segunda-feira, janeiro 14, 2008
globos de ouro
best motion picture - drama: "atonement"
best performance by an actress in a motion picture - drama: julie christie, "away from her"
best performance by an actor in a motion picture - drama: daniel day lewis, "there will be blood"
best motion picture - musical or comedy: "sweeney todd: the demon barber of fleet street"
best performance by an actress in a motion picture - Musical or Comedy: marion cotillard, "la vie en rose"
best performance by an actor in a motion picture - Musical Or Comedy: johnny depp, "sweeney todd: the demon barber of fleet street"
best performance by an actress in a supporting role in a motion picture: cate blanchett, "i'm not there"
best performance by an actor in a supporting role in a motion picture: javier bardem, "no country for old men"
best animated feature film: "ratatouille"
best foreign language film: "the diving bell and the butterfly" (frança, estados unidos)
best director - motion picture: julian schnabel, "the diving bell and the butterfly"
best screenplay - motion picture: "no country for old men", joel e ethan coen
best original song - motion picture: "guaranteed" – "into the wild", música e letra de eddie vedder
best original score - motion picture: "atonement", composta por dario marianelli
best television series - drama: "mad men"
best performance by an actress in a television series - drama: glenn close – "damages"
best performance by an actor in a television series - drama: jon hamm – "mad men"
best television series - musical or comedy: "extras"
best performance by an actress in a television series - musical or comedy: tina fey, "30 rock"
best performance by an actor in a television series - musical or comedy: david duchovny, "californication"
best mini-series or motion picture made for television: "longford"
best performance by an actress in a mini-series or motion picture made for television: queen latifah – "life support"
best performance by an actor in a mini-series or motion picture made for television: jim broadbent, "longford"
best performance by an actress in a supporting role in a series, mini-series or motion picture made for television: samantha morton, "longford"
best performance by an actor in a supporting role in a series, mini-series or motion picture made for television: jeremy piven, "entourage"
quinta-feira, janeiro 10, 2008
dois anos de "nuvens da alma"
quarta-feira, janeiro 09, 2008
reset
questões
- quando é que os benfiquistas se compenetram que josé antónio camacho é um treinador medíocre? tanta tolerância com o espanhol, que tem "boa imprensa", contrasta em demasia com a falta dela noutras situações (fernando santos).
- com a saída de luís coentrão, miguelito, diaz, katsouranis (mais do que previsível) e bergessio, bem como a confirmação das contratações "falhadas" de zoro, luís filipe (o segundo pior jogador do mundo, atrás do purovic) e butt, chegará à luz mais um autocarro de jogadores?
- por que motivo a sad benfiquista castigou katsouranis com um jogo e multa e não luisão? estão a abrir a porta ao grego para uma saída inglória, ele que foi o melhor jogador do benfica na temporada passada? com a sua saída, camacho, que nunca conseguiu "encaixar" devidamente o grego no meio campo, ficará mais aliviado, podendo jogar com petit e rui costa no meio, com rodriguez e di maria (ou maxi pereira) nas alas. assim, já poderá jogar com dois pontas de lança.
- paulo bento ainda não entendeu que fazendo recuar miguel veloso, o que acontece em todos os jogos, o sporting fica sem municiador no ataque?
- jogadores como farnerud, had, ronny, pereirinha, celsinho, purovic, rui patrício e djaló ainda vão ficar muito mais tempo no sporting? sempre quero ver a sad leonina a tentar colocar estas "preciosidades"... felizmente já se livraram do paredes, ao menos isso.
- no início da época, o sporting tinha apenas ronny para defesa esquerdo. comprou marian had, que raramente jogou. por essa altura, jorge ribeiro estava sem clube. e jorge ribeiro é defesa esquerdo, até já foi à selecção e marcou o segundo golo do boavista frente ao sporting no sábado passado...
- roland linz era mais caro do que purovic? ou mesmo dady, meyong, edinho (vitória de setúbal)? caramba, até o cherbakov renderia mais do que o tosco purovic.
- já estamos no dia 9 de janeiro, as inscrições de novos jogadores estão abertas desde o dia 1. o sporting está à espera de quê, já que padece tanto de atacantes, para inscrever saleiro e marinho, ambos emprestados ao fátima? com derlei e djaló lesionados; com purovic a continuar a evidenciar uma gritante falta de jeito para jogar futebol; e, assim de repente, o paraguaio paez (o sporting nunca teve sorte nenhuma com paraguaios - césar ramirez, paredes) parece uma versão latina de... purovic, o sporting só tem mesmo liedson.
- por que motivo paulo bento continua a apostar em romagnoli para o lugar de nº 10, em detrimento de joão moutinho, e até mesmo de miguel veloso, que podia perfeitamente fazer essa posição (colocando adrien a trinco)? o argentino já demonstrou que só fez alguns bons jogos na época passada para... conseguir novo contrato.
- o fc porto ainda arranjará motivação para o resto do campeonato?
you're the disease, i'm the cure
segunda-feira, janeiro 07, 2008
sexta-feira, janeiro 04, 2008
band of horses
quarta-feira, janeiro 02, 2008
"patrick watson"
sexta-feira, dezembro 28, 2007
get a grip!
sexta-feira, dezembro 21, 2007
feliz natal!
quinta-feira, dezembro 20, 2007
the frames
indiana jones 4
quarta-feira, dezembro 19, 2007
às páginas tantas...
- paginador? o que é isso?
- bem, estás a ver um jornal? eu sou o tipo que coloca aquilo tudo em ordem, os títulos, as colunas de texto, as imagens, etc.
- mas como?
- as fotos são tratadas no programa "y", vou buscar o texto ao programa "w" e depois organizo tudo no programa "x", página a página.
- então és jornalista?
- não, eu não escrevo os textos.
- mas então quem escreve?
- os jornalistas.
- mas trabalhas num jornal?
- sim.
- então se trabalhas num jornal és jornalista...
- não. o tipo que trabalha na tipografia também trabalha no jornal e não é jornalista. nem a tipa que dobra os jornais para enviar para os assinantes.
- e tiraste algum curso superior para fazeres isso? (esta é a parte que lhes interessa, saber se tenho ou não mais qualificações do que eles).
- frequentei cursos do cenjor de informática na redacção.
- ah, está bem então.
- e tu? o que fazes?
- sou contabilista.
não seria tudo muito mais simples se eu fosse contabilista? mas nem todos podem ter esse emprego de sonho...
segunda-feira, dezembro 17, 2007
globos de ouro - nomeações
AMERICAN GANGSTER; ATONEMENT; EASTERN PROMISES; THE GREAT DEBATERS; MICHAEL CLAYTON; NO COUNTRY FOR OLD MEN; THERE WILL BE BLOOD
2. BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE – DRAMA
CATE BLANCHETT – ELIZABETH: THE GOLDEN AGE
JULIE CHRISTIE – AWAY FROM HER
JODIE FOSTER – THE BRAVE ONE
ANGELINA JOLIE – A MIGHTY HEART
KEIRA KNIGHTLEY – ATONEMENT
3. BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE – DRAMA
GEORGE CLOONEY – MICHAEL CLAYTON
DANIEL DAY-LEWIS – THERE WILL BE BLOOD
JAMES MCAVOY – ATONEMENT
VIGGO MORTENSEN – EASTERN PROMISES
DENZEL WASHINGTON – AMERICAN GANGSTER
4 BEST MOTION PICTURE – COMEDY OR MUSICAL
ACROSS THE UNIVERSE
CHARLIE WILSON’S WAR
HAIRSPRAY
JUNO
SWEENEY TODD
5.BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE – COMEDY OR MUSICAL
AMY ADAMS – ENCHANTED
NIKKI BLONSKY – HAIRSPRAY
HELENA BONHAM CARTER – SWEENEY TODD
MARION COTILLARD – LA VIE EN ROSE
ELLEN PAGE – JUNO
6. BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE – COMEDY OR MUSICAL
JOHNNY DEPP – SWEENEY TODD
RYAN GOSLING – LARS AND THE REAL GIRL
TOM HANKS – CHARLIE WILSON’S WAR
PHILIP SEYMOUR HOFFMAN – THE SAVAGES
JOHN C. REILLY – WALK HARD: THE DEWEY COX STORY
7. BEST ANIMATED FEATURE FILM
BEE MOVIE
RATATOUILLE
THE SIMPSONS MOVIE
8. BEST FOREIGN LANGUAGE FILM
4 MONTHS, 3 WEEKS AND 2 DAYS (ROMANIA)
THE DIVING BELL AND THE BUTTERFLY (FRANCE AND USA)
THE KITE RUNNER (USA)
LUST, CAUTION (TAIWAN)
PERSEPOLIS (FRANCE)
9. BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE
CATE BLANCHETT – I’M NOT THERE
JULIA ROBERTS – CHARLIE WILSON’S WAR
SAOIRSE RONAN –ATONEMENT
AMY RYAN – GONE BABY GONE
TILDA SWINTON – MICHAEL CLAYTON
10. BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE
CASEY AFFLECK – THE ASSASSINATION OF JESSE JAMES BY THE COWARD ROBERT FORD
JAVIER BARDEM –NO COUNTRY FOR OLD MEN
PHILIP SEYMOUR HOFFMAN – CHARLIE WILSON’S WAR
JOHN TRAVOLTA – HAIRSPRAY
TOM WILKINSON – MICHAEL CLAYTON
11. BEST DIRECTOR – MOTION PICTURE
TIM BURTON – SWEENEY TODD
ETHAN COEN & JOEL COEN – NO COUNTRY FOR OLD MEN
JULIAN SCHNABEL – THE DIVING BELL AND THE BUTTERFLY
RIDLEY SCOTT – AMERICAN GANGSTER
JOE WRIGHT – ATONEMENT
12. BEST SCREENPLAY – MOTION PICTURE
DIABLO CODY – JUNO
ETHAN COEN & JOEL COEN – NO COUNTRY FOR OLD MEN
CHRISTOPHER HAMPTON – ATONEMENT
RONALD HARWOOD – THE DIVING BELL AND THE BUTTERFLY
AARON SORKIN – CHARLIE WILSON’S WAR
13. BEST ORIGINAL SCORE – MOTION PICTURE
MICHAEL BROOK, KAKI KING, EDDIE VEDDER – INTO THE WILD
CLINT EASTWOOD – GRACE IS GONE
ALBERTO IGLESIAS – THE KITE RUNNER
DARIO MARIANELLI – ATONEMENT
HOWARD SHORE – EASTERN PROMISES
14. BEST ORIGINAL SONG – MOTION PICTURE
"DESPEDIDA" – LOVE IN THE TIME OF CHOLERA
Music by: Shakira, Antonio PintoLyrics by: Shakira
"GRACE IS GONE" – GRACE IS GONE
Music by: Clint EastwoodLyrics by: Carole Bayer Sager
"GUARANTEED" – INTO THE WILD
Music & Lyrics by: Eddie Vedder
"THAT’S HOW YOU KNOW" – ENCHANTED
Music By: Alan MenkenLyrics By: Stephen Schwartz
"WALK HARD" – WALK HARD: THE DEWEY COX STORY
Music & Lyrics by: Marshall Crenshaw, John C. Reilly, Judd Apatow, Jake Kasdan
15. BEST TELEVISION SERIES – DRAMA
BIG LOVE (HBO)
DAMAGES (FX NETWORKS)
GREY’S ANATOMY (ABC)
HOUSE (FOX)
MAD MEN (AMC)
THE TUDORS (SHOWTIME)
16. BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A TELEVISION SERIES – DRAMA
PATRICIA ARQUETTE – MEDIUM
GLENN CLOSE – DAMAGES
MINNIE DRIVER – THE RICHES
EDIE FALCO – THE SOPRANOS
SALLY FIELD – BROTHERS & SISTERS
HOLLY HUNTER – SAVING GRACE
KYRA SEDGWICK – THE CLOSER
17. BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A TELEVISION SERIES – DRAMA
MICHAEL C. HALL – DEXTER
JON HAMM – MAD MEN
HUGH LAURIE – HOUSE
JONATHAN RHYS MEYERS – THE TUDORS
BILL PAXTON – BIG LOVE
18. BEST TELEVISION SERIES – COMEDY OR MUSICAL
30 ROCK (NBC)
CALIFORNICATION (SHOWTIME)
ENTOURAGE (HBO)
EXTRAS (HBO)
PUSHING DAISIES (ABC)
19.BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A TELEVISION SERIES –COMEDY OR MUSICAL
CHRISTINA APPLEGATE – SAMANTHA WHO?
AMERICA FERRERA – UGLY BETTY
TINA FEY – 30 ROCK
ANNA FRIEL – PUSHING DAISIES
MARY-LOUISE PARKER – WEEDS
20. BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A TELEVISION SERIES – COMEDY OR MUSICAL
ALEC BALDWIN – 30 ROCK
STEVE CARELL – THE OFFICE
DAVID DUCHOVNY – CALIFORNICATION
RICKY GERVAIS – EXTRAS
LEE PACE – PUSHING DAISIES
21. BEST MINI-SERIES OR MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
BURY MY HEART AT WOUNDED KNEE (HBO)
THE COMPANY (TNT)
FIVE DAYS (HBO)
LONGFORD (HBO)
THE STATE WITHIN (BBC AMERICA)
22. BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MINI-SERIES OR MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
BRYCE DALLAS HOWARD – AS YOU LIKE IT
DEBRA MESSING – THE STARTER WIFE
QUEEN LATIFAH – LIFE SUPPORT
SISSY SPACEK – PICTURES OF HOLLIS WOODS
RUTH WILSON – JANE EYRE (MASTERPIECE THEATRE)
23. BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MINI-SERIES OR MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
ADAM BEACH – BURY MY HEART AT WOUNDED – KNEE
ERNEST BORGNINE – A GRANDPA FOR CHRISTMAS
JIM BROADBENT – LONGFORD
JASON ISAACS – THE STATE WITHIN
JAMES NESBITT – JEKYLL
24. BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE IN A SERIES, MINI-SERIES OR MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
ROSE BYRNE – DAMAGES
RACHEL GRIFFITHS – BROTHERS & SISTERS
KATHERINE HEIGL – GREY’S ANATOMY
SAMANTHA MORTON – LONGFORD
ANNA PAQUIN – BURY MY HEART AT WOUNDED - KNEE
JAIME PRESSLY – MY NAME IS EARL
25. BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A SUPPORTING ROLE IN A SERIES, MINI-SERIES OR MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
TED DANSON – DAMAGES
KEVIN DILLON – ENTOURAGE
JEREMY PIVEN – ENTOURAGE
ANDY SERKIS – LONGFORD
WILLIAM SHATNER – BOSTON LEGAL
DONALD SUTHERLAND – DIRTY SEXY MONEY
lost in translation - a revelação
surgiu finalmente a revelação do que diz bill murray ao ouvido de scarlett johansson no final do filme "lost in translation". escusam de colocar o som muito alto porque o vídeo tem legendas.
sexta-feira, dezembro 14, 2007
dry december
ah, este post serve apenas para justificar a minha ausência (desde 5 de dezembro), em virtude da enorme carga de trabalho que tenho tido aqui no jornal. daí o "dry december". para a semana isto acalma. bom fim de semana!
quarta-feira, dezembro 05, 2007
dois dias
por tudo isto, volto na segunda-feira.
terça-feira, dezembro 04, 2007
"reign over me"
grande filme! magníficas interpretações de adam sandler e don cheadle. o argumento aprofunda e valoriza uma improvável relação de amizade entre duas pessoas totalmente diferentes à primeira vista, tanto social como profissionalmente. a personagem de adam sandler, depois de perder a mulher e três filhas num acidente de aviação, mergulha numa profunda depressão, acabando, com o passar dos anos, por se sentir cómodo na sua "não existência", passando ao lado de qualquer convivência social. don cheadle é um dentista bem sucedido profissionalmente, casado, com duas filhas, com uma excelente casa. no entanto, sente um enorme vazio na sua vida, anseia por algo mais do que o constante e monótono percurso "casa-trabalho-casa". apesar das óbvias diferenças, ambos acabam por descobrir que o que faltava verdadeiramente nas suas vidas era... um amigo. dito desta forma até parece lamechas, mas podem crer que não é. aliás, o filme balança numa espécie de corda bamba entre a comédia e o drama, em proporções exactas, ou não contasse o filme com adam sandler (que alicerçou a sua carreira no género cómico) e com a intensidade dramática de don cheadle. no elenco de "reign over me" podemos ver ainda liv tyler, safron burrows e donald sutherland. o filme é realizado por mike binder, que interpreta também uma das personagens. última referência para um dos extras do dvd: uma sessão musical de improviso dos dois actores principais, na guitarra e no baixo. muito bom!
altamente recomendado.
último episódio de "sopranos"
deixando isso de lado, custa ver sair do ar uma série como "sopranos", tal como custaram as despedidas de "seinfeld" e "friends". e, em jeito de confissão apaixonada, ainda bem que a série não acabou com a morte de tony soprano. no final, ficaram no ar muitas questões, muitas dúvidas sobre o que se passaria a seguir, antes de o ecrã ficar totalmente negro e começarem a passar os créditos finais. assim, acabou num saudável ambiente familiar, algo que não acontecia há muito na série, com os quatro elementos da família em comunhão e claramente a sorrirem para o futuro. ficamos sem saber se o tipo que estava no balcão, a olhar constantemente para a mesa de tony, e que depois foi à casa de banho, era ou não um assassino contratado para "despachar" tony soprano, tal como sucedera com phil leotardo (numa das mortes mais mórbidas de sempre da televisão). este avolumar de tensão sempre foi uma das imagens de marca da série, normalmente para não dar em nada. sinceramente, para mim, depois da mencionada morte de phil leotardo, o grau de violência já tinha atingido a sua expressão máxima, era desnecessário ver verter mais sangue. quem seguiu a série sabe que era mais do que natural que tony soprano tivesse a "cabeça a prémio", por isso... acho que foi melhor assim. o desfecho fica a cargo da nossa imaginação, que se encarregará de absolver ou condenar os actos de uma das personagens mais bem elaboradas de sempre da história da televisão.
sexta-feira, novembro 30, 2007
quinta-feira, novembro 29, 2007
prendas de natal
quarta-feira, novembro 28, 2007
para mim, acabou!
mas, acima de tudo, estou farto, fartinho mesmo, de paulo bento. acabou-se o "estado de graça" em virtude da taça de portugal e da supertaça. a equipa não rende, não joga, não produz futebol de qualidade. isso é mais do que evidente. ontem bastou o manchester acelerar um bocadinho o jogo para o sporting "desaparecer". e depois ficaram todos contentes com a transição para a taça uefa. pudera, com o dinamo de kiev a perder cinco jogos seguidos e a levar, em média, 4 golos por jogo...
estamos a 10 pontos do fc porto. o benfica está a 6. ainda não tocou o alarme em alvalade? empate em matosinhos, goleada em braga, apenas uma vitória fora no campeonato em seis jogos. não chega?
e outra coisa que me intriga solenemente. por que é que paulo bento, que foi tão rápido a lançar nani, miguel veloso e yannick, não lança de vez o jovem adrien, que tão boa conta de si deu na pré-época? sobretudo quando "encostou" de vez paredes e tem alternativas sofríveis para o meio campo como farnerud e pereirinha. e marian had é assim tão mau, em comparação com ronny (que é horrível), para apenas ter jogado a titular duas vezes? ontem esteve bem. ao contrário de rui patrício, que nos fez perder dois pontos em matosinhos e nos custou a derrota ontem. é assim mesmo, paulo bento. lança-se um "puto" às feras, com tiago e stojkovic operacionais, e não se lança adrien. enfim...
mais uma vez, e para reforçar a ideia deste post: estou farto de paulo bento. que venha outro, desde que não seja o fernando santos...
segunda-feira, novembro 26, 2007
i gaer - sigur ros
esta música é intensa, dramática, pungente, épica, triste, poderosa. parece que encerra em si toda a tristeza do mundo, toda a angústia e a dor de quem sofre, de quem perdeu alguém, de quem ama e não é amado, de quem sente a falta de uma pessoa. no disco anterior, "takk", o tema "svo hljott" flutuou pela minha mente largos meses, ainda hoje continuo a arrepiar-me quando a ouço. no novo disco, os sigur ros "tricotaram" esta sinfonia angelical chamada "i gaer".
quarta-feira, novembro 21, 2007
inadaptado
eu, como forma de esconder a minha total ignorância sobre o assunto, limitava-me a repetir as suas últimas palavras, transformando-as em pergunta, e, claro, tentava mostrar-me entusiasmado e interessado na conversa.
mais tarde, já em casa, não pude deixar de pensar que não me importaria de ser um pouco assim, como o tal tipo que me mostrou, orgulhoso, o seu trabalho, a sua obra. fico sempre com a sensação, cada vez que conheço alguém, que não consigo criar ligação nenhuma, que não tenho assunto para essa pessoa, nem ela para mim. sempre tive este estigma. e como não consigo "fingir" um outro eu, para melhor me moldar a esses momentos constrangedores em que se chega à conclusão de que não há mais assunto, limito-me a estar quietinho no meu canto, em que por vezes quase sinto as letras em néon a piscar em cima da minha cabeça, a dizerem "inadaptado".
o tema futebol costuma ser a minha salvação, mas desta vez nem a isso pude recorrer. o homem queria que eu me envolvesse mais no seu entusiasmo, "discutisse" com ele a melhor ferramenta a utilizar, o melhor berbequim, que, no fundo, valorizasse mais o seu trabalho. não consegui, não possuo de todo conhecimentos para isso, infelizmente. se os tivesse, poderia estar a encetar agora uma nova relação de amizade, alicerçada em gostos comuns; ao invés, o homem, se passar amanhã por mim na rua, até vai evitar falar comigo, porque não vai ter assunto e sabe perfeitamente que eu também não vou ter assunto para ele. e assim ficamos. um dia destes a esposa dele até poderá pensar em convidar-nos para jantar lá em casa, porque ainda por cima o meu filho é muito amigo do filho deles, e ele vai torcer o nariz, como é óbvio. esta minha inépcia social já não me prejudica apenas a mim, mas também à minha família. mas eu não consigo ser diferente. ainda por cima não me facilitam muito as coisas. os meus tópicos, aqueles que domino melhor, nunca, mas é que nunca mesmo, são ventilados em conversas ou encontros com pessoas semi-desconhecidas. nunca me aparece alguém que me fale de música, do último disco dos blonde redhead ou do rufus wainwright, por exemplo, ou de cinema, da obra de woody allen ou o último filme de martin scorsese, de livros, de séries de televisão ao menos…os meus conhecimentos nunca me vão ser úteis para nada. a "bagagem" cultural que tenho não me serve de nada no meu mundo real, no pequeno círculo a que pertenço e que me é dado para interagir. e esta é, de todas as minhas resignações, a que mais me custou a aceitar.
afectos envergonhados
sempre me habituei a despedir-me, todos os dias, do meu filho, quando o levava ao jardim de infância e agora à escola, com um beijo na face. ele sempre aceitou e retribuiu esse mesmo gesto de carinho; mas, mais recentemente, só o aceita e pratica quando ninguém está a ver, para não ser alvo de piadas. bem sei que é uma idade ainda muito tenra, 8 anos, mas é nestas idades que são lançadas muitas das bases para o futuro de uma pessoa. um princípio destes, gozar com o afecto e carinho, é sempre errado. no entanto, se esses mesmos miúdos virem o meu filho a partir o vidro de um carro com uma pedra, passa a ser considerado um herói. algo está mal nesta fotografia da actualidade escolar. aliás, actualidade nem é o termo correcto. já no meu tempo era assim... quem mostrasse coragem para fazer asneiras, para desafiar os professores, para gozar com os outros, para não fazer os trabalhos de casa, para bater nos mais fracos, era imediatamente considerado um líder nato pelos seus colegas. uma espécie de james dean, de "rebelde sem calças", mas com calções, fisga e pedras afiadas. o miúdo bem comportado, sossegado, respeitador e educado é corrido a termos como "betinho", "menino da mamã" e "quequezinho".
outro evidente sinal de que a afectividade não é, de forma alguma, bem recebida neste precoce meio escolar é a questão da "namorada". quando é que alguém é mais gozado na escola? quando se desconfia que essa pessoa gosta de outra. "ai o andré gosta da raquel"; "o tiago é o namorado da rita". para o meu filho, por causa deste tipo de reacções, o tema "namorada" é um tema tabu. nem sequer se pode pronunciar a palavra "namorada" lá em casa. tivemos que deitar fora todos os livros do fernando namora por causa disso. curiosamente, apenas uns anos depois, na adolescência, já é extremamente "cool" ter namorada. passamos da "vergonha" dos afectos para a "exposição" dos afectos, em pouco tempo.
a escola ideal seria aquela que ensinasse que nunca se deve ter vergonha de gostar de alguém. devemos ter vergonha de matar, de roubar, de forjar licenciaturas; nunca devemos ter vergonha de amar alguém, de assumir esses sentimentos, sem culpas nem receio de represálias. nem que essas represálias venham em forma de pedra afiada atirada com uma fisga...
dominado
por ser precisamente assim, como descrevi no longo parágrafo anterior, é que me irritam algumas imponderabilidades e incertezas. gosto de ter tudo delineado, agendado, programado; caso contrário a ansiedade acaba por dar cabo de mim. não devo ser o único a pensar assim ou a sentir isto. simplesmente gosto da sensação de ter tudo dominado e quando me vejo numa situação em que não sou eu a determinar ou a decidir, fico... meio perdido.
serve isto tudo para dizer que tenho saudades de algumas pessoas, pessoas essas que gostaria de ter mais vezes no meu dia-a-dia, mas que infelizmente não fazem parte daquela minha delineação diária. o que me transtorna ainda mais é não fazer a mínima ideia quando é que as vou voltar a ver. 24 de abril? 14 de setembro? 3 de dezembro? transtorna-me não ter uma data, uma ideia, uma certeza. daí a minha "revolta". tenho inveja das pessoas que lidam com os amigos todos os dias, no mesmo café, ao almoço, ao jantar, idas ao cinema, etc., um pouco como a série "friends". quando vejo a série imagino como seria fantástico ter algo assim, viver algo assim.
sinto-me mesmo impotente quando sou dominado pela minha incapacidade de dominar este aspecto da minha vida...
a nossa essência
toda a gente pode argumentar que ambas são situações de descontrole emocional, em que os instintos e os nervos falam mais alto. mas o verdadeiro descontrole é mesmo o homem. em ambos os casos, o controle aparente é... o disfarce. no primeiro caso, a pergunta que se pode fazer é: estaremos preparados para a eventualidade de morrer daqui a cinco minutos? claro que não, talvez em vinte se pudesse arranjar alguma coisa. ameaçados por uma arma estamos perante uma possível finitude, um encerramento perpétuo e definitivo do que fomos, do que construímos. e como reagiremos? em quem pensaremos? que contas deixaremos por pagar?
é impossível prever a nossa reacção. no fundo, tudo residirá no facto de termos coragem ou não para ripostar, para lutar pela vida. ou se, pelo facto de ripostarmos e lutar pela vida, não acabamos por apressar ainda mais as coisas e ainda chegamos ao céu antes de servirem o jantar.
na segunda situação, a maior parte de nós porta-se como um pateta. falsos encontros casuais diários cuidadosamente arquitectados, perseguições de carro, telefonemas constantes (mesmo anónimos), esperas junto da casa dela para ver se ela entra com algum outro homem, noites inteiras sem dormir a pensar no que dizer no próximo "encontro casual", em outras maneiras de a impressionar sem ser com o 18 que tivemos no curso de dactilografia. este imbecil - e não o cidadão adulto, respeitável, razoável, comedido - somos nós, quando nos apaixonamos. tudo o resto é fingimento. se calhar, é neste tipo de situações que acabei de relatar que somos mesmo nós, na nossa essência. obviamente, não somos todos iguais e, tal como na situação da morte à frente dos olhos, neste caso também há inúmeras possibilidades de reacção. também há os discretos, os que amam mas nem às paredes confessam, os que estão apaixonados mas só revelam a alguns muros e janelas. pois, somos todos diferentes e reagimos de maneira diferente.
mas, também vos digo, se me derem a tal pepsi no café, depois de eu ter pedido coca-cola, podem crer que... a bebo, resignado, sem levantar ondas. não sou desse género. infelizmente.
encomenda
se me dessem a escolher, escolhia isto:
- a eloquência e a destreza de gerard depardieu em "cyrano de bergerac"
- os dotes artísticos e o virtuosismo de geophrey rush em "shine"
- a inteligência e o discernimento de morgan freeman em "seven"
- ser sedutor como daniel day lewis em "a idade da inocência"
- a pinta do jeff bridges em "os fabulosos irmãos baker"
- o sex appeal de george clooney em "out of sight"
- o sentido de humor de woody allen em "annie hall"
- o charme natural de hugh grant em "notting hill"
- o cavalheirismo de clint eastwood em "as pontes de madison county"
- a paixão profissional de robin williams em "o clube dos poetas mortos"
- o carácter meticuloso de tim robbins em "shawshank redemption"
- o optimismo e altruísmo de roberto benigni em "a vida é bela"
- a integridade de paul giamatti em "sideways".
quando é que me podem entregar isto tudo em casa??!!
o que serei daqui a 30 anos
mas tudo isto serviu como preâmbulo para o que quero contar. nesse mesmo café, todos os dias, à mesma hora, entra um senhor, dos seus 75/80 anos, vai quase sempre para a mesma mesa (excepto se estiver ocupada). senta-se, não precisa pedir porque a empregada já sabe que ele toma todos os dias a sua cevada. ali fica cerca de vinte minutos, a beber a sua cevada, sem olhar para ninguém, apenas olhares vagos para a rua. nota-se que não está ali para observar ou ser observado. está ali porque aqueles vinte minutos fazem parte da sua rotina.
já o observei por diversas vezes e o homem não altera nada na sua postura. a cena parece repetir-se todos os dias, sempre da mesma forma.
de certa forma, vejo todos os dias o que serei daqui a 30 anos. os meus filhos terão as suas famílias, espero que tenham bons empregos e excelente estabilidade financeira, estarei certamente já divorciado, porque a minha mulher tem muitas qualidades mas não vai aguentar as minhas idiossincrasias e medos por muito mais tempo (espero estar enganado a este respeito), e sem amigos (pelos mesmos motivos atrás citados). a minha rotina será a mesma de hoje (excluindo a parte profissional). tenho a certeza que aqueles 20 minutos para a cevada, todos os dias, serão o meu único contacto diário com o mundo exterior. e a empregada do café receberá todos os dias as minhas únicas palavras a esse mundo exterior: "boa tarde!", "obrigado!" e "até amanhã"!...
sexta-feira, novembro 16, 2007
a morte
o peso da sua presença esmaga-me,
dilacerando-me lentamente a alma.
será este o teu propósito,
o de esvaziar emocionalmente as tuas presas,
tornando-as indefesas e suplicantes
por uma rápida e indolor despedida?
creio não ter forças para lutar contigo.
invadiste de tal forma a minha mente,
que não consigo deixar de pensar em ti
e no que acontecerá a seguir.
tenho medo, sabes,
medo de te estar a provocar.
medo de partir sem levar quem amo.
medo de não conseguir ver crescer
aqueles que ajudei a criar.
medo de partir antes do tempo.
sinto que não tenho forças
para lutar contigo, morte.
sinto cada fôlego como o último,
o derradeiro som do meu respirar.
o coração parece apertar as minhas veias,
não quer bater, quer sossego e paz.
que fazer então, morte?
levas-me contigo para o fogo eterno?
arrancas-me do meu pequeno mundo,
onde me sentia amado e acarinhado?
e o que me dás em troca?
não, não definharei assim, sem dar luta.
posso sentir-me fraco e frágil,
mas não me entrego assim.
no final, até poderás ganhar,
despedaçar aquilo que fui,
estilhaçar e rasgar o meu corpo,
mas eu ficarei sempre com a sensação
de que fiz tudo para evitar ir contigo...
quinta-feira, novembro 15, 2007
quarta-feira, novembro 14, 2007
blonde redhead - messenger
o disco "misery is a butterfly" contém várias pérolas musicais. uma delas é esta "messenger". conheci os blonde redhead com este disco e foi paixão imediata. com o novo disco, "23", cimentaram a sua posição no meu top ten de bandas preferidas. vê-los ao vivo era uma aspiração antiga que concretizei na semana passada. e sim, são efectivamente muito bons, tanto em estúdio como ao vivo.
blonde redhead - anticipation
blonde redhead, a fabulosa banda que fez a primeira parte do concerto dos interpol, responsável por um dos discos do ano, "23", numa actuação na televisão, com o tema "anticipation", do disco "misery is a butterfly". espero ansiosamente por um concerto dos blonde redhead em portugal, com mais do que os 45 minutos que ofereceram no dia 7 de novembro, que souberam nitidamente a pouco.
interpol - public pervert
"public pervert" é uma das minhas músicas preferidas dos interpol. está no disco "antics", tal como outras duas de igual quilate, que também merecem vídeo de actuação ao vivo, como poderão constatar mais abaixo: "not even jail" e "take you on a cruise". estas três músicas são a cereja no topo do bolo num disco brilhante, o segundo da banda, o "temível" segundo disco que costuma "afundar" muitas bandas. tal não aconteceu com os interpol, que conseguiram elevar a fasquia de qualidade no segundo registo. o concerto foi há uma semana, é verdade, mas as músicas continuam a flutuar na minha mente. acho que vocês vão confirmar isto que eu estou a dizer nos posts imediatamente abaixo deste.
interpol - evil
interpol ao vivo, com uma das músicas que mais agitação causou no coliseu dos recreios no passado dia 7 de novembro, "evil", com o "rosemary" do início a ser cantado em uníssono.
interpol - slow hands
interpol ao vivo com "slow hands". desta vez a actuação é no "late night with conan o'brien.
interpol - not even jail
outra excelente música do disco "antics", dos interpol: "not even jail", ao vivo.
interpol - rest my chemistry
interpol ao vivo, no festival lollapalooza, em chicago, em abril deste ano. daniel kessler é brilhante, como sempre, na guitarra.
interpol - take you on a cruise
interpol ao vivo no eurockéenes 2005, com um dos meus temas preferidos do disco "antics": "take you on a cruise". "i´m timeless like a broken watch"...
interpol - pda
interpol ao vivo no programa de david letterman, com o tema "pda", de "turn on the bright lights". esta foi a primeira actuação de sempre dos interpol na televisão, como letterman faz questão de salientar no início.
interpol - obstacle 1
actuação ao vivo, com alguns anos já, dos interpol, com o tema "obstacle 1", do primeiro disco da banda "turn on the bright lights". e sim, é verdade, ainda estou a ressacar do concerto...
terça-feira, novembro 13, 2007
"roxanne"
no mesmo dia em que comprei "the princess bride", comprei "roxanne", igualmente datado de 1987. esta versão moderna da célebre peça "cyrano de bergerac", datada de 1950, de edmond rostand, foi realizada por fred schepisi, com argumento de steve martin, sendo que desta vez a acção se desenrola numa pacata cidade americana, onde c.d. bales (steve martin) é o comandante dos bombeiros (note-se que a personagem "c.d. bales" tem as mesmas iniciais que "cyrano de bergerac"). respeitado e admirado por toda a gente, c.d. tem, no entanto, uma particularidade física que as outras pessoas não conseguem deixar de reparar: o seu enorme nariz. quando roxanne kowalski (daryl hannah) chega à cidade, o comandante não resiste e apaixona-se, sem nunca lhe revelar o que sente, por se sentir obviamente constrangido pelo seu aspecto. por sua vez, roxanne sonha com um homem romântico, belo e inteligente. quando troca tímidos olhares com o belo chris (rick rossovich) começa a pensar que ele pode ser isso tudo. o problema é que, para além da beleza, rick não tem nenhum dos outros dois atributos, exibindo tanto romantismo e inteligência como uma máquina de lavar. quando c.d. bales toma conhecimento da paixão de roxanne por chris, bombeiro na sua corporação, resolve ajudar o pobre rapaz a cortejar a bela roxanne, escrevendo-lhe as cartas românticas em seu nome. ela apaixona-se pelo físico de rick e pela personalidade de c.d. (que ela pensa que pertence a rick).
com "roxanne", steve martin foi nomeado para o globo de ouro de melhor actor em comédia ou musical, venceu o prémio de melhor actor da los angeles film critics association e da national society of film critics awards, vencendo ainda o prémio de melhor argumento adaptado da writers guild of america.
mais um daqueles filmes para guardar muito bem lá em casa, ao lado desse portento cinematográfico chamado "cyrano de bergerac".
the princess bride
segunda-feira, novembro 12, 2007
telecabeleireiro
o cabelo curto, à ricardo araújo pereira, faz-me sentir novo, fresco, dentro do prazo. sinto-me um actimel, um espírito selvagem no auge da adolescência, apetece-me pegar numa fisga, saltar ao eixo, apalpar as miúdas e fugir, tocar às campainhas... até as borbulhas parecem surgir novamente. um tipo acorda, toma banho, lava os dentes, faz a barba e... mais nada! nem vale a pena olhar para a parte de cima da cabeça. para quê? o cabelo lá está, sossegadinho, no seu canto, sem levantar quaisquer ondas, o mais low profile possível. com o cabelo curto poupo cinco minutos de manhã, que até me poderão fazer falta à tarde ou à noite, nunca se sabe quando vamos precisar de cinco minutos. com o cabelo comprido, demoro uns largos minutos até me considerar apresentável para sair de casa e mostrar esta obra de arte capilar ao resto do mundo, que é como quem diz, viseu. sortudos dos habitantes de outras cidades...
é mais ou menos por esta altura que a pessoa que está a ler isto pergunta "mas por que raio é que não vais cortar o cabelo e pões termo a essa aflição?". antes de mais, muitos parabéns pela pertinência da pergunta. de facto, este blog pode ter poucos leitores mas a nível de inteligência não ficam atrás de um "abrupto" ou de um "há vida em markl". a resposta está no tempo que eu preciso de "angariar" para esse desiderato. no fim de semana é impossível: o meu cabeleireiro, onde já vou há quase sete anos, está sempre apinhado. nos dias de semana, saindo às 18h para ir buscar os filhos ao atl, também se torna complicado. já comprei uma daquelas máquinas para cortar o cabelo em casa, mas não durou muito tempo, tal o vigor e a robustez do meu cabelo. agora nem para cortar as sobrancelhas serve. desistiu mesmo, tirei a alegria de viver àquela máquina. a hora de almoço poderia ser uma boa solução, poderia, não fosse esse pequenino pormenor de o cabeleireiro também ter as suas necessidades alimentares. a verdadeira solução seria esta: telecabeleireiro. caramba, um tipo chegava ao telefone e solicitava um cabeleireiro. dizia a morada e trinta minutos depois estava à porta de casa um profissional do ramo, com os competentes acessórios. não sei como é que ainda ninguém se lembrou disto... vão lá tantas testemunhas de jeová bater à porta, tantos vendedores da tv cabo, tantos adventistas do sétimo céu, etc., e nenhum deles sabe efectivamente cortar o cabelo a quem necessita. daí a minha ideia ser tão simples e prática: chegar ao telefone e solicitar a deslocação de uma cátia vanessa ou de um marco antónio, escolher o tópico de conversa (futebol, política ou a indústria de cabedais na noruega), o preço, o modo de pagamento e se queremos ou não pão de alho a acompanhar...
quinta-feira, novembro 08, 2007
o concerto!
depois, os interpol. era muito grande a expectativa de ver ao vivo uma banda com três discos editados verdadeiramente fabulosos, e eles não defraudaram ninguém. nas cerca de 20 músicas tocadas a entrega da banda e do público foi total, registando-se uma electrizante empatia logo ao primeiro acorde. "pioneer to the falls" abriu o concerto. seguiram-se "obstacle 1", "no i in threesome", "next exit", "pda", "the scale", "rest my chemistry", "narc", "lighthouse", "evil", "c'mere", "slow hands", "heinrich manouver", "mammoth", "take you on a cruise", "not even jail", "public pervert", "stella was a diver and she was always down" e "roland". foi vibrante, contagiante e superiormente interpretado, com paul banks a provar ser o vocalista com mais pinta do panorama musical actual, igualmente exímio na guitarra eléctrica, sam fogarino brilhou intensamente na bateria, carlos d. (de dengler), o baixista, foi, como costuma ser, o menos expansivo fisicamente, embora de uma eficácia tremenda. mas, para mim, quem mais brilhou, tal como tinha acontecido no concerto que vi deles na semana passada na sic radical, foi o guitarrista daniel kessler. é ele que marca o ritmo da banda, sempre enérgico e com uma postura desconcertante em palco. impecavelmente vestido com um smoking cinzento, kessler foi o centro das atenções, com os seus solos de guitarra magistralmente executados. o som dos interpol ao vivo não difere muito, e ainda bem, do que se ouve nos seus discos. por isso foi fácil, para os apreciadores da banda, acompanhar as músicas, alternando entre uma bateria imaginária e as guitarradas com os dedos a roçar na camisola. no final, o sentimento era de satisfação total. tinham sido preenchidas todas as expectativas que haviam sido criadas nestes longos meses de espera pelo concerto. até mesmo em termos das músicas apresentadas (da minha lista de preferências, só faltou mesmo a "pace is the trick", do último disco).
eu e o ricardo, que até fazia anos nesse dia (ontem, portanto), saímos do coliseu e, depois de "gambrinos" e "maria caxuxa", acabamos por ir parar ao lux. ambiente morno, música jazz ao vivo, poucas pessoas. pedimos algo para beber e sentámo-nos num sofá. quando olhamos para o lado direito, vemos que, a passar por trás do palco, vêm duas mulheres e um homem. ambos ficámos com a impressão de que o tipo era parecido com o guitarrista dos interpol. conforme o trio se foi aproximando, porque tinham que passar por nós para aceder às escadas, essa impressão passou a constituir uma realidade inquestionável. era ele, o daniel kessler, ali, à nossa frente. levantámo-nos imediatamente e fomos cumprimentar o homem (deus? guru? supra sumo? de laranja, se faz favor). ele foi muito simpático e aturou a nossa reverênica pacientemente, embora parecesse estar de saída. "great show man", foram estas as palavras que lhe disse, enquanto lhe apertava a mão. há dois anos, quando vi american music club, no santiago alquimista, fiz o mesmo com mark eitzel no final do concerto. momentos como estes agradecem-se e guardam-se na memória.
são agora 5:02. vou-me deitar. na minha cabeça continua a ecoar o "rest my chemistry". "but you'se so young, so young to look in my eyes".