sexta-feira, junho 25, 2010
"afraid of everyone" - the national
Venom radio and venom television
I'm afraid of everyone, I'm afraid of everyone
They're the young blue bodies
With the old red bodies
I'm afraid of everyone, I'm afraid of everyone
With my kid on my shoulders I try
Not to hurt anybody I like
But I don't have the drugs to sort
I don't have the drugs to sort it out
Sort it out
I'll defend my family with my orange umbrella
I'm afraid of everyone, I'm afraid of everyone
With my shining blue star
Find More lyrics at www.sweetslyrics.com
Spangling tennis shoes on
I'm afraid of everyone, I'm afraid of everyone
With my kid on my shoulders I try
Not to hurt anybody I like
But I don't have the drugs to sort
I don't have the drugs to sort it out
Sort it out
I don't have the drugs to sort it out
Sort it out
Your voice is swallowing my soul, soul, soul
"conversation 16" - the national
I think the kids are in trouble
Do not know what all the troubles are for
Give them ice for their fevers
You're the only thing I ever want anymore
We live on coffee and flowers
Try not to wonder what the weather will be
I figured out what we're missing
I tell you miserable things after you are asleep
Now we'll leave the silver city 'cause all the silver girls
Gave us black dreams
Leave the silver city 'cause all the silver girls
Everything means everything
It's a Hollywood summer
You'll never believe the shitty thoughts I think
Meet our friends out for dinner
When I said what I said I didn't mean anything
We belong in a movie
Try to hold it together 'til our friends are gone
We should swim in a fountain
Do not want to disappoint anyone
Now we'll leave the silver city 'cause all the silver girls
Gave us black dreams
Leave the silver city to all the silver girls
Everything means everything
I was afraid I'd eat your brains
I was afraid I'd eat your brains
'Cause I'm evil
'Cause I'm evil
I'm a confident liar
Have my head in the oven so you know where I'll be
I'll try to be more romantic
I want to believe in everything you believe
I was less than amazing
Do not know what all the troubles are for
Fall asleep in your branches
You're the only thing I ever want anymore
Now we'll leave the silver city 'cause all the silver girls
Gave us black dreams
Leave the silver city to all the silver girls
Everything means everything
I was afraid I'd eat your brains
I was afraid I'd eat your brains
'Cause I'm evil
'Cause I'm evil
'Cause I'm evil
segunda-feira, junho 21, 2010
a frase mágica
"sim, já fizeste a digestão, podes ir para a água".
basta isto.
domingo, junho 20, 2010
totalmente viciado nisto...

especialmente nos jogos de golfe, basebol e bowling. no caso do golfe foi uma completa surpresa, nunca admirei particularmente a modalidade, mas hoje parecia o tiger woods, embora mais esbranquiçado e com muito menos casos extra-conjugais. o basebol também acabou por ser surpreendente, embora sempre tivesse uma certa curiosidade em bater a bola com o taco. pelo menos nos filmes, quando estão quase a acabar e quando a cena é vista em câmara lenta, os actores acertam sempre. neste caso, mesmo em velocidade normal, devo dizer que fazer um home run é realmente fantástico. ah, e começo a perceber (FINALMENTE!) as regras do jogo. anos e anos a ver filmes americanos, muitos deles com o basebol como pano de fundo, e nunca entendi uma avelã do jogo, só sabia que eles tinham mesmo que acertar na bola com o taco e depois desatarem a correr. quanto ao bowling, é o único dos três que já experimentei na realidade. tanto na wii como nas verdadeiras pistas, é viciante. ainda não joguei a maior parte dos jogos (há alguns com que não engracei, como o ping pong, que adoro jogar a sério, mas que na wii está muito fraquinho), mas, por mim, ficaria já contente com estes três.
por causa da wii releguei hoje os jogos do mundial para segundo plano. mas também quem é que aguenta ficar 90 minutos à frente de um televisor cujo som mais parece o de um enxame? é como misturar um jogo de futebol com um documentário do national geographic sobre as abelhas. não há pachorra. para mais, o mundial tem tido muito pouco interesse. a primeira fase é sempre muito chata, prefiro os jogos a eliminar.
sábado, junho 19, 2010
à espera de um novo rumo

um dia hei-de ter coragem. um dia hei-de ter forças para deixar tudo para trás e encontrar, finalmente, o meu rumo. fique o que ficar para trás. quando alguma coisa tarda em fazer sentido, a encontrar um enquadramento plausível dentro de um cenário racional, lógico e real, será melhor despedirmo-nos e enfrentar de vez o nosso mar de interrogações. a vida é feita de despedidas, de desatar de nós que ajudamos a atar, umas vezes conscientemente, outras de uma forma inconsciente. alguns desses nós tentamos manter e até fazemos tudo para que eles não se desfaçam; mas outros há que, por muito que tentemos, sabemos que se vão desfazer. já tolstoi dizia que "o lugar que ocupamos é menos importante do que aquele para o qual nos dirigimos". apesar de não saber ainda qual o meu destino, sei que o meu barco está mais do que preparado para partir. apenas falta desatar dois ou três nós...
sexta-feira, junho 18, 2010
parks and recreation

gosto!
pode ver-se, todas as sextas-feiras, no canal sony entertainment television, às 21h30.
aliás, as noites de sexta-feira neste canal são um verdadeiro luxo para quem gosta de sitcoms, como eu. às 20h30, "in case of emergency", com jonathan silverman, greg germann, david arquette, kelly hu e lori loughlin; às 21h00, "everybody loves raymond", com ray romano; às 21h30, este "parks and recreation", com amy poehler, rashida jones, aziz ansari e nick offerman; segue-se, às 21h55, "cougar town", com courteney cox, christa miller e busy philipps; antes do "prato forte" da noite, "community", de que já falei várias vezes neste blogue, novo episódio de "everybody loves raymond". é de ficar de barriga cheia...
blonde redhead

esta magnífica banda vai lançar ainda este ano um novo disco. para já, podem fazer o download da música "here sometimes" no site oficial dos blonde redhead. a amostra promete um disco tão inspirado e inesquecível como "23".
o que se ouve por cá...

"high violet" - the national
depois de ouvir o disco durante uma semana, chego à conclusão, apesar da minha desconfiança inicial, porque é muito raro uma banda fazer dois discos consecutivos muito bons, de que os the national não enganam. quanto mais ouço, mais gosto e, actualmente, estou naquela fase de encantamento absoluto. se "boxer" era muito bom, este "high violet" não lhe fica atrás.
os restos do sporting...
obviamente que jogadores assim, deste calibre, nunca seriam titulares no sporting do ano passado...
quinta-feira, junho 17, 2010
rotinas
get in the picture

de cada vez que o calor "aperta" aumenta a ansiedade. a chuva de verão, aquela chuva que desmaia no alcatrão quente e destila um odor fantástico. tantas memórias, tanta saudade de ser pequeno outra vez, de fazer o que der na real gana, de andar à chuva, pisar as poças de água, chegar encharcado a casa e... bem, a partir daqui já não tenho assim tantas saudades. os ralhetes parece que ainda estão aqui gravados no cérebro. hoje, adulto (faço por isso), não me posso dar ao luxo de dar uma de gene kelly e desatar numa cantoria desenfreada enquanto apanho chuva. em todo o caso, olhando para a foto anexa, dá vontade de me descalçar e pedir à bela donzela de vestido vermelho que espere por mim. eu já aí vou ter...
domingo, junho 13, 2010
é oficial
"I Wanna Go to Marz" by John Grant from Ewan Jones Morris on Vimeo.
finalmente o video oficial de "i wanna go to marz", o primeiro single extraído do magnificamente belo "queen of denmark", de john grant
sexta-feira, junho 11, 2010
novo visual
best live act

os midlake venceram a categoria "best live act" da edição de 2010 da "mojo honours list", atribuída para revista mojo. os prémios foram entregues ontem à noite. phil alexander, editor da revista, justificou desta forma a atribuição do prémio aos midlake:
The MOJO Best Live Act (presented by Red Stripe)
Winner: Midlake
PA: "It's a great time for live music and Midlake are a great live band. Their new album, The Courage Of Others, is one of those records that simply grows on you the more you play it but which you never tire of. Live, they are really coming into their own, managing to sound both epic and intimate at the same time - a rare ability. It's that quality that has endeared them so to MOJO readers, who voted them top in this tough category.
os outros vencedores da noite foram os the low anthem, cujo vídeo da música "charlie darwin" podem ver no post anterior, como "breakthrough act"; richard hawley, que venceu na categoria de melhor album, com "truelove's gutter"; a música "fire", dos kasabian, foi eleita a melhor música do ano; o grupo the teardrop explodes recebeu o prémio "inspiration award", pelo seu espírito de inovação e impacto, como embaixadores do movimento psicadélico nos anos 80; os islandeses sigur rós foram contemplados com o "the mojo outstanding contribution to music"; marc almond recebeu, das mãos de antony hegarty (antony and the johnsons), que viajou propositadamente de nova iorque, o prémio "the mojo hero award"; o prémio "the mojo classic album award" foi para o disco "the stone roses", dos the stone roses, à beira da passagem do 20º aniversário do album; aos devo foi entregue o "the mojo merit award".
mundial 2010

o mundial 2010 começa hoje.
à partida, os grandes candidatos, a meu ver, a vencer a competição são: brasil, espanha, argentina, itália, alemanha, holanda e inglaterra.
por quem vou torcer: inglaterra e holanda, com a espanha e argentina logo a seguir.
prefiro torcer, desde o início, por uma selecção que pode efectivamente vencer o mundial. torcer por portugal, que eu acredito que nem vai passar a primeira fase, é uma perda de tempo. ainda por cima agora, sem nani. uma selecção que tem jogadores como ricardo costa, daniel fernandes, ruben amorim, rolando, simão (que não joga nada desde que saiu do benfica...), miguel, tiago (que não dá uma para a caixa desde que saiu do lyon), um semi-lesionado pepe (que não joga há seis meses), já para não falar no seleccionador, que não me parece ser a pessoa mais indicada para ocupar aquele lugar. basta referir que o seu melhor trabalho, depois das conquistas dos sub-21, foi como número 2 do manchester united... ainda por cima, mesmo que cheguemos aos oitavos de final, ficando em segundo lugar no grupo, atrás do brasil, vamos apanhar... a espanha. no máximo, portugal pode aspirar a repetir o que fez no euro 2008, onde foi eliminado, logo a seguir à fase de grupos, pela alemanha.
aprecio, e de que maneira, o futebol rendilhado da espanha, alicerçado num meio campo de luxo: xavi, iniesta, fabregas e xavi alonso. para além disso, a espanha tem uma das melhores duplas de avançados deste mundial: torres e david villa. a selecção espanhola é, pois, sobretudo depois da vitória no euro 2008 e de uma qualificação para o mundial 100% vitoriosa, a principal candidata a vencer o mundial 2010. atrás da espanha surgem os crónicos candidatos, como o brasil, argentina, alemanha e itália. os actuais campeões do mundo não surgem tão fortes como em 2006, mas serão sempre uma equipa a ter em conta, tal como a alemanha, que ficou sem um dos seus melhores jogadores a poucas semanas do mundial, michael ballack. a prestação do brasil vai depender, e muito, daquilo que kaká fizer como construtor de jogo e até como finalizador, porque em termos de pontas de lança a selecção brasileira apresenta-se algo débil, sem um ronaldo, um romário ou um bebeto de outros mundiais. a argentina, quanto a mim, tem um grande "calcanhar de aquiles": o seu seleccionador. maradona parece um cozinheiro que tem à sua frente alguns dos melhores condimentos para fazer uma grande refeição. o problema é que não parece saber muito bem como a preparar. jogadores como messi, milito, mascherano, higuain, tevez, di maria, aguero e maxi rodriguez fazem da selecção argentina uma das mais poderosas do meio campo para a frente, a par da espanha. depois, há os "outsiders", selecções que toda a gente sabe que jogam bem mas que, historicamente, nunca chegam muito longe nas fases finais dos mundiais. neste caso estão inglaterra e holanda. os holandeses têm robben e sneijder, dois jogadores altamente moralizados pela época que agora findou. venceram campeonato e taça e foram à final da liga dos campeões, sorrindo a vitória ao jogador do inter de milão. isto depois de, no início da época, terem sido ambos "corridos" do real madrid. quem ri por último... mas a selecção da holanda tem outras "armas". na frente de ataque, kuyt e van persie, apoiados por robben, sneijder, van der vaart e de jong, podem constituir uma das duplas mais concretizadoras do mundial. o ponto fraco da holanda é o seu sector defensivo, um problema que os ingleses não têm. de facto, mesmo com a perda de rio ferdinand, a selecção de fabio capello apresenta nomes de peso em termos defensivos: glen johnson, john terry, jamie carragher e ashley cole. segue-se um meio campo de luxo, com frank lampard, steven gerrard, gareth barry e joe cole. na frente, wayne rooney e jermain defoe (ou peter crouch). esta inglaterra tem tudo para ser uma grande candidata à vitória no mundial 2010: bons jogadores e um dos melhores treinadores do mundo.
a frança, com sérios problemas de renovação da equipa, depois das saídas dos "monstros sagrados" responsáveis pelas vitórias em 1998 e 2000, não me parece que passe dos oitavos de final. será o mundial de despedida do irascível raymond domenech e espero que saia... pela porta pequena.
quanto às surpresas, desde logo as selecções africanas: costa do marfim, gana, camarões, nigéria e áfrica do sul, esta última com a vantagem psicológica de jogar em casa. numa segunda linha, podem aparecer surpresas como a sérvia e o chile, com a dinamarca e o paraguai numa terceira linha. deixo a quarta linha para o... maradona.
em relação aos grupos e às selecções que se apurarão para os oitavos de final da competição, no grupo A aposto na frança e áfrica do sul; no grupo B, argentina e nigéria; no grupo C, inglaterra e estados unidos; no grupo D, alemanha e sérvia; no grupo E, holanda e dinamarca; no grupo F, itália e paraguai; no grupo G, brasil e costa do marfim (ou portugal, vá); e no grupo H, espanha e chile.
quinta-feira, junho 10, 2010
the best... so far

decididamente, o melhor disco de 2010, até agora. há um mês que o ouço e, sinceramente, já esperava estar um pouco farto das músicas do disco. afinal, não só isso não aconteceu como, ainda por cima, pareço gostar cada vez mais das músicas. o alinhamento do disco é o seguinte:
1. tc and honeybear - 5:06
2. i wanna go to marz - 3:58
3. where dreams go to die - 6:04
4. sigourney weaver - 3:31
5. chicken bones - 3:38
6. silver platter club - 4:10
7. it's easier - 4:38
8. outer space - 3:14
9. jc hates faggots - 3:47
10. caramel - 3:35
11. leopard and lamb - 4:41
12. queen of denmark - 4:48
os midlake, banda que há cerca de mês e meio me conquistou completamente, tiveram grande influência no ressuscitar da carreira de john grant, ex-vocalista dos extintos (e muito bons, por sinal) the czars. em 2006, aquando da digressão europeia dos midlake para promover o disco "the trials of van occupanther", os membros da banda ouviram discos dos the czars, tendo ficado imediatamente deslumbrados com a voz de grant. de regresso aos estados unidos, os midlake viram john grant ao vivo e decidiram convidá-lo para os acompanhar na digressão americana. no final dessa digressão, ficou estabelecido que os midlake iriam produzir e participar num disco a solo de john grant. entretanto, grant, aquando do final dos the czars, mudou-se para nova iorque, para tirar o curso de tradutor certificado de russo (para além de russo, grant fala ainda fluentemente alemão e espanhol), trabalhando como empregado de mesa para pagar o curso, no bar gramercy tavern (informação recolhida na página de facebook do cantor, de quem sou "amigo" naquela rede social). o disco "queen of denmark" foi gravado, em denton, terra natal dos midlake, entre julho de 2008 e julho de 2009, contando com a participação de todos os membros dos midlake. o baterista mckenzie smith, o baixista paul alexander e o guitarrista eric pulido, que produziu o disco juntamente com grant, tocaram em todas as músicas do disco; tim smith, o líder dos midlake, participa nas duas primeiras músicas.
a revista mojo colocou john grant entre os nomeados para "breakthrough act", juntamente com os the low anthem, mumford and sons, florence and the machine e the jim jones revue. os midlake também foram nomeados para estes prémios, na categoria "best live act". os prémios vão ser entregues hoje, dia 10 de junho.
quanto ao disco em si, digamos que a música que mais fica no ouvido, nas primeiras audições, é "where dreams go to die", uma composição alicerçada num potente refrão. depois, vai crescendo a admiração por outras músicas, daquelas que sei perfeitamente que nunca me vou cansar de ouvir, como "i wanna go to marz", "outer space", "caramel" ou "queen of denmark", qual delas a mais pungente. para quem, como eu, conhece o trabalho dos midlake, é muito gratificante ouvir, aqui e ali, a sua distinta marca, seja nos sintetizadores (que são absolutamente arrepiantes em "caramel" e "outer space"), na flauta (em "tc and honeybear" e "i wanna go to marz") ou nos violinos (presentes em várias músicas). é como juntar o melhor de dois mundos. as letras reflectem muito do que têm sido os últimos anos de john grant, depois do final dos the czars, incluindo a fase da contemplação do suicídio. mas há igualmente muito sarcasmo (em "sigourney weaver", "jc hates faggots", "queen of denmark"), em letras irónicas e azedas, relatos de relações falhadas, de arrependimento, dor, medo, esperança, de auto-desprezo e, no final, de auto-descoberta, de redenção. john grant bateu no fundo, e tem perfeita noção disso, mas está consciente de que foi necessário esse passo na sua vida para agora surgir renascido, totalmente livre dos seus fantasmas e pronto para enfrentar o sucesso que sempre mereceu. realmente, por vezes só damos o real valor à luz quando passamos muito tempo no escuro.
"for me, there isn't a word of filler on the album. i've made a very clear statement about where i'm at and who i am as a person, and that's one reason i'm so proud of it, that i was able to articulate it. at least i'm being given a chance to embrace the pain instead of being afraid to move through it" - john grant
"play it again, sam"
"play it again, sam", argumento de woody allen, realização de herbert ross. woody allen, como allan; diane keaton, como linda; tony roberts, como dick. Allan: That's quite a lovely Jackson Pollock, isn't it?
Museum Girl: Yes, it is.
Allan: What does it say to you?
Museum Girl: It restates the negativeness of the universe. The hideous lonely emptiness of existence. Nothingness. The predicament of Man forced to live in a barren, Godless eternity like a tiny flame flickering in an immense void with nothing but waste, horror and degradation, forming a useless bleak straitjacket in a black absurd cosmos.
Allan: What are you doing Saturday night?
Museum Girl: Committing suicide.
Allan: What about Friday night?
Allan: I can't do it. How does it look? I invite her over and then come on like a sex degenerate. What am I, a rapist?
Bogart: Your getting carried away. You think too much. Just do it.
Allan: We're platonic friends. I can't spoil that by coming on. She'll slap my face.
Bogart: Oh, I've had my face slapped plenty of times.
Allan: Yeah, but your glasses don't go flying across the room.
Dick: Allan, you have invested your emotions in a losing stock, it was wiped out, it dropped off the board. Now what do you do Allan? You reinvest. Maybe in a more stable stock. Something with long term growth possibilities.
Allan: Who are you going to fix me up with, General Motors?
Linda: Allan, the world is full of eligible women.
Allan: Yeah, but not like Nancy. She was a lovely thing. I used to lay in bed at night and watch her sleep. Once in a while she would wake up and catch me. She would let out a scream.
Allan: I wonder if she actually had an orgasm in the two years we were married, or did she fake it that night?
Allan: Isn't that ridiculous? How can it be sexual? We weren't even having relations. Maybe once in a while. She used to watch TV during it. Change channels with the remote control.
Allan: We went to Mexico on our honeymoon. Spent the entire two weeks in bed. I had dysentery.
Bogart: Don't tell her you don't drink, she'll think you're a boy scout. And don't get nervous. The only bad thing is if she turns out to be a virgin or a cop.
Allan: With my luck, she'll turn out to be both.
Allan: I have a tendency to reject before I get rejected. (cá está uma frase com a qual eu me posso identificar muito facilmente). That way I save time and money.
o filme é de 1972, esse grande ano, em que nasceram pessoas
realmente importantes, como cameron diaz, abel xavier
e mais uma ou outra. desde que o vi pela primeira vez,
e memorizei dezenas de cenas verdadeiramente hilariantes
e bem demonstrativas da comédia "pura e dura" de woody allen,
como acontece em outros filmes, como "inimigo público", "bananas"
ou "nem guerra nem paz", sabia que iria gostar
de "play it again, sam" (em português, "o grande conquistador")
até ao fim dos meus dias.
segunda-feira, junho 07, 2010
"arrested development"

seinfeld. friends. arrested development... por esta ordem.
"arrested development" é uma daquelas séries que, mal caindo no "goto", ficam para o resto da vida. apetece ver, vezes sem conta, os episódios, porque, em cada visualização, descobrimos mais uma piada "escondida", seja lá onde for, num trocadilho (verdadeira especialidade da série), numa cena a desenrolar-se atrás dos intervenientes ou que simplesmente perdemos porque ainda nos estávamos a rir da piada anterior. a cadência humorística da série é tão veloz como usain bolt, servida por nove personagens principais do mais absoluto requinte em termos humorísticos. é difícil, numa série com tantos personagens, todos eles terem efectivamente graça, alguns mais do que outros, é certo, mas aqui acontece isso. jason bateman (michael bluth), will arnett (gob bluth), portia de rossi (lindsay bluth), michael cera (george michael bluth), jeffrey tambor (george bluth sr.), david cross (tobias funke), tony hale (buster bluth), alia shawkat (maeby funke) e jessica walter (lucille bluth) são o núcleo duro de "arrested development", presentes nos 53 episódios da série. mas ainda há henry winkler (o "fonz", de "happy days"), como o advogado mais inepto de sempre, a narração de ron howard (igualmente produtor executivo da série) e as participações especiais de actores como ben stiller (o mágico tony wonder), charlize theron (rita), liza minnelli (lucille austero), judy greer (kitty sanchez), jeff garlin (mort meyers), ed begley jr. (stan sitwell), julia louis-dreyfus (maggie lizer) ou scott baio (que interpreta um advogado chamado "bob loblaw" - tentem dizer rapidamente o nome dele três vezes seguidas. and it gets worst... topem lá este diálogo: tobias funke: so what are your plans for this evening?; bob loblaw: i thought that maybe I would stay in and work on my law blog; tobias funke: ah, yes. The "Bob Loblaw Law Blog". You, sir, are a mouthful").
"arrested development" venceu seis emmy's (incluindo o de melhor série cómica) e um globo de ouro (para melhor actor em série cómica - jason bateman), mas, na prática, teve direito apenas, em virtude das baixas audiências televisivas, a duas séries e meia (a primeira com 22 episódios; a segunda com 18 e a terceira com 13). o sucesso de crítica não foi suficiente para manter a série no ar por mais tempo. no entanto, o produtor e o criador da série, ron howard e mitchell hurwitz, surgem referenciados no site imdb como estando ao leme da versão cinematográfica de "arrested development", bem como o elenco principal. aparentemente, o filme será lançado em 2011. será uma forma de fazer justiça à série e ao excelente naipe de personagens criados por mitchell hurwitz.
sábado, junho 05, 2010
na mesma foto...
"community"

caramba, já o disse uma vez. volto a dizê-lo: gosto mesmo muito desta série! sabe bem voltar a rir-me das piadas de chevy chase. a última vez que isso aconteceu foi em 1989. mas há mais, muito mais. o episódio de hoje, o 12º da primeira série, "comparitive religion", foi um dos mais hilariantes até agora. esta é mais uma daquelas series que, mais dia, menos dia, está a figurar na minha estante de dvd's.
"community" passa no canal sony entertainment television, às sextas-feiras, às 22h45.
mojito

prova-se, saboreia-se e... não se descansa até se aprender a fazê-lo em casa. o mais complicado é mesmo encontrar hortelã nos hipermercados. depois de algum aperfeiçoamento nas doses certas de cada condimento, chega-se à conclusão de que a descoberta desta bebida (pelo menos a "minha" descoberta, claro, porque creio que já toda a gente a conhecia menos eu) não poderia ter surgido em melhor altura, precisamente quando o calor começa a apertar. por entre caipirinhas e mojitos, não há depressão que sempre dure, nem ninguém que me ature...
sexta-feira, junho 04, 2010
a história repete-se
quase dez anos depois, o sporting despede paulo bento e procura um treinador para o substituir. a primeira opção foi andré villas boas, mas como os dirigentes leoninos são tão bons a negociar como um elefante a andar de bicicleta a contratação acabou por gorar-se. surgiu então carlos carvalhal em alvalade, como terceira ou quarta escolha. em fevereiro, como a carreira do sporting, com carvalhal, estava perto do descalabro, foi noticiado um pré-acordo com o mesmo andré villas boas para este se mudar, finalmente, para alvalade. mas o impensável aconteceu... o sporting venceu, em alvalade, o everton e o fc porto pelo mesmo resultado (3-0) e carvalhal passou de besta a bestial em cinco segundos. falhada pela segunda vez a entrada de andré villas boas em alvalade, esperava-se então que no final da época isso viesse a acontecer. mas a direcção do sporting, sempre brilhante, apressou-se a anunciar, ainda antes do final da época, a anulação do pré-acordo com villas boas, ficando assim com via verde para escolher um técnico para substituir carlos carvalhal. a escolha recaiu então em paulo sérgio, do vitória de guimarães, o tal que falhou, em casa, o acesso à liga europa, quando lhe bastava um empate para o conseguir.
quanto a andré villas boas... conseguiu deixar a académica na liga sagres e foi "aproveitado" pelo fc porto para substituir jesualdo ferreira. isto apesar de "choverem" nomes como paulo bento, domingos paciência, jorge costa e mais uns quantos, mais credenciados, para ocupar o lugar do tricampeão jesualdo.
a um clube como o sporting, especialmente o sporting de hoje, com os dirigentes ineptos que tem a gerir os destinos do clube, já não basta perder sistematicamente jogadores para outros clubes (evaldo é o senhor que se segue...); tem que perder também os treinadores...
cada tiro, cada melro
falou-se no croata domagoj vida durante uma semana, ele foi para o bayer leverkusen, da alemanha;
falou-se em radosav petrovic durante semanas, chegou-se mesmo a falar que era a primeira contratação do sporting, afinal o clube leonino abandonou as negociações quando chegaram clubes como o valência, racing de santander e zenit;
o guarda-redes juan pablo carrizo foi igualmente colocado na órbita dos leões e as negociações até já estariam mesmo adiantadas; afinal, o guarda-redes vai para o river plate;
diego souza estava nas cogitações dos dirigentes leoninos desde janeiro. no final da época voltou a ser equacionado como reforço do sporting; afinal, soube-se hoje, vai para o catania, de itália;
o defesa-esquerdo evaldo, do sp. braga, há semanas que aparece nos jornais como reforço garantido do sporting, chegando mesmo a falar-se de verbas, número de anos de contrato, jogadores a emprestar ao clube bracarense, etc.; hoje, a imprensa desportiva refere que o fc porto entrou na corrida ao jogador (que até já pertenceu aos dragões). portanto, evaldo no more.
como se isto não bastasse já, hoje ainda surgiu esta notícia.
mas há mais: maniche (este espero realmente que não venha para o sporting) é o que se sabe; hugo viana nunca mais; lazaretti idem; rodriguez é caro; quaresma nem pensar; nuno assis é velho... enfim, uma quantidade de jogadores apontados a alvalade mas que, invariavelmente, vão parar a outros clubes.
e é assim a vida dos dirigentes leoninos, na sua santa ingenuidade e falta de matreirice para poderem vingar no mundo da bola. paulo sérgio prometeu que, para o ano, ia ser campeão. bem, talvez saia a meio da época do sporting e ingresse num clube com mais hipóteses de ser campeão do que o sporting, como a naval ou o paços de ferreira...
quinta-feira, junho 03, 2010
lost

"you can let go now!"...
é isso mesmo. agora podemos, finalmente, "let go". fechou-se um capítulo, ao fim de seis anos.
a última série pretendia esclarecer todas as dúvidas que foram criadas nas anteriores cinco temporadas. é certo que algumas delas tiveram uma resposta à altura; outras ficaram por esclarecer. quem estava à espera de que, no último episódio, surgisse alguma explicação metafísica ou científica para tudo o que aconteceu na ilha, ficou certamente defraudado. aliás, até aposto que havia uma grande franja dos espectadores do último episódio de "lost" que já sabia previamente que ia detestar a conclusão da série, fosse ela qual fosse. outros, a meu ver, entenderam mal o final, pensando que os passageiros do oceanic 815 morreram todos quando o avião caiu na ilha e que tudo o que se passou lá foi uma espécie de "purgatório" por que as personagens tinham que passar. essa teoria foi, logo no decorrer da primeira série, desmentida pelos próprios criadores da série. o purgatório, ou como lhe queiram chamar, apareceu na última série na forma dos "flash sideways", em que as personagens, de regresso a los angeles, seguiam as suas vidas de uma forma normal, embora ligeiramente diferentes da versão que nos havia sido contada, em "flash backs", nas séries anteriores (sawyer e miles são polícias; desmond é o "braço direito" de widmore; jack tem um filho, ben é professor, etc).
a componente religiosa esteve sempre presente ao longo da série, bem como os conceitos de mal e bem, céu e inferno. na última série foi dito que dentro de cada ser humano havia uma balança, que pesava o bem e o mal; cabia a cada um fazer pender essa balança para o lado correcto. várias personagens, depois de muitas peripécias, conseguiram chegar à almejada redenção. o caso mais flagrante acaba por ser o de sayid, que estava presente, com shannon, na última cena da série, na igreja. a meu ver, as personagens que estavam no interior dessa igreja foram aquelas que provaram merecer o céu, aquelas que conseguiram fazer pender as suas balanças para o bem. por isso se entendeu perfeitamente por que ben linus estava no exterior da igreja e não no seu interior. afinal, ele, apesar da sua solicitude na última série, foi durante muito tempo o inimigo número um dos sobreviventes do oceanic 815. mais uma vez, como em muitos momentos da série, ben conseguiu outro grande momento, na sua interpretação plena de contenção e resignação pelo facto de sentir que não merecia estar na igreja, com os outros. mesmo assim, recebeu de locke e hurley a aprovação e a consideração que lhe era devida. já aqui o referi, mas volto a confessar toda a minha admiração por michael emerson, que transformou o seu ben linus numa das personagens mais marcantes, para mim, da história televisiva dos últimos 30 anos.
o último episódio marcou o simbolismo da eterna questão colocada ao longo da série, protagonizada por duas das suas personagens mais marcantes: jack e locke. jack era o homem da ciência e locke o homem de fé. estas duas doutrinas colidiram muitas vezes nas séries anteriores, marcando claramente a separação entre as duas personagens. com a morte de locke (não o "fumo negro"), às mãos de ben, jack sentiu que a sua missão na ilha não estava ainda completa, por isso decidiu voltar para a ilha. na última temporada ele descobre finalmente o que lhe estava reservado: substituir jacob. assistimos então a uma completa transformação de jack, de homem da ciência para homem de fé, homenageando, de certa forma, locke, aquele que foi o primeiro a sentir a ilha como uma dádiva dos céus, sentindo-a como um destino que ele tinha que cumprir e preservar. no final, coube a jack esse papel, impedindo o "fumo negro" de destruir a ilha, com a preciosa ajuda de desmond. o simbolismo da garrafa de vinho que jacob mostrava várias vezes ao irmão foi explicado no último episódio, quando desmond retirou a pedra, libertando o mal, mas tornando o "fumo negro" vulnerável, e jack a voltou a colocar no sítio, depois da morte do irmão de jacob, que, ironicamente, não chegou a sair da ilha, nem mesmo depois de morto, jazendo a poucos metros do mar. a redenção, e ao mesmo tempo transformação, de jack estava consumada, tinha cumprido o seu papel como protector da ilha, delegando depois essa missão na personagem mais consensual da série, hurley. no "flash sideways", o dr. jack shephard encetou outra missão, como forma, talvez, de fazer as pazes com a personagem que mais o confrontou, john locke. aqui, jack mostrou a locke que, para além de ser um homem de ciência, também era, agora, um homem de fé, fazendo tudo para recuperar o seu paciente. a partir daqui, faltava apenas resolver as suas questões com o pai, christian shephard. antes disso, as outras personagens da série reencontram-se no "flash sideways". especialmente comoventes foram os encontros de charlie e claire, juliet e sawyer, sayid e shannon e a cena do bebé de sun e jin. apesar de tudo o que tinham vivido na ilha, as personagens tinham encontrado, finalmente, a sua recompensa. quando christian explica a jack que "there's no time in now", ficamos a saber que aquele mundo, afinal, não existe, tinha sido criado pelos sobreviventes do oceanic 815 para se poderem encontrar. hurley, antes, tinha dito a ben que ele tinha sido um excelente número 2. portanto, apesar da morte de jack, a ilha continuou a ser gerida por hurley e ben, agora já sem o "fumo negro".
o final da série foi muito mais sentimental do que racional. digamos mesmo que foi a tão apregoada vitória da fé sobre a ciência, um duelo tantas vezes travado entre jack e locke, afinal de contas as personagens centrais de toda esta história. para quem seguiu a série durante seis anos, foi humanamente impossível ficar indiferente em várias momentos. mas, mais ainda, quando se vê o final de algo que gostamos a aproximar-se, sentindo o nó na garganta cada vez mais apertado, e sabemos que nos vamos despedir de personagens que nunca mais vamos encontrar, muitas delas bastante marcantes, como ben linus, desmond hume, kate austen, jack shephard, john locke, sawyer, hurley, sun, jin... já pareço o spot promocional da série na "fox". sim, vou ter saudades deles todos.
em suma, gostei do último episódio (podem começar a atirar pedras agora), apelou ao meu lado mais sentimental, ao lado lamechas que há em mim. faço, simplesmente, um reparo aos criadores da série. se a intenção era realmente acabar desta forma a série, creio que houve "palha" a mais, apenas para "esticar" o programa por várias temporadas e confundir os espectadores. em todo o caso, ficaram alguns aspectos por explicar, mas quem sabe se todas as respostas que ficaram agora por dar não serão respondidas daqui a uns tempos, com a mais do que provável versão cinematográfica da série...
a terapia em forma de bola
sábado, maio 29, 2010
fade out
So this is goodbye,
So this is how you say it
These are the words
It's the voice you're using
It's the picture you've seen
So this is goodbye,
So this is how you say it
This is the time it takes you
Didn't take you a lot, now did it?
Didn't hurt you a lot, now did it?
So this is goodbye,
So this is how you spell it
Where you place it in your mouth
What happens if I didn't hear you?
What happens if it wasn't serious?
Well I was around
Maybe it was you I came to see
Maybe it was you who invited me
I remember your eyes were on me
I remember your eyes were on me
Goodbye
o síndrome miles raymond
voltando à terra, cada um de nós é responsável pelos momentos que perde, por todas as frases que não chegou a dizer, pelos "amo-te" que não confessou, os "tens mau hálito", os "já ouviste falar em desodorizante?", ou os "raios me partam se esse decote não é das coisas mais sensuais que eu já vi na vida". em suma, por tudo o que ficou a entulhar o telencéfalo ao longo dos anos. seríamos mais felizes se tivéssemos dito tudo o que nos passou pela cabeça? nunca se saberá... mas, em todo o caso, os momentos já passaram e as oportunidades goraram-se. irreversivelmente.
sexta-feira, maio 28, 2010
mais grizzly bear
"southern point" e "cheerleader".
quinta-feira, maio 27, 2010
grizzly bear
simplesmente fenomenal o concerto de ontem dos grizzly bear no coliseu de lisboa. excelente som, quatro puros talentos em cima do palco, todos eles com participação vocal e multi-instrumental, um baterista do outro mundo (christopher bear), um público ávido, interessado, conhecedor e participativo, um disco consensual (veckatimest), com cada música a ser recebida em êxtase, a informação revelada a meio do concerto de que iriam estar presentes no "super bock super rock" deste ano, e, no final, a sensação de que se tinha acabado de assistir a um concerto memorável a todos os títulos.
sexta-feira, maio 14, 2010
"It's love, it's not Santa Claus"

"it's official. i'm in love with summer. i love her smile. I love her hair. i love her knees. i love how she licks her lips before she talks. i love her heart-shaped birthmark on her neck. i love it when she sleeps". - tom hansen (joseph gordon-levitt), em "(500) days of summer.
a tradicional história "rapaz conhece rapariga, apaixona-se por ela, que relutantemente se apaixona igualmente por ele e acabam juntos e felizes" é neste filme totalmente desmistificada. como se pode depreender pela citação da personagem masculina, no início deste post, aqui temos um personagem masculino típico das comédias românticas: os mesmos problemas para encontrar a mulher perfeita, as confidências com os amigos, a falta de realização profissional, desgostos amorosos atrás de desgostos amorosos, etc., até encontrar aquela pessoa que ele julga ser "the one" e por quem se apaixona, ao ponto de até se declarar apaixonado pelos seus joelhos. até a "presença" do narrador acompanha a vida e as atribulações de tom hansen, segredando-nos os seus estados de espírito ao longo do filme. depois, no outro lado do ringue, temos summer finn (zooey deschanel), que surge do nada e cai de pára-quedas na empresa onde tom trabalha. refira-se que summer somente aparece no filme ao lado de tom, nunca a vemos como uma pessoa contemplativa, introspectiva ou a desabafar com os seus amigos. por este prisma, digamos que o filme, até pelo título (que em português recebeu uma tradução péssima - 500 dias com verão - como se fosse uma previsão meteorológica), acaba por ser um pouco tendencioso, sempre a fazer valer os argumentos de tom e menosprezando os de summer. o espectador acaba por sentir uma clara empatia por tom, tal como sente por summer no início, mas depois, quando as coisas azedam, é claramente compelido a ficar do lado de tom. isto porque apenas o vemos a ele em profunda depressão e a carpir mágoas sempre que os seus caminhos seguem rumos diferentes. aqui a fragilidade emocional está totalmente na personagem masculina, em contraponto com o aparente distanciamento e alguma frieza da parte dela.
a frescura de summer, totalmente desprovida dos estereótipos das típicas personagens femininas de comédias românticas, pode eventualmente até ser confundida com o que estamos geralmente habituados a ver nas personagens masculinas. ela não procura namorado, não quer ter um apenas por ter, sente-se bem a viver sozinha, e quando tom a questiona, nos primeiros dias, "what happens when you fall in love?", ela responde, "you believe in that?", ao que tom contrapõe com o título deste post: "it´s love, it's not santa claus".
portanto, estamos perante uma comédia romântica unilateral, em que temos uma relação que nasce de pressupostos totalmente antagónicos: ele acha que ela é, definitivamente, "the one"; ela coloca sempre um travão nas intenções dele, dizendo-lhe que não quer assumir qualquer tipo de compromisso, para além do da amizade ("tom, don't go! you're still my best friend") , e que não procura um namorado ou uma relação séria.
tom: "look, we don't have to put a label on it. that's fine. i get it. but, you know, i just... i need some consistency".
summer: "i know".
tom: "i need to know that you're not gonna wake up in the morning and feel differently".
summer: "and i can't give you that. nobody can".
os 500 dias com summer são designados pelo narrador, logo no início do filme, como "this is not a love story, but it is a story about love". efectivamente, é uma história sobre uma paixão de um homem por uma mulher, que, naquele lapso de tempo, passa por variadas fases. fases essas que o vão aproximando cada vez mais da ideia "she's the one", da sensação de ter encontrado a alma gémea e a pessoa que durante anos procurou. e sabemos tudo isto porque, de facto, vemos tudo isso no ecrã, com a ajuda, como se fosse necessária, do narrador, enquanto que, do lado dela, pouco ficamos a saber do que realmente sente. há uma cena chave no filme, que resulta de uma frase que a irmã de tom (chloe moretz), bem mais nova que ele, profere: "look, i know you think she was the one, but i don't. now, i think you're just remembering the good stuff. next time you look back... i really think you should look again". quando ele olha para trás, para o que viveu com summer, assistimos a várias cenas que atestam o nível de empenho de ambos na "relação". e aqui pode sempre surgir a eterna questão: podem duas pessoas ser excelentes amigos mas péssimos namorados? ou então podemos resumir tudo a uma questão de timing emocional e abertura sentimental, em que duas pessoas, atraídas uma pela outra, estão em "sítios" totalmente diferentes no que concerne às suas prioridades imediatas. no caso de summer, isso fica bem provado neste diálogo:
summer: "i woke up one morning and I just knew".
tom. "knew what?"
summer: "what I was never sure of with you".
no final, para tom, fica a certeza de que, a seguir ao verão, vem sempre o outono:
girl at interview: "have i seen you before?"
tom - "me? i don't think so".
girl at interview: "do you ever go to angela's plaza?"
tom: "yes... that's like my favorite spot in the city".
girl at interview: "yeah, i think i've seen you there".
tom: "really? i haven't see you".
girl at interview: "you must not have been looking..."
pois, por vezes, quando estamos realmente absorvidos com uma coisa perdemos dezenas de outras que se passam à nossa volta.
tom: "nice to meet you. my name's tom".
girl at interview: "i'm autumn".
quarta-feira, maio 12, 2010
passagens do dia a dia
acólito - senhor padre, já alinhou as passagens bíblicas para ler na missa de hoje?
padre - sim, meu filho. só tenho uma dúvida em relação a uma oração...
acólito - que oração?
padre - onze e meia.
atirar pedras? tão pré-histórico...
"Vários meses após a divulgação no YouTube de um vídeo retirado do programa Saia Justa em que Maitê Proença, entre outros actos, cospe numa fonte portuguesa, a poeira parece ainda não ter assentado. A actriz nega que tenha "gozado" ou satirizado o povo português e reitera que adora o seu país irmão. "Eu acho que houve um mal-entendido porque vocês entenderam tudo de uma forma pesada e não foi feito com aquele intuito. Eu achei que podia brincar pelo menos com a minha equipa". Maitê Proença aponta o dedo a quem colocou o vídeo no YouTube, na sua opinião, já com o propósito de arranjar uma polémica. "Aquilo foi parar ao YouTube com um título 'Maitê cospe Portugal', o que induziu as pessoas a pensarem uma coisa que nunca esteve dentro de mim", sustentou. E para quando um regresso ao nosso país? A actriz assegura que não será tão cedo. "O Miguel (Sousa Tavares) sugeriu que eu fosse, ele tem um programa novo, mas eu tenho medo que me atirem pedras. Então eu acho que vou esperar um pouco", concluiu.
in "Diário de Notícias", de hoje.
bem, se a senhora quer mesmo que os portugueses a perdoem, então não devia defender-se... com um novo ataque. "tenho medo que me atirem pedras"? mas quem é que ela pensa que é? a maria madalena? e quem é que ela pensa que nós somos, como país, que nem evoluímos sequer nas armas de arremesso, ao ponto de ainda atirarmos pedras aos nossos supostos inimigos? cara maitê, pode ficar descansada. o povo português vai recebê-la com toda a sua conhecida hospitalidade. no máximo, leva uma das mais significativas imagens de marca de portugal para os brasileiros, a par das anedotas do "português" e das mulheres com bigode: uma boa cuspidela. por isso, escusa de trazer gel para o cabelo...
pergunta difícil
a pergunta é a seguinte:
quem vence a taça de portugal? fc porto ou desportivo de chaves?
hum... caramba, nem sei como responder, ainda estou indeciso...
sporting A, sporting B e sporting C
entretanto, pela acumulação de nomes avançados pela imprensa, desportiva e não só, o sporting, na próxima época, terá 98 jogadores no seu plantel. todos os dias aparecem novos nomes. só hoje foram quatro: hugo viana e três jogadores da atalanta, recém-despromovido clube italiano: valdes, barreto e garics. segundo o record, costinha, que acabou a sua carreira futebolística naquele clube italiano, está atento a estes seus ex-companheiros de equipa. há dias o jornal "a bola" avançou com o nome de rafael, do hertha de berlin, outro clube que desceu de divisão (portanto, é só jogadores cheios de moral...). ainda esta semana, evaldo (sp. braga) e quaresma (inter de milão) foram insistentemente "colocados" em alvalade.
para além destes ainda há, a começar pela baliza, moreira (benfica), hilário (chelsea), benaglio (wolfsburgo) e nilson (v. guimarães); geromel (colónia), rodriguez (sp. braga), moisés (sp. braga), gustavo lazzareti (v. guimarães), zé castro (dep. corunha), diego ângelo (naval), duda (málaga), andrezinho (v. guimarães), daniel ansaldi (rubin kazan), silvio (rio ave), fábio silva (manchester united); diego souza (palmeiras), nuno assis (v. guimarães), danny (zenit), maycon (paços de ferreira), joão ribeiro (académica), luís aguiar (sp. braga), emir bajrami (elfsborg), nicólas lodeiro (nacional de montevideu), tiago (atlético de madrid), lulinha (estoril), manuel fernandes (valência), wanderson (gais de gotemburgo - que raio de nome para uma equipa de futebol), maurício pereya (nacional de montevideu), senturk (fenerbahce), diego castro (sporting de gijón), carlão (união de leiria), djalma (marítimo), desmarets (v. guimarães), arévalo rios (peñarol), lima (belenenses), cléber santana (são paulo), di santo (blackburn rovers) e valeri domovchiyski (hertha de berlim).
45 jogadores no total! mesmo assim, acredito que nos próximos dias surgirão, pelo menos, mais duas dezenas deles. o que é certo é que o sporting ainda não fez uma única contratação para a próxima época, ao contrário do benfica, por exemplo, que já vai em três... é só dinheiro para aqueles lados...
para além dos esperados reforços, o sporting terá que contar ainda com os regressos à "casa mãe" de jogadores como andré santos (foi totalista na união de leiria), wilson eduardo (muito importante na subida de divisão do portimonense), diogo rosado (rodou no real massamá), rabiu ibrahim (que toda a gente que já o viu jogar considera um prodígio) e andré marques (mas este pode ir embora novamente, nabos para lateral esquerdo já lá temos muitos).
de saída espero que estejam os seguintes jogadores: rui patrício, tiago, ricardo baptista, abel, pedro silva, caneira, mexer, anderson polga, pereirinha, adrien, vukcevic (devido essencialmente a problemas disciplinares), postiga e yannick (a sua intermitência exibicional não se coaduna com um clube com as aspirações do sporting).
jogadores como grimi (como segunda opção para defesa esquerdo), izmailov (se conseguir resolver de vez os seus problemas disciplinares com a direcção do clube) e saleiro (a este não lhe faria mal nenhum "rodar" mais um ano, para ganhar experiência), até poderão ficar no clube, mas se saírem, exceptuando o russo, não deixam saudades.
quanto a vendas, se saírem joão moutinho e miguel veloso, e até daniel carriço, espero que venham jogadores de melhor qualidade para os substituir e não mais "angulos", "farneruds" ou "caicedos".
desta forma, do actual plantel apenas considero vitais os seguintes jogadores: joão pereira, tonel, daniel carriço, pedro mendes, matias fernandez, joão moutinho, miguel veloso, liedson e pongolle (vou dar-lhe o benefício da dúvida, porque de janeiro até ao final desta época não teve oportunidade de mostrar o que vale, devido a lesões e a um complicado problema familiar).
resta saber se, dos 45 jogadores acima citados, vem algum...
terça-feira, maio 11, 2010
perdido por evangeline lilly
fantástico episódio de "lost" hoje à noite, na fox. "the candidate" deixou-nos a clara ideia de que é realmente jack o "escolhido". a comprovar essa tese, o episódio mostrou-nos jack e john locke no sideways, em que o primeiro tenta salvar o segundo. as frases "you have to let go now" (dezenas de vezes pronunciada ao longo da série) e "i can help you", de jack para locke, são reflexos à posteriori de uma luta travada pela liderança da ilha. jack passou a série toda à procura da sua redenção, travou batalhas com ben, sawyer e, agora, o falso locke (o "smokey"), assumindo sempre a liderança nos momentos mais difíceis. na sua balança interior, o bem pesa claramente mais do que o mal. agora resta saber quem jack vai substituir na hierarquia da ilha: jacob ou o man in black? qual deles é o bom? poderá haver uma grande surpresa no final da série, que sempre nos levou a crer que jacob seria o "bonzinho" e o man in black o mau? e onde páram ben, richard e miles? já não aparecem há vários episódios. e desmond? será ele uma das personagens vitais dos últimos três episódios? hoje vimos sayid segredar a jack o sítio onde ele estava e a necessidade premente de chegar até ele antes de locke. e se desmond não é um candidato, por que motivo locke mandou sayid matá-lo? hoje também assistimos à redenção de sayid, não só porque ficamos a saber que ele não matou desmond, como se sacrificou por todos os ocupantes do submarino, levando a bomba consigo. a morte de sun e jin vai directamente para a galeria dos momentos mais pungentes da série, fazendo lembrar a morte de charlie.
a partir de agora, na fox nacional, ficam apenas a faltar três episódios: "across the sea", episódio em que serão finalmente explicados os motivos de locke, "what they died for" e "the end", o último episódio que vai ter meia hora adicional.
como bónus, fiquem com este vídeo, que encontrei "na outra banda", com a bela evangeline lilly a evidenciar toda a sua mestria para contornar a curiosidade de david letterman sobre o final da série.
segunda-feira, maio 10, 2010
convocatória
e serão necessários tantos centrais? ricardo carvalho, rolando, bruno alves, ricardo costa, zé castro e pepe (se bem que este seja utilizado por carlos queirós a trinco). de resto, confesso que não conheço daniel fernandes (mas admito, mesmo assim, que seja melhor que rui patrício e hilário). quanto a ricardo costa e zé castro, um deles certamente não vai à áfrica do sul, desde que pepe se apresente em condições físicas na covilhã. danny pode oferecer mais opções do que joão moutinho, nomeadamente no flanqueamento do jogo. assim, o jogador do zenit vai competir com cristiano ronaldo, nani e simão por um lugar nas alas. no meio campo vamos ter pedro mendes, pepe, raúl meireles, deco, tiago e miguel veloso. três deles serão titulares. assim, eduardo será titular, tendo como substitutos beto e daniel fernandes. no lado direito, aposto na titularidade de paulo ferreira, mais "certinho" do que o imprevisível miguel; no lado esquerdo acontecerá o mesmo: duda dá mais garantias a queirós, nomeadamente no rigor táctico, do que coentrão. em todo o caso, sempre que seja necessário apostar tudo, miguel e coentrão serão alternativas a ter em conta. na zona central, bruno alves e ricardo carvalho serão titulares, dado que pepe, pelos vistos, não entra nestas contas. mesmo assim, o luso-brasileiro estará sempre à frente de rolando, ricardo costa ou zé castro caso alves ou carvalho não possam jogar. no meio campo, a principal dúvida reside na utilização de pedro mendes ou pepe, havendo igualmente miguel veloso para essa posição. os restantes dois lugares serão, em princípio, para deco e raúl meireles (embora nenhum deles tenha feito uma época de "encher o olho"). as alternativas são tiago e miguel veloso. aqui, no meio campo, verifica-se uma lacuna de jogadores em relação à defesa, por exemplo. centrais a mais, médios ofensivos a menos, embora possamos sempre considerar que simão pode fazer a ala direita com paulo ferreira, se queirós optar por jogar em 4x4x2. na frente de ataque, dois jogadores para cada posição: liedson e hugo almeida para o lugar de ponta-de-lança; cristiano ronaldo e danny numa ala; e simão e nani noutra.
dois lados
herman josé continua a entrevistar os seus convidados exactamente da mesma forma, ou seja, 70% da conversa é sobre o próprio apresentador e as suas histórias, desde que tocava baixo, até ao teatro, televisão e cantigas, passando pela "pomba gira" e pelo alexandrino. nesse aspecto, bruno nogueira é uma lufada de ar fresco. diz o que quer, quando quer, sem pensar nas consequências e, a meu ver, está totalmente descontraído, tanto na apresentação, como nas entrevistas (a melhorar de programa para programa). se os dois programas fossem um disco, eu só ouviria o lado b...
da televisão para o bar de strip
relação causa / efeito
«Se tiver de ser feito um reforço acrescido da consolidação orçamental, se tiver de haver aumento de impostos, teremos de recorrer a soluções dessa natureza, sendo elas necessárias», declarou Teixeira dos Santos, citado pela TSF, no final de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE). - na imprensa de hoje
é aproveitar agora, com o país em estado de euforia com a vitória do benfica no campeonato, para lançar as más notícias. ninguém vai ligar mesmo. mas sempre queria ver se o governo anunciaria estas medidas caso fosse o sp. braga a sagrar-se campeão...
sexta-feira, maio 07, 2010
"i wanna go to marz" - john grant
"i wanna go to marz" é o primeiro single do disco "queen of denmark", de john grant.
concordo em absoluto

"One of the most deeply satisfying debut albums of recent times"; "Queen of Denmark transcends the sum of its influences by concentrating on the irresistible appeal of sad yet optimistic love songs, classy arrangements and a dark and handsome croon"; "Yet his debut eschews self-pity and tortured angst for wry snipes at old lovers and the straight world, sci-fi metaphors and soaring testimonies to the impossibility of perfect love. His rich, effortless voice has a built-in smile which contrasts beautifully with Midlake’s elegantly miserable blend of acoustic folk, orchestral classicism and the occasional eerie synth" bbc
"Backed by superfans Midlake, these are songs of impossible love, near-suicide and redemption, with an air of vastness and contemplation recalling Dennis Wilson's masterpiece, Pacific Ocean Blue. With pianos and flutes, songs such as I Wanna Go to Marz and Where Dreams Go to Die combine a surreal, David Lynch, sideways look at capitalist America with choruses most artists could only dream about"; "the emotionally wringing ballads – the witheringly honest Queen of Denmark and Jeff Buckleyesque Caramel – most suggest a man whose time has come". guardian
"Heralding the return of John Grant after the demise of his former band The Czars left him contemplating suicide, ‘Queen…’ sees him back on top form and teaming up with labelmates Midlake. Wry tales of personal redemption from an artist who has dealt with his own demons of depression and addiction are backed up by Midlake’s familiar ’70s soft-rock style, which has been tuned to its most dreamy. Brilliant lead track ‘TC & Honeybear’ is a mellow pop/folk swoon with a celestial soprano vocal, throughout which Grant’s effortlessly smooth baritone provides a perfectly rich, bittersweet counterpoint to the sparse piano and delicate flute and strings backing". nme
"After four albums fronting American indie band The Czars with scant commercial success, John Grant effectively abandoned music until Czars fans Midlake insisted he record at their Denton, Texas studio. The results, a near-perfect marriage of his warm baritone with their lush woodwind and keyboard textures, bring to tender life Grant's tales of growing up gay in the midwest. There's a delicate, melancholic tinge to torch-songs such as "Where Dreams Go To Die", while a childhood of hurt is cauterised in "Silver Platter Club" by a Beatle-ish arrangement of prancing piano and poignant French horn"; "On the album's best track "I Wanna Go To Marz", cyclical piano, gentle flute and acoustic guitar sugar-coat Grant's list of sweetshop memories, evoking the warm embrace of teenage yearning". the independent
"Queen of Denmark is a stunning piece of work and it confirms John Grant as a brilliant lyricist and vocalist. This is an album that deserves a place alongside this year’s best". the line of best fit
"Much of the material is so soul searchingly personal it’s almost embarrassing to listen to. In less talented hands this could be a problem. In Grant’s it’s addictive. He knows he’s an idiot for doing the things he’s done, saying the things he’s said, and displaying the weaknesses he has (“You know I would do anything/To get attention from you dear/Even though I don’t have anything that I can bargain with”). Where Dreams Go To Die, the song that contains that line, is probably the best example of Grant’s inner conflict with the needy loser in love and his cynical, fiercly intelligent alter ego. You can almost hear them arguing";
"Ultimately, after the final, single piano note on Queen Of Denmark’s title track fades, one is left feeling rewarded. Full. Satisfied. Reassured that, in John Grant, there are still artists who value the emotional impact of music, both lyrically, where this is honest, heartbreaking and funny as hell, and musically, where the listener is taken on a ride of great variety, abundant melody and virtuosic musicianship. I’m full but I want more".
sputnik music
"Everyone has a favorite band or singer they reckon is subject to criminal neglect. That John Grant’s effortlessly rich, expansive baritone, couched in typically heartbreaking, lush melody, hasn’t found a wider audience many would consider a crime. But no longer. Because Grant’s first solo album is so undeniably great that the world will surely listen";
"It's a record of gravitas and grace, of FM melody magic laced with raw emotional bleeding. It asks why relationships are roulette and love is hell in a last-ditch attempt at self-improvement and atonement after years of alcohol and cocaine dependency. And on top, to further the album’s brilliance, Grant’s backing band on the album are Bella Union label-mates MIDLAKE, contributing their most empathic ‘70s-style soft-rock know-how. Put simply, “Queen Of Denmark” is the record Grant’s been waiting his whole life to make"
bella union
john grant

concerto de sonho


a acompanhar os midlake na actual digressão pelos estados unidos vai estar... jason lytle, ex-vocalista dos grandaddy e responsável por um dos melhores discos do ano passado, "yours truly, the commuter". lytle, segundo o seu site, está actualmente a trabalhar no seu segundo disco a solo. cá esperamos ansiosamente por ele.
um concerto com midlake e jason lytle seria... surreal. pena que, na europa, sem lytle porém, só tenham marcado concertos para a irlanda, inglaterra, suécia e alemanha, em junho e julho. mesmo assim, alguém quer dividir um comboio comigo?
quinta-feira, maio 06, 2010
richard hawley

música para o fim de semana: "lady´s bridge", "late night final" e "truelove's gutter", este último o mais recente disco de richard hawley, a que pertence a fantástica música "open up your door", que coloquei em vídeo no post anterior. "cole's corner" já conhecia e aqui lhe prestei, na altura em que o descobri, a devida reverência, mas vou aproveitar para recordar. a voz de richard hawley é, de facto, meio caminho andado para se gostar imediatamente dos discos. é uma daquelas vozes que até resultaria em disco se ele resolvesse cantar receitas culinárias da nigella lawson ou bulas de medicamentos.


