os "trintas" são tramados, não tenham dúvidas. é aquela altura da vida em que se definem as nossas prioridades, em que se faz aquela transição, nem sempre fácil, entre uma vida de solteiro e uma vida de casado. enquanto solteiros, o mais normal é manter durante vários anos as amizades que se foram cimentando durante a vida de estudante, nos liceus, nas universidades, etc.. mesmo quando surge uma namorada na nossa vida, é de certa forma fácil conciliar os dois mundos e, apesar das exigências de ambos os lados, o pensamento que impera nesta fase é o de que a vida deveria ser sempre assim, com os amigos e a namorada sempre "à mão", dependendo do nosso estado de espírito.
os "vintes" são, dessa forma, fantásticos, porque há um pouco de tudo na nossa vida: ainda há vida de estudante, com as consequentes loucuras sazonais, há a emoção do primeiro emprego, as borbulhas começam finalmente a desaparecer, decidimos que "look" é que vamos adoptar ao entrar na chamada "vida adulta" (pêra, barba de três dias, bigode à freddie mercury, cabelinho "à fosga-se", risco ao meio), conduzimos o nosso primeiro carro, temos o nosso primeiro acidente de viação, ainda temos energia para parques de campismo, discotecas e batalhas de shot's, ainda há bebidas alcoólicas para experimentar e, sobretudo, já não temos, finalmente, hora para chegar a casa, porque experimentamos pela primeira vez as maravilhas de viver sozinho.
basicamente, the world is your oyster, ou seja, estamos a retirar tudo o que queremos da vida, da forma como queremos e quando queremos. nos "vintes", depois de muitos anos a obedecer às regras parentais, nós fazemos as nossas próprias regras. se quisermos ficar a dormir até ao meio dia num sábado, tomar o pequeno-almoço à uma da tarde, dormir mais um bocado, porque a noite foi "puxada", e almoçar apenas às seis, podemos fazê-lo sem recriminações. à noite, estamos novamente fresquinhos para repetir a dose.
pois, os "vintes" não têm comparação com mais nenhuma época da nossa vida. os amigos são realmente amigos, aturam-nos tudo, embarcam em todas as nossas loucuras, não desperdiçam vinho nem palavras e são, acima de tudo, mais honestos e francos, sobretudo quando estão embriagados. é nesta altura das nossas vidas que descobrimos que os nossos amigos só dizem determinadas coisas quando estão "tocados", abandonando todas as camadas de timidez e preconceito para dizerem bacoradas como "tu és um tipo muito porreiro", ou "sempre achei que ficavas muito sexy com essas calças", ou ainda "fui eu que atropelei acidentalmente o teu gato". depois, vomitar nos "vintes" é de homem, ou um sinal de que nos estamos a tornar uns homenzinhos; vomitar nos "trintas" é deprimente, para quem vomita e para quem vê.
uma noitada nos "trintas" é diferente. já existem horas para chegar a casa, temos sempre que conduzir até casa, o fígado já começa a dar de si e a "controlar" o que bebemos, até os amigos e as conversas são diferentes. nos "trintas" já não queremos dominar o mundo, marcar uma posição, falar mais alto do que os outros para impressionar a sala inteira; só queremos é ser bem atendidos e passar o mais despercebidos possível, sobretudo quando estamos num ambiente... cheio de "vintes". certamente que, quando andava pelos "vintes", pouca importância dava aos "trintas", porque na maior parte das vezes, nas saídas nocturnas, estavam sempre aquela mesa mais silenciosa, só se fazendo notar quando olhavam incredulamente para nós, os "vintes", na maior algazarra e animação. agora, os papéis inverteram-se.
os "trintas" já nem querem sair à noite por se sentirem deslocados ou, lá está, por terem assumido outras prioridades na vida. esta transição não é visível a olho nu e muito menos palpável, mas acontece e marca decisivamente o adeus aos "vintes". nos "trintas", o mundo já não é a nossa ostra, no máximo é uma ameijoa, e o grande objectivo passa a ser, essencialmente, a gestão desse grande empreendimento chamado família. a tendência é, quer se queira, quer não, termos outros amigos, com as mesmas prioridades e estilo de vida, pessoas que nos compreendam e respeitem a nossa "missão". agora, em vez de estarmos às 4 da manhã a beber mais um shot, estamos na cozinha a preparar um biberon de leite.
os "trintas" demoram um pouco a resignar-se, mas quando se conformam é para o resto da vida. regressar aos "vintes", só num de lorean, como no "regresso ao futuro"...
domingo, setembro 11, 2011
sábado, setembro 10, 2011
méritos intelectuais vs. atributos físicos
serei alguma vez capaz de atingir os meus próprios padrões em termos de personalidade? é complicado estabelecer comparações e juízos de valor sobre uma pessoa quando verificamos que padecemos dos mesmos defeitos.
a rita (nome fictício de marta) é intriguista, básica, fútil, hipócrita, tem mau hálito e um hábito terrível de citar fernando pessoa sempre que lhe perguntam o que quer de sobremesa. tudo bem, a rita pode ser isto tudo, mas é fabulosamente agradável em termos visuais.
o rafael (igualmente nome fictício de marta, curiosamente) deve sentir-se mal por ser amigo dela? por preferir as virtudes físicas às virtudes morais? por deixar arrastar uma "amizade" que nada de psicologicamente estimulante lhe oferece?
se analisarmos estas últimas três pertinentes questões pelo lado masculino, chegamos à conclusão de que o rafael quer, efectivamente, apenas "saltar para a cueca" da rita. ou então nem tanto, tendo em conta o tal problema do mau hálito da rapariga, quer apenas ser visto com ela, ser invejado pelo resto da sua espécie.
o rafael criou, durante largos anos, baseando-se em revistas, programas nocturnos com bolinha vermelha no canto superior direito e na sua professora de inglês do 8º ano, um consistente ideal de beleza. na sua transição da adolescência para a vida adulta, conheceu centenas de mulheres, umas mais inteligentes, outras mais atraentes, sempre com os mesmos padrões físicos embutidos no cérebro.
depois de uma interminável travessia pelo deserto (em sentido figurado, claro, porque ele não conseguiu os mínimos para participar no rally lisboa dakar), rafael conheceu rita. dois segundos depois, a sua libido deu cambalhotas de contentamento. dois minutos depois, a libido foi-se deitar novamente, por manifesto cansaço. meia hora depois, a libido acordou porque alguém estava a bater à porta, mas era engano. ou seja, o estímulo visual criado pela rita foi-se desvanecendo com o tempo e o pobre do rafael começou a ficar dividido.
ouvir horas e horas de conversas fúteis e insípidas só porque ela é efectivamente uma "brasa" ou continuar a procurar alguém que reúna as vertentes psicológica e física num só corpo? pepsi ou coca-cola? fifa 2008 ou pro evolution soccer 2008? conan 0'brien ou jon stewart? miguel sousa tavares ou vasco pulido valente? pois, o rafael não sabe o que fazer. chega a sentir-se mal ao lado da rita porque sente que está a atraiçoar os seus próprios valores e padrões. sente que não é aquilo que ele representa. sente que poderia perfeitamente estar a ter conversas muito mais interessantes e estimulantes com outras pessoas, que poderia estar a cultivar-se e a aprender.
a rita, por sua vez, gosta muito de estar com o rafael, acha que ele é boa pessoa, com um sentido de humor um bocado esquisito (que ela muitas vezes não entende mas sorri na mesma para mostrar que percebeu a piada) e umas referências musicais e cinematográficas estranhas (cinema europeu? isso existe?). no entanto, ao mesmo tempo também acha que o rafael é intriguista, básico, fútil, hipócrita, tem mau hálito e um hábito terrível de assobiar o refrão da música "the final countdown", dos europe, antes de tomar café.
a rita (nome fictício de marta) é intriguista, básica, fútil, hipócrita, tem mau hálito e um hábito terrível de citar fernando pessoa sempre que lhe perguntam o que quer de sobremesa. tudo bem, a rita pode ser isto tudo, mas é fabulosamente agradável em termos visuais.
o rafael (igualmente nome fictício de marta, curiosamente) deve sentir-se mal por ser amigo dela? por preferir as virtudes físicas às virtudes morais? por deixar arrastar uma "amizade" que nada de psicologicamente estimulante lhe oferece?
se analisarmos estas últimas três pertinentes questões pelo lado masculino, chegamos à conclusão de que o rafael quer, efectivamente, apenas "saltar para a cueca" da rita. ou então nem tanto, tendo em conta o tal problema do mau hálito da rapariga, quer apenas ser visto com ela, ser invejado pelo resto da sua espécie.
o rafael criou, durante largos anos, baseando-se em revistas, programas nocturnos com bolinha vermelha no canto superior direito e na sua professora de inglês do 8º ano, um consistente ideal de beleza. na sua transição da adolescência para a vida adulta, conheceu centenas de mulheres, umas mais inteligentes, outras mais atraentes, sempre com os mesmos padrões físicos embutidos no cérebro.
depois de uma interminável travessia pelo deserto (em sentido figurado, claro, porque ele não conseguiu os mínimos para participar no rally lisboa dakar), rafael conheceu rita. dois segundos depois, a sua libido deu cambalhotas de contentamento. dois minutos depois, a libido foi-se deitar novamente, por manifesto cansaço. meia hora depois, a libido acordou porque alguém estava a bater à porta, mas era engano. ou seja, o estímulo visual criado pela rita foi-se desvanecendo com o tempo e o pobre do rafael começou a ficar dividido.
ouvir horas e horas de conversas fúteis e insípidas só porque ela é efectivamente uma "brasa" ou continuar a procurar alguém que reúna as vertentes psicológica e física num só corpo? pepsi ou coca-cola? fifa 2008 ou pro evolution soccer 2008? conan 0'brien ou jon stewart? miguel sousa tavares ou vasco pulido valente? pois, o rafael não sabe o que fazer. chega a sentir-se mal ao lado da rita porque sente que está a atraiçoar os seus próprios valores e padrões. sente que não é aquilo que ele representa. sente que poderia perfeitamente estar a ter conversas muito mais interessantes e estimulantes com outras pessoas, que poderia estar a cultivar-se e a aprender.
a rita, por sua vez, gosta muito de estar com o rafael, acha que ele é boa pessoa, com um sentido de humor um bocado esquisito (que ela muitas vezes não entende mas sorri na mesma para mostrar que percebeu a piada) e umas referências musicais e cinematográficas estranhas (cinema europeu? isso existe?). no entanto, ao mesmo tempo também acha que o rafael é intriguista, básico, fútil, hipócrita, tem mau hálito e um hábito terrível de assobiar o refrão da música "the final countdown", dos europe, antes de tomar café.
no meu tempo é que era...
(vou começar este post como se tivesse 78 anos. ora, reparem nas primeiras três palavras... ah, e também sou dos poucos bloggers que iniciam um texto com frases entre parêntesis).
no meu tempo, escrever uma carta para a namorada era algo que se fazia com tempo, dedicação e paciência. não era algo que se fizesse em dois minutos, tinham que estar reunidas várias condições: casa vazia, uma música calminha de fundo, uma caneta em bom estado e papel em quantidade suficiente, não fosse a inspiração bater e não haver folhas para a "despejar". depois, o simples facto de se escrever à mão fazia com que nos esmerássemos na letra, na apresentação da carta, na caligrafia e ortografia, tentando não dar erros, porque era sempre complicado apagar e ficava sempre mal um enorme borrão no meio da carta.
portanto, havia muito coração e muita entrega, tanto no que se dizia como na maneira como se escrevia. tudo tinha que sair perfeito, para impressionar a namorada. lembro-me de estar a escrever e de estar, ao mesmo tempo, a tentar imaginar a reacção da pessoa que ia ler aquelas palavras, as sensações que lhe ia arrancar, as lágrimas que ela poderia derramar... sim, eram outros tempos. até a carta ir para o marco de correio passava por várias etapas: dobrar meticulosamente a carta para caber no envelope, escrever com cuidado a morada do destinatário, para ela não ir parar a marrocos, fechar bem o envelope, eu utilizava cola, sempre me dava mais garantias, comprar e colar bem os selos (uma vez os selos descolaram-se, mas a carta foi lá parar na mesma. grandes correios portugueses...) e, por fim, introduzi-la no marco de correio. no final, ficava sempre uma sensação de satisfação, porque sabia que aquelas minhas palavras iriam ser lidas no dia seguinte e que eram, apesar da distância que nos separava, um pedaço de mim que a minha namorada ia receber.
depois, era sempre muito gratificante quando vinha a resposta. receber uma carta era um bálsamo, um enorme beijo virtual em forma de envelope que se soltava quando se abria a caixa do correio. lembro-me de guardar bem a carta, preferindo lê-la quando tivesse realmente tempo para me debruçar sobre cada palavra nela incluída. e como me sabia bem ler uma carta da minha namorada, saber que ela tinha tido a mesma dedicação que eu ao escrevê-la e que guardou um pedaço do seu dia para me dedicar umas palavras. sim, eram outros tempos... mas não há muito tempo atrás. tudo isto que eu descrevi até agora passou-se há 15 anos. os meus primeiros anos de namoro foram assim, de carta em carta, até aos encontros ansiados e tantas vezes descritos nas cartas trocadas. e como sabiam tão bem esses reencontros, depois desses autênticos "preliminares" em forma de envelope.
hoje, duvido que ainda se namore assim. depois do telemóvel, sms, internet, messenger, hi5, skype a afins deve ter ficado tudo um pouco mais frio e menos sentimental. já ninguém se deve sentar a escrever uma carta. já ninguém deve comprar envelopes ou selos. agora é tudo por mail, por messenger ou por telemóvel. a preocupação com a caligrafia e a ortografia perdeu-se, aliás até é "cool" junto da malta jovem escrever coisas como "qq", "tb", "bjs" ou "pk", sempre se esconde a verdadeira realidade, que é a de não saber escrever verdadeiramente.
irrita-me que vá acontecer o mesmo com os meus filhos, quando passarem por esta fase. daqui a 10 anos ainda vai ser pior, ou seja, já nem devem existir selos, nem envelopes, nem marcos do correio. as saudades serão mitigadas com mensagens do género "tou xeio de saudds tuas mor", enviadas por telemóvel em cinco segundos, quando há uma nesga de tempo, assim do género de uma ida à casa de banho. se não houver nada para ler enquanto se lá está, leva-se o telemóvel e manda-se a mensagem. assim não se perde tempo valioso.
escrever uma carta, no meu tempo, demorava pelo menos uma hora; agora qualquer mensagem de amor demora um minuto; daqui a 10 anos, durará cinco segundos. será possível medir a intensidade dos sentimentos da mesma forma?
no meu tempo é que era...
no meu tempo, escrever uma carta para a namorada era algo que se fazia com tempo, dedicação e paciência. não era algo que se fizesse em dois minutos, tinham que estar reunidas várias condições: casa vazia, uma música calminha de fundo, uma caneta em bom estado e papel em quantidade suficiente, não fosse a inspiração bater e não haver folhas para a "despejar". depois, o simples facto de se escrever à mão fazia com que nos esmerássemos na letra, na apresentação da carta, na caligrafia e ortografia, tentando não dar erros, porque era sempre complicado apagar e ficava sempre mal um enorme borrão no meio da carta.
portanto, havia muito coração e muita entrega, tanto no que se dizia como na maneira como se escrevia. tudo tinha que sair perfeito, para impressionar a namorada. lembro-me de estar a escrever e de estar, ao mesmo tempo, a tentar imaginar a reacção da pessoa que ia ler aquelas palavras, as sensações que lhe ia arrancar, as lágrimas que ela poderia derramar... sim, eram outros tempos. até a carta ir para o marco de correio passava por várias etapas: dobrar meticulosamente a carta para caber no envelope, escrever com cuidado a morada do destinatário, para ela não ir parar a marrocos, fechar bem o envelope, eu utilizava cola, sempre me dava mais garantias, comprar e colar bem os selos (uma vez os selos descolaram-se, mas a carta foi lá parar na mesma. grandes correios portugueses...) e, por fim, introduzi-la no marco de correio. no final, ficava sempre uma sensação de satisfação, porque sabia que aquelas minhas palavras iriam ser lidas no dia seguinte e que eram, apesar da distância que nos separava, um pedaço de mim que a minha namorada ia receber.
depois, era sempre muito gratificante quando vinha a resposta. receber uma carta era um bálsamo, um enorme beijo virtual em forma de envelope que se soltava quando se abria a caixa do correio. lembro-me de guardar bem a carta, preferindo lê-la quando tivesse realmente tempo para me debruçar sobre cada palavra nela incluída. e como me sabia bem ler uma carta da minha namorada, saber que ela tinha tido a mesma dedicação que eu ao escrevê-la e que guardou um pedaço do seu dia para me dedicar umas palavras. sim, eram outros tempos... mas não há muito tempo atrás. tudo isto que eu descrevi até agora passou-se há 15 anos. os meus primeiros anos de namoro foram assim, de carta em carta, até aos encontros ansiados e tantas vezes descritos nas cartas trocadas. e como sabiam tão bem esses reencontros, depois desses autênticos "preliminares" em forma de envelope.
hoje, duvido que ainda se namore assim. depois do telemóvel, sms, internet, messenger, hi5, skype a afins deve ter ficado tudo um pouco mais frio e menos sentimental. já ninguém se deve sentar a escrever uma carta. já ninguém deve comprar envelopes ou selos. agora é tudo por mail, por messenger ou por telemóvel. a preocupação com a caligrafia e a ortografia perdeu-se, aliás até é "cool" junto da malta jovem escrever coisas como "qq", "tb", "bjs" ou "pk", sempre se esconde a verdadeira realidade, que é a de não saber escrever verdadeiramente.
irrita-me que vá acontecer o mesmo com os meus filhos, quando passarem por esta fase. daqui a 10 anos ainda vai ser pior, ou seja, já nem devem existir selos, nem envelopes, nem marcos do correio. as saudades serão mitigadas com mensagens do género "tou xeio de saudds tuas mor", enviadas por telemóvel em cinco segundos, quando há uma nesga de tempo, assim do género de uma ida à casa de banho. se não houver nada para ler enquanto se lá está, leva-se o telemóvel e manda-se a mensagem. assim não se perde tempo valioso.
escrever uma carta, no meu tempo, demorava pelo menos uma hora; agora qualquer mensagem de amor demora um minuto; daqui a 10 anos, durará cinco segundos. será possível medir a intensidade dos sentimentos da mesma forma?
no meu tempo é que era...
sexta-feira, setembro 09, 2011
are we really through - ray la montagne
"Are We Really Through"
Is the sun
Ever gonna break
Break on through the clouds
Shine down in all its glory?
Onto me
Here upon the ground
'Cause I can't hear a sound
Sept' my own sad story
I get so tired
A starin' at the walls
Weight so heavy
Mountain so tall
Is there no one
Who would catch me
If I fall?
It's more
It's more than I can take
I wish that I could fake it
Or pretend like I don't know what's goin' on
Somethin's wrong
Somethin's wrong
I'm tryin' to hold on
For just a little longer
I get so tired
A starin' at the walls
Weight so heavy
Mountain so tall
Is there no one
Who would catch me
If I fall?
Can you hear me?
Can you see me?
Why is that so hard for you to do?
Don't dispel me, girl
Just tell me
Are we really through?
Is the sun
Ever gonna break
Break on through the clouds
Shine down in all its glory?
Onto me
Here upon the ground
'Cause I can't hear a sound
Sept' my own sad story
Can you hear me?
Can you see me?
Why is that so hard for you to do?
Don't dispel me, girl
Just tell me
Are we really through?
Are we really through?
i still care for you - ray la montagne
"I Still Care For You"
Hear me out
Day follows day
Light turns to clay in my hands
How to explain,
So pristine the pain
It was kindness made the cut so clean
I still care for you
Hear me out
You wanted to me to be
Less your love than a mirror
Can't you see
What you mean to me?
(even promises may bleed)
I still care for you
The hours grow
Heavy,
And hollow,
And cruel as a grave
Open
Me
You'll find
Only bones burned to glass.
I still care for you
a falling through - ray la montagne
"A Falling Through"
Laid our blessings on the ground,
The softening of sound
Draws us closed again
Stay, stay and watch the coals
Till they cease to glow
Like empty promises
Why, Why did you go, why did you go away?
Why, Why did you go, why did you go away?
Baby?
There's nothing I can say
Nothing I can do
To bring you back again
This of life I know is true
It's all a falling through
And so I reach for you
Why, Why did you go, why did you go away?
Why, Why did you go, why did you go away?
Don't you care
That it may seem unfair?
(You steal things you ought to borrow)
Don't you find
That it may seem unkind?
(I'd rather breathe than drown in sorrow)
Why, why did you go
Why did you go away baby
within you - ray la montagne
"Within You"
War is not the answer
The answer is within you
War is not the answer
The answer is within you
Love
Love
Love
Love
War is not the answer
The answer is within you
Love
Love
Love
Love
empty - ray la montagne
"Empty"
She lifts her skirt up to her knees
Walks through the garden rows with her bare feet, laughing
And I never learned to count my blessings
I choose instead to dwell in my disasters
Walk on down the hill
Through grass grown tall and brown
And still it's hard somehow to let go of my pain
On past the busted back
of that old and rusted Cadillac
That sinks into this field collecting rain
Will I always feel this way ‒
So empty, so estranged?
And of these cut-throat busted sunsets,
these cold and damp white mornings
I have grown weary
If through my cracked and dusted dime-store lips
I spoke these words out loud would no one hear me?
Lay your blouse across the chair,
Let fall the flowers from your hair
And kiss me with that country mouth so plain.
Outside the rain is tapping on the leaves
To me it sounds like they're applauding us,
The quiet love we've made.
Will I always feel this way
So empty, so estranged?
Well, I looked my demons in the eyes
laid bare my chest, said "Do your best, destroy me.
You see, I've been to hell and back so many times,
I must admit you kind of bore me."
There's a lot of things that can kill a man
There's a lot of ways to die
Yes, and some already dead that walk beside me
There's a lot of things I don't understand
Why so many people lie
Well, it's the hurt I hide that fuels the fires inside me
Will I always feel this way
So empty, so estranged?
be here now - ray la montagne
"Be Here Now"
Don't let your mind get weary and confused
Your will be still, don't try
Don't let your heart get heavy child
Inside you there's a strength that lies
Don't let your soul get lonely child
It's only time, it will go by
Don't look for love in faces, places
It's in you, that's where you'll find kindness
Be here now, here now
Be here now, here now
Don't lose your faith in me
And I will try not to lose faith in you
Don't put your trust in walls
'Cause walls will only crush you when they fall
Be here now, here now
Be here now, here now
till the sun turns black - ray la montagne
"Till The Sun Turns Black"
Can you see the young and pretty
Confident as cops
Blooming, laughing in the shops
Till the sun turns black
Can you see the old and lonely
Walking through the park
Pushing grocery carts
Till the sun turns black
Can you see the corporate man
He's winning on the telephone
His possessions are his throne
Till the sun turns black
Can you see him in his lounger
Watching TV in the dark
Waiting for a spark
Till the sun turns black
Oh oh oh oh oh
Who are we
Oh oh oh oh oh
Who are we
Who are we
Can you see the working classes
Trudging through their days
Time goes slowly when you're only waiting
Till the sun turns black
Can you see the wise man simply
Living, loving quietly
Every breath he takes eternity
Till the sun turns black
can i stay - ray la montagne
"Can I Stay"
Can I stay here with you till the morning
I am so far from home and i feel a little stoned
so can i stay here with you till the morning?
There's nothing i want more than to wake up on your floor
So lay with me in your thinnest dress
fill my heart with each caress
between your blissful kisses, whisper
darling, is this love?
So can I stay here with you, till the day breaks?
There's something you should know
I ain't got no place to go
So can I stay here with you, till the day breaks
How happy it would make me to see your face when I wake
So lay with me in your thinnest dress
Fill my heart with each caress
Between your blissful kisses, whisper
Darling, is this love?
So can I stay here with you till the nighttime
I've fallen sad inside and I need a place to hide
So can I stay, here with you, through the nighttime
I've fallen so sad it's true, now won't you take me to your room
Lay with me in your thinnest dress
fill my heart with each caress
between your blissful kisses, whisper
Darling is this love?
Whisper to me, is this love?
hold you in my arms - ray la montagne
"Hold You In My Arms"
When you came to me with your bad dreams and your fears
It was easy to see that you'd been crying
Seems like everywhere you turn catastrophe it reigns
But who really profits from the dying
I could hold you in my arms
I could hold you forever
I could hold you in my arms
I could hold you in my arms forever
When you kissed my lips with my mouth so full of questions
It's my worried mind that you quiet
Place your hands on my face
Close my eyes and say
Love is a poor man's food
Don't prophesize
I could hold you in my arms
I could hold you forever
And I could hold you in my arms
I could hold you forever
So now we see how it is
This fist begets the spear
Weapons of war
Symptoms of madness
Don't let your eyes refuse to see
Don't let your ears refuse to hear
Or you ain't never going to shake this sense of sadness
I could hold you in my arms
I could hold on forever
And I could hold you in my arms
I could hold forever
sexta-feira, julho 08, 2011
compras
"o pensamento positivo pode afastar-te de muitos tormentos, mas nunca será suficiente quando a tua mulher te mandar às compras" - provérbio polaco do século XVII
espada
"aquele que vive pela espada terá sempre grandes problemas quando se quiser sentar à mesa de um restaurante" - provérbio visigodo do século VI.
chaves
ao contrário do que muita gente pensa, o espaço não é infinito. acaba por ser um pensamento reconfortante, sobretudo para aquelas pessoas que nunca se lembram onde é que deixaram as chaves do carro...
missa
"ao domingo, se te causam desconforto as palavras do mensageiro de deus, passa a ir à missa às terças-feiras e deixa de levar gravata também" - provérbio boliviano do século XII
cama
"nunca te deites a pensar no que não fizeste; contenta-te com o que tens ao teu lado na cama e tenta sempre lembrar-te do seu nome no dia seguinte" - provérbio cipriota do século XIX
integridade
a integridade é um conceito relativo e costuma flutuar consoante os interesses pessoais de cada um. também é frequente colidir ferozmente com os conceitos de beleza, chegando-se a um estado de catástrofe existencial em que os mais fracos de espírito têm sérias dificuldades em realizar tarefas tão simples como escrever a palavra "intregrideda"...
corações
"nunca invejes aqueles que têm um coração grande, porque mais tarde ou mais cedo eles vão ter sérios problemas coronários" - provérbio indiano do século XVI
cavalo
"podemos levar um cavalo até à água mas não o podemos obrigar a beber; sobretudo se ele conhecer alguém no ministério do ambiente e recursos naturais" - provérbio popular zairense
pescar
"se quiseres alimentar alguém, dá-lhe um dos teus peixes; mas se o ensinares a pescar podes ter a certeza de que essa pessoa vai ter uma vida social bastante enfadonha" - provérbio timorense do século XII
perdidas
"nunca recrimines aqueles que deixaram de caminhar ao teu lado; censura antes as três pessoas que ainda o fazem, porque estão claramente perdidas" - provérbio macedónio do século XIV
moscas
"a melhor forma de apanhar uma mosca não é ir ao encontro dela, mas sim tentar adivinhar para que lado ela vai fugir" - provérbio russo do século XVIII
farto
um bocado farto de tentar pintar o mundo sempre com as mesmas cores, de sentir as músicas sempre da mesma forma, de esperar sempre mais das pessoas, de preferir a ilusão à realidade e, sobretudo, de ficar à espera, sempre com os mesmos níveis de ansiedade, que alguma "migalha" me venha cair no colo. talvez me mande formatar. e, já agora, aproveito e corto o cabelo".
nuvens
"algumas pessoas são como nuvens; quando desaparecem, o dia torna-se logo mais brilhante" - provérbio lituano do século XIII
quinta-feira, junho 30, 2011
sporting 2011/2012
grande revolução no plantel do sporting, com saídas e entradas de vários jogadores, mudança de treinador e a colocação, finalmente, de gente competente na direcção desportiva (carlos freitas e luís duque). com o aproximar do início dos trabalhos de pré-época, dia 4 de julho, surgem diversos nomes de jogadores apontados a alvalade, uns já confirmados, outros por confirmar. desta forma, e fazendo um mero exercício especulativo, aqui fica o "esqueleto" do plantel leonino para a próxima época, com 25 jogadores. domingos paciência já referiu que queria um plantel com 27 jogadores. ficam, assim, dois lugares vagos para novas aquisições. diversos nomes têm sido ventilados recentemente, como trezeguet (hercules), maxi moralez (velez sarsfield) ou delev (cska sofia).
guarda-redes:
rui patrício
marcelo boeck
tiago
defesas:
joão pereira
santiago arias
rodriguez
daniel carriço
onyewu
torsiglieri (ou anderson polga)
evaldo
atila turan
médios:
andré santos
luís aguiar
schaars
matias fernández
izmailov
rinaudo
carrillo
zapater
valdés
avançados:
yannick djaló
hélder postiga
wolfswinkel
diego rubio
gael etock
saídas (13):
hildebrand, abel, grimi, cédric, nuno andré coelho, anderson polga (ou torsiglieri), pedro mendes, maniche, tales, vukcevic, saleiro, diogo salomão, cristiano.
guarda-redes:
rui patrício
marcelo boeck
tiago
defesas:
joão pereira
santiago arias
rodriguez
daniel carriço
onyewu
torsiglieri (ou anderson polga)
evaldo
atila turan
médios:
andré santos
luís aguiar
schaars
matias fernández
izmailov
rinaudo
carrillo
zapater
valdés
avançados:
yannick djaló
hélder postiga
wolfswinkel
diego rubio
gael etock
saídas (13):
hildebrand, abel, grimi, cédric, nuno andré coelho, anderson polga (ou torsiglieri), pedro mendes, maniche, tales, vukcevic, saleiro, diogo salomão, cristiano.
sábado, junho 25, 2011
blue valentine

a provável sequela de todas aquelas comédias românticas que acabam com um final feliz, numa visão mais azeda e crua, mas igualmente mais credível e realista. quando as bases que sustentam uma relação são frágeis, surge o natural desgaste psicológico, a dificuldade de comunicação e o consequente desinteresse emocional e físico. "blue valentine" é um exemplo paradigmático de que o amor não é o ingrediente fundamental numa relação. se faltar tudo o resto, as bases caem por terra, sobretudo quando uma das partes tenta colar desesperadamente os pedaços de forma a mantê-los unidos e a outra já assumiu que se trata apenas de lixo. tudo pode falhar numa relação, existindo caminhos mais rápidos para se chegar a essa conclusão e outras vias mais demoradas. apesar do que se sente, do bater mais acelerado do coração, da sensação de posse, da garantia eterna dos sentimentos, quando a outra parte mergulha num lago de depressão e resignação, do qual não encontra saída, a respiração torna-se muito mais complicada à medida que o tempo passa. é esta vertigem emocional que perpassa o filme, em que uma personagem procura salvar a outra, sem que esta queira ser salva. por vezes, há caminhos na vida que não valem a pena percorrer e será melhor desistirmos deles logo no início do que nos apercebermos disso quando já vamos a meio.
excelentes interpretações de ryan gosling e michelle williams. destaque ainda para a música dos grizzly bear ao longo do filme.
terça-feira, maio 31, 2011
the antlers - atrophy
You've been living a while in the front of my skull, making orders
You've been writing me rules, shrinking maps and redrawing borders
I've been repeating your speeches, but the audience just doesn't follow
Because I'm leaving out words, punctuations, and it sounds pretty hollow
I've been living in bed because now you tell me to sleep
I've been hiding my voice and my face and you decide when I eat
In your dreams I'm a criminal, horrible, sleeping around
While you're awake I'm impossible, constantly letting you down
Little porcelain figurines, glass bullets you shoot at the wall
Threats of castration for crimes you imagine when I miss your call
With the bite of the teeth of that ring on my finger, I'm bound to your bedside, your eulogy singer
I'd happily take all those bullets inside you and put them inside of myself
"Someone, oh anyone, tell me how to stop this
She's screaming, expiring, and I'm her only witness
I'm freezing, infected, and rigid in that room inside her
No one's going to come as long as I lay still in bed beside her"
letra e música simplesmente divinais.
quinta-feira, maio 26, 2011
our broken garden

os our broken garden são uma banda dinamarquesa, liderada por anna brønsted (na foto), dona de uma voz lindíssima, com três discos editados: "lost sailor" (2008), "when your blackening shows" (2008) e "golden sea" (2010). ouvi pela primeira vez esta banda há sensivelmente duas semanas, através de uma "recomendação" no facebook de john grant. ouvi uma música, gostei do som e comecei a "escavar" a partir daí. o que descobri foi bom demais e, desde aí, não tenho ouvido outra coisa, ainda sem vislumbre de enfado, antes pelo contrário.
aqui fica uma espécie de playlist das melhores músicas dos our broken garden, num alinhamento perfeito:
1. in the lowlands
2. when your blackening shows
3. cardia
4. la sagitaire
5. anchoring
6. the fiery and loud
7. seven wild horses
8. rock collector
9. nightsong
10. lost sailor
11. visible to you
12. blinding
13. watermark
14. my kinship
15. ashes
16. the dark red roses
17. the departure
sábado, abril 30, 2011
modéstia
"se não fosse eu a equipa estava a 20 pontos do barcelona" - cristiano ronaldo.
enternece-me a modéstia deste rapaz...
enternece-me a modéstia deste rapaz...
individualismos
"ronaldo só tem olhos para irina".
os seus colegas de equipa do real madrid já deram conta...
os seus colegas de equipa do real madrid já deram conta...
elsa does africa
"zimbabué alerta homens para aumento de mulheres violadoras".
pronto, já sabia... mas por que raio foi a elsa raposo para áfrica?...
pronto, já sabia... mas por que raio foi a elsa raposo para áfrica?...
motivações
"villas boas motivou plantel com poster do benfica".
ideia não é pioneira. no ano passado, carlos carvalhal tentava motivar hélder postiga com poster de david beckham...
ideia não é pioneira. no ano passado, carlos carvalhal tentava motivar hélder postiga com poster de david beckham...
limpeza
quarta-feira, abril 20, 2011
transformismo
"ana gomes "vexada" com declarações de olli rehn".
olli rehn deve ter afirmado o que toda a gente pensa: que ana gomes parece o herman josé quando este se veste de mulher...
olli rehn deve ter afirmado o que toda a gente pensa: que ana gomes parece o herman josé quando este se veste de mulher...
nivelamento por baixo
"polícia está sem dinheiro e deixou de pagar descontos de IRS ao Estado".
devemos ser o único país do mundo em que polícias e ladrões estão exactamente ao mesmo nível.
devemos ser o único país do mundo em que polícias e ladrões estão exactamente ao mesmo nível.
sair do armário
"passos coelho quer 'esqueletos fora do armário'".
paulo portas fingiu que não percebeu.
acrescentou depois, mais tarde: "mas eu nem estou assim tão magro"...
paulo portas fingiu que não percebeu.
acrescentou depois, mais tarde: "mas eu nem estou assim tão magro"...
encolhimento
"desempregados registados nos centros de emprego continuam a diminuir".
daqui a dois anos já poderão ser todos considerados anões...
daqui a dois anos já poderão ser todos considerados anões...
liberdades
os adeptos detidos a 3 de abril, aquando dos desacatos no estádio da luz antes do jogo benfica - fc porto, estão em liberdade a aguardar julgamento. todos eles têm total liberdade para estarem hoje novamente no estádio da luz, onde poderão praticar precisamente os mesmos actos de violência que levaram à sua detenção. espantosa a coerência e o bom senso da justiça portuguesa...
penas
jorge jesus agrediu um jogador do nacional e a liga castigou-o, quase três meses depois, com 11 dias de suspensão (a pena acabou justamente ontem, no dia anterior ao jogo com o fc porto para a taça de portugal); rui costa mandou umas "bocas" ao trio de arbitragem do benfica - beira mar e a liga aplicou-lhe, apenas dois dias depois, um mês de suspensão. espantosa a coerência e o bom senso desta gente...
estatutos
criticado por johan cruyff ("mourinho é um treinador medroso") e alfredo di stéfano, que ainda por cima elogiou o barcelona e messi ("messi é o melhor do mundo, o futebol dele é espectacular e é um exemplo de profissionalismo. não tem rival. brilhou com luz própria no sábado e quarta-feira será maravilhoso voltar a vê-lo"), josé mourinho anunciou que só responde a antigos jogadores que foram tão bons quanto ele...
quinta-feira, abril 07, 2011
disparidades
"princesa letizia usa vestido de 69 euros";
"michelle obama usa vestido de 29.95 euros";
"primeira dama inglesa promove moda com sapatos da zara que custam 29 euros".
parece que as coisas não andam lá muito bem em termos financeiros pela espanha, estados unidos e inglaterra. por cá, os nossos eurodeputados nem sequer consideram a hipótese de abdicar de viagens em executiva...
"michelle obama usa vestido de 29.95 euros";
"primeira dama inglesa promove moda com sapatos da zara que custam 29 euros".
parece que as coisas não andam lá muito bem em termos financeiros pela espanha, estados unidos e inglaterra. por cá, os nossos eurodeputados nem sequer consideram a hipótese de abdicar de viagens em executiva...
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