
melhor banda sonora original: "atonement"

o novo disco dos american music club chama-se "the golden age" e foi lançado ontem, 19 de fevereiro, pela editora merge. depois de "love songs for patriots", de 2004, que marcou o regresso da banda após de um silêncio de dez anos, a banda de mark eitzel apresenta mais um trabalho de excelente nível. das primeiras audições (obrigado pelo mail ricardo), destaco várias músicas que são american music club "vintage", com sonoridades muito próximas de discos como "california" e "united kingdom", tais como "all my love" (a primeira música do album), "the windows of the world", "the sleeping beauty", "the dance", "who you are" e "the decibels and the little pills". da formação original, apenas mark eitzel e vudi permanecem, desta vez acompanhados por sean hoffman, baixista, e steve didelot, percussionista. segundo a crítica especializada, este novo trabalho dos american music club pretende ser um regresso às origens, aos ambientes intimistas do mítico disco "california", em que eitzel canta os seus desgostos amorosos e as suas depressões, histórias apaixonantes de almas perdidas e corações despedaçados que revelam ao mesmo tempo compaixão e desespero, com aquela sua voz inconfundível e sentida, própria de uma autêntica autoridade na arte de sofrer por amor, algo que poucos conseguem igualar. os american music club, banda de san francisco com 22 anos de existência, nunca tiveram honras de capas de revista, nem nunca tiveram a atenção de uns r.e.m., mas são responsáveis por uma vasta colecção de músicas inesquecíveis, espalhadas por discos como "everclear", "california", "san francisco", "united kingdom", "engine", "mercury" e "love songs for patriots". como se isso não bastasse, o concerto que eles deram no santiago alquimista, em 2005, foi um dos melhores a que já assisti, na única vez em que a banda visitou portugal. fico à espera de um regresso para promoção do novo disco, que recomendo vivamente.

sigo com bastante interesse a corrida eleitoral entre os candidatos democráticos para a casa branca, entre barack obama e hillary clinton. tenho uma ligeira tendência para torcer por obama, porque, apesar de gostar de ver um dia uma mulher na presidência de um grande país (a frança esteve quase a eleger segoléne royal, mas preferiu o palonço do sarkozy), considero que ele tem maior capacidade para mobilizar o povo americano nas eleições de novembro e para vencer o candidato republicano (que será certamente john mccain). mas estarão os americanos preparados psicologicamente para terem um presidente negro ou uma mulher na presidência? desconfio que o grande vencedor desta minha dúvida vai ser... mccain. mas espero que não.
"you realize of course that we can never be friends; men and women can't be friends because the sex part always get in the way"; "no man can be friends with a woman that he finds atractive, he always want to have sex with her". a eterna questão: pode um homem ser amigo de uma mulher que considera atraente? para participar nesta discussão, basta solicitar o boletim de inscrição no governo civil da sua área de residência.
woody allen evidencia as paranóias e o nervoso miudinho dos primeiros encontros, numa cena de "play it again sam" ("o grande conquistador", em português). é hilariante a forma como ele tenta impressionar a rapariga, recorrendo mesmo a uma medalha que ele... comprou.
umas das minhas músicas preferidas: "holes", dos mercury rev, do disco "deserter's songs", interpretada ao vivo no programa televisivo do músico jools holland.
a banda canadiana the dears, uma das minhas preferidas, com o teledisco da música "22: the death of all the romance", do disco "no cities left". conta-nos a enternecedora e trágica história de amor entre dois peluches. o final é de partir o coração.
teledisco do angelical e inebriante tema "ballad of sister sue", dos slowdive.
brixton, 1992. ride ao vivo, com "dreams burn down", do disco "nowhere". façam o favor de apreciar a excelência da bateria de loz colbert, para mim um dos melhores bateristas de todos os tempos.
uma das melhores bandas de sempre, ao vivo em brixton, inglaterra, corria o ano de 1992, com "leave them all behind", do disco "going blank again". senhoras e senhores, os RIDE. façam o favor de aplaudir no final.




um dos momentos televisivos que mais me fez rir ultimamente. sarah silverman e matt damon. hilariante!
o vocalista dos my morning jacket, jim james, interpreta, sozinho, o tema "steam engine", uma das canções incluídas no disco duplo ao vivo "okonokos".
my morning jacket, ao vivo, em austin, com a música "the way that he sings".
o enredo é, no mínimo, desconcertante: um grupo de "falhados" de uma pequena cidade norte-americana decide juntar dinheiro para fazer um filme pornográfico (o mais inocente, certamente, de toda a indústria pornográfica mundial), envolvendo quase toda a população local. à primeira vista, pode parecer um pouco rebuscado ou inverosímil, mas é apenas o ponto de partida para um filme recheado de excelentes momentos de humor, com excelentes actores a darem corpo a não menos excelentes personagens. o elenco é soberbo: jeff bridges, joe pantoliano, ted danson, patrick fugit, tim blake nelson, william fichtner, isaiah washington, jeanne tripplehorn, lauren graham e glenne headly. as situações recambolescas em que a equipa de produção do filme se envolve são hilariantes, como atesta o facto de toda a gente virar costas quando alguém está a protagonizar as cenas de sexo. as personagens são tão inocentes e ingénuas, especialmente as interpretadas por ted danson, joe pantoliano e william fichtner, que acabam por criar uma natural empatia com o espectador. ted danson já não me fazia rir desde a sitcom "cheers" e neste filme, onde interpreta um gay "ainda no armário", consegue facilmente esse desiderato, especialmente na cena em que é desafiado por fichtner a assumir a sua homossexualidade. por último, a razão que me levou a alugar este filme, numa primeira instância: jeff bridges. a sua personagem, a meio caminho entre o "dude" de "the big lebowski" e jack de "the fisher king", é o coração do filme, tudo gira à sua volta. é ele que tem a ideia do filme pornográfico, que reúne o dinheiro para a sua execução, que delega as competências... é, no fundo, a voz da consciência no meio daquele errante grupo. do actor já não se esperam grandes surpresas: a sua presença é sempre garantia de uma grande interpretação. em "the moguls", jeff bridges é... jeff bridges, em todo o seu esplendor como actor.