quinta-feira, dezembro 16, 2010

wikileaks story

para quando um reality show dedicado à política internacional com o wikileaks como pano de fundo? qual seria o segredo de putin? o que esconderia obama? seria sarkozy desmascarado?

terça-feira, dezembro 14, 2010

globos de ouro 2011 - os nomeados

"the king's speech" é o filme com maior número de nomeações para a 68ª edição dos globos de ouro, que serão entregues a 16 de janeiro de 2011, em cerimónia apresentada por ricky gervais. o filme de tom hooper arrecadou 7 nomeações, incluindo as de melhor filme, realizador, actor principal (colin firth), actor secundário (geoffrey rush), actriz secundária (helena bonham carter) e argumento. seguem-se, com 6 nomeações, os filmes "the social network" e "the fighter". com quatro nomeações surgem "black swan", "inception" e "the kids are all right". refira-se ainda que johnny depp tem duas nomeações para o globo de ouro de melhor actor em comédia/musical, com os filmes "alice in wonderland" e "the tourist"; e que o filme "toy story 3" foi praticamente ignorado, recebendo apenas uma nomeação, a de melhor filme de animação.

FILMES

Best Picture — Drama
Black Swan
The Fighter
Inception
The King’s Speech
The Social Network

Best Picture — Musical or Comedy
Alice in Wonderland
Burlesque
The Kids Are All Right
Red
The Tourist

Best Actor — Drama
Jesse Eisenberg, The Social Network
Colin Firth, The King’s Speech
James Franco, 127 Hours
Ryan Gosling, Blue Valentine
Mark Wahlberg, The Fighter

Best Actress — Drama
Halle Berry, Frankie and Alice
Nicole Kidman, Rabbit Hole
Jennifer Lawrence, Winter’s Bone
Natalie Portman, Black Swan
Michelle Williams, Blue Valentine

Best Actor — Musical or Comedy
Johnny Depp, Alice in Wonderland
Johnny Depp, The Tourist
Paul Giamatti, Barney’s Version
Jake Gyllenhaal, Love and Other Drugs
Kevin Spacey, Casino Jack

Best Actress — Musical or Comedy
Annette Bening, The Kids Are All Right
Anne Hathaway, Love and Other Drugs
Angelina Jolie, The Tourist
Julianne Moore, The Kids Are All Right
Emma Stone, Easy A

Best Supporting Actor
Christian Bale, The Fighter
Michael Douglas, Wall Street: Money Never Sleeps
Andrew Garfield, The Social Network
Jeremy Renner, The Town
Geoffrey Rush, The King’s Speech

Best Supporting Actress
Amy Adams, The Fighter
Helena Bonham Carter, The King’s Speech
Mila Kunis, Black Swan
Melissa Leo, The Fighter
Jacki Weaver, Animal Kingdom

Best Director
Darren Aronofsky, Black Swan
David Fincher, The Social Network
Tom Hooper, The King’s Speech
Christopher Nolan, Inception
David O. Russell, The Fighter

Best Screenplay
127 Hours, Simon Beaufoy and Danny Boyle
Inception, Christopher Nolan
The Kids Are All Right, Lisa Cholodenko and Stuart Blumberg
The King’s Speech, David Seidler
The Social Network, Aaron Sorkin

Best Original Song
“Bound to You,” Burlesque (performed by Christina Aguilera; written by Samuel Dixon, Christina Aguilera and Sia Furler)
“Coming Home,” Country Strong (performed by Gwyneth Paltrow; written by Bob PiPiero, Tom Douglas, Hillary Lindsey, Troy Verges)
“I See the Light,” Tangled (performed by Mandy Moore & Zachary Levi; written by Alan Menken & Glenn Slater)
“There’s a Place For Us,” The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader (performed by Carrie Underwood; written by Carrie Underwood, David Hodges, Hillary Lindsey)
“You Haven’t Seen the Last of Me Yet,” Burlesque (performed by Cher; written by Diane Warren)

Best Original Score
Inception, Hans Zimmer
The King’s Speech, Alexandre Desplat
The Social Network, Trent Reznor and Atticus Ross
Alice in Wonderland,
Danny Elfman
127 Hours, A.R. Rahman

Best Foreign Language Film
Biutiful
The Concert
The Edge
I Am Love
In a Better World

Best Animated Feature
Despicable Me
How to Train Your Dragon
The Illusionist
Tangled
Toy Story 3

TELEVISÃO

Best TV Series — Drama
Boardwalk Empire
Dexter
The Good Wife
Mad Men
The Walking Dead

Best TV Series — Musical or Comedy
30 Rock
The Big Bang Theory
The Big C
Glee
Modern Family
Nurse Jackie

Best Miniseries or Made-for-TV Movie
Carlos
The Pacific
The Pillars of the Earth
Temple Grandin
You Don’t Know Jack

Best Actor — Drama
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Bryan Cranston, Breaking Bad
Michael C. Hall, Dexter
Jon Hamm, Mad Men
Hugh Laurie, House M.D.

Best Actress — Drama
Elizabeth Moss, Mad Men
Julianna Margulies, The Good Wife
Piper Perabo, Covert Affairs
Katey Sagal, Sons of Anarchy
Kyra Sedgwick, The Closer

Best Actor — Musical or Comedy
Alec Baldwin, 30 Rock
Steve Carell, The Office
Thomas Jane, Hung
Matthew Morrison, Glee
Jim Parsons, The Big Bang Thoery

Best Actress — Musical or Comedy
Toni Collette, United States of Tara
Edie Falco, Nurse Jackie
Tina Fey, 30 Rock
Laura Linney, The Big C
Lea Michele, Glee

Best Actor — Miniseries or Made-for-TV Movie
Idris Elba, Luther
Ian McShane, Pillars of the Earth
Al Pacino, You Don’t Know Jack
Dennis Quaid, The Special Relationship
Edgar Ramirez, Carlos

Best Actress — Miniseries or Made-for-TV Movie
Hayley Atwell, Pillars of the Earth
Claire Danes, Temple Grandin
Judi Dench, Return to Cranford
Romola Garai, Emma
Jennifer Love Hewitt, The Client List

Best Supporting Actor in TV Series, Mini-Series, or Made-for-TV Movie
Scott Caan, Hawaii Five-0
Chris Colfer, Glee
Chris Noth, The Good Wife
David Strathairn, Temple Grandin
Eric Stonestreet, Modern Family

Best Supporting Actress in TV Series, Mini-Series, or Made-for-TV Movie
Hope Davis, The Special Relationship
Jane Lynch, Glee
Kelly Macdonald, Boardwalk Empire
Julia Stiles, Dexter
Sofia Vergara, Modern Family

terça-feira, dezembro 07, 2010

os melhores discos de 2010


2010 foi um ano sensacional em termos discográficos. se nos outros anos houve alguma dificuldade em conseguir reunir dez discos para elaborar uma lista que fizesse realmente justiça aos meus gostos pessoais em termos musicais, este ano foi muito fácil fazê-lo. depois de alguma ponderação, em termos posicionais, porque não houve problemas em encontrar dez discos para figurarem nesta lista, eis a minha escolha dos melhores discos de 2010:

1. the queen of denmark - john grant
2. the golden archipelago - shearwater
3. penny sparkle - blonde redhead
4. high violet - the national
5. the courage of others - midlake
6. admiral fell promises - sun kil moon
7. swanlights - antony and the johnsons
8. the suburbs - arcade fire
9. infinite arms - band of horses
10. interpol - interpol

sábado, dezembro 04, 2010

a música na sua expressão máxima



The crickets cry tonight
Here comes your girl
The showers fall tonight
It's a rainy world

The shivers on the spine
Could be what we had in mind
Remember all the times we said
We could be we should be in love

On a windy porch tonight
Here comes your girl
Beneath the dull porch light
Your thoughts will curl
Past the women and the men
To where the story ends
The voice from up above says
We could be we should be in love

My disgusting habits end
It's a crazy world
Neither real nor pretend
And there's your girl

My eyes fall from my head
With all the pages read
And i'm so glad you said
We could be we should be in love

("the book i haven´t read - lambchop)

segunda-feira, novembro 29, 2010

leslie nielsen (1926-2010)


leslie nielsen faleceu ontem, aos 84 anos. o seu desaparecimento não apagará da minha memória as centenas de gargalhadas que me proporcionou com a trilogia "naked gun", a série "police squad" e vários filmes non-sense, como "airplane", "dracula: dead and loving it" e "spy hard", entre outros.

domingo, novembro 28, 2010

sporting - fc porto

não sei o que ainda me move quando vejo jogos do sporting. depois de, há quinze dias, ter praticamente jurado que não via mais nenhum jogo do clube, de tão frustrado que fiquei a seguir à derrota em alvalade frente ao vitória de guimarães, hoje, qual peregrino, lá fui cheio de ilusões ver a recepção do sporting ao fc porto. começo por dizer que fiquei de alguma forma espantado com a exibição da equipa de paulo sérgio na primeira parte. inicialmente, desconfiei um pouco daquele meio-campo, com andré santos, maniche e pedro mendes, e da sua articulação perante o muito mais rotinado meio-campo portista, com fernando, joão moutinho e belluschi. para minha surpresa, resultou, porque o fc porto não conseguiu, na primeira parte, fazer as habituais transições atacantes, nem pelo meio, nem pelas alas, onde hulk e varela esbarravam na defensiva leonina. no entanto, o lance de falcao, isolado frente a rui patrício, aos 10 minutos, poderia ter alterado, e de que forma, o sentido do jogo na primeira parte. o sporting apareceu a fazer pressão alta, com todas as suas unidades muito concentradas e disponíveis para defender. evaldo e joão pereira estiveram bem a travar hulk e varela. carriço e polga controlaram falcao (excepto no referido lance aos 10m). o meio-campo "carburava" bem, com pedro mendes a ocupar os espaços com mestria e inteligência, bem secundado pelo aguerrido andré santos (um elemento cada vez mais imprescindível no meio campo leonino) e por um maniche empenhado (pelo menos na primeira parte; na segunda fez apenas "caça às pernas" - moutinho que o diga!). valdés, cada vez mais a "estrela da companhia", apoiou sempre os homens mais avançados: postiga (muito rematador) e liedson (ainda e sempre, para mim, o melhor jogador do clube). o momento alto dos primeiros 45m, para além do golo, um pouco fortuito, diga-se, foi o estrondoso remate à barra de pedro mendes. seria um golo fantástico, de um jogador a que este adjectivo encaixa na perfeição. não foi golo nessa situação, foi-o numa outra, muito caricata. rui patrício coloca a bola em jogo, num remate forte, e esta, depois de sobrevoar rolando e de fugir a maicon, acaba nos pés de valdés, que, isolado frente a helton, não desperdiçou. até ao intervalo, postiga ainda poderia ter marcado, de cabeça, naquele que seria um castigo demasiado severo para o fc porto.
a segunda parte... foi totalmente diferente. o fc porto foi muito mais incisivo e começou os segundos 45 minutos a "empurrar" o sporting para trás, notando-se desde logo a muito maior disponibilidade física dos portistas, em virtude do enorme esforço leonino, na referida pressão alta, durante a primeira parte. o meio-campo do sporting começou, então, a vacilar. maniche passou a ser claramente uma unidade a menos, pouco preocupado em jogar futebol e mais interessado em procurar quezílias com os jogadores adversários. custa a crer que, depois da famigerada expulsão contra o vitória de guimarães, que muitos consideraram ter sido fulcral para a perda dos três pontos (o sporting vencia por 2-0 quando maniche foi expulso e acabou o jogo com uma derrota por 2-3), um dos jogadores mais experientes e mais internacional do clube incorra neste tipo de comportamente, jogo após jogo, sem que se questione sequer a sua titularidade. hoje só por muita sorte não voltou a ser expulso, depois de uma entrada sobre moutinho. no banco, paulo sérgio, impávido, assistia ao maior domínio do fc porto, cada vez mais perto do empate, sem conseguir vislumbrar o que toda a gente estava a ver: a "falência" do meio-campo do sporting e o consequente recuo da defesa. mesmo assim, não mexeu na equipa (paulo sérgio sempre revelou uma incapacidade gritante para "ler" o jogo, portanto, fez o mesmo que costuma fazer, ou seja, nada). ficou, portanto, a assistir ao mais do que natural golo do fc porto, por falcao. se repararem bem no lance do golo, evaldo, em vez de marcar hulk, vai, juntamente com andré santos, se não estou em erro, fazer pressão a moutinho, deixando o brasileiro sozinho nas costas. moutinho faz um passe fácil para hulk, que entra na área sozinho, forçando carriço a sair da sua posição para corrigir evaldo. quando hulk centra, apenas polga e joão pereira estão no seu lugar. mesmo assim, deixaram falcao sozinho. para mim, e parece incrível que se esteja sempre a bater na mesma tecla, sem que a direcção faça algo para mudar este estado de coisas, polga já não tem lugar na equipa há duas épocas. por muito que insistam, polga compromete sempre, treme mais do que qualquer outro jogador, mesmo os mais inexperientes, como andré santos. este ano contratou-se torsiglieri e veio nuno andré coelho. no entanto, joga polga ao lado de carriço. confesso que não entendo...
para piorar ainda mais a situação, poucos minutos depois do golo de falcao, valdés lesionou-se, deixando liedson e postiga sem "abono de família". não havendo, no "banco", nem izmailov, nem matias fernandez, nem diogo salomão, nem tales de souza (alguém sabe quem ele é?), entrou djaló. aos 68 minutos, o sporting recebeu uma "benesse dos deuses", com a expulsão de maicon, num lance onde ficou, mais uma vez, bem evidente a raça e a entrega de liedson, que nunca desiste de um lance. a 22 minutos do fim, aqui estava uma boa oportunidade para paulo sérgio "ler" correctamente o jogo, até porque villas-boas se viu obrigado a tirar falcao para equilibrar o sector defensivo com otamendi. como já tinha tirado, antes, varela, para meter guarin, o fc porto tinha apenas hulk na frente nos últimos 22 minutos do jogo. mesmo assim, obrigado a vencer o jogo, para encurtar para dez (10!!) os pontos que o separam do líder, paulo sérgio manteve o quarteto defensivo e os dois médios mais defensivos (andré santos e pedro mendes). ou seja, seis jogadores (sete, com o guarda-redes) defensivos em campo, a jogar com mais uma unidade. optou por tirar maniche e introduzir vukcevic, que deve ter metido na cabeça antes de entrar que não iria passar a bola a ninguém, tal o excesso de individualismo que exibiu.
o sporting bem tentou "furar" a estratégia de recurso montada por villas-boas, mas faltava uma unidade desequilibradora (diogo salomão?), capaz de romper pelas alas. o que se viu nos últimos minutos foi uma concentração de jogadores verdes e brancos no miolo do terreno, situação que ficou ainda mais insustentável com a entrada de saleiro. juro que quando vi entrar saleiro me apeteceu levantar e não ver o resto do jogo. paulo sérgio deve ter olhado para o banco, onde estavam tiago, torsiglieri, nuno andré coelho e saleiro, e imaginou que o iriam crucificar se não metesse os avançados todos. desta forma, o ataque leonino parecia uma espécie de "mac drive", com os avançados a fazerem fila à frente da baliza de helton: postiga, liedson, saleiro, mais djaló e vukcevic, sempre a derivarem para o centro do terreno. nas alas, era um deserto. joão pereira não subiu, evaldo também não, e o principal municiador do ataque era... rui patrício, que procurava sempre colocar a bola na frente do ataque quando a recuperava, tentando apanhar desprevenida a defesa do fc porto. os últimos minutos do jogo foram, portanto, um enorme bocejo. paulo sérgio bem poderia ter tentado ligar a manuel machado, para este lhe ensinar como se joga contra equipas com dez unidades.
o sporting foi inconsequente, inofensivo e impotente para alterar a fatalidade do seu destino, muito por culpa do seu treinador, que preferiu introduzir mais uma unidade na frente de ataque, para atrapalhar, basicamente, do que colocar alguém, como zapater, que pudesse levar mais jogo aos avançados. mas, lá está, é a tradicional táctica saloia dos treinadores medíocres, como é paulo sérgio: quando se querem ganhar jogos, metem-se avançados. até apetece dizer que paulo sérgio começou logo a perder pontos quando fez a convocatória, ao deixar diogo salomão de fora. preferiu levar para o banco dois centrais (??), três avançados e apenas um jogador de meio campo (que não jogou).
com este resultado, o sporting manteve os 13 pontos de atraso em relação ao fc porto (e ainda terá que ir ao dragão...). o campeonato, se é que havia ainda alguma ilusão, acabou aqui em termos de título. resta a luta pelo segundo lugar, que não se adivinha muito fácil. se o benfica vencer em aveiro (onde o sporting perdeu dois pontos), aumenta para cinco os pontos de vantagem sobre os leões. e ainda há o vitória de guimarães, o nacional e o sp. braga. vendo bem as coisas, o segundo lugar talvez seja um objectivo demasiado alto...

sexta-feira, novembro 19, 2010

compilação musical de novembro

quando a nostalgia nos surpreende, sabe bem olhar para trás e recordar as sensações que várias músicas proporcionavam, como se fossemos atrás do passado e o quiséssemos revisitar. nos últimos 20 anos, e deixando já os longínquos anos 80 para trás, já devidamente homenageados neste blogue, foram certamente muitos os nomes de bandas, cantores e cantoras que aprendi a gostar, que mudaram muito a minha forma de encarar e sentir a música, de dar mais valor às letras e à "mensagem" que se quer passar. nos anos 90 tenho que destacar meia dezena de bandas, que ainda aprecio actualmente, que me ajudaram a fazer essa transição entre os sintetizadores dos anos 80 e a nova década, mais profunda a todos os níveis. falo dos cocteau twins, dos the cure, red house painters, american music club e david sylvian. estes nomes abriram-me as portas para todo um novo espectro musical, de que ainda hoje colho os frutos.
em jeito de homenagem aos últimos 20 anos, a duas décadas de música, aqui deixo, na colectânea musical de novembro, 20 músicas, umas mais antigas do que outras, mas que ainda carregam um elevado grau de nostalgia, cada uma delas com o seu momento agrafado.

1. lazy calm - cocteau twins
2. last harbor - american music club
3. some kind of fool - david sylvian
4. from a late night train - the blue nile
5. to be the one - idaho
6. trust - the cure
7. far away . cranes
8. holes - mercury rev
9. svo hljott - sigur ros
10. castaways - shearwater
11. spain - blonde redhead
12. song for a blue guitar - red house painters
13. saved - mark eitzel
14. this love affair - rufus wainwright
15. bird gerhl - antony and the johnsons
16. autumn - the czars
17. send in the clowns - mark kozelek
18. listen - lambchop
19. caramel - john grant
20. i came to hear the music - bonnie prince billy

sexta-feira, novembro 12, 2010

pechinchas




"the it crowd", "spaced" e "gavin & stacey": a primeira série de três magníficas sitcoms britânicas à venda, numa grande superfície comercial viseense, a um euro (UM EURO!!!!) cada uma. sorte do consumidor que encontra pechinchas destas...

terça-feira, novembro 02, 2010

baladas dos anos 80

três colectâneas de baladas dos anos 80, banda sonora dos meus primeiros desgostos amorosos. o número de músicas não corresponde ao número de desgostos, como é óbvio. se correspondesse estaria hoje a escrever este post num convento ou seminário. a minha adolescência/juventude não foi assim tão má quanto isso no aspecto sentimental. os tais desgostos amorosos prendiam-se mais, isso sim, com as separações forçadas e as distâncias quase insuportáveis. nessas alturas, em que a saudade apertava, "abrigava-me" em músicas como estas:

A
1. it´s over - level 42 (grande música! nunca cansa)
2. save a prayer - duran duran (o verdadeiro clássico)
3. hunting high and low - a-ha (adorava o teledisco também)
4. sweetest smile - black (o taciturno black)
5. windswept - bryan ferry (o senhor "suave")
6. i've been in love before - cutting crew (música marcante)
7. love bites - def leppard (faz-me lembrar os bailes do liceu)
8. where did your heart go - wham (boa pergunta)
9. lover why - century (é verdade, até esta xaropada cá está)
10. red lights - curiosity killed the cat (grande banda esta)
11. there's never a forever thing - a-ha (palavras certeiras)
12. who wants to live forever - queen (música épica)
13. carrie - europe (sim, parece mentira mas também cá está)
14. holding back the years - simply red (muito romântica)
15. working hour - tears for fears (fabulosa música)
16. for all these years - tanita tikaram (que saudades da tanita)

B
1. martha's harbour - all about eve (para embalar)
2. the power of love - frankie goes to hollywood (envolvente)
3. broadcast - cutting crew (sabe sempre bem ouvi-la)
4. sahara - cutting crew (esta vinha a seguir à anterior)
5. hands to heaven - breathe (baladinha típica)
6. drive - the cars (hum... paulina porizkova)
7. eyes without a face - billy idol (mas nunca gostei do cantor)
8. girlfriend - julia fordham (por onde andas tu julia?)
9. up where we belong - joe cocker/jennifer warnes (olha, um dueto!)
10. take my breath away - berlin (quem não se lembra do top gun?)
11. never say goodbye - bon jovi (triste, sim, mas verdade)
12. careless whisper - george michael (esta era quase obrigatória)
13. one more try - george michael (ninguém fazia baladas como ele)
14. fragile - sting (devo ter ouvido esta músicas umas 750 vezes)
15. every breath you take - the police (clássico intemporal)
16. in a lifetime - clannad/bono (excelente conjugação de vozes)

C
1. against all odds - phil collins (outro baladeiro incurável)
2. broken wings - mr. mister (penetrante)
3. with or without you - u2 (outro clássico)
4. just around the corner - cock robin (indispensável)
5. i don't want to talk about it - everything about the girl (marcante)
6. slave to love - bryan ferry (ninguém fazia baladas como ele 2)
7. purple rain - prince (outra música com rótulo de 'clássico')
8. more than this - roxy music (excelente música)
9. stay on these roads - a-ha (marcou uma fase da minha vida)
10. avalon - roxy music ("toma lá um empréstimo"...)
11. a matter of feeling - duran duran ('love's already history to you')
12. true - spandau ballet (mas detestava a banda)
13. dancing with tears in my eyes - ultravox (comovente)
14. heaven - bryan adams (baladinha típica dos anos 80)
15. forever young - alphaville (por onde andarão estes tipos?)
16. a question of lust - depeche mode (saudades dos sintetizadores)

confesso que não estava à espera de colocar tantas músicas, mas neste caso as músicas foram como as cerejas. atrás de uma, vem sempre outra. mas soube muito bem recordar todas estas músicas. cada uma delas tem a sua história agrafada. e sei bem que, nos próximos dias, ainda me vou lembrar de mais umas quantas.

adenda: era inevitável. já me lembrei de mais uma: "eyes of ice", dos scarlet party. como pude esquecer-me desta música?

sozinho em casa

acontece poucas vezes, mas de vez em quando chego primeiro a casa, vindo do trabalho. quando lá chego deparo com uma casa silenciosa e desarrumada (quase sempre, catano para os miúdos!). sei que o resto da família chegará em dez, quinze minutos, por isso não posso fazer nada que demore muito tempo, porque vou ter que a cancelar quando eles chegarem (e com isto estou a referir-me à playstation). é então que se dá aquele fenómeno natural de não se saber o que fazer. muitas vezes, as coisas que fazemos quando estamos sozinhos em casa não são necessariamente egoístas, são apenas estúpidas. mas só nos apercebemos disso quando as vemos bem evidentes noutra pessoa. na verdade, tudo o que fazemos quando estamos sozinhos parece parvo. acções sem nenhuma lógica, simplesmente dez minutos de actividade ao acaso, sem entusiasmo e totalmente ineficazes.
pouso o correio, permaneço quieto, abro o frigorífico, olho para as prateleiras à procura não sei bem de quê, cheiro o leite, volto a pô-lo no frigorífico, volto para a sala, olho fixamente uma cadeira, vejo se tenho mensagens no telefone, ligo a televisão, faço zapping durante 2 minutos, vou à janela, olho fixamente a rua durante 3 minutos, desligo a televisão, ponho música, vou novamente ao frigorífico, não há nada que me apeteça comer de lá, pego numa banana, como metade, pego numa revista, leio meia dúzia de linhas, vou novamente à janela... enfim, pareço perdido na minha própria casa.
quando se vive sozinho isto acaba por ser normal. quando se vive acompanhado é... estranho. e então começamos a anunciar tudo o que vamos fazer.
- "vou ver televisão para a sala"
- "quanto tempo?"
- "quinze segundos. depois tenho que estar à janela, vou olhar fixamente a casa do outro lado da rua por um bocadinho".
- "por quanto tempo?"
- "não mais de dez segundos, porque tenho de comer meia banana e fixar o olhar numa cadeira. e já estou atrasado".

segunda-feira, novembro 01, 2010

missing islands - shearwater



Effortless gulls in the wake
silver and white on the bow
as the island is broken away
from the world

Bandages pulled from the eyes
the violent surging of life
in the bloodstream of heaven and earth
falls away

Stars on the boundary line
bloom and recede in the day
and the airfield is over the waves

"the golden archipelago", dos shearwater, continua a servir de banda sonora dos meus cinzentos dias. esta pequena mas maravilhosa peça musical lembra "it's getting late in the evening", uma das minhas músicas preferidas dos talk talk.

god made me - shearwater



My brother stands at the end of the line
my children at the breaking wall
a cloud is opening over the earth
the palms a dark and waving wall
and we call back to the old familiar life
please hide me

My father climbs to the top of the rail
his head above the roaring world
his body burning
his eyes on the waves
and a god below the waterline

And the grim towers along the barrier line
in the cold light of a wakening star
unchain me

Though the last shower of fire wheels in the air
I am life breathed in the radiant lie
god made me

sábado, outubro 30, 2010

irritações sazonais

juro que não entendo como é que surgiu, em portugal, esta febre pelo "halloween". por que raio se festeja no nosso país o "dia das bruxas"? para quê fazer uma homenagem anual a manuela moura guedes e teresa guilherme? não haverá costumes e tradições suficientes em portugal para termos que ir buscar ideias aos países que implementaram este feriado? será que o contrário também será possível e vamos ver, daqui a uns anos, os estados unidos da américa a festejar o 25 de abril? por este andar, qualquer dia também começamos a instituir cá o dia de acção de graças.

a sic mulher transmite actualmente um programa chamado "the biggest loser", um concurso / reality show em que os concorrentes competem entre si para ver quem perde mais peso. eu nem sequer vejo o programa em questão, mas quando faço zapping e passo pela sic mulher, aparece o nome do programa que está no ar. a minha irritação começa logo aí. apesar de o referido programa ter um logotipo e os concorrentes usarem sempre t'shirts com o nome correctamente escrito, aparece sempre "the biggest LOOSER". nas revistas, nos jornais, na net, sempre que há alguém que se refere a este programa, lá surge novamente "the biggest looser". provavelmente, as pessoas que acham que o programa se chama assim, também acham que um dos sucessos de beck, nos anos 90, se chamava "looser". "i´m a looser baby, so why don't you kill me". deve ser isso...
olhem lá, por favor, para as t'shirts dos concorrentes e comecem a escrever correctamente o nome do programa. seria menos uma irritação.

outra irritação solene é a quase unanimidade em dotar a jornalista judite sousa com um "de" no meio do seu nome. jornais e revistas chamam-lhe judite de sousa; na internet, fala-se de judite de sousa. mas quem será a mulher? que eu saiba, a jornalista da rtp1, há 30 anos, chama-se judite sousa.
na irritação anterior, as pessoas acrescentam um "o"; aqui acrescentam um "de". e eu a pensar que o que estava a dar, por estes dias, era encurtar as palavras ("competividade", "tive em paris no fim de semana", "independente" em vez de "independentemente", etc).

quinta-feira, outubro 28, 2010

the second part - the dears



Two days have passed
And all I want is to feel better
They won't be back
And a long weekend is coming up
I left the house
It was just to see you
For an hour
Hoping for two

I was short of breath
As I passed the doorman for a second time
And it rained all day
I don't have a raincoat of my own
I then arrived
Ten minutes early with no smokes
And I was broke
Without a smoke

All of the time
I thought I was crazy 'cos you told me so
It was profound
Like the piano I was humbled by
Our tongues may have touched
But all I remember was your nose
And I suppose
Our eyes were closed

Two days have passed
And all I want is gone
For good this time

decididamente, uma das minhas músicas preferidas. top ten, sem dúvida!

jon stewart é o homem mais influente dos estados unidos


O apresentador ficou à frente do milionário Bill Gates e do criador do Facebook.

Jon Stewart é o homem mais influente de 2010 nos Estados Unidos da América. Aos 48 anos, o apresentador de televisão liderou, assim, uma lista de 50 personalidades, anunciada na terça-feira e organizada pelo site AskMen, e que contou com os votos de cerca de 500 mil leitores.

Em segundo lugar no ranking das pessoas com mais influência na terra do Tio Sam ficou Bill Gates, o dono da Microsoft; em terceiro ficou posicionado Mark Zuckerberg, o fundador da rede social Facebook; Steve Jobs, o co-fundador e chefe executivo da Apple, colocou-se este ano em quarto; e o polémico artista rapper Kanye West ficou-se pela quinta posição.

A lista revelada esta semana confirma o estatuto de Jon Stewart nos EUA. As pessoas que integram a votação foram descritas como indivíduos que conseguiram superar-se, de alguma forma, em tempos de crise como os que vivemos. "Notamos a tendência da superação em tempo de crise, porque ela estende-se por muitas indústrias", afirmou James Bassil, o editor-chefe do site AskMen. "Na lista deste ano, observamos a presença de pessoas que foram importantes na indústria, ou que foram reconhecidas como importantes", acrescentou o mesmo.

"A influência de Stewart deriva da ideia de que declarar líderes ou política como engraçados é uma forma de os criticar, de apontar as suas irracionalidades e incongruências", afirmou Jacob Bronsther, outro dos editores do AskMen.

Na lista de vencedores, Stewart sucede a Don Draper, a personagem principal da popular série Mad Men, interpretada pelo actor Jon Hamm, que ficou em primeiro lugar na lista dos mais influentes dos Estados Unidos em 2009.

Já este ano, o nome do apresentador do Daily Show surge à frente de ilustres personalidades, numa lista com ausências de peso. O golfista Tiger Woods, por exemplo, que constitui presença quase garantida neste tipo de votações nos últimos anos, não figura no ranking revelado pelo AskMen. A ausência de Woods poderá ser explicada, como afirmam os media americanos, pelas histórias de infidelidade e escândalos sexuais dos quais o golfista foi acusado, ao longo do ano passado.

O mesmo não aconteceu a David Letterman, que, também ele, revelou ter tido casos extraconjugais. Mesmo assim, Letterman, que, à semelhança de Jon Stewart, conduz diariamente um late night show de sucesso na televisão norte-americana, conseguiu assegurar o 39.º lugar nos mais influentes deste ano.

Outra curiosidade reside em Barack Obama, que foi ontem convidado de Stewart no seu talk show. O Presidente dos EUA ficou-se pela 21.ª posição, quando na mesma lista do ano passado figurava entre os cinco primeiros lugares.

O popular apresentador de televisão, que conduz o programa de late night The Daily Show with Jon Stewart há mais de dez anos, é um catalisador de audiências para o canal por cabo Comedy Central. Stewart, que está no ar de segunda a sexta-feira, tem uma média de quase dois milhões de telespectadores por noite. Um número significativo, quer para o canal quer para a televisão norte-americana por cabo.

Para além da sua carreira na televisão, Jon Stewart é também actor e escritor, facetas menos visíveis, pelos menos em Portugal.

O actual homem mais influente dos EUA já participou em filmes como Big Daddy, The Faculty ou Death to Smoochy.

Na escrita, já editou três livros: Naked Pictures of Famous People, de 1998, America: A Citizen's Guide to Democracy in-action, de 2004, e Earth: A Visitor's Guide to Human Race, deste ano. A versão em áudio do segundo livro acabou mesmo por ganhar um Grammy.

O norte-americano, que nasceu em Nova Iorque no seio de uma família judaica, já chegou a apresentar duas edições dos Óscares, em 2006 e 2008.

(in Diário de Notícias, de 28/10/2010)

domingo, outubro 17, 2010

greenberg


este é, certamente, um dos melhores filmes que vi recentemente. habituado a ver ben stiller a fazer papéis cómicos, alguns em filmes bastante medíocres ("the heartbreak kid", "dodgeball", "envy", etc.), fiquei espantado com a sua actuação neste "greenberg", filme realizado e escrito a meias (com a actriz jennifer jason leigh) por noah baumbach. aqui, ele é roger greenberg, um homem amargo de 40 anos, recém saído de um hospital psiquiátrico, que vai de nova iorque para los angeles, para casa do irmão, simplesmente para tentar não fazer nada... com uma casa inteira só para ele, porque o irmão saiu em trabalho para o vietname e levou a família, só tem de cuidar do cão da família.
o filme é de uma simplicidade desarmante, ora cómico, ora comovente, nunca resvalando para o lado piegas e lamechas de cada situação, mantendo em paralelo, do início ao final do filme, as vertentes dramáticas e cómicas. tem igualmente diálogos bem construídos, com tiradas brilhantes como esta, proferida por greenberg, em resposta à frase "youth is wasted on the young" de ivan (rhys ifans): "life is wasted on people"; ou ainda esta: "a shrink said to me once that I have trouble living in the present, so I linger on the past because I felt like I never really lived it in the first place, you know?". os pontos que tenho em comum entre a personagem principal deste filme (tirando a vida sentimental), nomeadamente a nível social, a frustração profissional (a escolha, entre dois caminhos, pelo pior deles), a incapacidade de resolver, frente a frente, os problemas que lhe são criados (greenberg escreve imensas cartas durante o filme, sempre a queixar-se de algo, à starbucks, a uma companhia aérea, a um serviço de transporte de animais, etc.. no meu caso, utilizo o blogue como "escape"), a relação com o seu melhor amigo, os desabafos que ficaram anos em stand by à espera de sair, a inépcia para conviver socialmente com desconhecidos, a ânsia pela solidão e, ao mesmo tempo, a procura incessante de alguém para conversar, a paixão pela música e a segurança que sente quando a ouve (a referência aos duran duran, no momento em que é proferida, é particularmente deliciosa), a tendência auto-destrutiva para terminar relacionamentos, para depois os tentar reatar... está tudo lá. em termos cinematográficos, nunca vi uma personagem tão parecida comigo como este roger greenberg. mas não foi apenas por isso que eu gostei do filme. rhys ifans e greta gerwig são absolutamente notáveis, acompanhando a interpretação notável de ben stiller.
recomendo vivamente!

quinta-feira, outubro 14, 2010

o maior sorriso do mundo



1:08: o sorriso mais genuíno, mais sincero e de maior felicidade que vi até hoje. um momento que nos faz arrepiar de emoção. no comportamento daquela criança de 7 anos estão espelhadas as preocupações e o alívio do mundo inteiro, que seguiu apaixonadamente o drama dos 33 mineiros no chile. primeiro, a angústia da incerteza de que tudo iria correr bem; depois, a alegria incontida manifestada na corrida para os braços do pai, com o maior sorriso do mundo. intenso, sem dúvida.

castaways - shearwater



By shadowing
all the darkened fields
of forgotten words
and civilian lives

Through violence
through the changing guards
through the grinding away
and the furious marching

By gathering
the holy light
and weathering
a cast away life

and the rising fear...

The hollowness
of the flags and gods
that are raised in the air
in the wake of their raging...

Your skinny arms
hold a lantern up
on the brightest array
of the stars in their moorings

and summoning
the holy light
on their citadels
the blackening sky

The collapsing sun
the burning wall
that approaches our eyes...

you live again
in the shuddering light
of these images
this valediction:

you are running from a rising tide
you are castaways

"the golden archipelago", o novo disco dos shearwater, permanece nas minhas escolhas diárias. "castaways" é um forte exemplo das muitas virtudes desta banda.

sábado, outubro 09, 2010

o ano dos grandes discos



"laredo", tema dos band of horses, tocado ao vivo no talk show de david letterman, pertence ao disco "infinite arms", o terceiro trabalho discográfico da banda. o ano de 2010 continua a surpreender em termos de qualidade musical, com excelentes discos como "high violet", dos the national, "queen of denmark", de john grant, "the golden archipelago", dos shearwater, "the courage of others", dos midlake, "admiral fell promises", dos sun kil moon, "interpol", dos interpol, e "penny sparkle", dos blonde redhead. e ainda falta "swanlights", de antony and the johnsons, que vai ser lançado a 12 de outubro.

sexta-feira, outubro 01, 2010

spain - blonde redhead




My notebook says
I can't take it anymore
The dancer says
He's the one to share my bed

I only know
When I look at you
Aren't many men I feel I love
I don't mean to flatter you

My sister says
No more calling you
It's out of my hand
No more missing you

I only know
When I look at you
Aren't many men I feel I love
I don't mean to flatter you

I don't care for making more
I just want the glazing eyes
I want us to share the wine
Let us share our blood and hearts
Let us share our blood and hearts

I stole your golden key
Tiptoed around and closed the door
I only want the love
Could give me back my modesty

I only know
When I look at you
There isn't much I feel I need
I don't mean to flatter you

I don't care for having more
I just want the glazing eyes
I want us to share the wine
Let us share our blood and hearts
I just want the glazing eyes
Let us share our blood and hearts
Let us share our blood and hearts

desculpem-me, mas não consigo tirar esta música da cabeça. tinha que a partilhar com vocês. "penny sparkle" não é daqueles discos que "entra" à primeira, mas garanto-vos que, quando isso acontece, é muito gratificante. é um disco para o resto da vida, com tudo que já tem "agrafado" em termos de conjuntura. sinceramente, acho que os blonde redhead são incapazes de fazer uma música má. a prova são os últimos quatro discos da banda, "melody of certain damaged lemons", "misery is a butterfly", "23" e este "penny sparkle". a voz de anjo redentor de kazu makino consegue apaziguar a mais turbulenta das almas. "spain" é a última música do disco e, não sei se já referi isto, não me sai da cabeça... também é gratificante verificar que em 2007, aquando da saída de "23", estava igualmente entusiasmado com a qualidade e o virtuosismo dos blonde redhead. três anos depois, continuo a pensar exactamente o mesmo...

em repeat


ainda na fase de enamoramento...

domingo, setembro 26, 2010

sporting - nacional - segunda parte

pronto, o sporting está a dez pontos do fc porto. um mês depois do seu início, a liga acabou para o sporting. parabéns a paulo sérgio, costinha e josé eduardo bettencourt, parabéns pela excelente planificação do plantel, pelo excesso de stock no meio campo e gritante falta de opções atacantes. o treinador queria avançados, mesmo quando ainda tinha cinco no plantel (liedson, postiga, saleiro, yannick e pongolle). por incrível que pareça, o sporting deixou sair pongolle e, pasme-se, não foi buscar ninguém, nem sequer para substituir o francês, que foi, relembre-se, a contratação mais cara de sempre do clube. em termos de direcção desportiva, de planeamento da época, isto é de bradar aos céus. desta forma, não espanta que, à 6ª jornada, o sporting apenas tenha apontado cinco golos (e dois de penalty...).
três jornadas sem conhecer a vitória, onde apenas conquistou dois dos nove pontos possíveis, mais sete pontos perdidos para o líder fc porto. pior: o calendário, tirando o jogo frente ao benfica, era bastante acessível (paços de ferreira e naval fora e olhanense, marítimo e nacional em alvalade). ao fim de seis jornadas, o sporting alcançou 8 pontos e perdeu 10. o sporting está em 7º lugar, com os mesmos pontos do união de leiria, com 5 golos marcados e outros tantos sofridos, atrás de clubes como o olhanense e académica (que tem uns espantosos 12 golos marcados na liga). vergonhoso? sim, acho que é a palavra certa. hoje, em vantagem no marcador, nem a vitória conseguiram segurar. o nacional foi uma vez à baliza e... marcou. tão simples quanto isso. eficácia e pragmatismo, tudo aquilo que o sporting não tem. quando regressar pedro mendes, um dos poucos jogadores de qualidade deste plantel, já o sporting estragou completamente o seu campeonato. se no ano passado não conseguiu melhor que o 4º lugar, este ano, com a académica e o vitória de guimarães em tão boa forma, para além de fc porto, sp. braga e benfica, não sei em que lugar ficará. as perspectivas não são, de forma alguma, risonhas.
quanto a paulo sérgio... que dizer? nas primeiras partes, povoa em demasia o meio campo, descurando o ataque; nas segundas partes, não havendo golos, faz exactamente o contrário. é um treinador banal, previsível e, acima de tudo, com muito medo de apostar. o exemplo mais gritante do que acabo de dizer foi o que se passou em lille, a 3 dias do jogo contra o benfica. paulo sérgio apostou numa equipa "b", colocando de início jogadores como tiago, abel, polga, torsiglieri, zapater e salomão, e o sporting venceu o jogo, jogou bem e conquistou três importantes pontos. e o que disse paulo sérgio na conferência de imprensa antes do jogo de frança? disse que quem não correspondesse nesse jogo não poderia pensar sequer em jogar contra o benfica. pois, viu-se. abel correspondeu, assim como zapater, torsiglieri, salomão, vukcevic e até tiago. e algum deles jogou de início frente ao benfica? nem um... depois de algum entusiasmo com a vitória frente ao lille, os adeptos do sporting, nos quais infelizmente me incluo, assistiram depois a uma constrangedora exibição na luz, em que poderíamos perfeitamente ter sido goleados. a equipa não defendeu, não atacou, não fez ligação nenhuma entre os sectores e pareceu, durante os 90 minutos, totalmente perdida no terreno. hoje, frente ao nacional, tal como já tinha acontecido com o marítimo, o paços de ferreira e o olhanense, o sporting, com a iniciativa de jogo, forçado a vencer, voltou a demonstrar exactamente as mesmas lacunas na procura da baliza do adversário. o meio campo não sobe para apoiar o ataque, maniche não aparece na área, não há homens altos para o jogo aéreo, não há desequilibradores para se chegar à linha do fundo e centrar para a área e, com o decorrer do jogo e a ausência de golos, a equipa enerva-se e não consegue encontrar soluções para além de colocar a bola nos pés de joão pereira e esperar que ele tire algum "coelho da cartola". do banco, os jogadores também sabem que não vem nada de jeito. geralmente, com a falta de golos, entram postiga e saleiro, a dupla mais inofensiva da história do clube. quando os vejo entrar sou imediatamente assaltado por uma fulminante sensação de resignação, tal como fiquei hoje quando vi o nacional marcar um golo na única vez que foi à baliza de rui patrício, outra das "vacas sagradas" do sporting. não há coragem para lançar outros jogadores, quando já toda a gente viu que com estes o clube não vai a lado nenhum. durante anos não tivemos laterais. agora que os há, falta o resto. carriço parece-me seguro e de confiança, mas nuno andré coelho comete, por vezes, erros de principiante (como no segundo golo de cardozo na luz) que me levam a pensar em tonel (que até marcou pelo dinamo de zagreb este fim de semana). tales foi tão elogiado pelo presidente do clube, mas, num mês, não jogou nem um minuto. torsiglieri jogou bem em frança mas depois não houve seguimento. zapater, por incrível que pareça, está atrás de andré santos e maniche nas preferências de paulo sérgio. salomão já merecia muitos mais minutos de jogo, em contrapartida com os minutos a mais que yannick já teve. valdéz, vukcevic e matias fernandez fazem parte do lote da meia dúzia de jogadores de qualidade que o sporting tem, mas nenhum deles é titular indiscutível. vemos o fc porto, o benfica e o sp. braga e sabemos perfeitamente quais são os titulares indiscutíveis e até o onze base de cada uma das equipas. olha-se para o sporting, para os sistemas tácticos utilizados e os jogadores que fazem parte do plantel, e chegamos facilmente à conclusão de que nenhum deles tem sido frutífero. então, se não há resultados, para quê insistir, jogo após jogo, nos mesmos sistemas? e eu que pensava que não havia treinador mais obtuso que paulo bento!...
em jeito de conclusão, não acredito que paulo sérgio chegue a dezembro como treinador do sporting, tal como não acredito que josé eduardo bettencourt e costinha (nunca pensei também vir a ter saudades de pedro barbosa...) fiquem muito tempo nos cargos que actualmente ocupam na estrutura leonina. este será, por muito que nos custe, a nós, sportinguistas, mais um ano para esquecer. olhem, se for possível, para o mercado interno, vejam jogadores como toscano, luiz alberto, paulo césar, sougou, carlão, etc., e vão buscar wilson eduardo ao beira mar, que bem precisamos dele para o ataque.
vai ser um suplício até à reabertura do mercado...

sporting - nacional - primeira parte

brondby (c), paços de ferreira (f), olhanense (c), benfica (f), nacional (c), aos 45 minutos - total de golos marcados pelo sporting - zero. aliás, em alvalade, o sporting ainda só marcou um golo, e de penalty, por matias fernandez, frente ao marítimo. em cinco jogos, a equipa de paulo sérgio tem 4 golos apontados, sendo que três foram num jogo apenas (naval). à sexta jornada, corre o risco de ficar a 10 pontos do fc porto (ou a 11, se perder). portanto, se no ano passado o sporting "morreu" em outubro, este ano paulo sérgio bateu esse miserável desiderato de paulo bento. uma equipa que parte para uma época, em que vai lutar em quatro frentes, com um quarteto ofensivo composto por liedson, postiga, saleiro e yannick, dispensando pongolle sem que venha alguém para o seu lugar, está efectivamente a colocar o pescoço ao jeito do carrasco. contratam-se jogadores para... fazer número, basicamente (torsiglieri, hildebrand, tales). a questão de izmailov já cheira mal, ou sai, ou fica, ou é operado, ou está em condições de jogar. maniche não acrescenta nada de novo ao meio campo leonino e, no entanto, joga sempre os 90 minutos, mesmo quando é mais do que evidente que já nem se consegue arrastar no relvado (como com o benfica). entretanto, zapater, que me parece ser, de longe, muito melhor, continua no "banco" e só joga quando maniche não o pode fazer. matias fernandez ora é aposta clara do treinador, ora fica no banco, assim como valdéz. diogo salomão e vukcevic são claramente os dois únicos jogadores do sporting que conseguem criar desequilíbrios e nem sempre jogam (não se percebe como é que salomão só se está a estrear, à 6ª jornada, no campeonato). não há fio de jogo, rotinas, transições defesa/ataque. enfim, continua a ser tudo muito mau neste sporting. aliás, tirando as duas vitórias fora na liga europa (brondby e lille), este sporting roça mesmo o medíocre. entretanto, já lá vão 60 minutos do jogo frente ao nacional e o resultado ainda está em branco. ao intervalo (e eu nem queria acreditar nisto, mas é mesmo verdade), paulo sérgio teve a brilhante ideia de tirar o único avançado de qualidade do plantel, liedson. logo agora que, finalmente, tinha decidido introduzir um jogador com todas as condições para assistir o "levezinho", salomão. é o que temos... em fevereiro podia ter vindo andré villas boas, mas o sporting de carvalhal venceu o everton e o fc porto e ficou tudo na mesma. no final da época, veio... paulo sérgio, esse grande vulto do futebol mundial. é caso para dizer "só têm o que merecem"...

quinta-feira, setembro 16, 2010

as palavras, essas chatas...

tenho tempo agora. talvez aproveite para escrever alguma coisa. sinto saudades de escrever, aquele escrever entusiasmado, em que uma palavra puxa outra e essa uma outra, encaixando tudo no final. escrever ao mesmo ritmo do pensamento, da formulação das ideias, do desenvolvimento de um tema.
neil hannon, líder dos divine comedy, disse em tempos que os seus melhores trabalhos foram compostos quando vivia grandes desgostos amorosos. nunca me esqueci dessa sua frase, porque imagino que, se fosse escritor de canções, seria exactamente assim. o problema é que quando tinha desgostos amorosos... não havia internet ainda. limitava-me a escrever o nome da pessoa amada nos meus cadernos e livros escolares, a fazer aqueles corações com uma seta a atravessá-los, a escrever cartas que depois, por timidez, nunca eram entregues...
com a internet, é tudo muito mais simples. hoje consegue-se encontrar toda a gente, seja no facebook, no hi5, no netlog, no my space, sem sair do conforto do lar. depois de encontrar a pessoa pretendida, é só teclar... e nem é preciso saber escrever. agora, pelos vistos, faz-se tudo com parêntesis, pontos e vírgula e dois pontos a imitar expressões faciais. aventuras como a que eu tive, aos 13/14 anos, de andar cerca de 10 quilómetros de bicicleta para tentar encontrar uma rapariga, de quem só conhecia o nome e a aldeia onde morava, tornaram-se obsoletas. tal como escrever cartas, conquistar alguém pelo poder das palavras, qual cyrano de bergerac, mostrar determinação e empenho na conquista da pessoa amada.
as palavras têm cada vez menos significado, perdendo impacto e valor. aliás, as palavras têm sido sistematicamente amputadas ao longo dos anos, seja na internet, nos telemóveis ou até mesmo no nosso dia-a-dia. se a palavra é competitividade, por exemplo, as pessoas dizem "competividade", para ser mais rápido; se uma pessoa quer saber se a outra está bem, não pergunta "estás bem?", diz somente "tá-se?". depois há os "tb", os "pq", os "qq", etc..
em suma, escrever é uma valente maçada para a maior parte das pessoas, especialmente escrever correctamente. manter um "diálogo" virtual na internet com alguém, depois de conseguir facilmente o seu mail ou a página de facebook, é agora uma tarefa ao alcance de qualquer um, mesmo que não tenha a mínima noção da língua portuguesa, escrita ou falada. bastam uns quantos "lol", umas carinhas com pontos e vírgula e parêntesis e está o assunto tratado. ainda me lembro, posso não ter grandes qualidades mas reconheço que tenho uma boa memória, de a minha primeira namorada me ter apontado um erro ortográfico na primeira carta que lhe escrevi (sim, foi apenas um!...), quando tinha 14 anos. escrevi "ei-de" em vez de "hei-de". duvido que hoje exista essa preocupação de corrigir, de alertar alguém para um erro ortográfico ou verbal. quantos "ouvistes", "fizestes", "quaisqueres" ou "há-dem" uma pessoa ouve por dia? dezenas? centenas? até fere os ouvidos.
este cenário, infelizmente, com a profusão de telemóveis, a utilização em massa da internet, as redes sociais, messenger, etc., tem clara tendência para piorar. o lema universal parece ser "abreviar, facilitar e despachar". nos dias de hoje, aquele rapaz da bicicleta e das cartas de amor não teria a mínima hipótese...

sábado, setembro 11, 2010

rulers, ruling all things - midlake



I have been cruel and kind without knowing
I fell in the silence overwhelmed by these days
For I have been shown dear rulers, ruling all things
Thinking the world was mine to lay hold on
I breathe in the promise of maiden and man
But each have their on illusions to hold onto

I only want to be left to my own ways
The rulers of one leaving all things undone
I stood in the awe of the whole creations
Gathered among them was the morning
Giving all its rays

Thinking the world was mine to be lost in
I ran with freedom and sank in between
For I have the path of wonder
There before me

I only want to be left to my own ways
The rulers of one leaving all things undone
I stood in the awe of the whole creation
Gathered among them was the morning
Giving all its rays

they died for beauty - ilya



Farewell my lovely
You sleep so cold
And how I'll love you forever.
My darling, I suppose

We had everything
And still wanted more
We told the stars down from the sky
Sometime back in '64
Now I remember the memory
Forever tonight.

Let these words be my testament
To each day that went wrong
Without you dear, I am nothing
And there's nowhere I belong.

We had everything
And still wanted more
We told the stars down from the sky
Sometime back in '64
Now I remember the memory
Forever tonight
Forever , forever tonight.

segunda-feira, setembro 06, 2010

fake plastic trees - radiohead



Her green plastic watering can
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself
It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out

She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins
And it wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears...

She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run
And it wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out

If I could be who you wanted
If I could be who you wanted
All the time, all the time

quinta-feira, setembro 02, 2010

ver e memorizar

é impressão minha ou de cada vez que há uma calamidade natural (chuvas, incêndios, etc) aparece sempre alguém na televisão a dizer que "nunca viu nada assim na vida"? ou a memória dos portugueses anda pelas ruas da amargura ou então é mesmo a premente necessidade de exagerar os factos no sentido de os tornar mais importantes (provavelmente à espera do subsidiozito do governo...) aos olhos do resto do país. "em 80 anos de vida, nunca vi um incêndio assim"; "eu nunca vi chover assim", etc.. daqui a um ano, com mais cheias, chuvadas e incêndios, se forem entrevistar as mesmas pessoas, elas dirão exactamente o mesmo.
entretanto, os comprimidos para a memória vão-se enchendo de pó nas farmácias...

"jasus" cristo

no domingo, dia 29 de agosto, fui com o meu filho, tal como no ano passado, assistir ao downhill urbano de viseu. trata-se de uma modalidade em que, basicamente, um tipo em cima de uma bicicleta tenta desesperadamente não cair ao descer escadas, subir rampas e fazer saltos vertiginosos no meio de ruas estreitas e sinuosas, quelhos e escadarias. o vencedor é aquele que completa o circuito urbano dentro do menor tempo possível.
apaixonado por todas as modalidades que envolvam bicicletas, o meu filho ficava, por vezes, pasmado com os saltos que os concorrentes executavam, abrindo a boca de espanto, num misto de admiração e, ao mesmo tempo, receio de que os concorrentes se espalhassem ao comprido pelas escadas abaixo. reparei, igualmente, como não poderia deixar de ser, no comportamento do restante público, nomeadamente numa palavra (se é que se pode chamar assim...) que me fartei de ouvir ao longo do percurso. "jasus"! sim, isso mesmo, "jasus". que quererá isto dizer? "jesus", pelos vistos, era soft demais e não sublinhava devidamente o grau de espanto e admiração que passava pelo cérebro destas pessoas. "jasus" é mais assertivo e incisivo, sobretudo se se prolongar o "a", ficando algo como isto: "jaaaaaaasus!!!!". é assim, pelos vistos, que se vivem estas coisas. para o ano, já vou preparado...

segunda-feira, agosto 30, 2010

quando for grande...


quando for grande quero ser... ainda não sei. continuo à espera de alguma conclusão. enquanto tal não acontece, vou evitando que choquem comigo, que metam conversa ou que reparem que eu estou na mesma sala, na mesma rua, na mesma cidade ou no mesmo país. sou um produto inacabado, incompleto e com um enorme vácuo, que alguém se esqueceu de preencher com as instruções de manuseamento. longe de mim a veleidade de imaginar que são todas as outras pessoas que estão a ir em contramão e que só eu sigo correctamente na auto-estrada da vida. (esta da "auto-estrada da vida" até parece profunda à primeira vista, ou mesmo à vista desarmada, mas olhem que não, se calhar até já o toy ou o emanuel a usaram numa música qualquer). desta forma, resigno-me a viver cada dia como se fosse o primeiro dia de aulas numa escola nova, com o desconforto inerente a um ambiente desconhecido, mas com pessoas com quem terei, forçosamente, de conviver. apesar de tudo, uma consolação de resta: eu sei, antecipadamente, que vou falhar estrondosamente essa missão. dessa maneira, a desilusão, no final do dia, não é tão grande.

quinta-feira, agosto 26, 2010

"here sometimes" - blonde redhead



o primeiro single do muito aguardado novo disco dos blonde redhead, "penny sparkle", com lançamento previsto para o próximo mês.

terça-feira, agosto 24, 2010

sinais

por vezes, uma série de acontecimentos, vulgo conjuntura, levam-nos a acreditar que a própria vida se encarregou de nos enviar sinais, no sentido de tomarmos aquela decisão que nos anda a bailar na cabeça há algum tempo. ultimamente eles têm surgido em largo número, desembocando num tão evidente quanto o botox na cara da manuela moura guedes. a decisão será, agora, mais fácil de tomar, na medida em que tenho a sensação de que até o fundo do poço já ultrapassei. a sensação que tenho é que será impossível encontrar pior e que tudo o que surja, seja quando e onde for, ganhará sempre em comparação. realmente, a vida é muito curta para esbanjarmos o nosso precioso tempo com pessoas que evitaríamos a todo o custo noutras circunstâncias.
esta é, definitivamente, a altura certa para fazer "delete" e passar uma enorme esponja sobre estes últimos anos. afinal de contas, como que por magia, o destino encarregou-se de apagar tudo o que foi construído na minha passagem. quem poderia resgatar tudo isso... decidiu não o fazer, naquele que constituiu um grande empurrão para um novo desafio, com outros objectivos, outras metas, outra realização e, sobretudo, outras pessoas. as máquinas avariam, mas podem ser, havendo vontade para isso, reparadas; as pessoas, essas, nunca hão-de mudar.

sexta-feira, agosto 20, 2010

i believe in you - talk talk



Hear it in my spirit
I've seen heroin for myself
On the street so young laying wasted
Enough ain't it enough
Crippled world
I just can't bring myself to see it starting
Tell me how I fear it
I buy prejudice for my health
Is it worth so much when you taste it
Enough there ain't enough hidden hurt
A time to sell yourself
A time for passing

Spirit

How long

terça-feira, agosto 17, 2010

tomorrow started - talk talk



Don't look back until you've tried
A line so openly a lie
'Outside of you, it's just tomorrow starting'

I've said I'm wrong when I've been right
I've seen times when I've been sure but still I find
I'm just the first that you take
Are there reasons everybody pays
They never seem to be any use

It's just tomorrow starting

Don't look back until you've tried
With time you'll endlessly arrive
Outside of use
With just tomorrow starting

See my eyes tell me I'm not lying
I'm just the first that you take
Are there reasons everybody pays
They never seem to be any use

It's just tomorrow started

segunda-feira, agosto 16, 2010

it's getting late in the evening - talk talk




Everybody's laughing

Crimson sky
Set the sails our hearts are open
Don't cry
I believe release is in your smile

The tide shall turn to shelter us from storm
The seas of charity shall overflow
And bathe us all

Walk on by
Make believe our exile's chosen
Untied
I can see our freedom's in your mind

The tide shall turn to shelter us from storm
The seas of charity shall overflow
And bathe us all

domingo, agosto 15, 2010

férias



praia das rocas - castanheira de pêra

quarta-feira, agosto 11, 2010

from a late night train - blue nile



From a late night train
Reflected in the water
When all the rainy pavement
Lead to you
It's over now
I know it's over
But I can't let go

The cigarettes, the magazines
All stacked up in the rain
There doesn't seem to be a funny side
It's over now
I know it's over
But I can't let go

From a late night train
The little towns go rolling by
And people in the station
Going home
It's over now
I know it's over
But I love you so

sábado, julho 31, 2010

toy story 3


um verdadeiro deleite cinematográfico, em 3D, para ver em família. gostei de "toy story" (1995), adorei o "toy story 2" (1999) e, dessa forma, tornava-se imprescindível ver a terceira parte desta trilogia, onze anos depois do segundo filme. acho que já toda a gente conhece o argumento: o dono dos brinquedos, andy, vai para a faculdade e woody, buzz, jessie, rex, o casal batata e os restantes amigos temem pelo seu futuro. depois de muitas aventuras, sempre com muito humor (como a hilariante versão espanhola do buzz lightyear e a dúbia relação amorosa entre ken e barbie), o filme desemboca na inevitável cena de despedida. aqui, desafio até os corações mais empedernidos a tentarem não chorar.
"toy story 3" é um daqueles filmes que apetece ver vezes sem conta. espero que esteja, na próxima edição dos óscares, entre os candidatos a melhor filme.

terça-feira, julho 27, 2010

sábado, julho 17, 2010

sábado à noite

sábado à noite. lá fora o mundo fervilha, cheio de pessoas com vontade de se divertir, precisando, para tal, de outras pessoas com o mesmo propósito. há como que uma espécie de acordo tácito entre companheiros da noite, como se se esforçassem ao máximo para se encaixarem em variados ambientes nocturnos, numa descontracção directamente proporcional à quantidade de bebidas alcoólicas ingeridas. é um jogo, um ritual socialmente obrigatório que se divide em três categorias dominantes: os "lobos solitários", que se embrenham na noite à espera que lhes aconteça algo; os "groupies", aqueles que pertencem a um grupo consolidado há anos e que vagueiam pela noite perfeitamente "amparados" uns pelos outros; e os chamados "inadequados", aqueles que saem esporadicamente e, por norma, se sentem completamente deslocados, pouco seguros de si, ao contrário de um "lobo solitário", e sem o conforto de ser um "groupie", uma parte integrante de algo que foi construído ao longo dos tempos.
geralmente, estes "inadequados", claramente sem "bagagem" espiritual e social para se arvorarem em "lobos solitários", saem em ceias de natal, jantares de empresa, aniversários ou, menos frequente, "atrelados" a um grupo, por intermédio de alguém. raramente se sentem confortáveis em situações do género, olhando diversas vezes para o relógio, nunca sentindo os minutos a passar, pensando em todos os programas de televisão, incluindo jogos de futebol, que estão a perder, tentando fazer sentido numa qualquer conversa de circunstância com alguém, elogiando ou comentando a qualidade, ou a falta dela, da comida, olhando mais uma dezena de vezes para o relógio, até, finalmente, chegar o café.
é chegada então a altura das decisões, normalmente tomadas à porta do restaurante. "para onde vamos agora?", pergunta o núcleo duro dominante e com mais peso social. o "inadequado" vê claramente aqui a oportunidade que estava à espera. "eu amanhã tenho que me levantar cedo, por isso acho que vou andando". já os aspirantes a "groupies", à espera de uma oportunidade há algum tempo de se encostarem ao tal núcleo duro, aproveitam para, numa espécie de "casting", mostrar todas as suas potencialidades, sejam elas humorísticas, sócio-culturais ou simplesmente a baixa resistência ao álcool. há ainda quase sempre alguém "independente", que quer continuar na noite mas não quer acompanhar os outros, por não concordar com o local escolhido ou por simplesmente preferir caminhar sozinho, qual "lobo solitário". portanto, no mesmo jantar/evento/ceia/aniversário, temos os três grupos dominantes presentes.
sábado à noite. lá fora o mundo fervilha. eu estou em casa a escrever este texto, ao som delicioso do novo disco dos sun kil moon. até o gato já adormeceu com a voz melodiosa e enleante de mark kozelek. vejam lá se adivinham em qual das três categorias me incluo...

sexta-feira, julho 16, 2010

novo disco dos sun kil moon


chama-se "admiral fell promises" e foi lançado no dia 13 de julho. é o quarto disco dos sun kil moon, banda de mark kozelek (ex-red house painters), depois de "ghosts of the great highway" (2003), "tiny cities" (2005) e "april" (2008).
é este o alinhamento:

1. alesund
2. half moon bay
3. sam wong hotel
4. third and seneca
5. you are my sun
6. admiral fell promises
7. the leaning tree
8. australian winter
9. church of the pines
10. bay of skulls

quem estiver interessado pode ouvir o disco na página oficial da banda no my space. a julgar pela qualidade dos discos anteriores, este é um daqueles imperdíveis...

defeito de fabrico

num primeiro contacto, gosto de sentir na outra pessoa a mesma insegurança, timidez e introversão que eu. ter algo em comum com alguém é sempre um bom ponto de partida. tenho muito mais dificuldade em lidar com pessoas muito seguras de si, daquelas que não se riem delas mesmas e se levam demasiado a sério. à medida que vamos envelhecendo, o que ganhamos em experiência e maturidade, perdemos em tolerância... neste aspecto, acho que tenho a tolerância de uma pessoa de 85 anos.

máquina do tempo



"it's over" - level 42

máquina do tempo



"stay on these roads" - a-ha

na máquina do tempo



"i've been in love before" - cutting crew

quinta-feira, julho 15, 2010

modernices

o mundo divide-se entre as pessoas que escrevem "lol" e as que optam por "eh eh eh". custa um pouco a imaginar que com um "lol" as pessoas estejam realmente a rir-se num tom tão ou mais estridente que um manuel serrão.
os ":)" e os ":(" também me irritam um pouco. já estou a imaginar a poesia do futuro e a economia de palavras dos poetas dilacerados por um desgosto de amor: ":( X( ...(".
profundo...

quarta-feira, julho 14, 2010

mundial 2010: o meu "onze"

melhor "onze":
casillas (espanha);
lahm (alemanha), puyol (espanha), juan (brasil), salcido (méxico);
schweinsteiger (alemanha);
xavi (espanha), sneijder (holanda), robben (holanda);
david villa (espanha), fórlan (uruguai).

"onze" alternativo:
júlio césar (brasil);
maicon (brasil); ricardo carvalho (portugal), lúcio (brasil), ashley cole (inglaterra);
mascherano (argentina);
mueller (alemanha), oezil (alemanha), iniesta (espanha);
messi (argentina), honda (japão).

melhor golo:
van bronckhorst (na meia-final frente ao uruguai).

terça-feira, julho 13, 2010

mudanças

"mera mudança não é crescimento. crescimento é a síntese de mudança e continuidade, e onde não há continuidade não há crescimento" - c.s. lewis
foi mais ou menos por isto que eu decidi, novamente, mudar o visual deste estaminé.
aproveito a oportunidade para voltar a citar o autor e escritor irlandês:
"existem coisas melhores adiante do que qualquer outra que deixamos para trás".
portanto, agarrem-se bem, porque a partir de agora este blogue vai efectivamente levantar voo.
ou será melhor colocar uma declaração minha no facebook a revelar que já sou pai?

p.s. - agora a sério. mudei o visual do blogue porque já tinha recebido centenas de mails (ou um, sei lá, quem é que está a contar?) de visitantes a queixarem-se da lentidão inerente ao template anterior, que era muito "pesado". o novo aspecto do blogue, mais veranil, mais fresquinho, mais jovem, mais fábio coentrão, já obteve a concordância geral das quatro centenas de cibernautas (ou três, não sei, mais uma vez, é irrelevante a contabilidade) que o visitam regularmente. agora é mais fácil e mais rápido visitar as nuvens. e, como promoção desta primeira semana do novo visual do blogue, quem ficar mais de trinta minutos a visitá-lo recebe, no conforto do seu lar, um delicioso queque de laranja da dan cake e um capri-sonne de maçã.

segunda-feira, julho 12, 2010

a vulnerabilidade do homem



um homem apaixonado é capaz de tudo: subir a mais alta montanha, derrubar o mais feroz dos inimigos, vencer um mundial de futebol. iker casillas foi sempre o espelho da tranquilidade espanhola, o rosto confiante de um capitão que tem por missão liderar a sua equipa em campo, foi sempre sóbrio, competente, concentrado e (quase) intransponível. que o diga robben, que esteve por duas vezes isolado à sua frente e não o conseguiu desfeitear. por tudo isto, casillas bem mereceu, para além de levantar o troféu, como capitão da selecção espanhola, o prémio de melhor guarda-redes da prova. no final do jogo, a descompressão, aliada a uma felicidade imensa e a uma sensação de missão cumprida, permitiu que o guarda-redes deixasse falar o seu coração, demonstrando toda a sua vulnerabilidade, essa característica que nunca lhe tínhamos visto dentro das quatro linhas. o seu beijo à bela apresentadora/jornalista sara carbonero, sua namorada, em directo, foi espontâneo, romântico e audacioso. aposto que os restantes 22 jogadores da selecção espanhola, no final do jogo, também gostariam de ter ali, no estádio, as suas mulheres ou namoradas, para partilharem com elas a alegria imensa que lhes ia na alma. casillas teve essa sorte, a de cumprir um sonho de todas as crianças que ficam a jogar à bola até a noite cair, ignorando os constantes apelos dos pais para virem jantar. venceu a maior competição futebolística mundial, levantou o troféu, foi considerado o melhor guarda-redes da prova e, no final, tinha a namorada mesmo ali ao lado. quem o pode censurar?