quarta-feira, abril 03, 2013
quarta-feira, março 06, 2013
john grant - pale green ghosts
chegou finalmente o segundo trabalho discográfico de john grant, depois do excelente "queen of denmark". ainda estou nas primeiras audições, mas detecta-se facilmente uma vertente mais electrónica neste novo disco, embora contenha músicas que poderiam facilmente constar no primeiro disco, como a hipnotizante "glacier", que fecha o album, ou "GMF" (iniciais de greatest mother fucker) ou "it doesn't matter to him". prometo ir colocando algumas músicas aqui no blogue, assim elas surjam no you tube. mas as duas primeiras que referi estão garantidas. tal como em "queen of denmark", em que grant homenageou sigourney weaver, neste disco a referência cinematográfica recaiu sobre o actor ernest borgnine.
"pale green ghosts" tem o alinhamento seguinte:
1. pale green ghosts
2. black belt
3. GMF
4. vietnam
5. it doesn't matter to him
6. why don't you love me anymore
7. you don't have to
8. sensitive new age guy
9. ernest borgnine
10. i hate this town
11. glacier
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
óscares 2013 - os vencedores
Melhor Realizador
Ang Lee - «A Vida de Pi»
Melhor Filme
«Argo»
Melhor Atriz Secundária
Anne Hathaway - «Os Miseráveis»
Melhor Atriz Principal
Jennifer Lawrence - «Silver Linings Playbook»
Melhor Ator Principal
Daniel Day-Lewis - «Lincoln»
Melhor ator secundário
Cristoph Waltz, «Django Libertado»
Melhor argumento adaptado:
"Argo"
Melhor argumento original:
"Django Libertado"
Melhor filme estrangeiro (de língua não inglesa):
"Amor" (Áustria)
Melhor filme de animação:
"Brave"
Melhor documentário:
"Searching for sugar man"
Melhor documentário em curta-metragem:
"Inocente"
Melhor curta-metragem:
"Curfew"
Melhor curta-metragem de animação:
"Paperman"
Melhor produção artística:
"Lincoln"
Melhor fotografia:
"A vida de Pi"
Melhor montagem:
"Argo"
Melhor caracterização:
"Os miseráveis"
Melhor guarda-roupa:
"Anna Karenina"
Melhor Banda-sonora original
«Life of Pi» (Mychael Danna)
Melhor Canção original
"Skyfall", de "007 - Operação Skyfall" - Adele (música e letra)
Melhor montagem de som:
"Skyfall"
"00:30 Hora Negra"
Melhor mistura de som:
"Os miseráveis"
Melhores efeitos visuais:
"A vida de Pi"
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
a tenebrosa lista de compras
há uma qualquer força cósmica que faz com que eu, sempre que vou sozinho às
compras lá para casa, cometa sempre algum erro de palmatória. até em coisas
simples, como ir buscar uns raminhos de salsa ao mini-mercado, em que eu, em vez
de tirar os ramos por inteiro de um molho atado, parti-os ao meio e trouxe só a
parte de cima dos ramos da salsa. quando a minha mulher me pede para ir comprar
alguma coisa, porque lhe é de todo impossível ir (só mesmo assim), todo eu tremo
de medo, porque já sei que algo vai correr mal. ou trago pacotes de leite mais
caros do que o habitual (nem que a diferença seja de cinco cêntimos ela repara
sempre), ou em vez de escolher fiambre da pá trago da perna (raios me partam se
algum dia vou conseguir distinguir estas variedades), ou escolho dois frangos
crus que estão mal depenados (mas alguém se preocupa com isto quando está a
escolher dois frangos crus? se estão dentro de um saco é porque estão bons para
vender...). o pior mesmo é quando tenho como "missão" comprar fruta. é
completamente impossível eu acertar em alguma coisa neste departamento. se
compro bananas, estão muito verdes. se escolho tangerinas ou laranjas, não
prestam porque são muito ácidas e sempre que alguém mete um gomo à boca faz mais
caretas que o jim carrey. maçãs, peras, kiwis, ameixas, diospiros, tudo sempre
verde ou, por incrível que pareça, maduro demais.
as mulheres, quando vão às compras, têm um comportamento diferente. enquanto nós procuramos demorar o menor tempo possível, geralmente agarramos no primeiro produto que encontramos, as mulheres, não querendo generalizar, sabem que mesmo uma lista de meia dúzia de items exige pelo menos uma hora, porque têm que analisar e comparar tudo: ingredientes, preço, a relação quantidade/qualidade, as calorias, o dia em que o produto foi embalado, quando acaba a validade do mesmo, onde foi produzido, qual era o nome de cada uma das vacas que deram o leite, apalpam a fruta toda para ver se está madura ou verde (ficam meia hora a apalpar fruta. eu vi e posso comprovar tudo isto), provam as uvas, provam as azeitonas, só não provam o camarão porque os senhores não deixam, dão-se ao cuidado de ver, quando escolhem frango cru, se ele está bem depenado ou não, perguntam sempre na charcutaria qual é o fiambre mais fresco e sabem exactamente a diferença entre o da pá e o da perna. mas o pior mesmo é a secção da roupa, que é sempre percorrida de uma forma minuciosa, ao detalhe, até ao último cinto ou par de meias nos expositores. então a facilidade com que elas se descalçam e experimentam umas sandálias ou sapatos é assustadora. nem quero pensar na quantidade de pessoas que já tinha metido ali os pés naqueles mesmos sapatos. é assustador. aliás, quando vou com a minha mulher, o que felizmente hoje em dia é muito raro (já vão perceber porquê no próximo parágrafo), àquela secção, sinto que sou a única pessoa calçada no meio de uma dúzia de mulheres descalças dispostas a experimentar tudo o que houver para experimentar em matéria de calçado. sinto sempre que não há espelhos suficientes para aquela gente toda. elas até fazem fila para se verem ao espelho. o mais engraçado, e é nisto que a minha mulher é especial neste aspecto, é que ela experimenta, gosta, pede-me opinião, eu aprovo (faço tudo para sair dali o mais rapidamente possível), ela descalça-se, volta a calçar os sapatos que trazia, arruma o calçado que experimentou, gostou e que tinha recebido a minha aprovação e quando eu lhe pergunto por que não os leva (depois de termos perdido largos minutos com aquilo tudo), ela responde, simplesmente, "não, deixa estar", ou então "não levo porque daqui a uns meses começam os saldos e compro-os por metade do preço". pronto, lá reviro eu os olhos mais uma vez, sempre com a sensação de que nunca mais na vida vou conseguir recuperar aqueles 45 minutos.
antigamente, ir às compras com a minha mulher era uma aventura, perdia a conta aos suspiros e à quantidade de revirar de olhos. hoje, sempre que vamos os quatro às compras, felizmente, e realço o felizmente, fico com a minha filha na secção dos livros ou com o meu filho na secção dos jogos de playstation e deixo-a ir à vontade apalpar fruta durante meia hora. é muito mais reconfortante. primeiro porque tenho total confiança na capacidade de apreciação e no juízo de valor da minha mulher na escolha dos produtos, por todas as razões acima discriminadas; e depois porque, assim, já não vou cometer nenhum erro nas compras. por falar nisso, este texto surgiu porque a minha mulher me telefonou, pedindo-me para passar pelo continente e comprar dois frangos crus. pelo sim, pelo não, vou levar a minha lupa, para ver se os galináceos estão efectivamente bem depenados. não quero arriscar desta vez.
as mulheres, quando vão às compras, têm um comportamento diferente. enquanto nós procuramos demorar o menor tempo possível, geralmente agarramos no primeiro produto que encontramos, as mulheres, não querendo generalizar, sabem que mesmo uma lista de meia dúzia de items exige pelo menos uma hora, porque têm que analisar e comparar tudo: ingredientes, preço, a relação quantidade/qualidade, as calorias, o dia em que o produto foi embalado, quando acaba a validade do mesmo, onde foi produzido, qual era o nome de cada uma das vacas que deram o leite, apalpam a fruta toda para ver se está madura ou verde (ficam meia hora a apalpar fruta. eu vi e posso comprovar tudo isto), provam as uvas, provam as azeitonas, só não provam o camarão porque os senhores não deixam, dão-se ao cuidado de ver, quando escolhem frango cru, se ele está bem depenado ou não, perguntam sempre na charcutaria qual é o fiambre mais fresco e sabem exactamente a diferença entre o da pá e o da perna. mas o pior mesmo é a secção da roupa, que é sempre percorrida de uma forma minuciosa, ao detalhe, até ao último cinto ou par de meias nos expositores. então a facilidade com que elas se descalçam e experimentam umas sandálias ou sapatos é assustadora. nem quero pensar na quantidade de pessoas que já tinha metido ali os pés naqueles mesmos sapatos. é assustador. aliás, quando vou com a minha mulher, o que felizmente hoje em dia é muito raro (já vão perceber porquê no próximo parágrafo), àquela secção, sinto que sou a única pessoa calçada no meio de uma dúzia de mulheres descalças dispostas a experimentar tudo o que houver para experimentar em matéria de calçado. sinto sempre que não há espelhos suficientes para aquela gente toda. elas até fazem fila para se verem ao espelho. o mais engraçado, e é nisto que a minha mulher é especial neste aspecto, é que ela experimenta, gosta, pede-me opinião, eu aprovo (faço tudo para sair dali o mais rapidamente possível), ela descalça-se, volta a calçar os sapatos que trazia, arruma o calçado que experimentou, gostou e que tinha recebido a minha aprovação e quando eu lhe pergunto por que não os leva (depois de termos perdido largos minutos com aquilo tudo), ela responde, simplesmente, "não, deixa estar", ou então "não levo porque daqui a uns meses começam os saldos e compro-os por metade do preço". pronto, lá reviro eu os olhos mais uma vez, sempre com a sensação de que nunca mais na vida vou conseguir recuperar aqueles 45 minutos.
antigamente, ir às compras com a minha mulher era uma aventura, perdia a conta aos suspiros e à quantidade de revirar de olhos. hoje, sempre que vamos os quatro às compras, felizmente, e realço o felizmente, fico com a minha filha na secção dos livros ou com o meu filho na secção dos jogos de playstation e deixo-a ir à vontade apalpar fruta durante meia hora. é muito mais reconfortante. primeiro porque tenho total confiança na capacidade de apreciação e no juízo de valor da minha mulher na escolha dos produtos, por todas as razões acima discriminadas; e depois porque, assim, já não vou cometer nenhum erro nas compras. por falar nisso, este texto surgiu porque a minha mulher me telefonou, pedindo-me para passar pelo continente e comprar dois frangos crus. pelo sim, pelo não, vou levar a minha lupa, para ver se os galináceos estão efectivamente bem depenados. não quero arriscar desta vez.
terça-feira, fevereiro 19, 2013
procura-se manual de instruções
quando for grande quero ser... ainda não sei. continuo à espera de alguma conclusão. enquanto tal não acontece, vou evitando que choquem comigo, que metam conversa ou que reparem que eu estou na mesma sala, na mesma rua, na mesma cidade ou no mesmo país. sou um produto inacabado, incompleto e com um enorme vácuo, que alguém se esqueceu de preencher com as instruções de manuseamento. longe de mim a veleidade de imaginar que são todas as outras pessoas que estão a ir em contramão e que só eu sigo correctamente na auto-estrada da vida. (esta da "auto-estrada da vida" até parece profunda à primeira vista, ou mesmo à vista desarmada, mas olhem que não, se calhar até já o toy ou o emanuel a usaram numa música qualquer). desta forma, resigno-me a viver cada dia como se fosse o primeiro dia de aulas numa escola nova, com o desconforto inerente a um ambiente desconhecido, mas com pessoas com quem terei, forçosamente, de conviver. apesar de tudo, uma consolação me resta: eu sei, antecipadamente, que vou falhar estrondosamente nessa missão. dessa maneira, a desilusão, no final do dia, não é tão grande.
a melhor comédia de sempre
"life of brian" estreou em agosto de 1979, descrito na altura como "a motion picture destined to offend nearly two thirds of the civilized world. and severely annoy the other third". são às dezenas as cenas memoráveis e hilariantes neste filme, como a célebre "biggus dickus e a incontinentia buttocks", a people's front of judea ("splitter"), o stan que quer ser loretta e ter o direito de ter filhos, embora não tenha útero ("where's the fetus going to gestate? you going to keep it in a box?"), o centurião que corrige gramaticamente o latim de brian ("now write it a hundred times!"), um outro centurião que pergunta educadamente a cada um dos condenados em fila "crucifixion? good!", a reunião do people's front of judea em que se questiona o mérito dos romanos ("all right, but apart from the sanitation, medicine, education, wine, public order, irrigation, roads, the fresh water system and public health, what have the Romans ever done for us?"), o eremita que estava sem falar há 18 anos, a "judean people's front crack suicide squad" que aparece no final do filme para "salvar" o brian da crucificação, jesus cristo a oferecer-se para ajudar um condenado a arrastar a sua cruz, o "release brian", a multidão que segue brian por julgar que ele é o novo messias, simplesmente porque não acabou um "discurso" ("i say you are lord, and i should know. i've followed a few"), o discurso de jesus cristo ("blessed are the cheesemakers"), os reis magos que se enganaram na manjedoura, o plano para raptar a mulher de pilatos, a conversa entre a mãe de brian e a multidão que o seguiu até casa ("are you a virgin?")... e esta, a famosa cena do apedrejamento, em que a multidão é inteiramente composta por mulheres, apesar de lhes ser probida a entrada nestes eventos (daí a venda de barbas falsas à entrada)...
muitas cenas hilariantes num filme, a todos os títulos, notável.
os meus anos 80
nos anos 80, quando ouvia duran duran de manhã à noite, era um tipo
despreocupado, sem responsabilidades para além de passar de ano e não chumbar
por faltas. quando ouço o "save a prayer" vem-me tudo à cabeça: o zx spectrum,
as muitas horas a jogar o chuckie egg e o match day, o meu walkman preto com
equalizador, onde ouvia música a toda a hora (lembro-me bem que rod stewart e os
europe foram as primeiras cassetes que lá ouvi), os discos de vinil que mandava
vir pelo círculo de leitores, os cadernos escolares todos rabiscados com nomes
de grupos, as revistas bravo que me confiscavam no liceu, com o consequente
aviso aos meus pais de que andava a ver revistas pornográficas (isto é mesmo
verdade!), as horas que faltava às aulas para ir jogar snooker (e mais tarde o
tetris), as minhas primeiras desilusões amorosas, a gritante falta de jeito para
iniciar qualquer conversa minimamente coerente ou eloquente com uma rapariga, a
minha "fabulosa" colecção de posters (que saíam na bravo e na pop rocky, as tais
"revistas pornográficas" segundo os botas de elástico dos meus professores),
onde imperava a minha "deusa" naquela altura, onde alicercei muitos dos meus
ideais de beleza feminina: a nena (a dos "99 red balloons"), os primeiros
bailes, onde pude efectivamente constatar, no terreno, a minha total
incapacidade para "meter" conversa com uma pessoa do sexo oposto... enfim,
muitas memórias, sempre com a componente musical a acompanhar cada uma delas.
lembro-me perfeitamente da minha primeira namorada, tinha eu 14 anos (e ela
tinha 19...), a ana, do seu estranho hábito de escrever mensagens de amor em
todos os espelhos de minha casa (que depois tinha de limpar para os meus pais
não verem), de ter faltado uma tarde inteira às aulas para ir fazer um
piquenique com ela, em que levei o meu gravador (lá está a componente musical)
com cassetes do (e agora, por favor, não vomitem) bon jovi (conseguiram
aguentar?), a-ha e duran duran. ainda hoje a música "never say goodbye", dos bon
jovi, me transporta imediatamente para esse dia, naquele que foi um dos meus
primeiros grandes actos de insubordinação e rebeldia. o que é que vocês queriam?
tinha uma namorada cinco anos mais velha do que eu e não ia fazer tudo o que ela
me pedisse? sobretudo tendo em conta aquela minha já referida falta de
iniciativa (ou jeito) para lidar com o sexo oposto. escusado será dizer, nesta
altura, que foi ela que deu o primeiro passo, isso é fácil de concluir.
começamos a namorar no dia 1 de abril de 1987. parece mentira, mas é verdade.
foram 4 meses fantásticos, apesar de ter chumbado nesse ano. e disse 4 meses
fantásticos porque ela, no final de julho, foi ter com a mãe à suiça (não, a
minha primeira namorada não foi a martina hingis. a mãe dela não é suiça, é
portuguesa, mas emigrante). nesse dia, em que ela foi embora, fechei-me no meu
quarto a ouvir o disco dos cutting crew. a música "i've been in love before" é
como uma cicatriz desse dia. nesse disco, "broadcast", também há duas músicas
que ainda hoje recordo com nostalgia, "sahara" e "the broadcast", que ficarão
para sempre ligadas a esta fase da minha vida. o primeiro amor nunca se esquece,
é bem verdade, mas quando nos aparece aos 14 anos, sem aviso prévio e com tantos
jogos interessantes para jogar no zx spectrum, um tipo fica com as prioridades
irremediavelmente alteradas.
este passeio nostálgico vai ter que ficar por aqui porque me "bateu" uma enorme vontade de jogar snooker, de beber uma green sands e de comer um zainy crispy, o melhor chocolate que alguma vez existiu.
ah, belos anos 80!
este passeio nostálgico vai ter que ficar por aqui porque me "bateu" uma enorme vontade de jogar snooker, de beber uma green sands e de comer um zainy crispy, o melhor chocolate que alguma vez existiu.
ah, belos anos 80!
domingo, fevereiro 10, 2013
carnavalenada
não há altura do ano em que sinta mais vergonha de ser português do que no carnaval. é constragedor ver todos os anos as mesmas imagens, os mesmos bombos da festa (políticos, dirigentes desportivos), as mesmas vestimentas, tudo isto embrulhado num cenário kitsch, a roçar o teatro de revista, emoldurado pelo mesmo factor de sempre: o frio. sim, porque o carnaval nacional é no inverno mas o povinho insiste em descascar-se todo como se estivesse no brasil, no pico do verão. é penoso ver centenas de mulheres a tentar sambar como as brasileiras (o que geralmente nunca conseguem), enquanto rapam um frio do camandro, apanham chuva, etc.. e ainda há outro pormenor que sempre me intrigou: no carnaval português, e apesar do frio, as mulheres têm tendência, natural, para vestirem pouca roupa, destapando deliberadamente o corpo de maneira a ficarem mais sexy's, mais vistosas, mais apelativas a quem as observa durante o corso carnavalesco. e o que fazem os homens portugueses durante o carnaval? vestem-se de mulher... está tudo dito!
terça-feira, janeiro 29, 2013
onde está o botão de reiniciar?
os mais velhos costumam justificar uma série de infortúnios de uma determinada pessoa com um pouco esclarecedor "alguma bruxa te viu"... no fundo, é como atribuir as culpas a um unicórnio ou à fada dos dentes, mas pronto, eles lá sabem e não adianta contrariá-los... a questão é que quando alguém mergulha numa espiral negativa, com azares atrás de infortúnios e infelicidades atrás de adversidades, tenta desesperadamente agarrar-se a algo, a um culpado, nem que seja o raio do unicórnio, para, em primeiro lugar, justificar a desdita, e, em segundo lugar, tentar resolver a situação o mais rápido possível, para tudo voltar à normalidade. não basta encolher os ombros dezenas de vezes, bufar de trinta em trinta segundos ou apelar a uma divindade superior (nick drake) que "meta uma cunha" por nós.
"as coisas más, quando têm que acontecer, acontecem". "as coisas más fazem parte da vida". "as coisas más...". pronto, já calei o velhote (deviam acabar com os intervalos nos torneios de sueca).
estamos nós descansados da vida, a iniciar um novo ano, com renovada esperança de que algo bom nos possa eventualmente acontecer, quando, sem darmos por isso, três ou quatro situações nos colocam ao nível de um tapete. uma pessoa questiona-se, como é natural: "será que comi mesmo 12 passas ou só ingeri 11?"; "terei eu vestido as cuecas pretas em vez das azuis? ai esta minha miopia...".
é frequente entrar com o pé esquerdo em cada novo ano. já nem sei por que raio me espanto quando o carro avaria, as gripes vão lá a casa passar uns dias ou me cai um piano em cima quando vou a atravessar a estrada. é janeiro. ainda por cima está frio. não tarda nada, chega fevereiro. e então sim, a minha sorte vai mudar. pode ser apenas de roupa, mas vai mudar.
"não acredito em bruxas mas que elas existem, existem"... vá, já são horas de ir para a caminha. não se esqueça da lindor. (raio do velho...)
"as coisas más, quando têm que acontecer, acontecem". "as coisas más fazem parte da vida". "as coisas más...". pronto, já calei o velhote (deviam acabar com os intervalos nos torneios de sueca).
estamos nós descansados da vida, a iniciar um novo ano, com renovada esperança de que algo bom nos possa eventualmente acontecer, quando, sem darmos por isso, três ou quatro situações nos colocam ao nível de um tapete. uma pessoa questiona-se, como é natural: "será que comi mesmo 12 passas ou só ingeri 11?"; "terei eu vestido as cuecas pretas em vez das azuis? ai esta minha miopia...".
é frequente entrar com o pé esquerdo em cada novo ano. já nem sei por que raio me espanto quando o carro avaria, as gripes vão lá a casa passar uns dias ou me cai um piano em cima quando vou a atravessar a estrada. é janeiro. ainda por cima está frio. não tarda nada, chega fevereiro. e então sim, a minha sorte vai mudar. pode ser apenas de roupa, mas vai mudar.
"não acredito em bruxas mas que elas existem, existem"... vá, já são horas de ir para a caminha. não se esqueça da lindor. (raio do velho...)
quarta-feira, janeiro 16, 2013
amargos tempos
a doutrina dos tempos modernos, a filosofia reinante que privilegia tudo aquilo que é parecido com o que pretendemos, porque é mais prático, mais barato, mais simples e mais rápido. a lei do menor esforço criou raízes profundas e uma larga fatia da sociedade parece contentar-se com o "é quase isto" em vez do "é isto mesmo". desiste-se de uma virtude julgada impossível para não se perder a possível. é tudo cada vez mais "fake", numa invasão catatónica dos sentidos que tolda o discernimento daqueles que já desistiram de continuar a procurar a "real thing". para esses, o "fake" já é suficientemente bom e não se importam de viver numa mentira, desde que as aparências iludam os mais incautos e desinformados. porque, para esta gente, uma mentira, quando repetida cem vezes, passa a ser verdade.
segunda-feira, janeiro 14, 2013
globos de ouro 2013 - os vencedores
cinema
melhor drama: "Argo"
melhor comédia/musical: "Os Miseráveis"
melhor realizador: Ben Affleck ("Argo")
melhor ator de drama: Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
melhor atriz de drama: Jessica Chastain ("00h30 Hora Negra")
melhor ator de musical/comédia: Hugh Jackman ("Os Miseráveis")
melhor atriz de musical/comédia: Jennifer Lawrence
("Guia para um Final Feliz")
melhor ator secundário: Christoph Waltz ("Django Libertado")
melhor atriz secundária: Anne Hathaway ("Os Miseráveis")
melhor filme estrangeiro: "Amor" (Áustria)
melhor argumento: Quentin Tarantino, "Django Libertado"
melhor banda sonora original: Mychael Danna ("A Vida de Pi")
melhor música original: Adele e Paul Epworth ("007 - Skyfall")
melhor filme de animação: "Brave - Indomável"
televisão
melhor série dramática: "Segurança Nacional"
melhor atriz de drama: Claire Danes ("Segurança Nacional")
melhor ator de drama: Damian Lewis ("Segurança Nacional")
melhor série de comédia/musical: "Girls"
melhor atriz de comédia/musical: Lena Dunham ("Girls")
melhor ator de comédia/musical: Don Cheadle ("House of Lies")
melhor mini-série/filme: "Game Change"
melhor atriz de mini-série/filme: Julianne Moore ("Game Change")
melhor ator de mini-série/filme: Kevin Costner ("Hatfields & McCoys")
melhor atriz secundária de série/mini-série/filme: Maggie Smith
("Downton Abbey")
melhor ator secundário de série/mini-série/filme: Ed Harris
("Game Change")
melhor atriz de drama: Claire Danes ("Segurança Nacional")
melhor ator de drama: Damian Lewis ("Segurança Nacional")
melhor série de comédia/musical: "Girls"
melhor atriz de comédia/musical: Lena Dunham ("Girls")
melhor ator de comédia/musical: Don Cheadle ("House of Lies")
melhor mini-série/filme: "Game Change"
melhor atriz de mini-série/filme: Julianne Moore ("Game Change")
melhor ator de mini-série/filme: Kevin Costner ("Hatfields & McCoys")
melhor atriz secundária de série/mini-série/filme: Maggie Smith
("Downton Abbey")
melhor ator secundário de série/mini-série/filme: Ed Harris
("Game Change")
Prémio Carreira Cecil B. DeMille: Jodie Foster
quinta-feira, janeiro 10, 2013
7 anos de nuvens da alma
custa a acreditar... uma pessoa vai à janela, fica especado a olhar durante uns minutos e, de repente, já passaram sete anos. o tempo voa, nunca volta atrás, foge-nos como areia fina por entre os dedos nesta ampulheta gigante que é a vida.
em sete anos muita coisa aconteceu: primeiros-ministros caíram em desgraça e foram viver principescamente para paris, presidentes da república passaram a ter a mesma utilidade que um candelabro, políticos interventivos e eloquentes que mal abrem as "portas" de um cargo ministerial deixam de ser vistos e ouvidos, um clube que veste de verde e branco deixou praticamente de existir, subsídios voaram da carteira dos cidadãos, a língua portuguesa, tal como a conhecíamos, morreu, em virtude de um aborto ortográfico inenarrável, o processo casa pia continua sem fim à vista e, pasme-se, até a "praça da alegria" passou do porto para lisboa. é muita coisa para processar, sobretudo esta última (o que será de nós sem a presença diária de sónia araújo a fazer ginástica na televisão?...), mas vamos aguentando estoicamente, contando os cêntimos para tomar um café, aqueles mesmos cêntimos que antigamente expulsávamos da carteira por considerarmos que não tinham utilidade nenhuma, tentando poupar o mais possível para, num puro acto de loucura, ir jantar fora com a família ou ir ao cinema. apenas uma destas, porque as duas juntas obrigariam a um (novo) pedido de empréstimo bancário.
mas voltemos ao blogue e ao seu sétimo aniversário...
em 2006, lembro-me bem, o sporting ainda lutava pelo título nacional. velhos tempos... agora luta para não descer de divisão. jesualdo ferreira estava no fc porto, depois de ter estado vários anos no benfica. hoje, está no sporting. sempre foi um dos treinadores que mais detestei no mundo futebolístico. agora tenho que torcer pelo seu sucesso, porque caso não o tenha estarei no próximo ano a ver o sporting em tondela. e não estou a falar da equipa b...
mas voltemos ao blogue e ao seu sétimo aniversário...
estas nuvens da alma já passaram por vários ciclos e já cá tivemos um pouco de tudo (menos receitas culinárias e dicas sobre jardinagem). vejo este blogue como um reflexo do que sou como pessoa: uma tremenda confusão. umas vezes privilegiei o cinema, outras a música, aqui e ali a poesia, lá diante o futebol, mais acolá, atrás daquela macieira, as séries de televisão. não é um blogue específico, porque eu também não o sou. fico sempre meia-hora para decidir o que comer em restaurantes. e nem me falem em sobremesas... acima de tudo, tendo colocar aqui tudo aquilo que gosto, até para memória futura. sei que me vai dar algum gozo, daqui a uns 20 anos, vir aqui descobrir quem eu era, até porque nessa altura já nem do meu nome me lembrarei, certamente. sei que vou gostar de ouvir as músicas que hoje venero, de relembrar séries ou filmes que me fizeram vir a correr para o computador com o propósito de os elogiar. sei também que aqui estão reunidos muitos momentos da minha vida, familiar, profissional e pessoal, bem como referências a amizades, umas mais fortes do que outras, e a pessoas que me marcaram de alguma forma nesta caminhada pela auto-estrada da vida (já foi uma ampulheta gigante... agora é uma auto-estrada... decide-te pá!).
à meia dúzia de pessoas que (ainda) passa por este blogue não prometo estar aqui, daqui a um ano, a escrever um texto desprovido de sentido para comemorar o oitavo aniversário. o entusiasmo esmorece, está cada vez mais frio, os comprimidos esgotam nas farmácias, os amigos estão longe, os concertos musicais são praticamente um luxo inacessível, férias são coisa do século passado, a última noitada ainda foi no tempo de d. afonso henriques e é cada vez mais difícil combinar alguma coisa com a monica bellucci...
mas voltemos ao blogue e ao seu sétimo aniversário...
segunda-feira, janeiro 07, 2013
a.a. bondy - believers (2011)
de vez em quando aparece um disco que "encaixa" de uma maneira perfeita nos nossos gostos. aconteceu há precisamente um ano com o disco "what the night delivers", de scott matthews; acontece novamente agora, com este "believers", de aa bondy, antigo vocalista da banda grunge verbena. o "aa" do nome representam as iniciais do cantor (augeste arthur), que enveredou por uma carreira a solo em 2007, adoptando outro nome artístico (o anterior era scott bondy), bem como uma sonoridade muito mais suave e calma, trocando o grunge pelo indie folk. "american hearts", lançado em 2007, foi o primeiro trabalho a solo do cantor, seguindo-se-lhe "when the devil's loose", em 2009. em setembro de 2011, surgiu este "believers", um disco perfeito para uma noite de insónia, suficientemente intimista para nos embalar estrada fora, pela noite dentro, com as mãos nos bolsos, a contemplar a noite. o site "all music", a propósito, descreve assim o disco: "and for 2011's "believers", bondy's music has crept further into the darkest hours of the early morning, conjuring up a sound that lurks somewhere between consciousness and a dream; these ten songs are full of elusive magic and bondy and his collaborators have made an album that's long on mystery but satisfying enough to make it worthy of repeated investigation; you're not likely to hear a new album that sounds better after 1 A.M. than this anytime soon". por sua vez, o site "the line of best fit" termina assim a sua crítica ao disco: "believers is the exciting sound of a remarkable songwriter finding his own, genuinely unique voice; a masterful album of arresting details forming a cohesive, hugely compelling whole that’s so much more than a sum of its impressive parts".
há algo de hipnótico neste album, como uma viagem interior ao coração da mais negra melancolia, às raízes da solidão nostálgica e contemplativa. "believers", apesar de muito homogéneo, atinge o seu ponto alto no final, com as duas últimas músicas (rte.28/believers e scenes from a circus) a fundirem-se de uma forma perfeita. e como não consigo dizer isto de uma forma mais perfeita, volto a recorrer ao site "the line of best fit": "the road-weary beauty of ‘rte 28/believers’ eventually blooms into a slow-motion second movement that’s like a ray of tentative early morning sunlight peeking through the impenetrable darkness of night".
nos posts imediatamente a seguir a este, podem ouvir quatro músicas deste album.
espero que gostem!...
segunda-feira, dezembro 24, 2012
quarta-feira, dezembro 19, 2012
nascer de novo
ainda ontem era 28 de abril e, sem um tipo dar conta, já é natal. outra
vez. tantos cortes, tantos constrangimentos orçamentais e ninguém foi capaz de
acabar com o natal... resultado: não se consegue ir a um hipermercado comprar um
quilo de arroz que seja. está tudo cheio. filas intermináveis, trânsito caótico
e um nunca mais acabar de listas de compras: prendas, frutos secos, bebidas,
queijo, etc.. a azáfama faz sempre parte do programa. não é natal se um tipo não
andar totalmente desorientado num hipermercado, com uma folha de papel na mão,
com uma lista de artigos que a mulher lhe pediu para ir comprar à última hora.
ou a prenda que ficou por comprar. ou aquele brandy que o cunhado tanto gosta de
beber com o café. ou o adoçante para a cevada do sogro. o baralho de cartas
nunca pode faltar... tal como as pilhas, para as dezenas de brinquedos que,
invariavelmente, demoram montes de tempo a tirar das caixas e a montar
correctamente. tenho a impressão de que passo um ano inteiro sem olhar para um
manual de instruções e, na noite de natal, devo ver, demoradamente e cada vez
com a testa mais franzida, uns cinco ou seis.
curiosamente, e este é um momento que registo todos os anos e espero registar novamente este ano: por volta das oito da noite, oito e meia vá, do dia 24, quando olho para a rua, não vejo
ninguém, os carros não passam na rua e impera o silêncio. depois do rebuliço que
foram os dias anteriores, quando chega aquela hora já está toda a gente em casa,
a celebrar o natal em família.
de repente, apercebemo-nos de que valeu a pena
ter ficado 45 minutos naquela fila interminável para embrulhar as prendas, ou 20
minutos à procura de estacionamento para se ir a um centro comercial apinhado
comprar aquela prenda que a filha já andava há meses a pedir ao pai natal...
quando fecho as cortinas e me viro para a sala, para os miúdos ansiosos por
abrir as prendas, para a mesa enfeitada com muito empenho e afinco para que nada
faltasse, para os sorrisos estampados nos rostos de toda a gente, acontece...
natal! e esse é um sentimento interior tão forte, tão umbilicalmente ligado aos
laços familiares, que em vez de estarmos a festejar um nascimento, estamos nós
próprios a nascer de novo, outra vez, tal como acontece todos os anos na noite
de 24 de dezembro. podem tirar-nos tudo, mas esta sensação nunca nos vão
conseguir tirar. é natal! e nós vamos nascer outra vez...
natal...
é todos os anos a mesma conversa lá em casa: "este ano vocês não vão receber prendas porque temos que poupar; o banco central europeu anunciou que as taxas de juro vão subir, aumentando as prestações e, consequentemente, provocando um déficit no nosso superavit financeiro".
mas por que raio as crianças não entendem isto?
mas por que raio as crianças não entendem isto?
segunda-feira, dezembro 17, 2012
os melhores discos de 2012
1. don't be a stranger - mark eitzel
2. dept. of disappearance - jason lytle
3. mid air - paul buchanan
4. put your back n 2 it - perfume genius
5. mr. m - lambchop
6. among the leaves - sun kil moon
7. life is people - bill fay
8. animal joy - shearwater
9. cut the world - antony and the johnsons
10. bloom - beach house
11. the ghost in daylight - gravenhurst
12. nocturne - wild nothing
13. now here's my plan - bonnie prince billy
14. shield - grizzly bear
15. the slideshow effect - memoryhouse
16. the bird is coming down to earth - the soft hills
17. out of the game - rufus wainwright
18. field report - field report
19. adventures in your own backyard - patrick watson
20. strange weekend - porcelain raft
quinta-feira, dezembro 13, 2012
globos de ouro - nomeações
já saíram os nomeados para os globos de ouro 2012, cerimónia que vai decorrer no dia 13 de janeiro, com apresentação das actrizes amy poehler e tina fey.
o filme "lincoln", de steven spielberg, lidera a lista das nomeações, com sete, seguido do novo trabalho de quentin tarantino, "django unchained", com cinco. ambos os filmes colocam vários membros do elenco na lista dos nomeados: daniel day lewis, sally field e tommy lee jones por "lincoln"; e leonardo dicaprio e christoph waltz por "djano unchained".
em termos de séries televisivas, encontramos as mesmas caras dos últimos anos a competir pelo globo de melhor actor dramático: bryan cranston, jon hamm e steve buscemi; "modern family", desta vez, apenas conseguiu colocar dois actores na lista, eric stonestreet e sofia vergara; tal como "downton abbey", com maggie smith e michelle dockery. ambas as séries concorrem, novamente, ao globo de ouro de melhor série cómica e dramática, respectivamente.
aqui fica a lista completa das nomeações:
Best Motion Picture — Drama
Argo
Django Unchained
Life of Pi
Lincoln
Zero Dark Thirty
Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Drama
Daniel Day-Lewis, Lincoln
Richard Gere, Arbitrage
John Hawkes, The Sessions
Joaquin Phoenix, The Master
Denzel Washington, Flight
Best Motion Picture — Comedy Or Musical
The Best Exotic Marigold Hotel
Les Miserables
Moonrise Kingdom
Salmon Fishing in the YemenSilver Linings Playbook
Best Performance by an Actress in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Emily Blunt, Salmon Fishing in the Yemen
Judi Dench, The Best Exotic Marigold Hotel
Jennifer Lawrence, Silver Linings Playbook
Maggie Smith, Quartet
Meryl Streep, Hope Springs
Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Jack Black, Bernie
Bradley Cooper, Silver Linings Playbook
Hugh Jackman, Les Miserables
Bill Murray, Hyde Park on Hudson
Ewan McGregor, Salmon Fishing in the Yemen
Best Performance by an Actress In A Supporting Role in a Motion Picture
Amy Adams, The Master
Sally Field, Lincoln
Anne Hathaway, Les Miserables
Helen Hunt, The Sessions
Nicole Kidman, The Paperboy
Best Performance by an Actor In A Supporting Role in a Motion Picture
Alan Arkin, Argo
Leonardo DiCaprio, Django Unchained
Philip Seymour Hoffman, The Master
Tommy Lee Jones, Lincoln
Christoph Waltz, Django Unchained
Best Director — Motion Picture
Ben Affleck, Argo
Kathryn Bigelow, Zero Dark Thirty
Ang Lee, Life of Pi
Steven Spielberg, Lincoln
Quentin Tarantino, Django Unchained
Best Screenplay — Motion Picture
Argo, Chris Terrio
Django Unchained, Quentin Tarantino
Lincoln, Tony Kushner
Silver Linings Playbook, David O. Russell
Zero Dark Thirty, Mark Boal
Best Animated Film
Brave
Frankenweenie
Hotel Transylvania
Rise of the Guardians
Wreck-It Ralph
Best Foreign Language Film
Amour
The Intouchables
Kon-Tiki
A Royal Affair
Rust & Bone
Best Television Series — Comedy Or Musical
The Big Bang Theory
Episodes
Girls
Modern Family
Smash
Best Performance by an Actor In A Television Series – Drama
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Bryan Cranston, Breaking Bad
Jeff Daniels, The Newsroom
Jon Hamm, Mad Men
Damian Lewis, Homeland
Best Performance by an Actress In A Television Series – Drama
Connie Britton, Nashville
Glenn Close, Damages
Claire Danes, Homeland
Michelle Dockery, Downton Abbey
Julianna Margulies, The Good Wife
Best Performance by an Actor in a Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Kevin Costner, Hatfields and McCoys
Benedict Cumberbatch, Sherlock
Woody Harrelson, Game Change
Toby Jones, The Girl
Clive Owen, Hemingway and Gellhorn
Best Performance by an Actress In A Mini-series or Motion Picture Made for Television
Nicole Kidman, Hemingway and Gellhorn
Jessica Lange, American Horror Story: Asylum
Sienna Miller, The Girl
Julianne Moore, Game Change
Sigourney Weaver, Political Animals
Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Max Greenfield, New Girl
Ed Harris, Game Change
Danny Huston, Magic City
Mandy Patinkin, Homeland
Eric Stonestreet, Modern Family
Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Hayden Panettiere, Nashville
Archie Panjabi, The Good Wife
Sarah Paulson, Game Change
Maggie Smith, Downton Abbey
Sofia Vergara, Modern Family
Best Performance by an Actress In A Television Series — Comedy Or Musical
Zooey Deschanel, New Girl
Lena Dunham, Girls
Tina Fey, 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus, Veep
Amy Poehler, Parks And Recreation
Best Performance by an Actor In A Television Series — Comedy Or Musical
Alec Baldwin, 30 Rock
Don Cheadle, House of Lies
Louis C.K., Louis
Matt LeBlanc, Episodes
Jim Parsons, The Big Bang Theory
Best Television Series — Drama
Boardwalk Empire
Breaking Bad
Downton Abbey
Homeland
The Newsroom
Best Mini-Series Or Motion Picture Made for Television
Game Change
The Girl
Hatfield & McCoys
The Hour
Political Animals
Cecil B. DeMille Award
Jodie Foster
o filme "lincoln", de steven spielberg, lidera a lista das nomeações, com sete, seguido do novo trabalho de quentin tarantino, "django unchained", com cinco. ambos os filmes colocam vários membros do elenco na lista dos nomeados: daniel day lewis, sally field e tommy lee jones por "lincoln"; e leonardo dicaprio e christoph waltz por "djano unchained".
em termos de séries televisivas, encontramos as mesmas caras dos últimos anos a competir pelo globo de melhor actor dramático: bryan cranston, jon hamm e steve buscemi; "modern family", desta vez, apenas conseguiu colocar dois actores na lista, eric stonestreet e sofia vergara; tal como "downton abbey", com maggie smith e michelle dockery. ambas as séries concorrem, novamente, ao globo de ouro de melhor série cómica e dramática, respectivamente.
aqui fica a lista completa das nomeações:
Best Motion Picture — Drama
Argo
Django Unchained
Life of Pi
Lincoln
Zero Dark Thirty
Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Drama
Daniel Day-Lewis, Lincoln
Richard Gere, Arbitrage
John Hawkes, The Sessions
Joaquin Phoenix, The Master
Denzel Washington, Flight
Best Performance by an Actress in a Motion Picture — Drama
Jessica Chastain, Zero Dark Thirty
Marion Cotillard, Rust & Bone
Helen Mirren, Hitchcock
Naomi Watts, The ImpossibleRachel Weisz, The Deep Blue Sea
Jessica Chastain, Zero Dark Thirty
Marion Cotillard, Rust & Bone
Helen Mirren, Hitchcock
Naomi Watts, The ImpossibleRachel Weisz, The Deep Blue Sea
Best Motion Picture — Comedy Or Musical
The Best Exotic Marigold Hotel
Les Miserables
Moonrise Kingdom
Salmon Fishing in the YemenSilver Linings Playbook
Best Performance by an Actress in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Emily Blunt, Salmon Fishing in the Yemen
Judi Dench, The Best Exotic Marigold Hotel
Jennifer Lawrence, Silver Linings Playbook
Maggie Smith, Quartet
Meryl Streep, Hope Springs
Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Jack Black, Bernie
Bradley Cooper, Silver Linings Playbook
Hugh Jackman, Les Miserables
Bill Murray, Hyde Park on Hudson
Ewan McGregor, Salmon Fishing in the Yemen
Best Performance by an Actress In A Supporting Role in a Motion Picture
Amy Adams, The Master
Sally Field, Lincoln
Anne Hathaway, Les Miserables
Helen Hunt, The Sessions
Nicole Kidman, The Paperboy
Best Performance by an Actor In A Supporting Role in a Motion Picture
Alan Arkin, Argo
Leonardo DiCaprio, Django Unchained
Philip Seymour Hoffman, The Master
Tommy Lee Jones, Lincoln
Christoph Waltz, Django Unchained
Best Director — Motion Picture
Ben Affleck, Argo
Kathryn Bigelow, Zero Dark Thirty
Ang Lee, Life of Pi
Steven Spielberg, Lincoln
Quentin Tarantino, Django Unchained
Best Screenplay — Motion Picture
Argo, Chris Terrio
Django Unchained, Quentin Tarantino
Lincoln, Tony Kushner
Silver Linings Playbook, David O. Russell
Zero Dark Thirty, Mark Boal
Best Animated Film
Brave
Frankenweenie
Hotel Transylvania
Rise of the Guardians
Wreck-It Ralph
Best Foreign Language Film
Amour
The Intouchables
Kon-Tiki
A Royal Affair
Rust & Bone
Best Television Series — Comedy Or Musical
The Big Bang Theory
Episodes
Girls
Modern Family
Smash
Best Performance by an Actor In A Television Series – Drama
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Bryan Cranston, Breaking Bad
Jeff Daniels, The Newsroom
Jon Hamm, Mad Men
Damian Lewis, Homeland
Best Performance by an Actress In A Television Series – Drama
Connie Britton, Nashville
Glenn Close, Damages
Claire Danes, Homeland
Michelle Dockery, Downton Abbey
Julianna Margulies, The Good Wife
Best Performance by an Actor in a Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Kevin Costner, Hatfields and McCoys
Benedict Cumberbatch, Sherlock
Woody Harrelson, Game Change
Toby Jones, The Girl
Clive Owen, Hemingway and Gellhorn
Best Performance by an Actress In A Mini-series or Motion Picture Made for Television
Nicole Kidman, Hemingway and Gellhorn
Jessica Lange, American Horror Story: Asylum
Sienna Miller, The Girl
Julianne Moore, Game Change
Sigourney Weaver, Political Animals
Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Max Greenfield, New Girl
Ed Harris, Game Change
Danny Huston, Magic City
Mandy Patinkin, Homeland
Eric Stonestreet, Modern Family
Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Hayden Panettiere, Nashville
Archie Panjabi, The Good Wife
Sarah Paulson, Game Change
Maggie Smith, Downton Abbey
Sofia Vergara, Modern Family
Best Performance by an Actress In A Television Series — Comedy Or Musical
Zooey Deschanel, New Girl
Lena Dunham, Girls
Tina Fey, 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus, Veep
Amy Poehler, Parks And Recreation
Best Performance by an Actor In A Television Series — Comedy Or Musical
Alec Baldwin, 30 Rock
Don Cheadle, House of Lies
Louis C.K., Louis
Matt LeBlanc, Episodes
Jim Parsons, The Big Bang Theory
Best Television Series — Drama
Boardwalk Empire
Breaking Bad
Downton Abbey
Homeland
The Newsroom
Best Mini-Series Or Motion Picture Made for Television
Game Change
The Girl
Hatfield & McCoys
The Hour
Political Animals
Cecil B. DeMille Award
Jodie Foster
terça-feira, dezembro 11, 2012
desafios
por vezes dou conta que o meu cérebro se está a queixar por estar a processar tão mísera informação, por não estar a ser minimamente estimulado; chego a sentir a minha consciência a dar-me estalos, entediada por não ter nada que fazer... acho que estou a precisar desesperadamente de um desafio. talvez bungee jumping, mas sem aquela treta da corda elástica...
virtudes...
saber esperar é, efectivamente, uma virtude. todavia, planear até ao mais ínfimo detalhe um momento que se pretende espontâneo e acidental, no sentido de "acelerar" o rumo dos acontecimentos, dilacerará o conceito de virtude. esperar ou agir? uma pessoa consciente saberá sempre interpretar e discernir entre ambas. alguém tem o número de telemóvel de uma pessoa consciente?
a especificidade conta muito
eu sempre quis ser alguém na vida; chego agora à conclusão de que deveria ter sido mais específico...
e quedas de pianos?
o meu grau de pessimismo começa a atingir níveis preocupantes. agora, para atravessar a estrada, até já olho para os dois lados... numa rua de sentido único.
dúvida
a teoria da evolução diz que o homem evoluiu do macaco. se isso é verdade, por que raio ainda existem macacos?
saídas nocturnas
sempre fui uma pessoa muito caseira, daquelas que interiorizam e cultivam o conceito "a minha casa é o meu mundo". mas, por vezes, dou por mim a pensar que, se calhar, deveria sair mais à noite, quebrar um pouco a rotina, evitando que, no futuro, me sinta refém na minha própria casa. talvez comece já amanhã a fazer um esforço nesse sentido. afinal, o mundo fervilha lá fora. por isso, sou bem capaz de, amanhã à noite, ir à rua duas vezes para despejar o lixo.
tatuagens
com a cada vez mais incompreensível profusão de tatuagens, tenho receio de ainda estar vivo para assistir ao uso do corpo humano como espaço publicitário. já estou a imaginar as marcas a degladiarem-se para conseguirem o exclusivo do fundo das costas das mulheres... ou os ombros dos homens, vá, para isto não soar tão sexista.
o mundo avança tão rapidamente que, em poucos anos, vamos certamente passar de um ingénuo "amor de mãe - lobito 1967" a um "alugo t1 mobilado na costa de caparica durante o mês de agosto. a 100 metros da praia. bom preço"...
o mundo avança tão rapidamente que, em poucos anos, vamos certamente passar de um ingénuo "amor de mãe - lobito 1967" a um "alugo t1 mobilado na costa de caparica durante o mês de agosto. a 100 metros da praia. bom preço"...
comer peixe
por vezes, gosto de desafiar a morte e decido comer peixe. a sensação é a mesma de ter uma arma apontada à cabeça: descontrole emocional, nervos à flor da pele e a preparação psicológica para morrer em cinco minutos, se for caso disso. depois de muito bem separadas as espinhas - são 50 minutos da minha vida que nunca irei recuperar - analiso cada garfada com a perícia de um relojoeiro. afinal, tod...
o o cuidado é pouco quando se tem uma arma apontada à cabeça (só assim é que "decido" comer peixe). no fundo, tudo reside no facto de termos coragem ou não para ripostar, para lutar pela vida. ou se, pelo facto de ripostarmos e lutarmos pela vida, não acabamos por apressar ainda mais as coisas e ainda chegamos ao céu antes de servirem o jantar. só espero que não seja peixe...
fazer 40 anos...
desconhecia-o até hoje, mas existe um claro paralelismo entre a entrada nos "entas" e o internamento num hospital. a pergunta que mais me fizeram hoje, durante o dia, foi "e então, como é que te sentes?"...
sexta-feira, dezembro 07, 2012
o verdadeiro significado dos sonhos
há quem diga que os sonhos são desejos reprimidos, recalcamentos, motivo pelo qual lhes dão inusitada importância. essas pessoas tendem a analisar os seus sonhos, têm um bloco de notas na mesinha de cabeceira para, quando acordarem, apontarem tudo para não se esquecerem, para no dia seguinte terem motivo de conversa no trabalho ou mesmo na consulta de psiquiatria. também há quem defenda que, enquanto se dorme, a alma sai do corpo e vai passear para outro mundo, regressando de madrugada a cheirar a tabaco e licor beirão. outra corrente de pensamento interessante defende que, num acto de machismo comovente e tocante, um homem que sonhe que a mulher é adúltera pode devolvê-la ao sogro na manhã seguinte.
dúvida existencial
gostaria de chegar a uma idade em que, na plenitude da minha maturidade intelectual, com o saber acumulado e a experiência adquirida com o chamado peso da idade, conseguisse entender, finalmente, a razão da existência do wrestling...
maturidade
não há dúvida que toda a gente envelhece de forma diferente. enquanto umas pessoas vão ficando mais sábias, mais experientes e maduras, outras vão... vão... caramba, esqueci-me outra vez do que ia escrever...
desejos
nas tradicionais reportagens sobre as candidaturas ao ensino superior gostava de assistir a uma resposta deste género à pergunta "em que cursos se inscreveu"?
- inscrevi-me a torto e a direito...
- inscrevi-me a torto e a direito...
estranho...
não sei contabilizar, mas já tive a faca e o queijo na mão tantas vezes... e nunca aconteceu nada! estranho...
quarta-feira, dezembro 05, 2012
top five's
top five de ódios facebookianos:
1º - post que acabam em "cola isto no teu mural";
2º - pessoas que colocam "like" nos seus próprios posts;
3º - posts com aquelas fotos pirosas e frases lamechas;
4º - posts a solicitarem "likes" para alguém vencer um concurso;
5º - posts com top five's.
1º - post que acabam em "cola isto no teu mural";
2º - pessoas que colocam "like" nos seus próprios posts;
3º - posts com aquelas fotos pirosas e frases lamechas;
4º - posts a solicitarem "likes" para alguém vencer um concurso;
5º - posts com top five's.
envelhecer
uma das grandes vantagens do envelhecimento é encontrar nos espelhos muitas das respostas para as perguntas que frequentemente fazemos a nós próprios. a crescente e inevitável maturidade, e tudo o que ela acarreta, vai-nos permitindo desenvolver um "poder de encaixe" cada vez mais consciente e até saudável. agora só tenho que ler esta frase todos os dias, ao levantar, para a "meter" definitivamente na cabeça...
formatação
um bocado farto de tentar pintar o mundo sempre com as mesmas cores, de sentir as músicas sempre da mesma forma, de esperar sempre mais das pessoas, de preferir as ilusões à realidade e, sobretudo, de ficar sempre à espera, com os mesmos níveis de ansiedade, que alguma migalha me venha cair no colo. talvez me mande formatar. e, já agora, aproveito e corto o cabelo.
anos 80
é só a mim que acontece isto ou vocês também sentem, de vez em quando, uma vontade incrível de beber uma green sands e de comer um zainy crispy, o melhor chocolate de todos os tempos? "malditos" anos 80 que me ficaram agarrados à pele... "The reflex is a lonely child just waiting by the park; The reflex is in charge of finding a treasure in the dark". bolas, lá estou eu outra vez...
bifes
chega a ser ridícula a facilidade com que a música despoleta o meu lado ilusório e virtual. no entanto, e como diria woody allen, "a realidade é dura, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife"...
sensações
por vezes tenho a sensação de que poderia estar a fazer outra coisa, porventura muito mais útil. por sorte, ela desaparece ao fim de dois minutos...
invisibilidade
gostava que no meu epitáfio ficasse escrita esta frase: "ele foi simplesmente fabuloso a ser invisível".
soluços
sinto-me cada vez mais desfasado da chamada vida social. não entendo que mal tem dizer isto a uma pessoa: "ah, és tu. ainda bem que chegaste. é que eu estava com soluços"...
se faz favor...
nunca tive vocação nenhuma para estabelecer qualquer tipo de cumplicidade com desconhecidos. até fujo desse tipo de situações. dessa forma, evito ser avaliado ou julgado, ou estar numa posição desconfortável de tentar agradar a alguém. porém, as pessoas surgem de repente, caem de pára-quedas nas nossas vidas, sem pré-aviso que nos permita, ao menos, tomar um duche antes. quando isso acontece, peço um café curto...
um murro na mesa
o tempo que passamos longe das pessoas de quem gostamos é interminável. por outro lado, o tempo que gastamos, ou perdemos, com pessoas que não nos dizem nada é uma monstruosa amargura. os dias vão passando e a frieza dos minutos e das horas a passar tornam-nos cada vez mais azedos, mais tristes. uma pessoa corajosa bateria com a mão na mesa e alteraria este rumo dos acontecimentos em poucos minutos. mas eu tenho medo de me aleijar... alguém conhece uma pessoa corajosa?
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