terça-feira, maio 13, 2008

vicky cristina barcelona



primeiro trailer do novo filme de woody allen, "vicky cristina barcelona", com penelope cruz, javier bardem e scarlett johansson, que tem estreia prevista apenas para setembro de 2008.

grandes jornalistas

"queremos que portugal continue a formar grandes talentos. o aumento de estrangeiros nas camadas jovens quase triplicou nas últimas duas temporadas e é necessário modificar esta situação. por isso, não vamos poupar esforços nem dinheiro" - gilberto madaíl, ontem em viseu, aquando do anúncio dos 23 jogadores convocados por scolari para o euro 2008.

com a sala repleta de jornalistas, ninguém foi capaz de questionar madaíl sobre a presença de pepe e deco no lote dos jogadores seleccionados para o europeu. tonel e maniche não são portugueses? ou nunes e tiago? ou sereno e manuel fernandes?

segunda-feira, maio 12, 2008

resignações

estou cada vez mais convencido de que estou neste mundo apenas para ver, não me interessando minimamente participar. na minha juventude saltei todas as etapas que a maioria considerava fulcrais: baile de finalistas, praxes, latadas, queimas... ao invés, entrei cedo no mercado de trabalho porque queria definir rapidamente o meu futuro. é o que dá crescer num corpo que sempre aparentou ter cinco ou seis anos a mais do que os verdadeiros. no liceu, quando comparavam a minha envergadura física com a dos meus restantes colegas, não faltavam pessoas a pensar que eu precisava de três anos para passar um ano de escolaridade. quando jogava futebol federado acontecia o mesmo "drama": quando era iniciado, diziam que havia aldrabice porque eu parecia juvenil; quando cheguei a juvenil, fartava-me de ouvir bocas do público (geralmente quando jogava fora de casa), acusando-me de já ser júnior. finalmente, ao chegar a júnior, pude descansar um pouco, mas havia sempre um "esperto" qualquer a chamar-me de sénior, provavelmente por causa da minha barba (que cresce desmesuradamente desde os meus 13 anos). assim, todas estas pequenas incidências (com grande impacto no meu crescimento) fizeram com que eu desejasse chegar o mais rapidamente possível ao mundo dos adultos. agora que aqui estou, que já dei umas voltas para ver o ambiente e meti conversa com dois ou três espécimes, apetece-me pagar a conta, meter-me no carro e voltar ao ano de 1988 (não faço a mínima ideia de qual será a melhor estrada para isso, vou tentar ir por ermesinde, virando à direita em esposende, atravessando o douro em amarante e cortando à esquerda em carrazeda de ansiães). sim, confesso que sinto a falta de alguma loucura, de alguma irreverência, de alguma extravagância juvenil. e porquê? pode parecer estúpido agora, mas na altura não queria defraudar aquelas pessoas que já viam em mim, um puto de 14/15 anos, um adulto, e tentei ser o mais "atinadinho" possível, sem desvios comportamentais ou psicológicos. quando se cresce num meio pequeno, onde toda a gente se conhece, é complicado cometer um pequeno devaneio que seja sem se ficar imediatamente conotado ou rotulado. mesmo assim, foi nessa miserável terra que tive oportunidade de experimentar um "cheirinho" das três profissões que, desde cedo, queria seguir: fui futebolista durante seis anos, tendo chegado, no penúltimo ano, à selecção distrital sub-17 de viseu, como defesa-central (a minha altura tinha que servir para alguma coisa); actuei ao vivo, como músico (escrito assim até parece algo de especial, mas já de seguida vão ficar a saber que... nem por isso), como elemento da escola de música "lira", interpretando, no órgão, a famosa canção popular francesa do século XVIII "au clair de la lune"; e fiz teatro amador durante quatro anos, chegando a acumular, na mesma peça ("o saco das nozes"), dois papéis (marido violento e padre). recordo com particular saudade os ensaios, as actuações, o friozinho que corria pela espinha quando se aproximava a altura de entrar em palco, o alívio enorme quando acabava uma sessão, as diabólicas cócegas que os bigodes postiços causavam, a roupa desconfortável e os sapatos apertados, a férrea resistência a qualquer boca que viesse da assistência para nos fazer rir, as cábulas escondidas no cenário para não falharmos uma deixa, os improvisos, as "brancas", as pancadinhas de moliére e... os aplausos, que felizmente eram sempre muitos. bons tempos! dos melhores, certamente, que passei naquela miserável terra.
quando mudei para outra terra, senti-me revigorado, pronto para recomeçar a construir um outro eu, uma nova identidade. fiz amigos, criei novas rotinas e cresci bastante em termos psicológicos, sociais e intelectuais. rapidamente me entrosei, me senti em casa. no meu primeiro ano de liceu em viseu, 10º ano de escolaridade, vivia mesmo no centro da cidade. apetecia-me sempre andar na rua, passear pela rua formosa, cheirar as tílias do rossio e a relva molhada do parque aquilino ribeiro (por onde passava todos os dias para ir às aulas), calcorrear a rua direita e a zona histórica... foi um gigantesco "banho" de viseu, um novo baptismo espiritual, que me fez cair de amores por esta cidade para o resto da vida.
três anos depois, deu-se a despedida. coimbra chamou por mim. ainda lhe dei o benefício da dúvida durante uns meses, mas a minha cidade de eleição já tinha sido encontrada. senti-me desamparado em coimbra, não fui capaz de absorver a cidade da mesma forma. sabia que me estava a enganar a mim mesmo ao prolongar aquele martírio, mas não queria desapontar os meus pais, especialmente a minha mãe, grande admiradora do fado de coimbra, das tunas e das serenatas. mas algum tempo depois o barco bateu no icebergue (excelente analogia! diria mais: brilhante!). desabafei com os meus pais, dei-lhes um grande desgosto e uma desilusão que jamais esqueceram (a minha mãe suspira sempre que vê uma tuna na televisão) e voltei. adeus latadas, queimas, bebedeiras de caixão à cova, concertos do quim barreiros, sexo desenfreado sem obrigações morais, "directas" a estudar, pequenos-almoços às cinco da tarde, mais concertos do quim barreiros, mais sexo desenfreado sem obrigações morais e sem telefonema obrigatório no dia seguinte, preservativos de todas as cores, lingerie comestível, cogumelos esquisitos, "o bacalhau quer alho" em altos berros, sexo desenfreado com gémeas polacas do erasmus, colecção de garrafas vazias de absinto na cozinha, pilha de roupa suja na marquise, cama por fazer há quatro meses, quim barreiros novamente e, para acabar, sexo desenfreado no banco traseiro de um renault 5 laureate gtl com a equipa feminina de voleibol do castêlo da maia. perdi tudo isto, sem que alguma vez possa recuperar seja o que for (bem, talvez o quim barreiros). será que quem passou por isto tudo atribui alguma importância a estes anos das suas vidas? creio que sim, pelo menos a acreditar em alguns meus amigos. entraram na vida adulta mais aliviados, mais leves, em clara descompressão. esgotaram totalmente o plafond de "loucuras permitidas" que lhe foi atribuído aquando da entrada na universidade e encararam, de forma positiva, a vida laboral, com memórias e incidências suficientes para centenas de coffee-breaks nas empresas onde trabalham. as minhas histórias, quando muito, dariam para uma pausa para um cigarro no parque de estacionamento. nem sequer para um charuto davam. mas já estou completamente resignado, acreditem. por estes dias, depois de intensa introspecção e alguma terapia, só ainda não consegui tirar da cabeça as gémeas polacas do programa erasmus...

domingo, maio 11, 2008

"home waters"



"For an underground/up-and-coming band, it's a wonderful thing when someone mistags your album for one of a band that is in heavy rotation in the USA or around the whole world. The band Velveteen(not to be confused with the American band, Velvet Teen), were the recent blessed recipients of such a wonderful mishap when someone falsely uploaded their album as Death Cab For Cutie's Narrow Stairs album. Lucky for them, their album, Home Waters, is wonderful from start to finish. Though you'll find no Ben Gibbard songwriting(well, almost), nor will you hear Chris Walla production/guitar work. But, like I said, that is nothing to fret over. The first piece of proof of that is the second track, first full song of the album, "After The K.M. Tapes." I can't tell you who K.M. is, or if it stands for a particular object, but it doesn't diminish the awesomeness of this song. With subtitle Shoegazing influences, Indie Rock singing, and Sunny Day Real Estate(one of DCFC's influenced) styled songwriting. The melancholy vibe from "The Drummer Goes Berserk," is hard to miss. With the keyboard keys chiming along like a morbid bedtime melody, you're treated with the steady flow of a drum machine instead of an actual drummer losing his marbles during recording. True to Indie fashion, the title leaves you wondering what exactly does it have to do with the song(could the drummer have spazzed out prior to recording forcing them to use the drum machine in his place?). No matter the reason, the all the sounds are in perfect marriage with the almost-emo tone the singer. On "The Getaway," it's not hard to see the comparison between Velv & Death Cab. Sounding like something missing from between the Transatlanticism and Plans period of DCFC, Velveteen hits all the right notes at exactly the right time. If Zach Braff is listening to them, then you can expect them to be featured on whatever new movie he has in the works. "Come `Round Here No More" has to be one of the most peculiar songs on the album. As the band brings up an obstructing wall of sound while the singer keeps softly belting out lyrics as if he's oblivious to the noise that's drowning him out in every sense. On "Interlude: The DJ Affair," a moderate listener of Death Cab would have to double check(maybe even triple), to make sure that Carsten Schrauff didn't magically turn into Ben Gibbard in the middle of the album. "Firework Special" brings the bass-heavy side of Indie music. With fast alternatng picking, you get the feeling that the guitar is sparkling like a crystal instrument in the back ground(Think Nick Zinner's playing for Yeah Yeah Yeah's song "Maps"). Filling up with intensity during the climax, Schrauff sings in a distorted microphone that makes him sound like he's standing six feet behind the band and yelling in hopes that the mic will pick up his voice. A very dynamic effect for such a beautifully driven song. With aggressive bridge performances and a runaway train drum track, "The Big Lay Off" offers more than your typical moaning and groaning. The song is more in line with a coming to terms, revelation, or even an epiphanic moment that has finally made itself known. Tying everything up is "Epilogue: Night Swimming." Another similar album cut to one that sounds like it could be featured on an album by the band that they were intentionally mislabeled as. With what sounds like a spaceship running idle in the background, they play the piano and strum their guitars in near perfect unison. Followed by nothing but the sound of this Solar Aquatic noise lulling you into the end of an album that was lucky enough to be well deserving of the unintentional attention that they have received. Is this album going to change the world? No. But, it's still an astonishing piece of musicmanship that most acts can't seem to muster up in this day and age".
-Scotio (opinionhated.wordpress.com)

concordo com tudo o que foi escrito nesta crítica ao disco "home waters" dos velveteen, aqui. incluindo as gritantes semelhanças sonoras com os death cab for cutie.

velveteen


"MTJ!: Recentemente, um blogueiro chamado ‘Charlatantric’ divulgou o seu último álbum – Home Waters – na internet, como se fosse o ‘Narrow Stairs’, CD do Death Cab For Cutie que está para ser lançado no mês que vem. Qual foi sua participação – se tiveram alguma – nessa pegadinha de 1 º de Abril?
Velveteen:
Bem, isso tem sido muito estranho. Meu telefone tocou e era a MTV New York. Acredite, isso não acontece com bandas indie alemãs com muita freqüência. Eles nos perguntaram sobre essa brincadeira e tudo mais. Eu falei com o resto da banda e Tommy, nosso baterista, lembrou ter contato com o Charlatantric. Porém, nós não vemos tanta semelhança assim entre nós e o Death Cab For Cutie, nós apenas vemos o comentário como um elogio. E nós nos acostumamos com isso desde quanto toda a imprensa alemã também passou a achar minha voz semelhante à de Ben Gibbard. Então, nesse caso, nossa participação foi passiva, a glória é de Charlatantric. Achamos o DCFC uma ótima banda americana, mas a única conexão que existe entre nós foi criada por esse blogueiro. Espero que ninguém tenha levado isso muito a sério. Todos aqueles que caíram na brincadeira vão comprar o Narrow Stairs de qualquer jeito, já que, presumivelmente, será um ótimo álbum."

(texto retirado do site movethatjukebox.wordpress)

pois, eu fui um daqueles que caiu na brincadeira. o disco que eu pensava ser "narrow stairs", dos death cab for cutie, era "home waters", do grupo indie alemão velveteen (na foto). o primeiro single do novo disco dos death cab for cutie, "i will possess your heart", constava do alinhamento, tal como o verdadeiro nome das músicas, mas, na realidade, tudo não passou de uma brincadeira de 1 de abril (cada vez mais odeio este dia). assim, todos os posts ultimamente colocados neste blogue relacionados com as músicas do disco "narrow stairs" foram retirados, bem como a minha avaliação do citado álbum. apenas ficou o vídeo do primeiro single a ser extraído do novo disco dos death cab for cutie, "i will possess your heart". como único aspecto positivo desta infeliz ideia do tal "charlatantric" ficou a descoberta dos velveteen e do seu magnífico disco (o terceiro da banda, numa carreira de 12 anos) "home waters", um trabalho de grande qualidade, pelo qual continuo, ainda, inebriado. prometo colocar novamente as músicas que tirei agora, mas com os nomes correctos, da banda e das faixas. já agora, e apenas como informação adicional, as músicas que tinha colocado, com os nomes "pity and fear", "your new twin size bed", "no sunlight" e "you can do better than me", chamam-se efectivamente, e pela mesma ordem, "firework special", "drink up girls", "the drummer goes berserk" e "kids home". quanto aos death cab for cutie, ao verdadeiro disco, as expectativas continuam altas e espero ter o disco nas mãos durante a próxima semana.

quinta-feira, maio 08, 2008

jonathan lipnicki


o actor é jonathan lipnicki, nascido a 22 de outubro de 1990. estreou-se no cinema com apenas seis anos, no filme "jerry maguire" (1996), interpretando o papel de ray boyd, filho de renée zellweger. a maior parte das suas cenas no filme, e as mais engraçadas por sinal, foram com tom cruise (não muito mais alto do que ele). três anos depois, lipnicki entraria em "stuart little", onde tinha como "pais" geena davis e hugh laurie. o sucesso do filme garantiu-lhe o papel de george little na sequela, "stuart little 2", em 2002. actualmente com 17 anos, o actor prepara-se para rodar o filme "for the love of jade", do realizador mike yurinko. do elenco fazem ainda parte lance henriksen e michael c. williams.

p.s. - a bola de berlim e o sumol de ananás já vão a caminho, caro pedro.

quem é este actor?


o "nuvens da alma" oferece um sumol de ananás e uma bola de berlim a quem acertar no nome deste actor. a foto é actual. o miúdo está crescidinho já.
pista: quase "roubou" um filme a uma mega estrela de hollywood na sua estreia cinematográfica, em 1996.

quarta-feira, maio 07, 2008

800 posts


oito centenas de posts... mas a estrada a percorrer ainda é muito longa para conseguir efectivamente chegar a algum lado.

terça-feira, maio 06, 2008

"desculpe, não temos vagas"

sim, esta treta de fazer posts só com vídeos do you tube tinha que acabar. senti que vos devia algumas palavras, como "frigorífico", "estendal" e "capacete". a minha vida continua a ser a mesma sucessão de quintas-feiras, sem que nada de particularmente interessante ou especial me aconteça. continuo a cumprimentar as pessoas e a ficar com a sensação de que elas não respondem aos meus "bons dias" e "boas tardes" (já nem digo "boas noites" porque já não saio à noite desde que foi proclamada a república), continuo com a impressão de que sou sempre mal atendido nos cafés e restaurantes onde entro pela primeira vez (por isso tento sempre frequentar os mesmos sítios em viseu - pastelaria lobo e restaurante hilário), continuo a chegar e a sair sempre a horas ao trabalho, embora por vezes o patronato merecesse que eu entrasse às 15h e saísse às 15h30, e continuo à espera que algo de bom me aconteça, todos os dias. acho que toda a gente parte para um novo dia com esse pensamento na cabeça. "e se hoje surgisse uma proposta de emprego aliciante?", "será que me vão pagar hoje?", "conseguirei arranjar estacionamento hoje no centro histórico à hora de almoço?". no fim do dia, antes de preparar mentalmente o dia seguinte (o que não é muito difícil), faz-se o balanço e, se não tiver acontecido nada de relevante, arrumamos as memórias das últimas 24 horas no fundo do cérebro, ao lado do cubo mágico, da bota botilde e do spectrum zx, e ansiamos rapidamente pelo próximo dia. é claro que o meu objectivo nunca foi conhecer uma pessoa nova por dia, embora reconheça que é um excelente objectivo, sobretudo para quem trabalha atrás de um balcão numa repartição pública, mas se calhar, e colocando o dedo na ferida, fazia-me bem conhecer pessoas novas, sobretudo daquele tipo de pessoas que não me irrita automaticamente quando se mexe ou abre a boca. acreditem, já conheci muitas dessas. não me interpretem mal, o problema não são as pessoas que conheço, as que já fazem parte do meu pequeno círculo de amizades, essas são interessantes o suficiente. infelizmente, é muito reduzido o tempo que passo com elas, criando-se um fosso temporal enorme que condiciona e faz estremecer a mais sólida das amizades. quando reencontramos um amigo deste género, ao fim de algum tempo, perde-se sempre uma hora a actualizar as informações, o ambiente é quase sempre de constrangimento, porque nunca sabemos se alguma coisa mudou, se o nosso comportamento é o ideal, se devemos ou não fazer uma graçola fácil quando esse amigo nos está a contar algo desagradável que lhe aconteceu, etc.. gasta-se algum tempo a encontrar o ponto em que tinha ficado o nosso encontro anterior. e geralmente quando isso acontece, a outra pessoa tem que ir embora. segue-se uma inevitável frustração, seguida da previsível resignação. não há mesmo nada a fazer. só aceitar as evidências.
em termos de novos conhecimentos, todavia, também não peço muito, não quero conhecer um astronauta, um prémio nobel ou um cientista, contentar-me-ia com alguém que soubesse, pelo menos, qual é a capital da turquia e da austrália, quem é o vocalista dos radiohead, o realizador de "when harry met sally" e a formação inicial do sporting na final da taça de portugal na época 1994/1995. pronto, nesta última estava a brincar. vou alterá-la para o nome dos 24 jogadores da selecção de el salvador no mundial 82, realizado na espanha.
o meu problema é que as pessoas interessantes parecem já estar ocupadas... com as outras pessoas interessantes. mesmo que tentasse, eu nunca conseguiria entrar. lembro-me sempre da famosa citação de groucho marx, que dizia que não gostaria de pertencer a um clube que o aceitasse como membro...

indiana jones 4 - novo trailer



cá está o novíssimo trailer de "indiana jones and the kingdom of the crystal skull", com estreia mundial marcada para o dia 22 de maio. e a expectativa aumenta...

"friends" bloopers

"friends": a melhor cena do ross



a melhor cena cómica, para mim, do ross (david schwimmer) na série "friends".

mais steven wright...

sexta-feira, maio 02, 2008

i will possess your heart - death cab for cutie



o primeiro single e vídeo do disco "narrow stairs" dos death cab for cutie.

10 melhores sitcoms de sempre

o site "gone hollywood" elaborou uma lista com aquelas que considera serem as 10 melhores sitcoms de sempre da televisão norte-americana. da lista, apenas nunca vi as séries "i love lucy" e "the mary tyler moore show". da "roseanne" nunca gostei muito, apesar de admirar bastante o john goodman. do "cheers" e do "m.a.s.h." foi adepto incondicional durante uns tempos. via religiosamente o "cheers" quando começou a ser transmitida na rtp; por sua vez, "descobri" a série "m.a.s.h." na saudosa sic comédia, há uns anos, e fiquei rendido à dupla alan alda / wayne rogers. "simpsons", "friends" e "seinfeld", obviamente, também constariam da minha lista das 10 melhores sitcoms de sempre. assim, de repente, lembro-me de algumas séries que poderiam igualmente constar dessa minha suposta lista: "mad about you", "spin city", "everybody loves raymond", "frasier", "curb your enthusiasm", "arrested development", "the office", etc..
esta é a lista do site "gone hollywood":

10. friends (de 1994 a 2004)
9. i love lucy (de 1951 a 1957)
8. roseanne (de 1988 a 1997)
7. the cosby show (de 1984 a 1992)
6. m.a.s.h. (de 1972 a 1983)
5. cheers (de 1982 a 1993)
4. the mary tyler moore show (de 1970 a 1977)
3. all in the family (de 1971 a 1979)
2. seinfeld (de 1990 a 1998)
1. the simpsons (desde 1989) - "the longest-running comedy on tv holds that record for a reason — it is, quite simply, the best sitcom in history. the animated classic has spent 19 seasons mocking and celebrating pop culture, and giving us tv’s most beloved family and most delightfully ornery 10-year-old, bartholomew j. simpson".

quinta-feira, maio 01, 2008

a melhor música portuguesa de todos os tempos



acabei de ver, na rtp1, pedro barroso a cantar esta música no espectáculo "vozes de abril", evento comemorativo dos 34 anos do 25 de abril. fiquei todo arrepiado, porque esta para mim é a melhor música portuguesa de todos os tempos, com uma letra poderosamente romântica e poética. e pedro barroso cantou-a com alma, com nostalgia, a sua expressão deixou-me estarrecido, com uma teimosa lágrima no canto do olho, que caiu quando o coliseu lhe prestou uma estrondosa salva de palmas no final da música.
o vídeo foi o melhor que consegui no you tube, para o caso não interessa muito. interessa é sentir a música e absorver a letra.

Menina Dos Olhos De Água
Pedro Barroso
Composição: Pedro Barroso

Menina em teu peito sinto o tejo
E vontades marinheiras de aproar
Menina em teus lábios sinto fontes
De água doce que corre sem parar
Menina em teus olhos vejo espelhos
E em teus cabelos nuvens de encantar
E em teu corpo inteiro sinto feno
Rijo e tenro que nem sei explicar
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar
Aprendi nos 'esteiros' com soeiro
E aprendi na 'fanga' com redol
Tenho no rio grande o mundo inteiro
E sinto o mundo inteiro no teu colo
Aprendi a amar a madrugada
Que desponta em mim quando sorris
És um rio cheio de água lavada
E dás rumo à fragata que escolhi
Se houver alguém que não goste
Não gaste, deixe ficar
Que eu só por mim quero te tanto
Que não vai haver menina para sobrar

quarta-feira, abril 30, 2008

"moody"

há gente muito inteligente a trabalhar na televisão, sobretudo aqueles que se ocupam das legendas dos filmes e das séries. eis um exemplo: no episódio da passada segunda-feira de "californication", logo no início, um homem irrompe por uma livraria dentro, algo nervoso e agitado, onde hank moody, a personagem interpretada por david duchovny, falava sobre o seu livro. o homem, o realizador responsável pelo filme baseado no livro do escritor, a meio da livraria, grita "moody!" (claramente o nome da personagem de duchovny, a quem o realizador vinha pedir explicações por este andar sistematicamente a maltratar o seu filme na praça pública). o brilhante tradutor, ou tradutora, decidiu colocar isto: "humores!". sim, é verdade que "mood" significa disposição e que "moody" pode significar, textualmente, humores. mas caramba, se a personagem se chama "moody" qual é a dificuldade? será que é credível uma cena em que um tipo entra desalmadamente por uma livraria dentro, bastante agitado e nervoso, para simplesmente chegar lá e gritar "humores"? não me parece...

compilação musical de abril

o alinhamento musical do cd correspondente ao mês de abril, que se despede hoje, reflecte fielmente o que tenho ouvido em termos musicais ultimamente. depois das desilusões que constituíram o novo disco dos gnarls barkley e os vampire weekend, o mês acabou por se revelar bastante interessante com o aparecimento dos discos de caribou, bonnie prince billy, the magic numbers e beach house. "third", dos portishead, é o próximo disco a ouvir. as expectativas são muito altas, tendo em conta o que já se escreveu sobre o disco. para maio estão previstos os lançamentos dos novos discos de duas excelentes bandas: death cab for cutie e wedding present. portanto, maio promete vir a ser tão bom ou melhor do que abril. mas, para já, vou-me debruçar sobre o mês que dá nome a um dos melhores discos deste ano (até agora): "april", dos sun kil moon. eis o alinhamento de abril:

1. sandy - caribou (2007)
2. astronaut - beach house (2008)
3. undecided - the magic numbers (2007)
4. my life - bonnie prince billy (2007)
5. moorestown - sun kil moon (2008)
6. apple orchard - beach house (2006)
7. she's the one - caribou (2007)
8. i came here to hear the music - bonnie prince billy (2007)
9. all my love - american music club (2008)
10. turtle island - beach house (2008)
11. lost verses - sun kil moon (2008)
12. marching bands of manhattan - death cab for cutie (2005)
13. no one's gonna love you - band of horses (2007)
14. cycles - bonnie prince billy (2007)
15. northern sky - nick drake (1970)

"chuck"



esta série da nbc vai começar hoje a passar na rtp 2, substituindo "dexter". para já, tendo em conta o vídeo promocional, promete... "chuck", que já vai na segunda temporada nos estados unidos, foi criada por chris fedak e josh schwartz, contando no elenco com zachary levi, yvonne strahovski, sarah lancaster, joshua gomez e adam baldwin.

quinta-feira, abril 24, 2008

a geração hi5

hoje em dia, quando conhecemos alguém, um amigo de um amigo ou um familiar afastado, que resida na finlândia, por exemplo, temos à nossa disposição imensas "ferramentas" para ficarmos a saber um bocado mais sobre essa pessoa (hi5, myspace, facebook, etc.). antigamente, demorávamos três meses a descobrir que um dos nossos colegas de turma era viciado em banda desenhada, filmes de ficção científica ou em anfetaminas. a informação corria de "boca em boca" até chegar até nós, por vezes tarde demais, como naquela situação embaraçosa em que um amigo meu se atirou a uma tipa do 10º ano sem saber que ela era lésbica e filha do comandante da gnr lá da vila. enfim, foi uma desgraça, mas ele agora já está bem, habituou-se a viver só com uma perna e um braço. por estes dias, quando conhecemos uma pessoa nova, já não podemos dizer que "tem cara de poucos amigos", porque se formos visualizar a sua página no hi5 verificamos que tem 789 amigos. até pode ser uma pessoa sem o mínimo de interesse, intelectualmente ao nível do fernando chalana, e dizer dez vezes a palavra "tipo" numa frase com quinze palavras. nada disso lhe interessa. porquê? porque tem uma vida virtual muito mais interessante através do computador.
actualmente, a prioridade vai para os relacionamentos via computador, o frente a frente tornou-se obsoleto. a geração hi5 sente-se confortável assim, com a vantagem de toda a gente poder seguir passo a passo o desenvolvimento das suas vidas, os novos amigos, aquela frequência tramada de psicologia, as noitadas, etc.. é gente que, colocada frente a frente com outro ser humano, é incapaz de trocar mais do que um simples "olá" ou "está um dia lindo para estender a roupa", mas que, no hi5, trocam mensagem calorosas como se fossem os melhores amigos, combinando jantares, saídas em grupo e excursões a fátima. porque a finalidade do hi5 é reunir o maior número de "amigos", de conhecidos, para toda a gente que visitar a página reconheça que está ali uma pessoa cheia de virtudes, com centenas de amigos, uma pessoa que quando estiver deprimida nunca vai ter dificuldades em arranjar um ombro amigo para desabafar.
actualmente, para esta geração, o hi5 substituiu o poeirento curriculum vitae. é lá que está a vida toda deles, as fotos da infância, o animal de estimação, as férias no algarve, as fotos que tiraram nos concertos do tony carreira e dos tokyo hotel, o baptizado do sobrinho, o casamento da prima. não há limites de qualquer espécie, quanto mais se ficar a saber sobre a vida deles melhor. só parece haver uma condição indispensável: dar montes de erros ortográficos. um perfil do hi5 sem erros ortográficos é como uma conferência de imprensa do chalana sem "gaffes". no nome dos filmes, cantores, grupos musicais, escritores e livros preferidos é um fartote. desde "evanessence" a "nothing hill" (em vez de "notting"), de "sakira" a "green dey", a um que diz que os livros preferidos são de "fiqueção científica", outro que o filme preferido é o "fast fourios", os "likim park" aparecem muitas vezes, tal como o escritor paulo coelho, que pelos vistos é o escritor preferido de toda esta gente. há uma rapariga que "gosta de curtir a vida até ou limite" (deve estar indecisa) e o seu livro preferido é a "barca do imferno"; outra que se define desta forma intelectualmente superior: "Bem...k poxo eu dizer de mim...entao, Sou muito amiga dos meus amigos, muito brincalh e divertida e sou sobretudo anti-portista e anti-sportingista!!!Defeitos...N tenho...lol...Até tenho...tenho um feitio, ui ui cuidado!Mas a verdade é k Adoro os meus amigos e a minha familia,sem eles n seria nada!!! Sou mt mas mt teimosa... sou sincera e n gosto de julgar ninguem...detesto pexoas k julgem ou k condenam as pexoas sem provas... e detesto ainda mais a hipocrisia e a falsidades... mas axo k estamos no mundo deles... infelizmente... Bem axo k ja n ha grande coisa a dizer sobre mim, pk kem m conhecer de verdade, sabe cm sou...alem dixo, eu aki sou suspeita lol... :)". com tal descrição, esta fabulosa rapariga de 18 anos conseguiu arrecadar já 471 amigos (isto é totalmente verdade!). outro que certamente vai longe no hi5 é o rapaz que colocou a seguinte frase no item livros preferidos: "não tenho tempo para isso". brilhante! quantos amigos tem? 273. o tempo que não perde a ler livros permite-lhe cultivar todas estas fortes amizades. uma rapariga de 15 anos, na mesma secção de livros preferidos, escreveu "não gosto de ler". os pais dela devem estar babados e orgulhosos. há sempre namoradas que amam "perfundamente" os seus namorados; umas tantas que se definem como "ximpatika" (curiosamente a palavra "simpática" tem exactamente o mesmo número de letras), outras dizem que "sou teimosa kundo é presizo ser..."; um outro diz que tem "203 filmes diferentes"; e de vez em quando surgem palavras comoventes, que tocam verdadeiramente quem as lê, como estas: "nao me posso esquecer duma pessoa mt importante mesmo nao falando para ela por umas coisas parvas estamos xatiads mas ela é mt importante para mim pk quando presisei dela ela ajudoum mt brigada kaneca adort asima de tudo..."; outras, mais recatadas e singelas, dizem essencialmente isto: " sobre mim nao sei k dizer mas ponto"; outras, com o ego muito mais inchado, dizem " sou bonita, simpatica, amigua, gordita, a mlhor mae do mundo". no fundo, e essencialmente, os membros do hi5 são quase todos "amigus dos seus amigus". e ainda bem, porque a amizade, especialmente aquela que se desenrola no hi5, é linda. diria mais: é "maguenifika" e, ao mesmo tempo, "espetecular".
a comunidade hi5 criou o seu próprio acordo ortográfico, sem precisar de intermediários. escrevem no computador como se estivessem a mandar mensagens de telemóvel, tentando abreviar ao máximo as palavras com o nobre intuito de pouparem o teclado, electricidade e os pobres dedos, que tão necessários são para... enviar mensagens de telemóvel.

quarta-feira, abril 23, 2008

infidelidades permitidas

pensamentos impuros. quem nunca os teve que atire a primeira pedra (quem já os teve pode continuar a ler). no fundo, até são saudáveis, porque um tipo imagina tudo sem ter o trabalho de os colocar em prática. as infidelidades mentais são as melhores: não há peso na consciência de qualquer espécie ou feitio, não se coloca em risco o casamento ou o namoro, não se gasta dinheiro em preservativos, nem há necessidade de se tomar banho no final, poupando-se sabonete, gel de banho e shampô. enfim, são só vantagens, morais e financeiras. para além de que, ao apenas imaginar, podemos fazê-lo com quem quisermos, sem qualquer entrave. ainda há dias, por exemplo, saí com a catherine zeta jones, jantar e cinema, e acabamos numa suite do hotel ritz (no rés-do-chão, claro, porque a imaginação é minha e eu quero que existam suites no rés-do-chão, precisamente a pensar em pessoas como eu, que até em sonhos tenho vertigens. olhando para trás, acho que este foi, provavelmente, o mais longo "entre parêntesis" deste blogue). sem que nada o fizesse prever, bateram à porta da suite. pensei que fosse o empregado com os nossos pedidos (champanhe, pizza e gelado haagen dazs), mas quando fui abrir surgiram-me à frente a monica bellucci e a charlize theron. convidei-as a entrar, naturalmente. elas já conheciam a zeta jones e rapidamente se instalou um clima de boa disposição e descontracção. bem, vocês adivinham facilmente o resto...
num outro exemplo, fui a um concerto dos beach house com a kate beckinsale. lá chegados, descobri que a plateia era inteiramente constituída por modelos da victoria's secret. a adriana lima, a alessandra ambrosio e a ana beatriz barros vieram ter comigo, elogiando sistematicamente a minha virtuosa capacidade para a escrita e para a paginação. a adriana chegou a confessar que os meus títulos a arial, corpo 44, bold, lhe faziam vir as lágrimas aos olhos de tão emocionada que ficava quando os via. senti-me naturalmente "babado" e, como forma de retribuir os elogios, convidei as três para mais uma noitada na tal suite do hotel ritz. sem esquecer a kate beckinsale, claro. quem é que, no seu perfeito juízo, se esquece da kate beckinsale? estávamos no tal ambiente descontraído quando começo a ouvir as notícias da antena um. o raio do despertador tinha tocado. logo na altura em que eu tinha quase a certeza que a sophie marceau e a camilla belle iam bater à porta...

cycles - bonnie prince billy

bonnie prince billy


este homem é responsável por três das músicas mais belas que ouvi ultimamente: "i came here to hear the music", "my life" e "cycles", todas do disco "ask forgiveness", de 2007. as duas primeiras já as coloquei no blogue. a terceira, em dueto com meg baird, é uma versão de uma música de frank sinatra, escrita por gayle caldwell em 1968, vai ser o próximo post. já conhecia a obra de bonnie prince billy, apaixonei-me perdidamente pela sua música "i see a darkness", do disco com o mesmo nome, de 1999; este seu último disco veio cimentar a sua já elevada posição na minha tabela de preferências. se ainda não ouviram, aconselho-vos a procurar neste blogue, um bocadinho mais abaixo, as músicas "my life" e "i came here to hear the music". percam um bocadinho do vosso tempo a ouvi-las, se puderem.

"curb your enthusiasm"



"hum... alright, eternity..."

"curb your enthusiasm"



definitivamente uma péssima opção para esconder uma garrafa de água...

"curb your enthusiasm"



"the best waiting room experience that i've ever had"

blue and grey shirt - american music club

"curb your enthusiasm"



também me acontece sempre isto... escolho sempre as piores filas, sempre!

larry david e woody allen juntos


larry david vai protagonizar o próximo filme de woody allen, ainda sem nome, que marca o regresso do realizador a nova iorque, depois das incursões por inglaterra e espanha. em inglaterra filmou "match point" e "scoop", ambos com scarlett johansson como protagonista, e ainda "cassandra's dream", com colin farrell e ewan mcgregor, e em espanha rodou "vicky cristina barcelona", com os actores espanhóis javier bardem e penelope cruz e, mais uma vez, scarlett johansson. larry david já tinha entrado em dois filmes do realizador, ainda antes de ter criado, com jerry seinfeld, a série que o catapultou para a fama, "seinfeld", fazendo pequenas participações em "radio days" e "new york stories". agora, no auge da sua popularidade, em virtude do sucesso da série que escreve e protagoniza, "curb your enthusiasm", que completou seis temporadas recentemente no canal hbo, correndo rumores que haverá uma sétima no próximo ano, larry david consegue o seu primeiro papel de protagonista no cinema, pelas mãos do realizador cuja obra mais se aproxima do seu mundo iconoclasta e niilista. woody allen, para além de escrever e realizar, também vai interpretar uma personagem no filme, que conta ainda com evan rachel wood e henry cavill. a foto publicada neste post regista uma das primeiras cenas gravadas no lower east side de manhattan esta semana, vendo-se evan rachel wood e larry david, de 20 e 60 anos respectivamente (pai e filha? avô e neta? amantes? com woody allen nunca se sabe. a dinâmica "homem mais velho, mulher mais nova" está muitas vezes presente no trabalho do realizador), a "vestir" as personagens nesta comédia romântica de woody allen, que vai estrear apenas em 2009.

p.s. - obrigado, caro anónimo, pela informação que me escapou.

terça-feira, abril 22, 2008

padrões e valores morais

serei alguma vez capaz de atingir os meus próprios padrões em termos de personalidade? é complicado estabelecer comparações e juízos de valor sobre uma pessoa quando verificamos que padecemos dos mesmos defeitos. a rita (nome fictício de marta) é intriguista, básica, fútil, hipócrita, tem mau hálito e um hábito terrível de citar fernando pessoa sempre que lhe perguntam o que quer de sobremesa. tudo bem, a rita pode ser isto tudo, mas é fabulosamente agradável em termos visuais. o rafael (igualmente nome fictício de marta, curiosamente) deve sentir-se mal por ser amigo dela? por preferir as virtudes físicas às virtudes morais? por deixar arrastar uma "amizade" que nada de psicologicamente estimulante lhe oferece? se analisarmos estas últimas três pertinentes questões pelo lado masculino, chegamos à conclusão de que o rafael quer, efectivamente, apenas "saltar para a cueca" da rita. ou então nem tanto, tendo em conta o tal problema do mau hálito da rapariga, quer apenas ser visto com ela, ser invejado pelo resto da sua espécie. o rafael criou durante largos anos, baseando-se em revistas, programas nocturnos com bolinha vermelha no canto superior direito e na sua professora de inglês do 8º ano, um consistente ideal de beleza. na sua transição da adolescência para a vida adulta, conheceu centenas de mulheres, umas mais inteligentes, outras mais atraentes, sempre com os mesmos padrões físicos embutidos no cérebro. depois de uma interminável travessia pelo deserto (em sentido figurado, claro, porque ele não conseguiu os mínimos para participar no rally lisboa dakar), rafael conheceu rita. dois segundos depois, a sua libido deu cambalhotas de contentamento. dois minutos depois, a libido foi-se deitar novamente, por manifesto cansaço. meia hora depois, a libido acordou porque alguém estava a bater à porta, mas era engano. ou seja, o estímulo visual criado pela rita foi-se desvanecendo com o tempo e o pobre do rafael começou a ficar dividido. ouvir horas e horas de conversas fúteis e insípidas só porque ela é efectivamente uma "brasa" ou continuar a procurar alguém que reúna as vertentes psicológica e física num só corpo? pepsi ou coca-cola? fifa 2008 ou pro evolution soccer 2008? conan 0'brien ou jon stewart? miguel sousa tavares ou vasco pulido valente? pois, o rafael não sabe o que fazer. chega a sentir-se mal ao lado da rita porque sente que está a atraiçoar os seus próprios valores e padrões. sente que não é aquilo que ele representa. sente que poderia perfeitamente estar a ter conversas muito mais interessantes e estimulantes com outras pessoas, que poderia estar a cultivar-se e a aprender. a rita, por sua vez, gosta muito de estar com o rafael, acha que ele é boa pessoa, com um sentido de humor um bocado esquisito (que ela muitas vezes não entende mas sorri na mesma para mostrar que percebeu a piada) e umas referências musicais e cinematográficas estranhas (cinema europeu? isso existe?). no entanto, ao mesmo tempo também acha que o rafael é intriguista, básico, fútil, hipócrita, tem mau hálito e um hábito terrível de assobiar o refrão da música "the final countdown", dos europe, antes de tomar café.

sábado, abril 19, 2008

dream brother - jeff buckley



There is a child sleeping near his twin
The pictures go wild in a rush of wind
That dark angel he is shuffling in
Watching over them with his black feather wings unfurled

The love you lost with her skin so fair
Is free with the wind in her butterscotch hair
Her green eyes blew goodbyes
With her head in her hands
and your kiss on the lips of another
Dream Brother, with your tears scattered round the world.

Don't be like the one who made me so old
Don't be like the one who left behind his name
'Cause they're waiting for you like I waited for mine
And nobody ever came...

I feel afraid and I call your name
I love your voice and your dance insane
I hear your words and I know your pain
Your head in your hands and her kiss on the lips of another
Your eyes to the ground
and the world spinning round forever
Asleep in the sand with the ocean washing over...

northern sky - nick drake



I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

It's been a long time that I'm waiting
Been a long time that I'm blown
been a long time that I've wandered
Through the people I have known
Oh, if you would and you could
Straighten my new mind's eye.

Would you love me for my money
Would you love me for my head
Would you love me through the winter
Would you love me 'til I'm dead
Oh, if you would and you could
Come blow your horn on high.

I never felt magic crazy as this
I never saw moons knew the meaning of the sea
I never held emotion in the palm of my hand
Or felt sweet breezes in the top of a tree
But now you're here
Brighten my northern sky.

quarta-feira, abril 16, 2008

onde estava "este" sporting?

que jogo inesquecível, caramba! passei por variadíssimos estados de alma durante os 95 minutos de jogo. ao intervalo estava completamente destroçado, recordando outros jogos importantes em que o sporting tinha falhado em casa, como foram os casos do cska moscovo, roma, glasgow rangers, etc.. ainda por cima a equipa raramente tinha conseguido virar um resultado esta época. mas a segunda parte foi de louvar, especialmente a partir da saída de romagnoli, que esteve francamente mal. paulo bento "sacrificou" mais uma vez miguel veloso, colocando-o a central, apostando mal em adrien silva (voltou-se a verificar que o jogador ainda está "verde" demais). izmailov ainda entrou na primeira parte e, para mim, foi o homem do jogo, canalizando o caudal ofensivo do sporting pelo lado direito, colocando léo sempre em sobressalto e impedindo as suas investidas atacantes. o benfica esteve quase toda a segunda parte no seu meio campo, impotente perante a avalanche ofensiva do sporting. petit pareceu muito desgastado, tem feito uma época de fraco rendimento, especialmente a nível físico, e foi dos primeiros a "quebrar" no meio campo encarnado, seguindo-se rui costa (excelente primeira parte, no entanto) e maxi pereira. quando saiu romagnoli, entrando derlei, paulo bento conseguiu colocar sistematicamente a equipa no meio campo encarnado. miguel veloso subiu no terreno, para a posição de trinco; grimi subiu bastante, tal como abel, pelos flancos; joão moutinho ao meio, vukcevic à esquerda, izmailov à direita e yannick no meio; na frente, derlei e liedson. com esta disposição no terreno, o sporting "sufocou" o benfica, confundindo os encarnados com constante rotatividade dos jogadores. os primeiros três golos surgiram pelo lado direito, com léo desamparado perante abel, izmailov e joão moutinho. mas até foi vukcevic (na tal rotatividade) que centrou para o primeiro golo, com o seu pior pé, o direito, para yannick marcar. no segundo golo, a assistência foi de joão moutinho, para liedson marcar. no terceiro golo, foi izmailov a assistir derlei. até o quinto golo do sporting surgiu do lado direito, com miguel veloso, também com o seu pior pé, o direito, a centrar para vukcevic marcar o golo da noite. apenas o quarto golo do sporting surgiu no miolo do terreno, com yannick a marcar. para quem se queixava, como eu, das fracas opções ofensivas do sporting há uns poucos meses atrás, hoje os golos foram todos apontados por avançados.
foi notória a grande raça dos jogadores e a férrea vontade de chegar à final da taça. isso foi bem evidente quando o sporting partiu novamente para cima do benfica quando sofreu o "injusto" 3-3, apontado por rodriguez. lançou-se sem receios à procura de novo golo e foi feliz, teve a tal estrelinha que lhe tem faltado sistematicamente em jogos importantes (neste caso, foi o precioso ressalto da bola em luisão no remate fora da área de yannick, que fez a bola passar por cima de quim). o benfica estava completamente perdido no terreno, sendo por demais evidente que não tem no banco um treinador minimamente capacitado para "ler" o jogo e orientar devidamente os seus jogadores. entrou sepsi e saiu di maria, rodriguez não sabia que posição ocupar, rui costa foi falar com chalana para lhe perguntar qual era a posição de sepsi no terreno, cardozo estava para entrar quando surgiu o 3-3 e só entrou quando o sporting fez o 4-3. petit estava "a pedir" a saída de terreno desde o meio da segunda parte (binya estava fresco no banco), claramente esgotado, e, acima de tudo, chalana nunca entendeu que léo precisava de apoio para fechar o lado esquerdo da defesa, sendo sempre ultrapassado pelos dianteiros leoninos, que facilmente chegaram à conclusão de que seria por ali que poderiam chegar mais rapidamente à baliza encarnada. chalana, na conferência de imprensa, voltou a refugiar-se no estafado argumento da arbitragem, que parece ser o único tema que consegue explanar com facilidade. esqueceu-se de referir, também, e para ser verdadeiramente honesto, que di maria devia ter sido expulso ainda na primeira parte. esqueceu-se ainda de explicar como é que o benfica, com mais dois dias de descanso e de preparação do jogo (jogou na sexta e o sporting no domingo para a liga), parecia infinitamente pior em termos físicos na segunda parte do que os leões. enfim, nunca o benfica teve um treinador que fosse, efectivamente, a "cara" do presidente do clube. este pensa como ele e fala como ele, o que é espantoso.
efeitos desta vitória? galvanização e confiança para encarar os últimos quatro jogos do campeonato, que até são relativamente fáceis (leiria, fora; marítimo, casa; paços de ferreira, fora; e boavista, casa), para tentar chegar ao segundo lugar. creio que se o benfica perder no dragão no domingo e o sporting ganhar em leiria, a luta pelo segundo lugar vai ser apenas entre vitória de guimarães e sporting (e o sporting tem vantagem no confronto directo sobre os vimarenenses). o fc porto tem uma palavra importante nesta luta pela vice-liderança: recebe o benfica e vai a guimarães na jornada seguinte. espero sinceramente que mantenham, nestes dois jogos, os níveis exibicionais patenteados ao longo da época. lembrem-se que foi paulo bento o primeiro treinador a reconhecer o mérito da vitória do fc porto na liga. eu sei que é pouco, mas tem que valer alguma coisa...

no one´s gonna love you (more than i do) - band of horses



do disco "cease to begin", de 2007, aqui fica uma das músicas que mais tempo andaram a flutuar na minha cabeça (e ainda anda por estes dias): "no one´s gonna love you (more than i do)", dos americanos band of horses.

marching bands of manhattan - death cab for cutie



sabe sempre bem recordar esta magnífica música do disco "plans", dos death cab for cutie, um mês antes do lançamento do novo album da banda, "narrow stairs", com lançamento previsto para 13 de maio.

terça-feira, abril 15, 2008

vertiginosamente rápido


esta foi a única foto de jeito que consegui tirar na inauguração do palácio do gelo, que contou com a presença de catarina furtado. sempre imensamente rodeada de fotógrafos, câmaras de filmar e de várias entidades (presidente da câmara e da visabeira, governador civil, bispo de viseu, etc.), tornava-se complicado vislumbrar fosse o que fosse da apresentadora. de vestido preto, pelos joelhos, e mais alta do que eu esperava, catarina exibiu toda a sua classe e simpatia, respondendo sempre de forma afável a qualquer solicitação. na sua primeira intervenção, às 17h00, como "host" das cerimónias de inauguração, tentou espicaçar os presentes, pedindo palmas e entusiasmo (neste aspecto, foi uma cópia do que costuma ser aquando da apresentação do "dança comigo"). não foi arrogante, não foi "estrela", não quis ser a vedeta do evento. ali a vedeta era indiscutivelmente o palácio do gelo, uma autêntica monstruosidade comercial, desportiva e cultural.
enquanto a visita às instalações decorreu pelos pisos -1, 0 e 1 as coisas correram bem. mas eu estava a guardar-me para a cerimónia da bênção das instalações, dos discursos da praxe, etc., porque seria a melhor altura para tirar fotos ou simplesmente ficar embasbacado a contemplar demoradamente a bela apresentadora. entre o piso -1 e o piso 0 tirei a foto que encima este post. foi a única oportunidade que tive para a fotografar sem que o batalhão de fotógrafos se colocasse à minha frente. isto porque a catarina e o presidente da visabeira (o sortudo que está ao lado dela na foto) estavam nas escadas rolantes. pensei que seria uma boa foto de arranque para o que eu esperava ser uma tarde em cheio. mas... não. a partir do momento em que a comitiva começou a subir para os pisos cimeiros nunca mais a vi. isto porque, vá-se lá saber porquê, a organização resolveu fazer a tal cerimónia oficial (discursos e tal) no último piso. no sacana do último piso. eu, como tenho vertigens na exacta medida em que o tony ramos tem pelos no corpo, não fui sequer capaz de passar do piso da fnac, o piso 1, e mesmo assim já me estava a fazer alguma confusão. digamos que foi uma espécie de "remake" do filme "vertigo", de alfred hitchcock, em que eu fui o james stewart e a catarina a kim novak. ainda esperei pela abertura da fnac, às 20h30, para ver se voltava a ter uma "abébia". mas... também não. presidente da câmara, sim. governador civil, sim. catarina furtado, nem vê-la. dessa forma, e como também não gosto muito de estar no meio de multidões, que começava a ficar impaciente para entrar na fnac, empurrando constantemente, porque cada centímetro é significante e aproxima-nos da desejada meta (para quê estar a dez metros quando podemos estar a nove metros e meio? é burrice...), resolvi desistir. com a minha sorte, às tantas a catarina ainda apareceu por lá, já não tão maquilhada e produzida, como eu gostaria de a ver (preferia mil vezes vê-la de calças de ganga e t'shirt). assim fiquei com a sensação de que a vi "in character", vestindo a mesma personagem como se estivesse a apresentar mais uma edição do "dança comigo". isso vejo eu na televisão, todos os sábados. mas enfim, já foi muito bom assim, depois de tantos anos de desencontros. só foi pena aquela estapafúrdia decisão de mandar toda a gente para o último piso, sem pensarem em todos aqueles que sofrem de vertigens (por acaso, acho que fui só eu que não subi...). se nem a catarina furtado me faz vencer o meu medo das alturas, então sou mesmo um caso perdido.

a nossa "besta negra" foi eliminada

ufa, ainda bem que ganhou o fc porto... assim, caso ganhemos ao benfica amanhã, já não apanhamos o vitória de setúbal na final da taça de portugal. ao fc porto ainda ganhamos uma vez esta temporada; ao vitória de setúbal, em quatro jogos, não vencemos um. se o vitória vencesse este jogo hoje e amanhã o sporting eliminasse o benfica, os vitorianos poderiam festejar a conquista da taça de portugal quase um mês antes da respectiva final. apanhar o sporting na final eram "favas contadas" para os sadinos. ao menos com o fc porto ainda temos algumas hipóteses...

"californication"

i came here to hear the music - bonnie prince billy

segunda-feira, abril 14, 2008

"martian child"


vi este filme ontem. sou bastante suspeito, desde já, por gostar quase sempre dos filmes em que entra john cusack (tirando o inenarrável "con air"). a lista desses filmes está perto da dezena e meia e contém títulos como "class", "say anything", "shadows and fog", "the grifters", "bob roberts", "bullets over broadway", "city hall", "grosse pointe blank", "pushing tin", "being john malkovich", "high fidelity", "america's sweethearts", "serendipity" e "identity". e john cusack ainda só tem 41 anos... a sua única nomeação sonante em termos de prémios de interpretação foi com o filme "high fidelity", em 2001, nos globos de ouro, que perdeu para george clooney, com o filme "o brother, where art thou?". para além de um magnífico actor, cusack também já demonstrou excelentes capacidades para a escrita, como ficou bem patente nos argumentos de "grosse pointe blank" e "high fidelity" (embora este última seja um argumento adaptado do livro de nick hornby"). john cusack é um daqueles actores a quem fica mal um papel de vilão (nesse aspecto faz lembrar michael j. fox), construiu uma sólida carreira a conquistar esse estatuto de "nice guy", de "jovem inadaptado fechado num corpo de adulto". por isso o seu papel mais marcante seja o de rob gordon, em "high fidelity", o dono de uma loja de discos de vinil. é exactamente assim que "vejo" john cusack e em todos os seus filmes ele exibe resquícios de rob gordon. "martian child" é um desses filmes. aqui é ele david, um bem sucedido escritor de livros de ficção científica, viúvo há dois anos, que decide adoptar dennis, um órfão de oito anos de idade que afirma ser do planeta marte. os comportamentos de dennis, que se fecha durante o dia numa caixa, tem medo do sol e usa um cinto com pilhas para fazer peso porque tem medo de flutuar, transportam david para a sua própria infância, igualmente inadaptada e com os mesmos problemas de entrosamento social. a relação que se estabelece entre os dois é o fulcro deste filme, em que ambos se tentam converter em pai e filho, percorrendo david uma ténue linha entre a responsabilidade de educar uma criança e a vontade de se tornar o seu melhor amigo. apesar das ajudas da irmã (joan cusack, igualmente irmã na vida real) e da amiga (amanda peet, sempre linda), ele cedo percebe que aquela relação só poderá funcionar com muito empenho da sua parte, na medida em que dennis vive absorvido no seu mundo, na sua missão (dizendo repetidamente que foi colocado no planeta terra para executar uma missão). lentamente e com muita paciência, david consegue entrar no seu mundo e ganhar a sua confiança. sinceramente, acho que o filme não funcionaria se o papel de dennis não fosse interpretado de forma credível e ao mesmo tempo enternecedora. mas bobby coleman, de 10 anos, cumpre rigorosamente e com distinção todos os requisitos. será interessante assistir ao seu desenvolvimento como actor nos próximos anos.
"martian child" é baseado num conto, com o mesmo nome, do premiado escritor david gerrold. a realização pertence a menno meyjes. do elenco fazem ainda parte oliver platt, sophie okonedo e anjelica huston.

sexta-feira, abril 11, 2008

manic monday


realmente, não há fome que não dê em fartura. depois de um longo vazio em termos de séries de qualidade na nossa televisão, que começou aquando do último episódio de "sopranos" na rtp2 e terminou quando começou a quarta temporada de "house" no fox, temos agora a tão aguardada retoma. por estes dias há "house", "lost", "dexter", "entourage" (a horas indecentes), "extras", "the office" (em versão americana, que a tvi insiste em passar às quatro da madrugada), mais meia dúzia de séries com que não engraço muito, como "heroes", "prison break", "bionic woman", "ossos", etc.. depois temos ainda, embora já passem regularmente no pequeno ecrã há muito tempo, pequenas maravilhas do puro nonsense, como são os casos de "family guy" e "american dad".
às segundas-feiras, tanto na tvi como no fox, já tinha na minha agenda o visionamento indispensável de "house". no fox, os 12 episódios gravados até à greve dos argumentistas já foram todos transmitidos, e o canal recomeçou a série 4 do início, enquanto espera pelos novos episódios. a tvi, por sua vez, ainda não esgotou o seu lote de 12 episódios, já que começou a transmitir mais tarde a quarta temporada. mas, precisamente para as noites de segunda-feira, a rtp2 reservou uma grande surpresa. no antigo horário de "sopranos", o canal vai começar a transmitir, já a partir da próxima segunda-feira (dia 14), a terceira temporada de "weeds", com mary louise parker. recorde-se que a rtp2 tem repetido, todos os dias da semana, pelas 00h03, a segunda temporada desta série, para fazer a "ponte" para os novos episódios. logo a seguir a "weeds" vem "californication", outra série de sucesso do canal americano showtime, em que david duchovny interpreta a personagem principal, hank moody. esta série criou alguma polémica devido ao conteúdo explícito, de natureza predominantemente sexual, causando inclusivamente vários apelos de boicote à serie, não só dos telespectadores como também dos anunciantes, para que se recusassem a anunciar os seus produtos durante a transmissão do programa. a banda red hot chili peppers processou os produtores de "californication", alegando que estes se apropriaram indevidamente do título do single e album da banda, editado em 1999, com o mesmo nome. no processo, a banda alega que o termo "californication" é indiscutivelmente famoso e reconhecido como estando associado aos red hot chili peppers. apesar de toda a contestação e do conteúdo "sem preconceitos" da série, "californication" foi nomeado na última edição dos globos de ouro para melhor série de comédia/musical (perdeu para "extras") e para melhor actor em série de comédia/musical (nesta categoria david duchovny venceu). do elenco desta série fazem ainda parte natascha mc elhone, evan handler, madeleine martin, rachel miner e madeline zima (que interpreta a personagem mia lewis. a actriz, de 22 anos, tornou-se conhecida na televisão por representar durante 6 anos o papel de grace sheffield, a filha mais nova do viúvo maxwell sheffield na série "the nanny").
é com grande entusiasmo que antevejo desde já as noites televisivas de segunda-feira. só fica mesmo a faltar uma série centrada no mundo da música, para se constituir um autêntico serão de sex, drugs and rock and roll...

quarta série de "lost"

a história continua bastante enredada, aumentando de episódio para episódio o número de perguntas e de dúvidas, para as quais só haverá resposta conclusiva na última série, prevista para 2010. ao todo serão seis as séries de "lost". em portugal, a série passa actualmente no canal fox, que iniciou há duas semanas a quarta temporada, estreada nos estados unidos em janeiro deste ano. devido à greve dos argumentistas, esta quarta série viu reduzido o número de episódios previstos (16), falando-se agora de apenas 13. em compensação, a quinta série, que também tinha 16 episódios previstos (tal como a sexta série), vai ter 20. em maio de 2010, quanto "lost" atingir o seu 117º episódio, todas as perguntas serão respondidas.
para confundir ainda mais o pobre telespectador, esta quarta série conta também agora com flashforwards, transportando a acção para depois da saída de algumas personagens da ilha, como kate, hurley e jack (um papel que estava inicialmente previsto para michael keaton...). os dois primeiros episódios ficam marcados por uma clara divergência entre duas das personagens principais, jack e locke, ambos intransigentes e inflexíveis nas suas tomadas de posição. enquanto locke desconfia das intenções do grupo de salvamento enviado para resgatar os sobreviventes, em virtude da derradeira mensagem de charlie, no final da terceira série, jack acredita que pode ser a única hipótese de salvamento e está disposto a tudo para abandonar a ilha. mas, no final do segundo episódio, transmitido na passada terça-feira, o grupo de locke fica a saber que a equipa de salvamento não está na ilha para os resgatar, mas sim para capturar ben, o líder dos "outros". neste ponto, a única personagem que parece ter todas as respostas é ben (excelente interpretação de michael emerson!), agora prisioneiro do grupo de locke. mesmo amarrado e manietado, ben consegue manipular facilmente todas as outras personagens, colocando-as frequentemente umas contra as outras e guardando os segredos que conhece para as situações que lhe são mais convenientes. será interessante continuar a assistir a esta autêntica luta pelo poder e liderança, entre jack, locke e... ben. para já, e mais uma vez, estou completamente "agarrado" e viciado. certamente que não deixarei de estar à frente do televisor todas as terças-feiras, pelas 21h30.

quinta-feira, abril 10, 2008

regressar à terra

bem, terminado o jogo é tempo de regressar à terra e chegar à conclusão de que, efectivamente, a taça uefa não era para nós. quem não marca um golo a este frágil glasgow rangers em 120 minutos não merece mais. é certo que a equipa escocesa defende muito bem, tem dois bons centrais, mas é inofensiva e deixou jogar o sporting, sem pressionar demasiado e defendendo apenas junto à sua área. quem foi ineficaz foi o sporting, que podia ter tido mais sorte, nomeadamente no lance de liedson na primeira parte em que a bola foi ao poste. se o sporting marcasse primeiro, acredito que passaria a eliminatória. ao invés, sofreu um golo, a 30 minutos do final da partida, e quem está habituado a seguir "este" sporting sabia perfeitamente que o jogo tinha acabado aí. a equipa não sabe responder a adversidades, não consegue virar um resultado (a excepção foi a naval) e deita a toalha ao chão à mínima contrariedade. paulo bento, hoje, até esteve bem nas substituições, apostando tudo, mas a equipa desperdiçou toda a primeira parte, em mais uma fase de estudo, no seguimento do que se tinha passado na escócia, preferindo ver o que é que o adversário ia fazer em vez de assumir o jogo com vontade efectiva de o ganhar e resolver a eliminatória. foi pena, o sporting tinha argumentos suficientes para eliminar este glasgow rangers. para o ano há mais certamente...

meia-final à vista

vá lá, apelem a toda a vossa raça, entrega, querer e determinação, joguem no limite das vossas capacidades, coloquem em campo as vossas virtudes técnicas e suplantem os escoceses do glasgow rangers, de modo a escancararem as portas da meia-final. depois, o céu é o limite.

entretanto, vinte anos antes...

vinte anos! passaram já vinte anos... nos anos 80, quando ouvia duran duran de manhã à noite, era um tipo despreocupado, sem responsabilidades para além de passar de ano e não chumbar por faltas. quando ouço o "save a prayer" vem-me tudo à cabeça: o zx spectrum, as muitas horas a jogar o chuckie egg e o match day, o meu walkman preto com equalizador, onde ouvia música a toda a hora (lembro-me bem que rod stewart e os europe foram as primeiras cassetes que lá ouvi), os discos de vinil que mandava vir pelo círculo de leitores, os cadernos escolares todos rabiscados com nomes de grupos, as revistas bravo que me confiscavam no liceu, com o consequente aviso aos meus pais de que andava a ver revistas pornográficas (isto é mesmo verdade!), as horas que faltava às aulas para ir jogar snooker (e mais tarde o tetris), as minhas primeiras desilusões amorosas, a gritante falta de jeito para iniciar qualquer conversa minimamente coerente ou eloquente com uma rapariga, a minha "fabulosa" colecção de posters (que saíam na bravo e na pop rocky, as tais "revistas pornográficas" segundo os botas de elástico dos meus professores), onde imperava a minha "deusa" naquela altura, onde alicercei muitos dos meus ideais de beleza feminina: a nena (a dos "99 red balloons"), os primeiros bailes, onde pude efectivamente constatar, no terreno, a minha total incapacidade para "meter" conversa com uma pessoa do sexo oposto... enfim, muitas memórias, sempre com a componente musical a acompanhar cada uma delas. lembro-me perfeitamente da minha primeira namorada, tinha eu 14 anos (e ela tinha 19...), a ana, do seu estranho hábito de escrever mensagens de amor em todos os espelhos de minha casa (que depois tinha de limpar para os meus pais não verem), de ter faltado uma tarde inteira às aulas para ir fazer um piquenique com ela, em que levei o meu gravador (lá está a componente musical) com cassetes do (e agora, por favor, não vomitem) bon jovi (conseguiram aguentar?), a-ha e duran duran. ainda hoje a música "never say goodbye", dos bon jovi, me transporta imediatamente para esse dia, naquele que foi um dos meus primeiros grandes actos de insubordinação e rebeldia. o que é que vocês queriam? tinha uma namorada cinco anos mais velha do que eu e não ia fazer tudo o que ela me pedisse? sobretudo tendo em conta aquela minha já referida falta de iniciativa (ou jeito) para lidar com o sexo oposto. escusado será dizer, nesta altura, que foi ela que deu o primeiro passo, isso é fácil de concluir. começamos a namorar no dia 1 de abril de 1987. parece mentira, mas é verdade. foram 4 meses fantásticos, apesar de ter chumbado nesse ano. e disse 4 meses fantásticos porque ela, no final de julho, foi ter com a mãe à suiça (não, a minha primeira namorada não foi a martina hingis. a mãe dela não é suiça, é portuguesa, mas emigrante). nesse dia, em que ela foi embora, fechei-me no meu quarto a ouvir o disco dos cutting crew. a música "i've been in love before" é como uma cicatriz desse dia. nesse disco, "broadcast", também há duas músicas que ainda hoje recordo com nostalgia, "sahara" e "the broadcast", que ficarão para sempre ligadas a esta fase da minha vida. o primeiro amor nunca se esquece, é bem verdade, mas quando nos aparece aos 14 anos, sem aviso prévio e com tantos jogos interessantes para jogar no zx spectrum, um tipo fica com as prioridades irremediavelmente alteradas.
este passeio nostálgico vai ter que ficar por aqui porque me "bateu" uma enorme vontade de jogar snooker, de beber uma green sands e de comer um zainy crispy, o melhor chocolate que alguma vez existiu. ah, belos anos 80!

anos 80 revisitados



save a prayer - duran duran
o meu clássico dos anos 80.

anos 80 revisitados



I belive in you - talk talk