sexta-feira, fevereiro 29, 2008

compilação musical de fevereiro

em termos musicais, fevereiro foi marcado pelo lançamento do novo disco dos meus muito apreciados american music club, como se poderá constatar pela compilação deste mês. são três as músicas do disco "the golden age" que decidi incluir nesta lista: "all my love", uma das músicas mais belas que ouvi ultimamente, "the windows of the world" e "the sleeping beauty", da primeira compilação, a de janeiro, mantêm-se "true", dos the frames (mais uma excelente música), e "steam engine", dos my morning jacket. a lista começa com três músicas do início dos anos 90, que eu costumo ouvir em repeat, porque se "encaixam" muito bem. os death cab for cutie são uma banda que ouço recorrentemente, especialmente o disco "plans", que contém as duas músicas colocadas nesta compilação. no mês passado escolhi "what sarah said" e agora optei por "your heart is an empty room" e "marching bands of manhattan". tal como os death cab for cutie, os canadianos the dears também são uma daquelas bandas que quando "entram" não saem mais. do seu fabuloso disco "no cities left" escolhi "the second part", que é daquele género de músicas que se ouve muitas vezes sem nunca enjoar. para encerrar a lista, nada melhor que o clássico "ox4" dos ride, mais uma música que nunca enche, antes pelo contrário, parece que se vai gostando cada vez mais.

1. fine friend - pale saints (1994)
2. gently falls - into paradise (1991)
3. two step - throwing muses (1991)
4. my finest hour - the sundays (1992)
5. true - the frames (2006)
6. all my love - american music club (2008)
7. the second part - the dears (2003)
8. your heart is an empty room - death cab for cutie (2005)
9. the sleeping beauty - american music club (2008)
10. steam engine - my morning jacket (2003)
11. marching bands of manhattan - death cab for cutie (2005)
12. the windows of the world - american music club (2008)
13. ox4 - ride (1992)

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

nó na garganta

hesitei bastante antes de escrever este post. isto porque, apesar de considerar que este blogue tem reflectido, desde a sua criação, muito do que sou como pessoa, a minha personalidade, os meus pensamentos, as minhas paixões culturais, há sempre uma linha de índole pessoal que eu acho que não deve ser ultrapassada. ao mesmo tempo, sinto que se não colocasse neste espaço tudo aquilo que estou a sentir neste momento, estaria a ser desonesto, principalmente comigo mesmo. isto porque desde que este cantinho foi criado é aqui que eu "despejo" a alma e procuro excomungar os meus fantasmas, os meus receios, as minhas ambições e desejos. foi o que aconteceu quando me senti eufórico e feliz; fiz exactamente o mesmo quando me senti triste e depressivo. e volto a fazê-lo hoje. é sintomático que, depois de tantos dias seguidos sem chuva, hoje voltou a chover. curiosamente, começaram a cair os primeiros pingos de chuva quando me despedi dos meus filhos e da minha mulher, quando ela os foi levar à escola. tinha sido a primeira despedida. há um mês que o meu cérebro, sofrendo por antecipação, como é habitual em mim, estava a tentar preparar-se para este dia. nesse aspecto, falhei em grande escala. a expressão máxima desse meu fracasso aconteceu na verdadeira despedida, uma hora e meia depois, quando a chuva já se tinha instalado. e ainda bem, porque assim pude disfarçar melhor as minhas lágrimas. pode parecer a coisa mais lamechas de sempre, mas senti que uma parte importante do que sou como pessoa tinha acabado de ser arrancada. o nó na garganta começou a apertar de tal forma que foi impossível manter a mesma postura da minha mulher. para ela são apenas quatro dias, que vão passar rapidamente. para mim é quase o fim do mundo. ela não sofre por antecipação, nunca mostra sinais de fraqueza, nunca cede sentimentalmente. e ainda bem que ela é assim. estamos nas antípodas em termos sentimentais. foi assim enquanto namorávamos. dez anos em que foi muito raro estarmos na mesma localidade. quando finalmente isso aconteceu, veio rapidamente o casamento. estamos a dois meses de fazer dez anos de casados. dez anos juntos. sempre juntos! e o meu sofrimento agora também passa muito por esse facto: nós estamos sempre juntos. chegamos a passar fins-de-semana inteiros fechados em casa, especialmente quando está mau tempo ou algum dos nossos filhos está adoentado. e a verdade é que nunca chega a ser entediante. para mim, esta é uma prova cabal de como criamos um verdadeiro ambiente familiar, alicerçado em respeito mútuo, carinho, compreensão, ternura, apoio e, não menos importante, divisão salomónica das tarefas domésticas. isto é tão mais importante quando sabemos bem o que custa, a outros casais, estarem até trinta minutos juntos enquanto jantam ou almoçam. a convivência familiar cultiva-se, não se impõe. nesse aspecto, sentimo-nos, os quatro, privilegiados com o que temos, com os laços que criamos. cada momento é gratificante, seja ele um beijo na cara quando eles vão dormir, uma das dezenas de canções que a minha filha canta a toda a hora, um abraço apertado do meu filho quando o ajudo a passar um nível de algum jogo na playstation, ajudar a minha mulher a fazer o almoço e o jantar, dançar com eles, ouvir música com eles, brincar com eles, fazer macacadas para eles se desmancharem a rir (e como é maravilhoso esse som, um autêntico bálsamo), tudo embrulhado com muito amor, porque gostamos mesmo muito de estarmos juntos. e, nos próximos dias, isso não vai ser possível, porque falta uma parte, uma importante e vital parte. sim, ela é verdadeiramente insubstituível, pela capacidade de liderança, pela forte personalidade, pelo domínio absoluto de tudo o que gira à sua volta, pela inteligência e discernimento para escolher sempre as melhores opções, pelo rápido raciocínio quando é necessário resolver algum problema, pelo carinho e ternura que coloca em tudo o que se relaciona com os nossos filhos, pelo grande coração que tem, pela paciência que evidencia em alturas em que o comum dos mortais explodiria de irritação, pela sua sensatez e honestidade, pelo companheirismo, que faz com que, para além de ser minha esposa, também seja uma grande amiga, uma confidente, um apoio, enfim, um rochedo. fico satisfeito por, vinte anos depois, ainda continuarmos com o mesmo brilho nos olhos quando olhamos um para o outro, por saber que, ao contrário de estarmos fartos um do outro, estamos cada vez mais apaixonados, mais unidos e mais solidários.
sim, aquele meu nó na garganta hoje de manhã, quando me despedi da paula, encerrava em si tudo isto. acabo por chegar à conclusão de que, se a nossa vida familiar não fosse tão perfeita, seria muito mais fácil passar por isto agora, nem custava nada. assim, é muito doloroso. para mim, para ela e, principalmente, para eles. eu e o pedro vamos ter que fazer muitas macacadas para distrair a mariana nos próximos dias. vai custar muito, mas os meus filhos merecem que o pai deles esteja à altura desta "missão". e, no sábado, estaremos devidamente preparados para a receber novamente em casa. no nosso "cantinho"! vem depressa!...

bourne again


na ressaca dos óscares de domingo, depois de ter arrecadado três estatuetas, surge agora a notícia de um quarto filme da série "bourne". recorde-se que tanto paul greengrass, realizador dos dois últimos filmes do franchise, como matt damon, tinham garantido que "the bourne ultimatum" seria o último filme e o culminar da odisseia de jason bourne em busca da sua identidade. no entanto, os estúdios universal, que têm falhado na sua intenção em lançar novos franchises, "evan almighty", "miami vice", "king kong" e "van helsing" são apenas alguns exemplos, pretendem agarrar com unhas e dentes o sucesso comercial e de crítica que os filmes "bourne" têm garantido.
"the bourne identity", de 2002, realizado por doug liman, foi o primeiro filme da série, cujo argumento foi escrito por tony gilroy, que recentemente dirigiu e escreveu "michael clayton". do elenco constavam, para além de matt damon, chris cooper, julia stiles, brian cox, franka potente, clive owen e gabriel mann. o segundo filme foi "the bourne supremacy", lançado em 2004, realizado por paul greengrass e igualmente escrito por tony gilroy. neste filme aparece pela primeira vez a personagem pamela landy, interpretada por joan allen, mantendo-se as personagens de matt damon, brian cox, julia stiles, gabriel mann e franka potente. em 2007 estreou aquele que era apontado como o último filme da série: "the bourne ultimatum", também realizado por paul greengrass e igualmente escrito por tony gilroy, onde apenas permanecem as personagens de matt damon, joan allen e julia stiles, entrando david strathairn, scott glenn, paddy considine e albert finney, com quem bourne tem o tão ansiado confronto final.
sobre o quarto filme apenas existe a confirmação de que a universal convidou greengrass e damon para um quarto filme e que eles... aceitaram. para gáudio dos muitos admiradores de jason bourne.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

trailer de indiana jones 4

o muito aguardado quarto episódio da saga indiana jones tem estreia marcada para o dia 22 de maio. pelo trailer de "indiana jones and the kingdom of the crystal skull" podemos ver que harrison ford continua em muito boa forma, apesar dos seus 65 anos. do elenco constam ainda os nomes de shia labeouf, cate blanchett, karen allen, ray winstone, john hurt e jim broadbent.

monólogo de abertura dos óscares 2008

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

lapso grave

na edição 80 dos óscares, no tradicional segmento de video onde se recordam os actores, realizadores, produtores e outras pessoas envolvidas na indústria cinematográfica, que faleceram nos últimos 12 meses (de 1 de fevereiro de 2007 a 31 de janeiro de 2008), a academia de hollywood esqueceu-se de... brad renfro, falecido a 15 de janeiro de 2008, devido a uma overdose acidental de heroína. heath ledger faleceu a 22 de janeiro e constou do clip exibido ontem, aliás, foi inclusivamente o nome que fechou a extensa lista, onde constavam ingmar bergam e michelangelo antonioni.
brad renfro nasceu em knoxville, tennessee, a 25 de julho de 1982. estreou-se no cinema em 1994, com o filme "o cliente", de joel schumacher, ao lado de susan sarandon e tommy lee jones. em 1996 integrou o fortíssimo elenco de "sleepers", de barry levinson, com robert de niro, dustin hoffman, kevin bacon, brad pitt e minnie driver. em 1998 protagonizou "apt pupil", com ian mckellen, realizado por bryan singer, filme que lhe valeu o prémio de melhor actor na edição desse ano dos tokyo international film festival. em 2001 entrou em "bully", filme do controverso realizador larry clark, ao lado de outros jovens actores como rachel miner, bijou philips, nick stahl e michael pitt. no mesmo ano integrou o elenco de "ghost world", de terry zwigoff, juntamente com thora birch, scarlett johansson e steve buscemi. a partir de 2002 a sua carreira entrou numa fase descendente, tendo inclusivamente o actor feito alguns filmes televisivos ("hollywood flies", "american girl" e "the job", este com daryl hannah), o que nunca indicia nada de bom na carreira de um actor. em 2006 fez um episódio para a série televisiva "law & order: criminal intent" e rodou o filme "10th & wolf", de robert moresco, com james marsden e dennis hopper, cuja estreia aconteceu a 12 de abril de 2007. a última participação do actor num filme ocorreu em "the informers", do realizador gregor jordan, com argumento de bret easton ellis. este filme encontra-se ainda em pós-produção e tem estreia prevista apenas para outubro de 2008. para além de renfro, fazem parte do elenco winona ryder, billy bob thornton, kim basinger, amber heard e mickey rourke.

a resposta de jimmy kimmel

coloquei neste blogue, há umas semanas, o video de sarah silverman, comediante, actriz e escritora, namorada do apresentador jimmy kimmel desde 2002, intitulado "i'm fucking matt damon". kimmel passou-o no seu talk show, "jimmy kimmel live", no canal abc. a intenção de silverman era "provocar" o namorado, e logo com matt damon, considerado recentemente o "homem mais sexy do mundo". tudo isto porque, no seu programa, jimmy kimmel costuma brincar frequentemente com o actor, dizendo, quando o programa se aproxima do final, numa frase que constitui já uma espécie de tradição, "my apologies to matt damon, but we ran out of time". no seu video de resposta, kimmel entrou na brincadeira e, fazendo-se rodear de muitas estrelas de hollywood, como brad pitt, harrison ford, cameron diaz e robin williams, anuncia "i'm fucking ben affleck". o apresentador respondeu à altura ao repto da sua namorada. fico agora ansiosamente à espera da resposta de sarah silverman.

o grande momento!

glen hansard e marketá irglová na cerimónia dos óscares, com "falling slowly", música do filme "once", que viria a arrecadar o óscar de melhor música original.

o grande jon stewart


algumas das melhores "intervenções" de jon stewart:
sobre o fim da greve dos guionistas:
"the fight is over, so tonight, welcome to the make-up sex".
sobre o facto de estarem três actrizes grávidas na plateia, jessica alba, nicole kidman e cate blanchett:
"we have three pregnant actresses in the audience, but the night is still young, and jack nicholson is here".
mais tarde, voltou a enumerar as três actrizes grávidas, como se fossem candidatas a um prémio, neste caso o bebé:
"and the baby goes to... angelina jolie".
sobre diablo cody, responsável pelo argumento do filme "juno":
"diablo cody, what an amazing story. she used to be an exotic dancer, and now she is an oscar-nominated screenwriter. i hope you're enjoying the pay cut".
depois de glen hansard se ter "desfeito" em agradecimentos à academia pelo óscar de melhor música original e de ter dito que ele e irglová estavam ali quase por engano, que não pertenciam aquele mundo:
"that guy is so arrogant".
sobre os 80 anos dos óscares:
"oscar is 80 this year, wich makes him automatically the front-runner for the republican nomination."
sobre "norbit", que no dia anterior tinha "vencido" os razzie's:
"even "norbit" got a nomination which i think is great. too often, the academy ignores movies that aren't good."

a grande surpresa!


nascida a 30 de setembro de 1975, em paris, marion cotillard venceu, com apenas 32 anos, o óscar de melhor actriz em papel principal. não só foi umas das mais jovens actrizes a ganhar este galardão, como foi a segunda actriz francesa a consegui-lo, depois de simone signoret. refira-se que juliette binoche foi premiada com um óscar pelo filme "the english patient", mas foi o de melhor actriz secundária. cotillard já tinha vencido, na mesma categoria, o bafta e o globo de ouro (para actuação em filme musical ou comédia, dado que o globo de ouro na categoria dramática foi entregue a julie christie). em agenda, a actriz francesa tem dois filmes: "public enemies", de michael mann, um policial dramático com johnny depp e christian bale; e "nine", de rob marshall, um drama com javier bardem, penelope cruz e sophia loren. a actriz francesa, com créditos firmados no seu país de origem, já fez algumas incursões pelo cinema americano, como em 2003, no filme "big fish", de tim burton, ao lado de johnny depp e helena bonham carter, em "mary", de abel ferrara, com juliette binoche, forest whitaker e heather graham, e em "a good year", de ridley scott, filme que protagonizou com russell crowe. por último, e apenas como nota de informação adicional, marion cotillard é actualmente a porta-voz da greenpeace francesa.

óscares 2008 - vencedores


melhor filme: "no country for old men"
melhor realizador: joel e ethan coen, "no country for old men"
melhor actor: daniel day lewis, "there will be blood"
melhor actriz: marion cotillard, "la vie en rose"
melhor actor secundário: javier bardem, "no country for old men"
melhor actriz secundária: tilda swinton, "michael clayton"
melhor argumento original: "juno", por diablo cody
melhor argumento adaptado: "no country for old men", por joel e ethan coen
melhor filme estrangeiro: "the counterfeiters", da áustria
melhor filme de animação: "ratatouille"
melhores efeitos visuais: "the golden compass"
melhor som: "the bourne ultimatum"
melhor montagem de som: "the bourne ultimatum"
melhor montagem: "the bourne ultimatum"
melhor guarda roupa: "elizabeth: the golden age"
melhor banda sonora original: "atonement"
melhor fotografia: "no country for old men"
melhor direcção artística: "there will be blood"
melhor caracterização: "la vie en rose"
e... a cereja em cima do bolo:
melhor música original: "falling slowly", de glen hansard e marketá irglová, do filme "once".
contas feitas, tendo em conta as minhas previsões de sexta-feira, acertei apenas em 3 das 8 categorias principais. acertei no daniel day lewis, no javier bardem e no argumento original ("juno"). sinceramente, não estava a ver nem a marion cotillard nem a tilda swinton a ganhar... e cate blanchett ir para casa de mãos a abanar. na recta final da cerimónia de ontem, que consegui ver até ao fim, o que já não acontecia há uns anos valentes, o filme "no country for old men" bateu ao sprint o rival "there will be blood. destes dois filmes com maior número de nomeações, o filme dos irmãos coen arrecadou quatro estatuetas, contra duas do filme realizado por paul thomas anderson. "the bourne ultimatum" ficou em segundo lugar em número de óscares, com três, vencendo em todas as categorias para as quais estava nomeado. "la vie en rose" teve igual número de óscares que "there will be blood", vencendo na caracterização e na melhor actriz.
a cerimónia de ontem só foi maçadora nas músicas do filme "enchanted" nomeadas para o óscar de melhor música original. jon stewart foi hilariante, como sempre, na introdução e ao longo do espectáculo, e pertenceu-lhe um dos momentos da noite, quando foi buscar marketá irglová aos bastidores para agradecer o óscar de melhor música, algo que não tinha sido capaz de fazer minutos antes, aquando da atribuição do galardão. outro ponto alto da cerimónia foi... o discurso de agradecimento da própria marketá irglová. a sua doçura e desarmante sinceridade conquistaram a plateia. se a expectativa para ver "once" já era muito grande, agora está muito próxima da salivação incontrolável.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

previsões para os óscares

no ano passado, na minha previsão para os óscares 2007, nas oito principais categorias, acertei em... oito vencedores. para a edição de 2008, que se realizará no próximo domingo, dia 24 de fevereiro, são estas as minhas previsões, nas mesma oito principais categorias:

melhor filme: "there will be blood"
melhor realizador: paul thomas anderson, "there will be blood"
melhor actor: daniel day lewis, "there will be blood"
melhor actriz: julie christie, "away from her"
melhor actor secundário: javier bardem, "no country for old men"
melhor actriz secundária: cate blanchett, "i'm not there"
melhor argumento original: "juno"
melhor argumento adaptado: "atonement".

"toy story 3" em 2010


boas notícias para os meus filhos (bem, e tenho que admitir, para mim também): em 2010 chegará às salas de cinema "toy story 3", quinze anos depois do primeiro filme da série. a dar voz às personagens principais (woody e buzz lightyear) estarão novamente tom hanks e tim allen, respectivamente. ao leme do projecto, na realização, estará lee unkrich, que já tinha sido co-realizador de "monstros e companhia", "toy story 2" e "finding nemo", pertencendo o argumento a michael arndt, que recebeu o óscar de melhor argumento original por "little miss sunshine" em 2007. o enredo de "toy story 3" foi recentemente revelado pelo "the wall street journal", aqui. em "toy story 2", de 1999, woody tinha receio que o seu dono, andy, já não brincasse mais com ele e o colocasse na prateleira dos brinquedos defeituosos; agora, no terceiro filme, andy vai para a universidade e os brinquedos são embalados e enviados para um jardim-de infância. considerando que passaram muitos anos desde a segunda parte desta trilogia, o enredo encaixa perfeitamente e será uma excelente forma de fechar o círculo deste bem sucedido franchise da pixar.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

all my love - american music club

american music club


o novo disco dos american music club chama-se "the golden age" e foi lançado ontem, 19 de fevereiro, pela editora merge. depois de "love songs for patriots", de 2004, que marcou o regresso da banda após de um silêncio de dez anos, a banda de mark eitzel apresenta mais um trabalho de excelente nível. das primeiras audições (obrigado pelo mail ricardo), destaco várias músicas que são american music club "vintage", com sonoridades muito próximas de discos como "california" e "united kingdom", tais como "all my love" (a primeira música do album), "the windows of the world", "the sleeping beauty", "the dance", "who you are" e "the decibels and the little pills". da formação original, apenas mark eitzel e vudi permanecem, desta vez acompanhados por sean hoffman, baixista, e steve didelot, percussionista. segundo a crítica especializada, este novo trabalho dos american music club pretende ser um regresso às origens, aos ambientes intimistas do mítico disco "california", em que eitzel canta os seus desgostos amorosos e as suas depressões, histórias apaixonantes de almas perdidas e corações despedaçados que revelam ao mesmo tempo compaixão e desespero, com aquela sua voz inconfundível e sentida, própria de uma autêntica autoridade na arte de sofrer por amor, algo que poucos conseguem igualar. os american music club, banda de san francisco com 22 anos de existência, nunca tiveram honras de capas de revista, nem nunca tiveram a atenção de uns r.e.m., mas são responsáveis por uma vasta colecção de músicas inesquecíveis, espalhadas por discos como "everclear", "california", "san francisco", "united kingdom", "engine", "mercury" e "love songs for patriots". como se isso não bastasse, o concerto que eles deram no santiago alquimista, em 2005, foi um dos melhores a que já assisti, na única vez em que a banda visitou portugal. fico à espera de um regresso para promoção do novo disco, que recomendo vivamente.

novo ódio de estimação

tenho uma notável tendência para embirrar com apresentadores de televisão. há poucos que escapam a este meu intolerável feitio. há uns tempos irritava-me solenemente, e continua a irritar-me, a única diferença é que agora não aparece na televisão, a sílvia alberto, na apresentação da "operação triunfo". muitos gritinhos, gritante falta de empatia com o público, piadas inconsequentes que falhavam completamente o alvo, etc.. sentia-se perfeitamente que estávamos perante um caso de "erro de casting". a moça bem tentou assumir uma postura próxima de uma catarina furtado ou bárbara guimarães, mas soava tudo a falso, via-se que fazia um frete terrível, apoiando-se vezes sem conta na "muleta" dos gritinhos histéricos. depois é daquele tipo de entrevistadores que, enquanto o entrevistado está a falar, em vez de estar a ouvir o que ele está a dizer, está antes preocupado a pensar na pergunta que vai fazer a seguir. e este é um dos defeitos, gritante por sinal, de outro apresentador que me tem vindo a irritar solenemente: josé carlos malato. meus amigos, é mau, é muito mau mesmo. o seu talk show pretende ser algo informal e despretensioso, assim uma espécie de conversas de café, mas a imagem que transparece é de ser tudo feito "em cima do joelho". vi a entrevista que fez a catarina furtado (é claro que tinha que ver!), bem longa por sinal (ainda bem, mais tempo de antena da bela apresentadora), e em toda a santa entrevista não foi capaz de lhe perguntar algo que saísse da banalidade. ainda por cima, parecia meio perdido no espaço de tempo que ligava o fim da intervenção da convidada e o início da sua. mexia em papéis, apertava o casaco, ria-se, mandava o público bater palmas, tudo isto para ganhar algum tempo para preparar a próxima pergunta, que era sempre inevitavelmente boçal. mas isto ainda não era nada, comparado com o programa da última sexta-feira. os convidados iniciais foram miguel guilherme, antónio feio, josé pedro gomes, bruno nogueira e jorge mourato, protagonistas da peça "os melhores sketches dos monty python". pois bem, para cúmulo, o josé carlos malato não fazia a mínima ideia de quem tinham sido os monty python, da sua obra, etc.. ele só sabia que os actores estavam actualmente a apresentar uma peça que já tinha sido vista por muita gente e que agora ia percorrer a "província". daí que aquela conversa tenha sido algo muito próximo do surreal, porque os actores também começaram a gozar com o pobre do apresentador, que teve uma semana para preparar aquela entrevista e não foi capaz de ir à internet pesquisar o trabalho dos monty python, saber que tipo de humor faziam, o impacto que tiveram... nada, o homem não quis saber. lá voltou a socorrer-se dos mesmos trejeitos que tinha utilizado com catarina furtado, ri-se muito e bastante alto, manda o público bater palmas e pronto, passem para cá o cheque no fim do mês que eu tenho mais que fazer. o cúmulo desta "entrevista" com os actores da peça foi já no final, quando pediu a josé pedro gomes, que tinha a lista completa das datas dos espectáculos e dos locais, algo que malato curiosamente não tinha, ou não quis ter, para anunciar essa mesma lista para os telespectadores. o momento já se antevia de uma pobreza televisiva sem igual, um tipo sentado, ao lado de outros quatro tipos, a pegar na sua agenda e começar a ler datas e locais. mas malato ainda o tornou mais fraco ainda: ia josé pedro gomes a meio da lista, quando malato se levanta e começa a "despachar" o quinteto, pedindo palmas, mais uma vez, anunciando de imediato os próximos convidados. fantástico! os convidados fazem o trabalho que deveria ser ele a fazer e ele agradece desta forma. caramba, por momentos senti mesmo saudades do herman josé como apresentador de talk shows. é certo que, no final do seu "herman sic", aquilo já se arrastava desinspiradamente, mas comparado com este "sexta à noite"... era quase uma cerimónia dos óscares.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

palavras da cor do céu

as palavras, quando são ditas pelas pessoas certas, têm muito mais significado. são como uma chávena de chocolate quente que nos revigora e enche a alma. obrigado!

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

35: o buraco negro

nunca pensei chegar a esta idade tão cansado. de repente, parece que tudo se desmorona à minha volta. nada parece fazer sentido: o emprego, a vida social, os amigos, etc.. o rumo que escolhi para a minha vida é questionado de cinco em cinco minutos. não estou a gostar de viver comigo, nesta embalagem, com estes atributos físicos e psicológicos. acho que estou a chocar uma depressão. deixei crescer a barba propositadamente. há dez anos que fazia a barba todos os dias. mas agora cansei-me. sim, também disso me cansei. fazer a barba todos os dias implica olhar para o espelho. e eu não quero ver-me. estou farto desta cara. já passei, com algum estoicismo, a fase da comichão e, agora, é deixar crescer a barba, livremente, sem obstáculos, até me tapar a cara completamente. se calhar, era mesmo isso que eu precisava.
mas onde raio é que eu errei? cortei à esquerda, algures, quando deveria ter cortado à direita? tenho sempre que errar em todas as decisões profissionais que tomo? onde é que está escrito que as empresas onde eu trabalho têm que passar sempre por dificuldades financeiras? quem foi o inteligente que estabeleceu essa ridícula margem dos 18 aos 35 anos para todo e qualquer anúncio de emprego? e a partir dos 35 anos? não se pode trabalhar? não existe vida? parece que é aos 35 anos que recebemos a mais importante avaliação que podemos ter nesta vida. se até aos 35 anos não somos capazes de arranjar um emprego decente, com bom ordenado, que nos permita uma vida tranquila e sem sobressaltos, somos uns... falhados, uma espécie de unidade com defeito na linha de montagem. não presta, deita-se fora. há que dar vez aos outros, àqueles que estão a começar, que vão começar a mostrar o que valem. têm 17 anos para escolherem os caminhos certos, para confiarem nas pessoas correctas, para alicerçarem e cimentarem uma vida profissional cheia de virtudes. os azares, como é o meu caso, não contam como desculpa. é preciso saber fazer os devidos julgamentos de carácter quando trabalhamos para alguém e, sobretudo, não nos deixarmos acomodar, porque os "35" estão lá, à nossa espera, mortinhos para nos avaliar e catalogar.
eu nunca foi despedido. saí de três locais de trabalho por ter ordenados em atraso (as tais dificuldades financeiras das empresas), de dois desses locais ainda me estão a dever dinheiro, saí de um por ser um contrato a termo certo (fui contratado para suprimir a falta de uma funcionária durante a licença de maternidade), e saí de um outro por minha iniciativa, apesar de o gerente me tentar demover. agora, parece que vou fechar o meu círculo profissional, porque se estão a passar precisamente as mesmas situações do meu primeiro emprego. é a mesma área profissional, é o mesmo cargo e são os mesmos problemas. fantástico! conclusão: desde 1993, ano em que comecei a trabalhar, não tive qualquer evolução. os meus anos de "avaliação" (os tais dos 18 aos 35) levam um chumbo do tamanho da muralha da china. carrego às costas o peso da minha incapacidade para analisar e decidir o meu rumo profissional. e é isso que toda a gente vai ler no meu curriculum vitae. isso e a minha idade. os tais "35". a experiência, o conhecimento, a tarimba, a cultura geral, o empenho, a pontualidade, não contam para nada. interessa apenas ter menos de 35 anos. saber ler ou escrever é opcional.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

obama / clinton


sigo com bastante interesse a corrida eleitoral entre os candidatos democráticos para a casa branca, entre barack obama e hillary clinton. tenho uma ligeira tendência para torcer por obama, porque, apesar de gostar de ver um dia uma mulher na presidência de um grande país (a frança esteve quase a eleger segoléne royal, mas preferiu o palonço do sarkozy), considero que ele tem maior capacidade para mobilizar o povo americano nas eleições de novembro e para vencer o candidato republicano (que será certamente john mccain). mas estarão os americanos preparados psicologicamente para terem um presidente negro ou uma mulher na presidência? desconfio que o grande vencedor desta minha dúvida vai ser... mccain. mas espero que não.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

"when harry met sally"

"you realize of course that we can never be friends; men and women can't be friends because the sex part always get in the way"; "no man can be friends with a woman that he finds atractive, he always want to have sex with her". a eterna questão: pode um homem ser amigo de uma mulher que considera atraente? para participar nesta discussão, basta solicitar o boletim de inscrição no governo civil da sua área de residência.

"play it again sam"

woody allen evidencia as paranóias e o nervoso miudinho dos primeiros encontros, numa cena de "play it again sam" ("o grande conquistador", em português). é hilariante a forma como ele tenta impressionar a rapariga, recorrendo mesmo a uma medalha que ele... comprou.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

holes - mercury rev

umas das minhas músicas preferidas: "holes", dos mercury rev, do disco "deserter's songs", interpretada ao vivo no programa televisivo do músico jools holland.

22: the death of all the romance - the dears

a banda canadiana the dears, uma das minhas preferidas, com o teledisco da música "22: the death of all the romance", do disco "no cities left". conta-nos a enternecedora e trágica história de amor entre dois peluches. o final é de partir o coração.

ballad of sister sue - slowdive

teledisco do angelical e inebriante tema "ballad of sister sue", dos slowdive.

infortúnios

acabei de jogar no euromilhões. fiquei com a sensação de que podia ter feito melhor.

dreams burn down - ride

brixton, 1992. ride ao vivo, com "dreams burn down", do disco "nowhere". façam o favor de apreciar a excelência da bateria de loz colbert, para mim um dos melhores bateristas de todos os tempos.

leave them all behind - ride

uma das melhores bandas de sempre, ao vivo em brixton, inglaterra, corria o ano de 1992, com "leave them all behind", do disco "going blank again". senhoras e senhores, os RIDE. façam o favor de aplaudir no final.

"vicky cristina barcelona"






imagens da rodagem, em barcelona, do novo filme de woody allen, intitulado "vicky cristina barcelona", com penelope cruz, scarlett johansson e javier bardem. o filme já está a suscitar muita curiosidade (até mesmo a quem não aprecia os filmes do génio nova-iorquino) por conter uma cena lésbica, aparentemente muito tórrida, entre penelope cruz e scarlett johansson. o site do new york post revela que a cena é "extremamente erótica" e que "o público vai ficar entusiasmado e até mesmo... chocado". mais tarde no filme, as duas actrizes protagonizam um "ménage a trois" com javier bardem, que faz de marido de penelope cruz.
portanto, para quem é admirador de woody allen, como eu sou, estas cenas acabam por não ter muita relevância, porque eu conto ver o filme de qualquer maneira. vejo-as como uma espécie de tiramisu oferecido pelo restaurante quando acabei de jantar e estou cheio como tudo. vou comê-lo na mesma, porque é impossível recusar tiramisu.
para quem não é apreciador dos filmes do realizador, é uma forma de irem ao cinema e entrarem em contacto com uma das mentes mais brilhantes dos nossos tempos, a escrever, a dirigir e a interpretar.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

arrested development em filme!


segundo o site "E! Online", as mentes criativas por trás de "arrested development", mitch hurwitz e ron howard, estão a trabalhar na adaptação cinematográfica da série da fox. jason bateman confirmou essa informação recentemente, revelando igualmente ter sido contactado pelos produtores da série para saber da sua disponibilidade para embarcar no projecto. portanto, boas notícias para todos os admiradores desta fabulosa sitcom. afinal, a idiossincrática família bluth pode estar de volta!

capitão ronaldo

Caramba, estou mesmo convencido de que o Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo. Que grande exibição ele fez contra a Itália!... Ele já tinha avisado, quando respondeu a Platini, que não seria no Euro 2008 que se iria ver quem era o melhor jogador do mundo, será antes pela regularidade evidenciada ao longo da época. É inegável que Cristiano Ronaldo tem feito uma época fantástica no Manchester United, mas não é menos inegável que os grandes jogadores do mundo conquistam esse estatuto numa grande competição internacional. Pelé no Mundial da Suécia, Eusébio no Mundial da Inglaterra, Platini no Europeu da França, Maradona no Mundial do México, Zidane no Mundial da França, Ronaldo no Mundial da Coreia/Japão, etc.. Quer-me parecer, pela exibição de Cristiano Ronaldo contra a Itália, que ele já nos está a preparar para uma nova desilusão. No Manchester United ele corre, dribla, joga com alegria, cruza, remata, assiste, concretiza. Na selecção, parece que se esconde do jogo, só aparecendo para raides individualistas inconsequentes. Se ele jogasse no FC Porto da mesma forma que joga na selecção seria assobiado, tal como acontece com Quaresma. Ou como aconteceu com Nani no Sporting. O público sabe distinguir perfeitamente entre um “génio da bola” e um “brinca na areia”. O que o madeirense joga quando veste a camisola das quinas é muito pouco para um tipo que ficou de trombas por ter ficado em terceiro lugar na eleição de melhor jogador, atrás de Kaká e Messi, considerando-se injustiçado. Certamente que o rapaz pensa que é o melhor do mundo, porque ganha como tal. Daí que o seu gigante ego, quando chega à selecção, não permita que entrem mais de 11 jogadores no balneário, tendo os outros que se equipar na cabine do árbitro. Ele quer ser o centro das atenções. É o capitão da selecção, aos 23 anos, em mais uma “brilhante” medida de Scolari. Que dirão jogadores com mais internacionalizações, alguns deles ainda estão no lote de convocados, que vêem assim gorar-se uma hipótese de usarem, um dia, a braçadeira de capitão da selecção portuguesa? Dentro de campo, move-se como se estivesse numa sessão fotográfica, marca um golo e faz caras de espanto, encolhe os ombros. É um verdadeiro actor. Por isso, quando as coisas correm mal, como ontem com a Itália, parece desinteressar-se pelo jogo, escondendo-se, resguardando-se na ineficácia dos colegas de equipa. Faz-me lembrar um primo meu, com quem jogava ténis de mesa. Sempre que eu começava a ganhar por uma larga diferença, ele falhava muitas bolas fáceis de propósito, menosprezando o meu jogo, fazendo crer que ele é que estava a jogar mal.
Acho sinceramente que Cristiano Ronaldo é muito bom jogador. Gosto de o ver jogar destemidamente, sem medo de arriscar o “um para um”, a forma como assiste os companheiros, em cruzamentos perfeitos, os seus livres directos, o jogo de cabeça, a velocidade supersónica… Mas só vejo isto nos jogos do Manchester United… Está certo que podem dizer que Makukula não é Tevez, Quaresma não é Rooney, Maniche não é Scholes, mas caramba, Cristiano Ronaldo já joga na selecção nacional há muitos anos. Ainda não teve tempo para se entrosar melhor com os seus colegas de equipa? Porque é que fico sempre com aquela impressão que o jogador se sente como um peixe fora de água quando representa Portugal?
Faltam poucos meses para o Europeu. Portugal continua a jogar mal. Pior ainda: ainda não encontrou o seu onze. A defesa esteve ontem francamente mal, Bruno Alves não é o parceiro ideal para Ricardo Carvalho (Pepe parece constituir a opção mais viável), Bosingwa ataca melhor do que defende, Caneira é perfeitamente vulgar (já no ano passado dizia isto quando ele representava o Sporting), e Fernando Meira é… fraquinho, muito fraquinho. Deco e Petit estão em baixo de forma, Maniche tem jogado pouco e isso reflecte-se em campo, Tiago não parece constituir opção viável, sobretudo depois da desastrosa temporada na Juventus, João Moutinho e Miguel Veloso ainda parecem muitos “verdes” para enfrentarem uma competição de alto nível. Na frente, bons extremos, péssimos pontas de lança. Quaresma, Nani, Simão e Cristiano Ronaldo vão disputar os dois lugares disponíveis para extremos. O panorama é desastroso quando se fala em pontas de lança. Hélder Postiga, Makukula, Hugo Almeida, João Tomás e Nuno Gomes. Destas cinco opções, as que Scolari tem chamado com mais regularidade, escolhia... Liedson. É avançar rapidamente para a naturalização do “levezinho”, a tempo de ir ao Euro 2008.
Quanto a Cristiano Ronaldo, e para terminar, considero que uns jogos a suplente lhe iriam fazer muito bem.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

look-alike 2

look-alike

%1

she's fucking matt damon

um dos momentos televisivos que mais me fez rir ultimamente. sarah silverman e matt damon. hilariante!

quinta-feira, janeiro 31, 2008

melhores discos de 2007

embora um pouco tarde, é certo, estamos quase em fevereiro, publico finalmente a minha lista dos discos preferidos do ano transacto. os prémios serão entregues em cerimónia oficial no pavilhão atlântico, apresentada por catarina furtado e miguel esteves cardoso, duas horas antes do concerto dos the cure, no dia 8 de março. depois de muita ponderação e do aparecimento de mais três centenas de cabelos brancos no meu couro cabeludo, surgiu isto:

10º - the cost - the frames
9º - boxer - the national
8º - wincing the night away - the shins
7º - release the stars - rufus wainwright
6º - close to paradise - patrick watson
5º - cease to begin - band of horses
4º - in rainbows - radiohead
3º - okonokos - my morning jacket
2º - our love to admire - interpol
1º - 23 - blonde redhead

quarta-feira, janeiro 30, 2008

25 novos filmes

a revista inglesa de cinema "empire", na sua edição de fevereiro de 2008, publicou a lista dos 25 filmes mais excitantes que vamos poder ver este ano, onde constam nomes bem familiares como james bond, indiana jones, batman, hulk, harry potter e... john rambo. eis a lista:
- indiana jones and the kingdom of the crystal skull, de steven spielberg, com harrison ford, karen allen, shia labeouf e ray winstone. o produtor frank marshall descreve assim o filme: "the best way to describe it is that it's an indiana jones movie, it's got all the style and elements of the old movies, and we're not really trying to do anything different".
- hellboy II: the golden army, de guillermo del toro, com ron perlman, selma blair e doug jones. "it's very different from the first one. i want hellboy to be a sort of harryhausen movie, where you go to a world and you see creatures in their environment, and you're fascinated by them" (guillermo del toro);
- hancock, de peter berg, com will smith, charlize theron e jason bateman. "it's an action-comedy-romance, but it's a little bit off. will smith plays an alcoholic superhero who everybody hates, and he's trying to reclaim his spirit. he reclaims it by falling in love with charlize theron" (peter berg);
- wanted, de timur bekmambetov, com angelina jolie, morgan freeman e james mcavoy. "wanted is a film about potential, in which a reluctant hero, james mcavoy, suddenly awakes from his mundane life to take charge of the powers he never knew he had" (empire);
- iron man, de jon favreau, com robert downey jr., jeff bridges, terrence howard e gwyneth paltrow. "clearly this is not your average superhero flick: it's james bond meets tom clancy meets... charles dickens?!" (empire);
- the mummy: tomb of the dragon emperor, de rob cohen, com brendan fraser, jet li e michelle yeoh. "i know that when people hear that we have jet li and michelle yeoh, they expect a certain level of action, and they're amazing, so i'm confident that nobody will leave disappointed" (rob cohen);
- blindness, de fernando meireles, com julianne moore, mark ruffalo e alice braga, baseado no livro "ensaio sobre a cegueira", de josé saramago. "it's such a wonderful, terrifying story, and i'm not sure you can do better than getting someone like fernando meireles to direct such a brilliant book" (alice braga);
- rambo, de e com sylvester stallone. vinte e cinco anos depois da sua primeira aparição nos grandes ecrãs, john rambo regressa para o quarto filme da série. "if you thought the other movies were extreme, this one's gonna knock you for six" (sylvester stallone);
- get smart, de peter segal, com steve carell, anne hathaway, bill murray, the rock. "we looked to the scope of the picture and the action to complement the humour, the characters and the situations that people remembered. i think we found our own tone" (peter segal);
- the chronicles of narnia: prince caspian, de andrew adamson, com ben barnes, liam neeson e tilda swinton. "one of the most interesting things about making this was getting a lot of mythological creatures into a castle environment, fighting against armed soldiers. it's an imagery i've not seen before, so i wanted to combine all those things" (andrew adamson);
- son of rambow, de garth jennings (realizador de "the hitchhiker's guide to the galaxy"), com will poulter e bill milner. "some have already called son of rambow this year's billy elliot" (empire);
- frost / nixon, de ron howard, com michael sheen e frank langella. "it was an amazing piece of television. plus, when you have a script from peter morgan and actors of such ability, it wasn't a hard decision to make. i just hope we can do the story justice" (ron howard);
- the incredible hulk, de louis leterrier, com edward norton, william hurt e tim roth. "it comes right out of greek mythology - this notion of the suppression of your inner demon. that was what drew me to it, the idea of a moral person at war with this thing inside of him" (edward norton);
- burn after reading, de joel e ethan coen, com george clooney, john malkovich, brad pitt e frances mcdormand. "it's a really funny script in my opinion. an inter-related black comedy of manners, set in washington, but not particularly involved at all with the politics" (john malkovich);
- the dark knight, de chris nolan, com christian bale, heath ledger, maggie gyllenhaal e aaron eckhart. "we defy even the most jaded commentator to sniff dismissively at the dark knight. after all, look at what nolan's batman rethink did with the superhero genre - rooting out all the realism he could, yanking the action down into the gutter, focusing on character rather than spectacle. and now he's going to do all that - with the joker. of course, heath ledger's scuzzed, scarred, punked and psycho'd-up take on the joker isn't the only reason we should be drooling with anticipation" (empire);
- speed racer, de andy e larry wachowski, com emile hirsch e christina ricci, produzido por joel silver. "silves hopes this movie will set a new benchmark for visual effects" (empire);
- pineapple express, de david gordon green, com seth rogen e james franco, produzido por judd apatow, realizador de "40 year old virgin" e "knocked up". "it's a marijuana-themed buddy comedy in the tone of 48 hours or midnight run" (seth rogen);
- the happening, de m. night shyamalan, com mark wahlberg, john leguizamo e zooey deschanel. o realizador define o filme como "a paranoid thriller about a family on the run from a natural crisis that presents a large-scale threat to humanity";
- valkyrie, de bryan singer, com tom cruise, terrence stamp e kenneth branagh. o filme conta a história do coronel claus von stauffenberg (cruise) que planeia assassinar hitler durante a segunda guerra mundial;
- wall-e, de andrew stanton (realizador de "finding nemo"), produzido pela pixar, com as vozes de jeff garlin, fred willard e john ratzenberger. a nova aposta de animação da pixar, depois do triunfal sucesso de "ratatouille";
- sex and the city: the movie, de michael patrick, com sarah jessica parker, kim cattrall, kristen davis, cynthia nixon e jennifer hudson. "a nice amount of time has passed, and the women have changed, and the city has changed. as you get older, you make different decisions" (sarah jessica parker);
- quantum of solace (o 22º filme da série james bond), de marc forster, com daniel craig, mathieu amalric, gemma arterton, olga kurylenko e judi dench. "what i can say is that it will follow on closely from casino royale; elements of what happened in the last movie are going to be pushing over into the new one" (daniel craig);
- star trek, de j.j. abrams, com chris pine, eric bana, winona ryder, zoe saldana e simon pegg. "star trek is something i grew up with and love. i'm completely respectful of the star trek canon and i feel there's a great movie to be made" (j.j. abrams);
- harry potter and the half-blood prince, de david yates, com daniel radcliffe, helena bonham carter, emma watson, alan rickman, jessie cave e jim broadbent. "what really has us looking forward to this one is that last act, where the series reaches new emotional heights and takes a twist in a completely new - and, as ever, darker - direction. it's going to be tough for them to pull it off, but if they do it rightm this could be the best potter film yet" (empire);
- where the wild things are, de spike jonze, com paul dano ("little miss sunshine"), com as vozes de james gandolfini, forest whitaker, catherine o'hara e catherine keener. "if the movie delivers on all its promise, then this should be a children's movie like no other and one of the most interesting films of next year, full stop" (empire).

terça-feira, janeiro 29, 2008

compilação musical de janeiro

como este blogue é meu e faço o que bem entender com ele, decidi fazer mensalmente uma compilação musical, reunindo os temas que mais ouvi em determinado mês. esses mesmos temas não têm necessariamente que ser actuais, por dois motivos: primeiro, porque sou eu que estipulo as regras e apetece-me estipular desta forma; segundo, porque ouço muita música dos anos 80, dos anos 90, muito foxtrot, charleston e corridinho, e seria injusto não as referir, colocando apenas músicas recentes para dar uma de entendido na matéria, conhecedor de tudo o que há de novo na indústria musical. fixei o número de músicas por compilação em 12. porquê? porque acho que é o número ideal de músicas para um cd, não muito longo e chato, nem muito curto ao ponto de ficarmos com água na boca a desejar mais. a ideia é gravar a dita compilação, tal como as futuras, para quando chegar a dezembro deste ano, quando gravar o último cd do ano, olhar para os doze discos e dizer: "porra, que maneira mais entediante de perder tempo". a minha mulher também não entende as minhas "emergências musicais" lá em casa. normalmente, ao fim de jantar apetece-me ouvir música, deve ser o momento do dia em que isso mais vezes acontece, o que a irrita solenemente, porque ela quer ver as notícias. também não tem muita paciência para aquelas situações, que acontecem frequentemente, em que eu, entusiasmado com uma nova banda ou cantor(a), digo que lhe vou mostrar uma música muita boa e que ela vai gostar, porque geralmente não gosta. é impossível competir com james blunt neste aspecto. ela olha para mim como se eu fosse um maluquinho, não entendendo como é que eu posso criar uma relação tão afectuosa com as minhas músicas preferidas. eu respondo que me apaixono mais rapidamente por músicas do que por pessoas, o que acaba por ser muito bom em termos de solidez do próprio casamento. ela não me imagina a fugir para las vegas com uma música, ou a sair de casa para ir viver com uma música num parque de campismo em peniche. aliás, o nosso casamento só corre verdadeiramente perigo quando ela me pergunta o que é que eu quero para jantar. ainda hoje aconteceu isso. se eu não dou a resposta certa, ou seja, aquilo que ela quer ouvir, as fundações da nossa relação começam imediatamente a abanar. se digo pizza, frango assado com natas, panados ou lasanha, ela revira os olhos instantaneamente, ao mesmo tempo que diz que só escolho pratos com natas e molhos. quem me mandou casar com uma dietista. quando disse, na minha terceira tentativa, pescada cozida com batatas cozidas, ela concordou e eu consegui salvar, mais uma vez, o nosso casamento.
a lenga-lenga já vai longa e eu ainda não anunciei quais são as doze músicas da compilação de janeiro. aqui estão elas:

1. true - the frames
2. no one's gonna love you - band of horses
3. daydreamer - patrick watson
4. what sarah said - death cab for cutie
5. no i in threesome - interpol
6. headlong - the frames
7. detlef schrempf - band of horses
8. i will sing you songs - my morning jacket
9. drifters - patrick watson
10. steam engine - my morning jacket
11. ballad of sister sue - slowdive
12. publisher - blonde redhead

sexta-feira, janeiro 25, 2008

foi há quatro anos


completam-se hoje quatro anos sobre o desaparecimento de miklos fehér. foi na noite do dia 25 de janeiro de 2004 que o país ficou chocado ao assistir, em directo, à morte do futebolista do benfica, em pleno estádio d. afonso henriques, em guimarães. tinham passado poucos minutos depois do golo do benfica, marcado por fernando aguiar, já nos minutos finais da partida contra o vitória de guimarães, quando o árbitro, olegário benquerença, decide mostrar um cartão amarelo ao jogador húngaro. fehér esboçou um sorriso, virou as costas ao árbitro, fez um ligeiro esgar de dor, baixou a cabeça e, em seguida, caiu inanimado no terreno de jogo. a sua vida acabava nesse momento. através da televisão, milhares de pessoas, igualmente em sobressalto, assistiram ao sofrimento dos seus colegas de equipa, no relvado, a tentar socorrer o jogador. lembro-me de ter ficado deveras sensibilizado com a dor patenteada no rosto de tiago, hoje na juventus, e com a imagem de camacho, na altura treinador do benfica, a chorar. acho que, tal como eu, no dia seguinte, o país estava coberto por um manto de dor, incredulidade e pesar. foi uma tragédia que não deixou ninguém indiferente, até mesmo aqueles que não apreciam a modalidade.
quis o destino que o benfica amanhã jogasse em guimarães. do actual plantel do benfica, para além de camacho, os jogadores luisão, moreira, nuno gomes, petit e mantorras são os únicos jogadores que estiveram presentes nesse jogo de 2004. certamente que a memória de fehér não deixará de ser evocada.

steam engine - my morning jacket

serpa pinto

tenho tido sonhos recorrentes com uma ou duas pessoas que já não fazem parte do meu círculo de amigos. e não é uma ou duas vezes. são várias. quer isto dizer que o meu cérebro me está a avisar que precisa de um "closure" para encerrar definitivamente este capítulo da minha vida? ou que a minha vida é assim tão desinteressante actualmente que vou ao ponto de incluir nos meus sonhos pessoas com quem não falo há uns valentes anos? devia existir uma forma de programarmos o nosso cérebro, de maneira a escolhermos as pessoas que vão povoar a nossa mente durante o sono. caramba, eu até vejo o "preço certo" todos os dias da semana para ver se a lenka e a cristina me aparecem nos sonhos... e nada! vejo telediscos da kylie minogue, da beyonce, da rihanna e... zero, népia. mais rapidamente me aparece um mário lino ou um jesualdo ferreira. quanto às outras pessoas, aquelas que volta e meia circulam pela minha actividade mental não dirigida, que se manifesta durante o sono, pelo menos nas suas fases menos profundas, e de que se pode conservar, ao acordar, uma certa lembrança, ou seja, o chamado conjunto de ideias e imagens que perpassam no espírito durante o sono, receio que um dia tenha mesmo que as procurar e confrontar, para ver se o meu cérebro me deixa em paz durante a noite e elimino de vez este recalcamento. essas pessoas foram importantes numa determinada fase da minha vida e creio que também cheguei a ser importante para eles. basta referir, por exemplo, que no dia em que nasceu o meu primeiro filho, fui jantar com dois amigos do meu círculo de então, com quem hoje já não me relaciono. e isto são coisas que nunca se esquecem. lembro-me do restaurante, do meu estado de euforia, etc.. lembro-me também que nesse dia estreei com o ricardo, padrinho do meu filho, o meu novo carro, que ainda hoje tenho, um ford fiesta. fui levá-lo a nelas, para apanhar o comboio, porque tinha perdido o autocarro em viseu, com ligação para lá. fizemos uma autêntica perseguição ao autocarro. enfim, esse dia, 27 de março de 1999, está muito bem gravado na minha memória. por motivos vários, que não importa agora dissecar, as nossas vidas, apesar de residirmos na mesma cidade, seguiram caminhos diferentes. ficaram, no entanto, boas recordações de vários momentos bem passados. houve uma altura da minha vida em que eu dizia que não havia amigos, mas sim momentos. e com essas pessoas tive muitos momentos. ser "amigo" é quase um cargo de altíssima responsabilidade, cheio de obrigações e imposições. tem de haver uma reciprocidade de atitudes e uma entrega das duas partes. se houver apenas de uma das partes, a relação de amizade acaba por perder-se, como se perdem as relações amorosas. a partir do momento em que uma das partes entende que se está a esforçar mais do que a outra, dá-se o primeiro passo para o fim. e foi o que aconteceu. perderam-se os "amigos", ficaram os "momentos". só é pena um tipo não poder convidar os "momentos" para irem lá jantar a casa um dia destes...

"steam engine"

o vocalista dos my morning jacket, jim james, interpreta, sozinho, o tema "steam engine", uma das canções incluídas no disco duplo ao vivo "okonokos".

the way that he sings - my morning jacket

my morning jacket, ao vivo, em austin, com a música "the way that he sings".

quinta-feira, janeiro 24, 2008

"dirty sexy money"


vai hoje para o ar o quarto episódio da série "dirty sexy money" ("sexo, dinheiro e... poder", em português, com reticências e tudo), transmitida pela tvi, por volta da meia-noite. estreou nos estados unidos em setembro de 2007, no canal abc. o décimo e último episódio desta série, até agora, foi para o ar no dia 5 de dezembro de 2007, encontrando-se suspensa devido à greve da writers guild of america. apesar de transmitida em prime time, as audiências têm vindo a cair sistematicamente, pese embora o magnífico elenco que a serve: peter krause (da série "sete palmos de terra"), donald sutherland, william baldwin, jill clayburgh, natalie zea e glenn fitzgerald, entre outros. o enredo da série, criada por craig wright, argumentista de séries como "sete palmos de terra" e "lost", está centralizado na personagem de krause, nick george, advogado da milionária família darling. durante anos, a família de nick viveu na sombra dos darling's, em virtude de o seu pai trabalhar para eles. todavia, nick, já em adulto, conseguiu "escapar" e viver uma vida independente, estabelecendo-se como advogado. mas a misteriosa morte do seu pai faz com que aceite o convite da família para ocupar o lugar dele. nick aceita porque entende que é a melhor forma de investigar a morte do pai, mas rapidamente é envolvido nas mais extravagantes situações criadas pela disfuncional família, actuando como uma espécie de cola que vai juntando os cacos e disfarçando os defeitos dos darling's.
nesta altura de "seca" televisiva, em que acabaram séries como "sopranos" e "sete palmos de terra", em que se espera avidamente pelas novas temporadas de "lost" e "24", e apenas "house", na sua quarta temporada, nos vai "enchendo" a alma, a série "dirty sexy money" vai servindo para nos distrairmos enquanto não chegam melhores produtos de qualidade. no entanto, realço a interpretação de donald sutherland e peter krause. é pena lá estar o william baldwin a estragar tudo...

a explicação que se impunha


aqui está, finalmente, a explicação para a gritante falta de qualidade dos textos publicados neste blogue: eu, afinal, já morri. é pena, até estava a gostar de aqui estar. bem, tenho que ir. até sempre!

quarta-feira, janeiro 23, 2008

o que se ouve por cá

"okonokos - my morning jacket"
trata-se de um disco duplo ao vivo da banda de louisville, kentucky, usa, liderada por jim james. depois de quatro albuns de originais ("the tennessee fire", "at dawn", "it still moves" e "z"), os my morning jacket avançaram para um disco duplo ao vivo, gravado no san francisco fillmore auditorium. o all music guide, na sua crítica ao disco, diz isto: "the feel-good rhythm and bluesed-up country-rock groove pours out so naturally and transcendentally that it's no surprise that the audience and band have bonded; they turn into something more, somehow, as they leave the fillmore building than when they entered. okonokos is one of the best live recordings of the last 30 years". para quem já gosta muito dos my morning jacket, como é o meu caso, ler isto sobre um disco ao vivo da banda é motivo mais do que suficiente para ir a correr arranjar o disco. e foi o que eu fiz. a primeira audição comprova tudo de bom que se tem dito sobre "okonokos": excelente som, músicas brilhantemente bem interpretadas, público vibrante e um bem estruturado alinhamento musical, que é o seguinte: Wordless Chorus; It Beats for you; Gideon; One Big Holiday; I Will Sing You Songs; Lowdown; The Way That He Sings; What a Wonderful Man; Off the Record; Golden; Lay Low; Dondante; Run Thru; At Dawn; X-Mas Curtain; O Is the One That Is Real; I Think I'm Going to Hell; Steam Engine; Dancefloors; Anytime; Mahgeetah. no total, 21 músicas, em duas horas de concerto. no palco, cinco músicos: o vocalista jim james, o guitarrista carl broemel (que no final da música "dondante" brilha intensamente... no saxofone), o teclista bo koster, o baixista two-tone tommy e o baterista patrick hallahan.
fico ansiosamente à espera de uma edição nacional do dvd deste concerto.

heath ledger

foi com muita consternação que ontem, por volta das 21h50, vi na sky news a notícia da morte do actor australiano heath ledger, com apenas 28 anos de idade. heathcliff andrew ledger nasceu a 4 de abril de 1979 em perth, austrália. a sua mãe, professora de francês, decidiu chamar-lhe heath em homenagem à personagem masculina principal do livro de emily bronte "wuthering heights" (heathcliff). estreou-se como actor na televisão australiana, em 1996, na série "sweat", onde interpretava o papel de um ciclista gay. no ano seguinte deu-se a sua estreia no cinema, ainda no seu país natal, com o filme "blackrock". o ano de 1999 marcou a estreia de ledger no cinema norte-americano, com a comédia "10 things i hate about you". foi igualmente o ano em que recebeu a primeira nomeação como actor principal, com o filme australiano "two hands", atribuída pelo australian film institute awards. pelas mãos de outro actor australiano, mel gibson, que o convidou para entrar no seu filme "the patriot", heath ledger estabeleceu-se definitivamente em hollywood. seguiram-se filmes como "monster's ball", ao lado de halle berry e billy bob thornton, "a knight's tale", "the four feathers", "ned kelly", "casanova" e "the order".
no filme "ned kelly" contracenou com naomi watts, com quem viria a ter um relacionamento amoroso de quase dois anos, entre agosto de 2002 e abril de 2004. em 2005, através do polémico filme "brokeback mountain", a carreira de heath ledger atingiu o seu ponto mais alto, com a nomeação para o óscar e para o globo de ouro de melhor actor. não venceu nenhuma destas categorizadas estatuetas, mas venceu o prémio de melhor actor atribuído pelo australian film institute. na rodagem deste filme, ledger conheceu michelle williams, que interpretava o papel de sua esposa, de quem viria a ter uma filha, matilda rose, nascida a 28 de outubro de 2005. no entanto, a relação entre os dois actores acabaria em agosto de 2007.
ainda em 2005, protagonizou "the brothers grimm", de terry gilliam, ao lado de matt damon, e "lords of dogtown". em 2006 voltou a ser nomeado pelo australian film institute como melhor actor no filme "candy", em que contracenou com geoffrey rush e abbie cornish. no ano passado, heath ledger entrou em "i'm not there", biopic de bob dylan, em que interpreta o papel do cantor e compositor norte-americano, numa das seis etapas da sua vida. os outros actores são cate blanchett (que foi nomeada para o óscar de melhor actriz secundária), richard gere, marcus carl franklin, ben whishaw e christian bale.
os interesses culturais do actor não passavam apenas pela sétima arte. heath ledger criou uma editora discográfica com o cantor ben harper e dirigiu três vídeos musicais, um dos quais para o próprio harper ("morning yearning"). o actor manifestou ainda o desejo de fazer vídeos para as músicas de nick drake. chegou mesmo a criar um teledisco para a música "black eyed dog", uma das últimas músicas gravadas por drake, em que, no final do mesmo, ledger se afoga numa banheira.
o actor era igualmente conhecido pela sua tempestuosa relação com a impresa, nomeadamente com os paparazzi. em 2004 foi acusado de ter agredido um fotógrafo em sidney. mais tarde, os fotógrafos "retaliaram", aquando da estreia de "brokeback mountain" em sidney, molhando o actor com pistolas de água. o actor não conseguia lidar com a pressão dos paparazzi e procurava refugiar-se ao máximo da exposição mediática.
o derradeiro filme do malogrado actor está em fase de pós-produção e chama-se "the dark knight", realizado por christopher nolan, onde ledger vestiu a pele de joker, outrora interpretado magistralmente por jack nicholson, em "batman", de tim burton. em dezembro de 2007, o actor começou a trabalhar no filme de terry gilliam "the imaginarium of doctor parnassus", ao lado de christopher plummer e tom waits, mas a produção foi cancelada devido à sua morte. a 22 de janeiro de 2008, heath ledger foi encontrado morto no seu apartamento em nova iorque.
a família de heath ledger fez hoje um curto, mas pungente, comunicado à imprensa: "we, heath's family, confirm the very tragic, untimely and accidental passing of our dearly loved son, brother and doting father of matilda, who was found in a peaceful sleep in his new york apartment by his housekeeper at 3:30pm [new york time]. we would like to thank our friends and everyone around the world for their kind wishes at this time. heath has touched so many people on so many different levels during his short life, but few had the pleasure to truly know him. he was a down-to-earth, generous, kind-hearted, life-loving and unselfish individual who was an extreme inspiration to many. please now respect our family's need to grieve and come to terms with our loss privately".
quando morre um actor, temos sempre tendência para o recordar num determinado papel. a carreira de heath ledger ainda era curta, tal como era a de river phoenix quando morreu, mas está recheada de bons filmes e de magníficas interpretações. a tendência natural seria escolher o filme "brokeback mountain", onde tem uma portentosa interpretação, mas opto por "monster's ball", que é um dos filmes mais tristes de que há memória, onde a sua personagem vive na sombra de um pai austero e distante emocionalmente. o seu conflito interior, entre aquilo que ele quer da vida e aquilo que o pai idealizou para ele, atinge a sua expressão máxima numa das cenas mais marcantes do filme (e são muitas), quando pai e filho se confrontam, física e verbalmente, acabando um deles para acabar com a vida, apontando e disparando uma arma contra o próprio peito. essa imagem tem passado centenas de vezes pela minha mente desde que soube da morte de heath ledger. se "monster's ball" já era, para mim, um dos filmes mais tristes e trágicos que tinha visto, carregado de dramatismo, agora ainda o é mais.

terça-feira, janeiro 22, 2008

nomeações dos óscares 2008

os filmes "there will be blood" e "no country for old men" obtiveram o maior número de nomeações, oito, para a próxima edição dos óscares. seguem-se "atonement" e "michael clayton", com sete nomeações. a actriz cate blanchett, decididamente uma das preferidas de hollywood, está nomeada tanto para melhor actriz principal como para melhor actriz secundária. o filme de animação "ratatouille" é a grande surpresa das nomeações, arrecadando cinco nomeações, incluindo o de melhor argumento original. a ausência de keira knightley da lista das nomeadas para melhor actriz principal também não deixa de causar alguma surpresa, tendo em conta as excelentes críticas que a actriz tem recebido na imprensa especializada. "the bourne ultimatum" recebeu três nomeações, tal como o blockbuster "transformers". uma referência final para a nomeação de "falling slowly", dos the frames, escrita por glen hansard e marketá irglová para o filme "once". vai concorrer, basicamente, com as músicas piegas e lamechas do filme "enchanted".

melhor filme:
atonement; juno; michael clayton; no country for old men; there will be blood

melhor actor em papel principal:
george clooney (michael clayton); daniel day lewis (there will be blood); johnny depp (sweeney todd); tommy lee jones (in the valley of elah); viggo mortensen (eastern promises)

melhor actriz em papel principal:
cate blanchett (elizabeth: the golden age); julie christie (away from her); marion cotillard (la môme); ellen page (juno); laura linney (the savages)

melhor actor secundário:
casey affleck (the assassination of jesse james by the coward robert ford); javier bardem (no country for old men); philip seymour hoffman (charlie wilson's war); hal holbrook (into the wild); tom wilkinson (michael clayton)

melhor actriz secundária:
cate blanchett (i'm not there); ruby dee (american gangster); saoirse ronan (atonement); amy ryan (gone baby gone); tilda swinton (michael clayton)

melhor realizador:
paul thomas anderson (there will be blood); ethan e joel coen (no country for old men); tony gilroy (michael clayton); jason reitman (juno); julian schnabel (le scaphandre et le papillon)

melhor argumento original:
juno; lars and the real girl; michael clayton; ratatouille; the savages

melhor argumento adaptado:
atonement; away from her; le scaphandre et le papillon; no country for old men; there will be blood

melhor filme estrangeiro:
die falscher (áustria); beaufort (israel); mongol (cazaquistão); katyn (polónia); 12 (rússia)

melhor filme de animação:
ratatouille; surf's up; persepolis

melhores efeitos visuais:
the golden compass; pirates of the caribbean: at world's end; transformers

sound editing:
the bourne ultimatum; no country for old men; ratatouille; there will be blood; transformers

sound:
the bourne ultimatum; no country for old men; ratatouille; 3:10 to yuma; transformers

melhor música original:
august rush ("raise it up"); enchanted (alan menken, stephen schwartz - "happy working song"); enchanted (alan menken, stephen schwartz - "so close"); enchanted (alan menken, stephen schwartz - "that's how you know"); once (glen hansard, markéta irglová - "falling slowly")

melhor banda sonora original:
atonement; the kite runner; michael clayton; ratatouille; 3:10 to yuma

makeup:
la môme; norbit; pirates of the caribbean: at world's end

melhor guarda roupa:
across the universe; atonement; elizabeth: the golden age; la môme; sweeney todd

melhor direcção artística:
american gangster; atonement; the golden compass; sweeney todd; there will be blood

editing:
the bourne ultimatum; le scaphandre et le papillon; into the wild; no country for old men; there will be blood

cinematography:
the assassination of jesse james by the coward robert ford; atonement; no country for old men; le scaphandre et le papillon; there will be blood.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

"the bourne ultimatum"


poderia ficar aqui trinta minutos a falar sobre o filme, mas vou resumir tudo isso numa palavra:
FENOMENAL!

"the moguls"


o enredo é, no mínimo, desconcertante: um grupo de "falhados" de uma pequena cidade norte-americana decide juntar dinheiro para fazer um filme pornográfico (o mais inocente, certamente, de toda a indústria pornográfica mundial), envolvendo quase toda a população local. à primeira vista, pode parecer um pouco rebuscado ou inverosímil, mas é apenas o ponto de partida para um filme recheado de excelentes momentos de humor, com excelentes actores a darem corpo a não menos excelentes personagens. o elenco é soberbo: jeff bridges, joe pantoliano, ted danson, patrick fugit, tim blake nelson, william fichtner, isaiah washington, jeanne tripplehorn, lauren graham e glenne headly. as situações recambolescas em que a equipa de produção do filme se envolve são hilariantes, como atesta o facto de toda a gente virar costas quando alguém está a protagonizar as cenas de sexo. as personagens são tão inocentes e ingénuas, especialmente as interpretadas por ted danson, joe pantoliano e william fichtner, que acabam por criar uma natural empatia com o espectador. ted danson já não me fazia rir desde a sitcom "cheers" e neste filme, onde interpreta um gay "ainda no armário", consegue facilmente esse desiderato, especialmente na cena em que é desafiado por fichtner a assumir a sua homossexualidade. por último, a razão que me levou a alugar este filme, numa primeira instância: jeff bridges. a sua personagem, a meio caminho entre o "dude" de "the big lebowski" e jack de "the fisher king", é o coração do filme, tudo gira à sua volta. é ele que tem a ideia do filme pornográfico, que reúne o dinheiro para a sua execução, que delega as competências... é, no fundo, a voz da consciência no meio daquele errante grupo. do actor já não se esperam grandes surpresas: a sua presença é sempre garantia de uma grande interpretação. em "the moguls", jeff bridges é... jeff bridges, em todo o seu esplendor como actor.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

"house"


já começou no canal fox, da tv cabo, a quarta série de "house". achei o segundo episódio, transmitido na segunda-feira, dia 14, verdadeiramente fantástico. house testa vários candidatos a preencher os lugares de cameron, chase e foreman. os diálogos são rápidos e certeiros, o brilhantismo de house está presente em todas as suas linhas. por vezes, ainda estamos a pensar na tirada anterior e já ele acabou de debitar mais uma preciosidade, cheia de humor e inteligência. nesse episódio em particular, com duas dezenas de candidatos para testar, o dr gregory house brilha intensamente, com sarcasmo e ironia quanto baste, comentários cáusticos e uma particular aversão a paternalismos e hipocrisias. soube bem voltar ao convívio desta rica personagem televisiva, sobretudo depois de ter perdido uma outra, que ainda custa a esquecer: tony soprano.

ritual de passagem


lembro-me perfeitamente que a primeira paixão do meu filho por um filme, então com 4 anos, foi por "monstros e companhia". o padrinho enviou, pelo correio, o filme em vhs, como prenda de natal. seguiram-se largos meses em que ele não queria outra coisa. víamos o filme, juntos, e quando acabava lá vinha, inevitavelmente, a frase: "quero ver outra vez". às tantas já ele tinha decorado os diálogos todos do filme, tal como eu e a minha mulher. mas eram momentos bem passados aqueles, porque o filme, de facto, é muito bom. tem os elementos todos na dose certa: humor, acção, fantasia, aventura, amizade, com personagens apelativos. de todos estes, a booh era a preferida. conseguia contagiar-nos aos três, pela sua doçura. fartava-me de carregar no comando no rewind para revermos as suas cenas, especialmente aquelas em que ela aparece pela primeira vez e os monstros fogem dela a sete pés.
seguiram-se vários filmes de animação, já em dvd, e o pedro foi substituindo o "monstros e companhia" na sua tabela de preferências por filmes como "toy story", "fuga das galinhas", "vida de insecto", "a idade do gelo", "à procura de nemo", "shrek", "madagascar", "cars", "artur e os minimeus", "por água abaixo", etc..
a mariana, quase a fazer três anos, começou, em termos audiovisuais, por coisas como little people, noddy e ruca. mais tarde, já nos filmes, "apaixonou-se" pelo shrek (farta-se de rir com o burro no primeiro filme). seguiram-se outras "perdições", como "stuart little 2" e "toy story". mais recentemente ganhou uma especial predilecção pelos "robinsons". até que, no natal, depois de muito procurar pelo filme em dvd, decidi comprar o "monstros e companhia". algo me dizia, até pela experiência com o irmão, que ela ia adorar o filme. e não me enganei. agora, quando lhe pergunto se quer ver um filme ela escolhe sempre o "monstros". desenvolveu uma imediata paixão pela booh, chegando a imitar frequentes vezes o riso dela. tal como o irmão, está sempre a pedir-me para puxar para trás em muitas cenas em que a ternurenta menina aparece. curiosamente, quando estou com a mariana a ver o filme e o pedro dá conta, vem sentar-se ao pé de nós e fica lá a vê-lo até ao fim, com alguma nostalgia estampada no rosto. afinal, este é, sem dúvida alguma, o filme que marca o ritual de passagem entre os dois.
por esta altura, e somando tudo, acho que já vi o "monstros e companhia" umas duzentas vezes, sem exagero da minha parte. conheço o filme de trás para a frente, os diálogos todos, as cenas todas, etc., e por incrível que pareça, não me consigo fartar do filme. e acho que os meus filhos também não...