a um centro comercial apinhado
comprar aquela prenda que a filha já andava há meses a pedir ao pai natal...
quando fecho as cortinas e me viro para a sala, para os miúdos ansiosos por
abrir as prendas, para a mesa enfeitada com muito empenho e afinco para que nada
faltasse, para os sorrisos estampados nos rostos de toda a gente, acontece...
natal! e esse é um sentimento interior tão forte, tão umbilicalmente ligado aos
laços familiares, que em vez de estarmos a festejar um nascimento, estamos nós
próprios a nascer de novo, outra vez, tal como acontece todos os anos na noite
de 24 de dezembro. podem tirar-nos tudo, mas esta sensação nunca nos vão
conseguir tirar. é natal! e nós vamos nascer outra vez...
natal...
é todos os anos a mesma conversa lá em casa: "este ano vocês não vão receber prendas porque temos que poupar; o banco central europeu anunciou que as taxas de juro vão subir, aumentando as prestações e, consequentemente, provocando um déficit no nosso superavit financeiro".
mas por que raio as crianças não entendem isto?
mas por que raio as crianças não entendem isto?
segunda-feira, dezembro 17, 2012
os melhores discos de 2012
1. don't be a stranger - mark eitzel
2. dept. of disappearance - jason lytle
3. mid air - paul buchanan
4. put your back n 2 it - perfume genius
5. mr. m - lambchop
6. among the leaves - sun kil moon
7. life is people - bill fay
8. animal joy - shearwater
9. cut the world - antony and the johnsons
10. bloom - beach house
11. the ghost in daylight - gravenhurst
12. nocturne - wild nothing
13. now here's my plan - bonnie prince billy
14. shield - grizzly bear
15. the slideshow effect - memoryhouse
16. the bird is coming down to earth - the soft hills
17. out of the game - rufus wainwright
18. field report - field report
19. adventures in your own backyard - patrick watson
20. strange weekend - porcelain raft
quinta-feira, dezembro 13, 2012
globos de ouro - nomeações
já saíram os nomeados para os globos de ouro 2012, cerimónia que vai decorrer no dia 13 de janeiro, com apresentação das actrizes amy poehler e tina fey.
o filme "lincoln", de steven spielberg, lidera a lista das nomeações, com sete, seguido do novo trabalho de quentin tarantino, "django unchained", com cinco. ambos os filmes colocam vários membros do elenco na lista dos nomeados: daniel day lewis, sally field e tommy lee jones por "lincoln"; e leonardo dicaprio e christoph waltz por "djano unchained".
em termos de séries televisivas, encontramos as mesmas caras dos últimos anos a competir pelo globo de melhor actor dramático: bryan cranston, jon hamm e steve buscemi; "modern family", desta vez, apenas conseguiu colocar dois actores na lista, eric stonestreet e sofia vergara; tal como "downton abbey", com maggie smith e michelle dockery. ambas as séries concorrem, novamente, ao globo de ouro de melhor série cómica e dramática, respectivamente.
aqui fica a lista completa das nomeações:
Best Motion Picture — Drama
Argo
Django Unchained
Life of Pi
Lincoln
Zero Dark Thirty
Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Drama
Daniel Day-Lewis, Lincoln
Richard Gere, Arbitrage
John Hawkes, The Sessions
Joaquin Phoenix, The Master
Denzel Washington, Flight
Best Motion Picture — Comedy Or Musical
The Best Exotic Marigold Hotel
Les Miserables
Moonrise Kingdom
Salmon Fishing in the YemenSilver Linings Playbook
Best Performance by an Actress in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Emily Blunt, Salmon Fishing in the Yemen
Judi Dench, The Best Exotic Marigold Hotel
Jennifer Lawrence, Silver Linings Playbook
Maggie Smith, Quartet
Meryl Streep, Hope Springs
Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Jack Black, Bernie
Bradley Cooper, Silver Linings Playbook
Hugh Jackman, Les Miserables
Bill Murray, Hyde Park on Hudson
Ewan McGregor, Salmon Fishing in the Yemen
Best Performance by an Actress In A Supporting Role in a Motion Picture
Amy Adams, The Master
Sally Field, Lincoln
Anne Hathaway, Les Miserables
Helen Hunt, The Sessions
Nicole Kidman, The Paperboy
Best Performance by an Actor In A Supporting Role in a Motion Picture
Alan Arkin, Argo
Leonardo DiCaprio, Django Unchained
Philip Seymour Hoffman, The Master
Tommy Lee Jones, Lincoln
Christoph Waltz, Django Unchained
Best Director — Motion Picture
Ben Affleck, Argo
Kathryn Bigelow, Zero Dark Thirty
Ang Lee, Life of Pi
Steven Spielberg, Lincoln
Quentin Tarantino, Django Unchained
Best Screenplay — Motion Picture
Argo, Chris Terrio
Django Unchained, Quentin Tarantino
Lincoln, Tony Kushner
Silver Linings Playbook, David O. Russell
Zero Dark Thirty, Mark Boal
Best Animated Film
Brave
Frankenweenie
Hotel Transylvania
Rise of the Guardians
Wreck-It Ralph
Best Foreign Language Film
Amour
The Intouchables
Kon-Tiki
A Royal Affair
Rust & Bone
Best Television Series — Comedy Or Musical
The Big Bang Theory
Episodes
Girls
Modern Family
Smash
Best Performance by an Actor In A Television Series – Drama
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Bryan Cranston, Breaking Bad
Jeff Daniels, The Newsroom
Jon Hamm, Mad Men
Damian Lewis, Homeland
Best Performance by an Actress In A Television Series – Drama
Connie Britton, Nashville
Glenn Close, Damages
Claire Danes, Homeland
Michelle Dockery, Downton Abbey
Julianna Margulies, The Good Wife
Best Performance by an Actor in a Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Kevin Costner, Hatfields and McCoys
Benedict Cumberbatch, Sherlock
Woody Harrelson, Game Change
Toby Jones, The Girl
Clive Owen, Hemingway and Gellhorn
Best Performance by an Actress In A Mini-series or Motion Picture Made for Television
Nicole Kidman, Hemingway and Gellhorn
Jessica Lange, American Horror Story: Asylum
Sienna Miller, The Girl
Julianne Moore, Game Change
Sigourney Weaver, Political Animals
Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Max Greenfield, New Girl
Ed Harris, Game Change
Danny Huston, Magic City
Mandy Patinkin, Homeland
Eric Stonestreet, Modern Family
Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Hayden Panettiere, Nashville
Archie Panjabi, The Good Wife
Sarah Paulson, Game Change
Maggie Smith, Downton Abbey
Sofia Vergara, Modern Family
Best Performance by an Actress In A Television Series — Comedy Or Musical
Zooey Deschanel, New Girl
Lena Dunham, Girls
Tina Fey, 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus, Veep
Amy Poehler, Parks And Recreation
Best Performance by an Actor In A Television Series — Comedy Or Musical
Alec Baldwin, 30 Rock
Don Cheadle, House of Lies
Louis C.K., Louis
Matt LeBlanc, Episodes
Jim Parsons, The Big Bang Theory
Best Television Series — Drama
Boardwalk Empire
Breaking Bad
Downton Abbey
Homeland
The Newsroom
Best Mini-Series Or Motion Picture Made for Television
Game Change
The Girl
Hatfield & McCoys
The Hour
Political Animals
Cecil B. DeMille Award
Jodie Foster
o filme "lincoln", de steven spielberg, lidera a lista das nomeações, com sete, seguido do novo trabalho de quentin tarantino, "django unchained", com cinco. ambos os filmes colocam vários membros do elenco na lista dos nomeados: daniel day lewis, sally field e tommy lee jones por "lincoln"; e leonardo dicaprio e christoph waltz por "djano unchained".
em termos de séries televisivas, encontramos as mesmas caras dos últimos anos a competir pelo globo de melhor actor dramático: bryan cranston, jon hamm e steve buscemi; "modern family", desta vez, apenas conseguiu colocar dois actores na lista, eric stonestreet e sofia vergara; tal como "downton abbey", com maggie smith e michelle dockery. ambas as séries concorrem, novamente, ao globo de ouro de melhor série cómica e dramática, respectivamente.
aqui fica a lista completa das nomeações:
Best Motion Picture — Drama
Argo
Django Unchained
Life of Pi
Lincoln
Zero Dark Thirty
Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Drama
Daniel Day-Lewis, Lincoln
Richard Gere, Arbitrage
John Hawkes, The Sessions
Joaquin Phoenix, The Master
Denzel Washington, Flight
Best Performance by an Actress in a Motion Picture — Drama
Jessica Chastain, Zero Dark Thirty
Marion Cotillard, Rust & Bone
Helen Mirren, Hitchcock
Naomi Watts, The ImpossibleRachel Weisz, The Deep Blue Sea
Jessica Chastain, Zero Dark Thirty
Marion Cotillard, Rust & Bone
Helen Mirren, Hitchcock
Naomi Watts, The ImpossibleRachel Weisz, The Deep Blue Sea
Best Motion Picture — Comedy Or Musical
The Best Exotic Marigold Hotel
Les Miserables
Moonrise Kingdom
Salmon Fishing in the YemenSilver Linings Playbook
Best Performance by an Actress in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Emily Blunt, Salmon Fishing in the Yemen
Judi Dench, The Best Exotic Marigold Hotel
Jennifer Lawrence, Silver Linings Playbook
Maggie Smith, Quartet
Meryl Streep, Hope Springs
Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Jack Black, Bernie
Bradley Cooper, Silver Linings Playbook
Hugh Jackman, Les Miserables
Bill Murray, Hyde Park on Hudson
Ewan McGregor, Salmon Fishing in the Yemen
Best Performance by an Actress In A Supporting Role in a Motion Picture
Amy Adams, The Master
Sally Field, Lincoln
Anne Hathaway, Les Miserables
Helen Hunt, The Sessions
Nicole Kidman, The Paperboy
Best Performance by an Actor In A Supporting Role in a Motion Picture
Alan Arkin, Argo
Leonardo DiCaprio, Django Unchained
Philip Seymour Hoffman, The Master
Tommy Lee Jones, Lincoln
Christoph Waltz, Django Unchained
Best Director — Motion Picture
Ben Affleck, Argo
Kathryn Bigelow, Zero Dark Thirty
Ang Lee, Life of Pi
Steven Spielberg, Lincoln
Quentin Tarantino, Django Unchained
Best Screenplay — Motion Picture
Argo, Chris Terrio
Django Unchained, Quentin Tarantino
Lincoln, Tony Kushner
Silver Linings Playbook, David O. Russell
Zero Dark Thirty, Mark Boal
Best Animated Film
Brave
Frankenweenie
Hotel Transylvania
Rise of the Guardians
Wreck-It Ralph
Best Foreign Language Film
Amour
The Intouchables
Kon-Tiki
A Royal Affair
Rust & Bone
Best Television Series — Comedy Or Musical
The Big Bang Theory
Episodes
Girls
Modern Family
Smash
Best Performance by an Actor In A Television Series – Drama
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Bryan Cranston, Breaking Bad
Jeff Daniels, The Newsroom
Jon Hamm, Mad Men
Damian Lewis, Homeland
Best Performance by an Actress In A Television Series – Drama
Connie Britton, Nashville
Glenn Close, Damages
Claire Danes, Homeland
Michelle Dockery, Downton Abbey
Julianna Margulies, The Good Wife
Best Performance by an Actor in a Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Kevin Costner, Hatfields and McCoys
Benedict Cumberbatch, Sherlock
Woody Harrelson, Game Change
Toby Jones, The Girl
Clive Owen, Hemingway and Gellhorn
Best Performance by an Actress In A Mini-series or Motion Picture Made for Television
Nicole Kidman, Hemingway and Gellhorn
Jessica Lange, American Horror Story: Asylum
Sienna Miller, The Girl
Julianne Moore, Game Change
Sigourney Weaver, Political Animals
Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Max Greenfield, New Girl
Ed Harris, Game Change
Danny Huston, Magic City
Mandy Patinkin, Homeland
Eric Stonestreet, Modern Family
Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Hayden Panettiere, Nashville
Archie Panjabi, The Good Wife
Sarah Paulson, Game Change
Maggie Smith, Downton Abbey
Sofia Vergara, Modern Family
Best Performance by an Actress In A Television Series — Comedy Or Musical
Zooey Deschanel, New Girl
Lena Dunham, Girls
Tina Fey, 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus, Veep
Amy Poehler, Parks And Recreation
Best Performance by an Actor In A Television Series — Comedy Or Musical
Alec Baldwin, 30 Rock
Don Cheadle, House of Lies
Louis C.K., Louis
Matt LeBlanc, Episodes
Jim Parsons, The Big Bang Theory
Best Television Series — Drama
Boardwalk Empire
Breaking Bad
Downton Abbey
Homeland
The Newsroom
Best Mini-Series Or Motion Picture Made for Television
Game Change
The Girl
Hatfield & McCoys
The Hour
Political Animals
Cecil B. DeMille Award
Jodie Foster
terça-feira, dezembro 11, 2012
desafios
por vezes dou conta que o meu cérebro se está a queixar por estar a processar tão mísera informação, por não estar a ser minimamente estimulado; chego a sentir a minha consciência a dar-me estalos, entediada por não ter nada que fazer... acho que estou a precisar desesperadamente de um desafio. talvez bungee jumping, mas sem aquela treta da corda elástica...
virtudes...
saber esperar é, efectivamente, uma virtude. todavia, planear até ao mais ínfimo detalhe um momento que se pretende espontâneo e acidental, no sentido de "acelerar" o rumo dos acontecimentos, dilacerará o conceito de virtude. esperar ou agir? uma pessoa consciente saberá sempre interpretar e discernir entre ambas. alguém tem o número de telemóvel de uma pessoa consciente?
a especificidade conta muito
eu sempre quis ser alguém na vida; chego agora à conclusão de que deveria ter sido mais específico...
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