domingo, fevereiro 10, 2013

carnavalenada



não há altura do ano em que sinta mais vergonha de ser português do que no carnaval. é constragedor ver todos os anos as mesmas imagens, os mesmos bombos da festa (políticos, dirigentes desportivos), as mesmas vestimentas, tudo isto embrulhado num cenário kitsch, a roçar o teatro de revista, emoldurado pelo mesmo factor de sempre: o frio. sim, porque o carnaval nacional é no inverno mas o povinho insiste em descascar-se todo como se estivesse no brasil, no pico do verão. é penoso ver centenas de mulheres a tentar sambar como as brasileiras (o que geralmente nunca conseguem), enquanto rapam um frio do camandro, apanham chuva, etc.. e ainda há outro pormenor que sempre me intrigou: no carnaval português, e apesar do frio, as mulheres têm tendência, natural, para vestirem pouca roupa, destapando deliberadamente o corpo de maneira a ficarem mais sexy's, mais vistosas, mais apelativas a quem as observa durante o corso carnavalesco. e o que fazem os homens portugueses durante o carnaval? vestem-se de mulher... está tudo dito!

terça-feira, janeiro 29, 2013

onde está o botão de reiniciar?

os mais velhos costumam justificar uma série de infortúnios de uma determinada pessoa com um pouco esclarecedor "alguma bruxa te viu"... no fundo, é como atribuir as culpas a um unicórnio ou à fada dos dentes, mas pronto, eles lá sabem e não adianta contrariá-los... a questão é que quando alguém mergulha numa espiral negativa, com azares atrás de infortúnios e infelicidades atrás de adversidades, tenta desesperadamente agarrar-se a algo, a um culpado, nem que seja o raio do unicórnio, para, em primeiro lugar, justificar a desdita, e, em segundo lugar, tentar resolver a situação o mais rápido possível, para tudo voltar à normalidade. não basta encolher os ombros dezenas de vezes, bufar de trinta em trinta segundos ou apelar a uma divindade superior (nick drake) que "meta uma cunha" por nós.
"as coisas más, quando têm que acontecer, acontecem". "as coisas más fazem parte da vida". "as coisas más...". pronto, já calei o velhote (deviam acabar com os intervalos nos torneios de sueca).
estamos nós descansados da vida, a iniciar um novo ano, com renovada esperança de que algo bom nos possa eventualmente acontecer, quando, sem darmos por isso, três ou quatro situações nos colocam ao nível de um tapete. uma pessoa questiona-se, como é natural: "será que comi mesmo 12 passas ou só ingeri 11?"; "terei eu vestido as cuecas pretas em vez das azuis? ai esta minha miopia...".
é frequente entrar com o pé esquerdo em cada novo ano. já nem sei por que raio me espanto quando o carro avaria, as gripes vão lá a casa passar uns dias ou me cai um piano em cima quando vou a atravessar a estrada. é janeiro. ainda por cima está frio. não tarda nada, chega fevereiro. e então sim, a minha sorte vai mudar. pode ser apenas de roupa, mas vai mudar.
"não acredito em bruxas mas que elas existem, existem"... vá, já são horas de ir para a caminha. não se esqueça da lindor. (raio do velho...)

quarta-feira, janeiro 16, 2013

amargos tempos




a doutrina dos tempos modernos, a filosofia reinante que privilegia tudo aquilo que é parecido com o que pretendemos, porque é mais prático, mais barato, mais simples e mais rápido. a lei do menor esforço criou raízes profundas e uma larga fatia da sociedade parece contentar-se com o "é quase isto" em vez do "é isto mesmo". desiste-se de uma virtude julgada impossível para não se perder a possível. é tudo cada vez mais "fake", numa invasão catatónica dos sentidos que tolda o discernimento daqueles que já desistiram de continuar a procurar a "real thing". para esses, o "fake" já é suficientemente bom e não se importam de viver numa mentira, desde que as aparências iludam os mais incautos e desinformados. porque, para esta gente, uma mentira, quando repetida cem vezes, passa a ser verdade.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

globos de ouro 2013 - os vencedores


cinema

melhor drama: "Argo"
melhor comédia/musical: "Os Miseráveis"
melhor realizador: Ben Affleck ("Argo")
melhor ator de drama: Daniel Day-Lewis ("Lincoln")
melhor atriz de drama: Jessica Chastain ("00h30 Hora Negra")
melhor ator de musical/comédia: Hugh Jackman ("Os Miseráveis")
melhor atriz de musical/comédia: Jennifer Lawrence
("Guia para um Final Feliz")
melhor ator secundário: Christoph Waltz ("Django Libertado")
melhor atriz secundária: Anne Hathaway ("Os Miseráveis")
melhor filme estrangeiro: "Amor" (Áustria)
melhor argumento: Quentin Tarantino, "Django Libertado"
melhor banda sonora original: Mychael Danna ("A Vida de Pi")
melhor música original: Adele e Paul Epworth ("007 - Skyfall")
melhor filme de animação: "Brave - Indomável"

televisão

melhor série dramática: "Segurança Nacional"
melhor atriz de drama: Claire Danes ("Segurança Nacional")
melhor ator de drama: Damian Lewis ("Segurança Nacional")
melhor série de comédia/musical: "Girls"
melhor atriz de comédia/musical: Lena Dunham ("Girls")
melhor ator de comédia/musical: Don Cheadle ("House of Lies")
melhor mini-série/filme: "Game Change"
melhor atriz de mini-série/filme: Julianne Moore ("Game Change")
melhor ator de mini-série/filme: Kevin Costner ("Hatfields & McCoys")
melhor atriz secundária de série/mini-série/filme: Maggie Smith
("Downton Abbey")
melhor ator secundário de série/mini-série/filme: Ed Harris
("Game Change")

 
Prémio Carreira Cecil B. DeMille: Jodie Foster

quinta-feira, janeiro 10, 2013

7 anos de nuvens da alma

 
 
custa a acreditar... uma pessoa vai à janela, fica especado a olhar durante uns minutos e, de repente, já passaram sete anos. o tempo voa, nunca volta atrás, foge-nos como areia fina por entre os dedos nesta ampulheta gigante que é a vida.
em sete anos muita coisa aconteceu: primeiros-ministros caíram em desgraça e foram viver principescamente para paris, presidentes da república passaram a ter a mesma utilidade que um candelabro, políticos interventivos e eloquentes que mal abrem as "portas" de um cargo ministerial deixam de ser vistos e ouvidos, um clube que veste de verde e branco deixou praticamente de existir, subsídios voaram da carteira dos cidadãos, a língua portuguesa, tal como a conhecíamos, morreu, em virtude de um aborto ortográfico inenarrável, o processo casa pia continua sem fim à vista e, pasme-se, até a "praça da alegria" passou do porto para lisboa. é muita coisa para processar, sobretudo esta última (o que será de nós sem a presença diária de sónia araújo a fazer ginástica na televisão?...), mas vamos aguentando estoicamente, contando os cêntimos para tomar um café, aqueles mesmos cêntimos que antigamente expulsávamos da carteira por considerarmos que não tinham utilidade nenhuma, tentando poupar o mais possível para, num puro acto de loucura, ir jantar fora com a família ou ir ao cinema. apenas uma destas, porque as duas juntas obrigariam a um (novo) pedido de empréstimo bancário.
mas voltemos ao blogue e ao seu sétimo aniversário...
em 2006, lembro-me bem, o sporting ainda lutava pelo título nacional. velhos tempos... agora luta para não descer de divisão. jesualdo ferreira estava no fc porto, depois de ter estado vários anos no benfica. hoje, está no sporting. sempre foi um dos treinadores que mais detestei no mundo futebolístico. agora tenho que torcer pelo seu sucesso, porque caso não o tenha estarei no próximo ano a ver o sporting em tondela. e não estou a falar da equipa b...
mas voltemos ao blogue e ao seu sétimo aniversário...
estas nuvens da alma já passaram por vários ciclos e já cá tivemos um pouco de tudo (menos receitas culinárias e dicas sobre jardinagem). vejo este blogue como um reflexo do que sou como pessoa: uma tremenda confusão. umas vezes privilegiei o cinema, outras a música, aqui e ali a poesia, lá diante o futebol, mais acolá, atrás daquela macieira, as séries de televisão. não é um blogue específico, porque eu também não o sou. fico sempre meia-hora para decidir o que comer em restaurantes. e nem me falem em sobremesas... acima de tudo, tendo colocar aqui tudo aquilo que gosto, até para memória futura. sei que me vai dar algum gozo, daqui a uns 20 anos, vir aqui descobrir quem eu era, até porque nessa altura já nem do meu nome me lembrarei, certamente. sei que vou gostar de ouvir as músicas que hoje venero, de relembrar séries ou filmes que me fizeram vir a correr para o computador com o propósito de os elogiar. sei também que aqui estão reunidos muitos momentos da minha vida, familiar, profissional e pessoal, bem como referências a amizades, umas mais fortes do que outras, e a pessoas que me marcaram de alguma forma nesta caminhada pela auto-estrada da vida (já foi uma ampulheta gigante... agora é uma auto-estrada... decide-te pá!).
à meia dúzia de pessoas que (ainda) passa por este blogue não prometo estar aqui, daqui a um ano, a escrever um texto desprovido de sentido para comemorar o oitavo aniversário. o entusiasmo esmorece, está cada vez mais frio, os comprimidos esgotam nas farmácias, os amigos estão longe, os concertos musicais são praticamente um luxo inacessível, férias são coisa do século passado, a última noitada ainda foi no tempo de d. afonso henriques e é cada vez mais difícil combinar alguma coisa com a monica bellucci...
mas voltemos ao blogue e ao seu sétimo aniversário...

segunda-feira, janeiro 07, 2013

a.a. bondy - believers (2011)

 
 
de vez em quando aparece um disco que "encaixa" de uma maneira perfeita nos nossos gostos. aconteceu há precisamente um ano com o disco "what the night delivers", de scott matthews; acontece novamente agora, com este "believers", de aa bondy, antigo vocalista da banda grunge verbena. o "aa" do nome representam as iniciais do cantor (augeste arthur), que enveredou por uma carreira a solo em 2007, adoptando outro nome artístico (o anterior era scott bondy), bem como uma sonoridade muito mais suave e calma, trocando o grunge pelo indie folk. "american hearts", lançado em 2007, foi o primeiro trabalho a solo do cantor, seguindo-se-lhe "when the devil's loose", em 2009. em setembro de 2011, surgiu este "believers", um disco perfeito para uma noite de insónia, suficientemente intimista para nos embalar estrada fora, pela noite dentro, com as mãos nos bolsos, a contemplar a noite. o site "all music", a propósito, descreve assim o disco: "and for 2011's "believers", bondy's music has crept further into the darkest hours of the early morning, conjuring up a sound that lurks somewhere between consciousness and a dream; these ten songs are full of elusive magic and bondy and his collaborators have made an album that's long on mystery but satisfying enough to make it worthy of repeated investigation; you're not likely to hear a new album that sounds better after 1 A.M. than this anytime soon". por sua vez, o site "the line of best fit" termina assim a sua crítica ao disco: "believers is the exciting sound of a remarkable songwriter finding his own, genuinely unique voice; a masterful album of arresting details forming a cohesive, hugely compelling whole that’s so much more than a sum of its impressive parts".
há algo de hipnótico neste album, como uma viagem interior ao coração da mais negra melancolia, às raízes da solidão nostálgica e contemplativa. "believers", apesar de muito homogéneo, atinge o seu ponto alto no final, com as duas últimas músicas (rte.28/believers e scenes from a circus) a fundirem-se de uma forma perfeita. e como não consigo dizer isto de uma forma mais perfeita, volto a recorrer ao site "the line of best fit": "the road-weary beauty of ‘rte 28/believers’ eventually blooms into a slow-motion second movement that’s like a ray of tentative early morning sunlight peeking through the impenetrable darkness of night".
nos posts imediatamente a seguir a este, podem ouvir quatro músicas deste album.
espero que gostem!...

a.a. bondy - scenes from a circus

a.a. bondy - rte. 28/believers

a.a. bondy - highway/fevers

a.a. bondy - drmz

quarta-feira, dezembro 19, 2012

nascer de novo

ainda ontem era 28 de abril e, sem um tipo dar conta, já é natal. outra vez. tantos cortes, tantos constrangimentos orçamentais e ninguém foi capaz de acabar com o natal... resultado: não se consegue ir a um hipermercado comprar um quilo de arroz que seja. está tudo cheio. filas intermináveis, trânsito caótico e um nunca mais acabar de listas de compras: prendas, frutos secos, bebidas, queijo, etc.. a azáfama faz sempre parte do programa. não é natal se um tipo não andar totalmente desorientado num hipermercado, com uma folha de papel na mão, com uma lista de artigos que a mulher lhe pediu para ir comprar à última hora. ou a prenda que ficou por comprar. ou aquele brandy que o cunhado tanto gosta de beber com o café. ou o adoçante para a cevada do sogro. o baralho de cartas nunca pode faltar... tal como as pilhas, para as dezenas de brinquedos que, invariavelmente, demoram montes de tempo a tirar das caixas e a montar correctamente. tenho a impressão de que passo um ano inteiro sem olhar para um manual de instruções e, na noite de natal, devo ver, demoradamente e cada vez com a testa mais franzida, uns cinco ou seis.
 
curiosamente, e este é um momento que registo todos os anos e espero registar novamente este ano: por volta das oito da noite, oito e meia vá, do dia 24, quando olho para a rua, não vejo ninguém, os carros não passam na rua e impera o silêncio. depois do rebuliço que foram os dias anteriores, quando chega aquela hora já está toda a gente em casa, a celebrar o natal em família.
 
de repente, apercebemo-nos de que valeu a pena ter ficado 45 minutos naquela fila interminável para embrulhar as prendas, ou 20 minutos à procura de estacionamento para se ir a um centro comercial apinhado comprar aquela prenda que a filha já andava há meses a pedir ao pai natal... quando fecho as cortinas e me viro para a sala, para os miúdos ansiosos por abrir as prendas, para a mesa enfeitada com muito empenho e afinco para que nada faltasse, para os sorrisos estampados nos rostos de toda a gente, acontece... natal! e esse é um sentimento interior tão forte, tão umbilicalmente ligado aos laços familiares, que em vez de estarmos a festejar um nascimento, estamos nós próprios a nascer de novo, outra vez, tal como acontece todos os anos na noite de 24 de dezembro. podem tirar-nos tudo, mas esta sensação nunca nos vão conseguir tirar. é natal! e nós vamos nascer outra vez...

natal...

é todos os anos a mesma conversa lá em casa: "este ano vocês não vão receber prendas porque temos que poupar; o banco central europeu anunciou que as taxas de juro vão subir, aumentando as prestações e, consequentemente, provocando um déficit no nosso superavit financeiro".
mas por que raio as crianças não entendem isto?

segunda-feira, dezembro 17, 2012

os melhores discos de 2012



1. don't be a stranger - mark eitzel
2. dept. of disappearance - jason lytle
3. mid air - paul buchanan
4. put your back n 2 it - perfume genius
5. mr. m - lambchop
6. among the leaves - sun kil moon
7. life is people - bill fay
8. animal joy - shearwater
9. cut the world - antony and the johnsons
10. bloom - beach house
11. the ghost in daylight - gravenhurst
12. nocturne - wild nothing
13. now here's my plan - bonnie prince billy
14. shield - grizzly bear
15. the slideshow effect - memoryhouse
16. the bird is coming down to earth - the soft hills
17. out of the game - rufus wainwright
18. field report - field report
19. adventures in your own backyard - patrick watson
20. strange weekend - porcelain raft

quinta-feira, dezembro 13, 2012

globos de ouro - nomeações

já saíram os nomeados para os globos de ouro 2012, cerimónia que vai decorrer no dia 13 de janeiro, com apresentação das actrizes amy poehler e tina fey.
o filme "lincoln", de steven spielberg, lidera a lista das nomeações, com sete, seguido do novo trabalho de quentin tarantino, "django unchained", com cinco. ambos os filmes colocam vários membros do elenco na lista dos nomeados: daniel day lewis, sally field e tommy lee jones por "lincoln"; e leonardo dicaprio e christoph waltz por "djano unchained".
em termos de séries televisivas, encontramos as mesmas caras dos últimos anos a competir pelo globo de melhor actor dramático: bryan cranston, jon hamm e steve buscemi; "modern family", desta vez, apenas conseguiu colocar dois actores na lista, eric stonestreet e sofia vergara; tal como "downton abbey", com maggie smith e michelle dockery. ambas as séries concorrem, novamente, ao globo de ouro de melhor série cómica e dramática, respectivamente.
aqui fica a lista completa das nomeações:

Best Motion Picture — Drama
Argo
Django Unchained
Life of Pi
Lincoln
Zero Dark Thirty

Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Drama
Daniel Day-Lewis, Lincoln
Richard Gere, Arbitrage
John Hawkes, The Sessions
Joaquin Phoenix, The Master
Denzel Washington, Flight

Best Motion Picture — Comedy Or Musical
The Best Exotic Marigold Hotel
Les Miserables
Moonrise Kingdom
Salmon Fishing in the YemenSilver Linings Playbook

Best Performance by an Actress in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Emily Blunt, Salmon Fishing in the Yemen
Judi Dench, The Best Exotic Marigold Hotel
Jennifer Lawrence, Silver Linings Playbook
Maggie Smith, Quartet
Meryl Streep, Hope Springs

Best Performance by an Actor in a Motion Picture — Comedy Or Musical
Jack Black, Bernie
Bradley Cooper, Silver Linings Playbook
Hugh Jackman, Les Miserables
Bill Murray, Hyde Park on Hudson
Ewan McGregor, Salmon Fishing in the Yemen

Best Performance by an Actress In A Supporting Role in a Motion Picture
Amy Adams, The Master
Sally Field, Lincoln
Anne Hathaway, Les Miserables
Helen Hunt, The Sessions
Nicole Kidman, The Paperboy

Best Performance by an Actor In A Supporting Role in a Motion Picture
Alan Arkin, Argo
Leonardo DiCaprio, Django Unchained
Philip Seymour Hoffman, The Master
Tommy Lee Jones, Lincoln
Christoph Waltz, Django Unchained

Best Director — Motion Picture
Ben Affleck, Argo
Kathryn Bigelow, Zero Dark Thirty
Ang Lee, Life of Pi
Steven Spielberg, Lincoln
Quentin Tarantino, Django Unchained

Best Screenplay — Motion Picture
Argo, Chris Terrio
Django Unchained, Quentin Tarantino
Lincoln, Tony Kushner
Silver Linings Playbook, David O. Russell
Zero Dark Thirty
, Mark Boal

Best Animated Film
Brave
Frankenweenie
Hotel Transylvania
Rise of the Guardians
Wreck-It Ralph

Best Foreign Language Film
Amour
The Intouchables
Kon-Tiki
A Royal Affair
Rust & Bone

Best Television Series — Comedy Or Musical
The Big Bang Theory
Episodes

Girls
Modern Family
Smash

Best Performance by an Actor In A Television Series – Drama
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Bryan Cranston, Breaking Bad
Jeff Daniels, The Newsroom
Jon Hamm, Mad Men
Damian Lewis, Homeland

Best Performance by an Actress In A Television Series – Drama
Connie Britton, Nashville
Glenn Close, Damages
Claire Danes, Homeland
Michelle Dockery, Downton Abbey
Julianna Margulies, The Good Wife

Best Performance by an Actor in a Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Kevin Costner, Hatfields and McCoys
Benedict Cumberbatch, Sherlock
Woody Harrelson, Game Change
Toby Jones, The Girl
Clive Owen, Hemingway and Gellhorn

Best Performance by an Actress In A Mini-series or Motion Picture Made for Television
Nicole Kidman, Hemingway and Gellhorn
Jessica Lange, American Horror Story: Asylum
Sienna Miller, The Girl
Julianne Moore, Game Change
Sigourney Weaver, Political Animals

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Max Greenfield, New Girl
Ed Harris, Game Change
Danny Huston, Magic City
Mandy Patinkin, Homeland
Eric Stonestreet, Modern Family

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Mini-Series or Motion Picture Made for Television
Hayden Panettiere, Nashville
Archie Panjabi, The Good Wife
Sarah Paulson, Game Change
Maggie Smith, Downton Abbey
Sofia Vergara, Modern Family

Best Performance by an Actress In A Television Series — Comedy Or Musical
Zooey Deschanel, New Girl
Lena Dunham, Girls
Tina Fey, 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus, Veep
Amy Poehler, Parks And Recreation

Best Performance by an Actor In A Television Series — Comedy Or Musical
Alec Baldwin, 30 Rock
Don Cheadle, House of Lies
Louis C.K., Louis
Matt LeBlanc, Episodes
Jim Parsons, The Big Bang Theory

Best Television Series — Drama
Boardwalk Empire
Breaking Bad
Downton Abbey
Homeland
The Newsroom

Best Mini-Series Or Motion Picture Made for Television
Game Change
The Girl
Hatfield & McCoys
The Hour
Political Animals

Cecil B. DeMille Award
Jodie Foster

terça-feira, dezembro 11, 2012

desafios

por vezes dou conta que o meu cérebro se está a queixar por estar a processar tão mísera informação, por não estar a ser minimamente estimulado; chego a sentir a minha consciência a dar-me estalos, entediada por não ter nada que fazer... acho que estou a precisar desesperadamente de um desafio. talvez bungee jumping, mas sem aquela treta da corda elástica...

virtudes...

saber esperar é, efectivamente, uma virtude. todavia, planear até ao mais ínfimo detalhe um momento que se pretende espontâneo e acidental, no sentido de "acelerar" o rumo dos acontecimentos, dilacerará o conceito de virtude. esperar ou agir? uma pessoa consciente saberá sempre interpretar e discernir entre ambas. alguém tem o número de telemóvel de uma pessoa consciente?

a especificidade conta muito

eu sempre quis ser alguém na vida; chego agora à conclusão de que deveria ter sido mais específico...

e quedas de pianos?

o meu grau de pessimismo começa a atingir níveis preocupantes. agora, para atravessar a estrada, até já olho para os dois lados... numa rua de sentido único.

dúvida

a teoria da evolução diz que o homem evoluiu do macaco. se isso é verdade, por que raio ainda existem macacos?

saídas nocturnas

sempre fui uma pessoa muito caseira, daquelas que interiorizam e cultivam o conceito "a minha casa é o meu mundo". mas, por vezes, dou por mim a pensar que, se calhar, deveria sair mais à noite, quebrar um pouco a rotina, evitando que, no futuro, me sinta refém na minha própria casa. talvez comece já amanhã a fazer um esforço nesse sentido. afinal, o mundo fervilha lá fora. por isso, sou bem capaz de, amanhã à noite, ir à rua duas vezes para despejar o lixo.

tatuagens

com a cada vez mais incompreensível profusão de tatuagens, tenho receio de ainda estar vivo para assistir ao uso do corpo humano como espaço publicitário. já estou a imaginar as marcas a degladiarem-se para conseguirem o exclusivo do fundo das costas das mulheres... ou os ombros dos homens, vá, para isto não soar tão sexista.
o mundo avança tão rapidamente que, em poucos anos, vamos certamente passar de um ingénuo "amor de mãe - lobito 1967" a um "alugo t1 mobilado na costa de caparica durante o mês de agosto. a 100 metros da praia. bom preço"...

comer peixe

por vezes, gosto de desafiar a morte e decido comer peixe. a sensação é a mesma de ter uma arma apontada à cabeça: descontrole emocional, nervos à flor da pele e a preparação psicológica para morrer em cinco minutos, se for caso disso. depois de muito bem separadas as espinhas - são 50 minutos da minha vida que nunca irei recuperar - analiso cada garfada com a perícia de um relojoeiro. afinal, tod...
o o cuidado é pouco quando se tem uma arma apontada à cabeça (só assim é que "decido" comer peixe). no fundo, tudo reside no facto de termos coragem ou não para ripostar, para lutar pela vida. ou se, pelo facto de ripostarmos e lutarmos pela vida, não acabamos por apressar ainda mais as coisas e ainda chegamos ao céu antes de servirem o jantar. só espero que não seja peixe...

fazer 40 anos...

desconhecia-o até hoje, mas existe um claro paralelismo entre a entrada nos "entas" e o internamento num hospital. a pergunta que mais me fizeram hoje, durante o dia, foi "e então, como é que te sentes?"...

sexta-feira, dezembro 07, 2012

o verdadeiro significado dos sonhos

há quem diga que os sonhos são desejos reprimidos, recalcamentos, motivo pelo qual lhes dão inusitada importância. essas pessoas tendem a analisar os seus sonhos, têm um bloco de notas na mesinha de cabeceira para, quando acordarem, apontarem tudo para não se esquecerem, para no dia seguinte terem motivo de conversa no trabalho ou mesmo na consulta de psiquiatria. também há quem defenda que, enquanto se dorme, a alma sai do corpo e vai passear para outro mundo, regressando de madrugada a cheirar a tabaco e licor beirão. outra corrente de pensamento interessante defende que, num acto de machismo comovente e tocante, um homem que sonhe que a mulher é adúltera pode devolvê-la ao sogro na manhã seguinte.

dúvida existencial

gostaria de chegar a uma idade em que, na plenitude da minha maturidade intelectual, com o saber acumulado e a experiência adquirida com o chamado peso da idade, conseguisse entender, finalmente, a razão da existência do wrestling...

maturidade

não há dúvida que toda a gente envelhece de forma diferente. enquanto umas pessoas vão ficando mais sábias, mais experientes e maduras, outras vão... vão... caramba, esqueci-me outra vez do que ia escrever...

desejos

nas tradicionais reportagens sobre as candidaturas ao ensino superior gostava de assistir a uma resposta deste género à pergunta "em que cursos se inscreveu"?
- inscrevi-me a torto e a direito...

estranho...

não sei contabilizar, mas já tive a faca e o queijo na mão tantas vezes... e nunca aconteceu nada! estranho...

quarta-feira, dezembro 05, 2012

top five's

top five de ódios facebookianos:
1º - post que acabam em "cola isto no teu mural";
2º - pessoas que colocam "like" nos seus próprios posts;
3º - posts com aquelas fotos pirosas e frases lamechas;
4º - posts a solicitarem "likes" para alguém vencer um concurso;
5º - posts com top five's.

irritações

já tenho saudades de me irritar com o fumo do tabaco enquanto tomo café...

envelhecer

uma das grandes vantagens do envelhecimento é encontrar nos espelhos muitas das respostas para as perguntas que frequentemente fazemos a nós próprios. a crescente e inevitável maturidade, e tudo o que ela acarreta, vai-nos permitindo desenvolver um "poder de encaixe" cada vez mais consciente e até saudável. agora só tenho que ler esta frase todos os dias, ao levantar, para a "meter" definitivamente na cabeça...

formatação

um bocado farto de tentar pintar o mundo sempre com as mesmas cores, de sentir as músicas sempre da mesma forma, de esperar sempre mais das pessoas, de preferir as ilusões à realidade e, sobretudo, de ficar sempre à espera, com os mesmos níveis de ansiedade, que alguma migalha me venha cair no colo. talvez me mande formatar. e, já agora, aproveito e corto o cabelo.

anos 80

é só a mim que acontece isto ou vocês também sentem, de vez em quando, uma vontade incrível de beber uma green sands e de comer um zainy crispy, o melhor chocolate de todos os tempos? "malditos" anos 80 que me ficaram agarrados à pele... "The reflex is a lonely child just waiting by the park; The reflex is in charge of finding a treasure in the dark". bolas, lá estou eu outra vez...

bifes

chega a ser ridícula a facilidade com que a música despoleta o meu lado ilusório e virtual. no entanto, e como diria woody allen, "a realidade é dura, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife"...

sensações

por vezes tenho a sensação de que poderia estar a fazer outra coisa, porventura muito mais útil. por sorte, ela desaparece ao fim de dois minutos...

invisibilidade

gostava que no meu epitáfio ficasse escrita esta frase: "ele foi simplesmente fabuloso a ser invisível".

soluços

sinto-me cada vez mais desfasado da chamada vida social. não entendo que mal tem dizer isto a uma pessoa: "ah, és tu. ainda bem que chegaste. é que eu estava com soluços"...

se faz favor...

nunca tive vocação nenhuma para estabelecer qualquer tipo de cumplicidade com desconhecidos. até fujo desse tipo de situações. dessa forma, evito ser avaliado ou julgado, ou estar numa posição desconfortável de tentar agradar a alguém. porém, as pessoas surgem de repente, caem de pára-quedas nas nossas vidas, sem pré-aviso que nos permita, ao menos, tomar um duche antes. quando isso acontece, peço um café curto...

um murro na mesa

o tempo que passamos longe das pessoas de quem gostamos é interminável. por outro lado, o tempo que gastamos, ou perdemos, com pessoas que não nos dizem nada é uma monstruosa amargura. os dias vão passando e a frieza dos minutos e das horas a passar tornam-nos cada vez mais azedos, mais tristes. uma pessoa corajosa bateria com a mão na mesa e alteraria este rumo dos acontecimentos em poucos minutos. mas eu tenho medo de me aleijar... alguém conhece uma pessoa corajosa?

"eu pessoalmente"

já dei inúmeras voltas à cabeça mas continuo sem perceber por que motivo as pessoas começam frases com o tão batido "eu pessoalmente". será que há alguém que tenha opiniões que não sejam de carácter pessoal?

domingo, novembro 25, 2012

nick drake

(19 June 1948 - 25 November 1974). faz hoje 38 anos que morreu nick drake. a sua música permanecerá, para sempre, como um importante e incontornável legado.

terça-feira, novembro 06, 2012

every day will be new - the apartments



os dias até podem mudar, uns com mais calor, outros com mais frio, mas o palco e os actores são sempre os mesmos...

terça-feira, outubro 30, 2012

desgastes

o amor nem sempre é o ingrediente fundamental numa relação. se faltar tudo o resto, as bases caem por terra, sobretudo quando uma das partes tenta colar desesperadamente os pedaços de forma a mantê-los unidos e a outra já assumiu que se trata apenas de lixo. tudo pode falhar numa relação, existindo caminhos mais rápidos para se chegar a essa conclusão e outras vias mais demoradas. apesar do que se sente, do bater mais acelerado do coração, da sensação de posse, da garantia eterna dos sentimentos, quando a outra parte mergulha num lago de depressão e resignação, do qual não encontra saída, a respiração torna-se muito mais complicada à medida que o tempo passa. quando as bases que sustentam uma relação são frágeis, surge o natural desgaste psicológico, a dificuldade de comunicação e o consequente desinteresse emocional e físico. nem sempre corre bem a tentativa de "salvar" quem entende que não precisa de ajuda. por vezes, há caminhos na vida que não valem a pena percorrer e será melhor desistirmos deles logo no início do que nos apercebermos disso quando já vamos a meio. não nos podemos enganar a nós próprios: tudo se desgasta. quanto mais cedo interiorizarmos isto, mais depressa começamos a pensar numa solução.

she sings to forget you - the apartments

confortavelmente instalada no meu córtex cerebral...

terça-feira, outubro 23, 2012

o que se ouve por aqui



uma feliz coincidência apontou outubro como o mês de lançamento dos discos de dois nomes muito apreciados e conceituados neste cantinho: mark eitzel (american music club) e jason lytle (grandaddy). nos próximos tempos, estes dois álbuns serão a banda sonora obrigatória dos meus dias, pelo respeito e admiração que nutro por ambos, fruto de muitos e bons anos a ouvir american music club e grandaddy e os anteriores registos a solo dos senhores eitzel e lytle.

somewhere there's a someone - jason lytle

your waiting - mark eitzel

quarta-feira, outubro 10, 2012

mark kozelek no "late night with jimmy fallon"

quem costuma visitar este blogue depara amiúde com o nome de mark kozelek. nunca escondi que é uma das maiores referências musicais nos últimos 20 anos. a sua primeira banda, red house painters, ainda hoje encima o topo de preferências deste estaminé, com os seus inesquecíveis discos. a banda, depois de sete álbuns de estúdio, "morreu" cedo demais, em 2001, com a edição de "old ramon", mas mark kozelek continuou a sua missão de trovador moderno, cantando de coração nas mãos as desilusões amorosas, as relações falhadas, os amores impossíveis, a amargura da distância, a saudade dos pais, as vivências familiares, os amigos do passado. depois de alguns discos a solo, a maior parte deles ao vivo, kozelek apresentou novo projecto em 2003: sun kil moon. o disco de estreia, "ghosts of the great highway" demonstrou que os indefectíveis de kozelek podiam estar descansados, porque o talento e o virtuosismo continuavam inalteráveis. os sun kil moon lançaram mais quatro discos, o último deles este ano ("among the leaves"). mais de vinte anos depois do início da carreira, mark kozelek teve finalmente a sua oportunidade de actuar na televisão americana, para uma audiência de massas, neste caso na nbc, um dos mais importantes canais televisivos norte-americanos. foi no programa "late night with jimmy fallon", onde o cantor interpretou duas músicas ("the moderately talented young woman", do novo disco dos sun kil moon, e "mistress", do brilhante disco "rollercoaster", dos red house painters), com a ajuda da banda residente do programa, os the roots. como curiosidade, refira-se que jimmy fallon actuou ao lado de mark kozelek no filme de cameron crowe "almost famous". este admirador, aqui neste rectângulo à beira mar, num país à beira de um ataque de nervos, trucidado pela crise e pela sucessão inesgotável de pessoas incompetentes à frente dos seus destinos, não pode deixar de ficar satisfeito por este facto, por entender que era mais do que justa esta pequena homenagem, chamemos-lhe assim, a um vulto incontornável do registo "sadcore" (ou "slowcore"). desde 1989 que mark kozelek merecia uma audiência deste tamanho...

sábado, setembro 29, 2012

saudosismos


a distância pode ser cruel e, por vezes, intolerantemente dolorosa. no entanto, acredito que a saudade embeleza os sentimentos, ajuda a moldá-los da forma correcta. perdemos muito tempo a contemplar o que já vivemos, a recordar quem nos faz falta. vagueamos pelas ruas e conseguimos facilmente vislumbrar nos semblantes das outras pessoas o mesmo aspecto carregado de saudosismo.
toda a gente sente a falta de alguém. toda a gente faz falta. é um fenómeno de massas. há pessoas que passam por nós diariamente, seja um carteiro, um polícia ou um estafeta, que certamente estará a fazer falta a alguém. todavia, a nós não nos dizem nada, literalmente. aliás, muito dificilmente me dirão algo, na medida em que, diariamente, exceptuando o trabalho, só comunico basicamente com empregados de café.
o tempo que passamos longe das pessoas de quem gostamos é interminável. por outro lado, o tempo que gastamos, ou perdemos, com pessoas que não nos dizem nada é uma monstruosa amargura. os dias passam e a frieza dos minutos, das horas a passar tornam-nos cada vez mais azedos, mais tristes. é muito fácil deixarmo-nos viciar pela tristeza, pela depressão. por vezes até é cómodo. é uma desculpa, como outra qualquer, para não funcionarmos, para vegetar.
há certamente pessoas com quem queremos estar, que querem estar connosco. mas quando olhamos à volta, vemos que não são aquelas que nos rodeiam. o mesmo sucederá com as outras pessoas em relação a mim... e por aí adiante. é praticamente um genocídio sentimental. e continuamos a perder tempo, dias, semanas, meses, sempre a ansiar por um reencontro, um regresso.
há quem acredite que a partir de uma certa idade se perde o luxo de ter amigos só por amizade. inventam-se novas categorias: "amigos de amigos", "amigos de familiares", "amigo que dá jeito porque eu não faço ideia de como se compõe uma persiana", "amigo que um dia me pode ser muito útil quando quiser abrir uma loja de peças para torradeiras", "amigo que me leva o carro à inspecção todos os anos se eu lhe pedir", etc.. a vida "obriga-nos" a alargar os nossos horizontes em termos sociais, dando especial relevo à via profissionalizante desses nossos contactos.
infelizmente, ou felizmente, ainda não decidi, não enveredei por essa prática. como já referi, o meu "público" são as funcionárias e os funcionários dos cafés e restaurantes. o resto do meu tempo é... para o saudosismo. nunca tive vocação nenhuma para estabelecer qualquer tipo de cumplicidade com desconhecidos. até fujo desse tipo de situações. por isso, abracei a solidão, habituei-me a ela. dessa forma, evito ser avaliado ou julgado, ou estar numa posição desconfortável de tentar agradar a alguém. os amigos que (ainda) tenho já vêm de longe e é deles que tenho saudade.
há quem endeuse esta palavra (saudade), mas ela é apenas o sinal evidente de que há qualquer coisa que não está bem. ou seja, alguém não está onde devia estar. simplesmente! saudade é amor ou amizade que se gasta sem proveito, provavelmente enquanto estamos a almoçar sozinhos numa esplanada qualquer, em silêncio, pensando que poderíamos estar a ter uma conversa estimulante com um amigo. ao invés, estamos enclausurados num básico "boa tarde, queria um café curto, se faz favor" (café esse que nunca, mas nunca mesmo, vem como a gente o pediu, ou seja, curto), provando que metade do que dizemos não se ouve mesmo (e eu já digo tão pouco...).
e o tempo vai-se gastando... sem piedade. fica, como consolação, o facto de imaginarmos que, algures, a 100 metros, a 10 ou a 800 quilómetros, haverá alguém a sentir o mesmo por nós. só espero que tenha mais sorte do que eu em relação ao café curto...