terça-feira, junho 26, 2007
dois dias!
até sexta!
retalhos de um romance
A - acho, eu entendo que foste tu que tiveste medo de ser feliz comigo.
N - mas já viste o que poderíamos ter perdido se não resultasse?
A - hoje, em vez de grandes amigos, seríamos um casal perfeito.
N - não digas isso. as coisas resultam bem porque apenas estamos juntos uns momentos, não mais do que isso. quando estivessemos sempre juntos, de manhã à noite, ficaríamos sem assunto, entediados. e eu não sei se sobreviveríamos a isso.
A - mas porque é que nunca tentámos?
N - porque acho que, a nível afectivo, nunca sentimos o mesmo um pelo outro. eu nunca consegui atingir o teu patamar de ilusão, imaginar outro cenário que não este, aquele que vivemos.
A - nunca imaginaste mais do que isto? caramba, tu não tens namorado há anos, vives sozinha, tens poucos amigos. seria assim tão complicado "arranjares" um espaço para mim na tua vida?
N - com o tempo fui aprendendo a dar valor à minha liberdade, ao meu espaço, sem ninguém a controlar o que faço com o meu tempo, a perguntar-me o que estou a pensar, a "escravizar-me" emocionalmente. tu sempre fizeste parte da minha vida, vieste sempre que precisei de ti, estiveste ao meu lado quando o meu pai morreu, ajudaste-me a ser forte, fizeste-me rir quando só me apetecia chorar. que hei-de dizer mais? és o meu rochedo.
A - no entanto, não posso deixar de sentir uma certa amargura por nunca me teres considerado sequer para outro tipo de papel na tua vida.
N - mas tu és meu amigo, haverá papel mais importante do que esse?
A - e se um dia abdicares dessa tua liberdade por alguém? uma outra pessoa, que não eu? vou ficar de rastos, vou assumir que não tinha os argumentos necessários para te conquistar, para que te apaixonasses por mim. não sei se saberei lidar com isso.
N - pode acontecer, não digo que não. até agora nunca me deixei dominar pelos meus sentimentos nem pelos sentimentos dos outros. ainda me sinto um mustang, um cavalo selvagem que ainda ninguém conseguiu domar verdadeiramente. acho que não fui feita para estar parada, quero correr, voar, navegar, ver o mundo, sentir o vento a despentear-me os cabelos, a chuva a escorrer-me pelo corpo, eu sei lá. tudo! acho que ainda não vivi nada do que queria ter vivido.
A - então também é por causa disso tudo que nós nunca poderíamos ter ficado juntos?
N - também. nós somos diferentes. desenhamos futuros diferentes. juntos, acabaríamos por atrapalhar o desenho um do outro e, provavelmente, acabaríamos por apagá-lo.
A - dito dessa forma, até parece que foi uma sorte nunca te teres apaixonado por mim...
N - é, foi uma sorte.
(continua)
segunda-feira, junho 25, 2007
abençoada chuva!
quando começa a chover, durante o torneio de ténis de wimbledon, o que acontece muito frequentemente, os jogos são interrompidos, obrigando à cobertura imediata do court. o que se torna aborrecido para público, jogadores e árbitros, transforma-se no melhor momento do dia... para outros elementos. o empenho é tanto (reparem no segundo tipo a contar da direita) que quase cobriam também a maria sharapova.
sexta-feira, junho 22, 2007
reprise
ainda no mesmo espectáculo na broadway, robin williams fala sobre nova iorque, o verão, o calor e os seios. a divagação sobre o silicone é particularmente engraçada (especialmente a comparação com os nazis). "these are not like the tits in vegas, where even god goes: "i did not make those".
divirtam-se e bom fim de semana!
video cómico do dia
mais uma grande referência humorística: robin williams. neste trecho de um espectáculo de stand up, "live on broadway", robin williams disserta sobre o viagra e simula um orgasmo masculino em palco. hilariante, no mínimo!
talk talk
os talk talk, mítica banda dos anos 80, numa actuação em salamanca, em 1986, interpretando uma das suas melhores músicas, a divinal "tomorrow started". mais uma preciosidade encontrada no you tube, onde há, infelizmente, poucos registos sobre esta subestimada banda.
viseu
Qualidade de Vida
Viseu é a melhor cidade para se viver em Portugal
O presidente da Câmara de Viseu disse hoje que, quando a cidade surge no topo das urbes portuguesas com melhor qualidade de vida, isso «é mais um desafio» que uma razão para «adormecer à sombra dos louros».
Comentando um estudo da Deco, cujos primeiros resultados foram conhecidos quarta-feira, Fernando Ruas disse à Agência Lusa que «olhar para estes resultados faz bem ao ego» dos viseenses, porque se tem conseguido criar «condições para que os cidadãos possam viver com qualidade». No entanto, o autarca enfatiza que «há sectores onde existe uma margem para evoluir de forma significativa», mas aponta que nestes sobressaem aqueles em que a «responsabilidade é da administração central», como são os casos da saúde e dos transportes. O estudo da Deco vai ser publicado na revista Proteste de Julho/Agosto e emerge de um inquérito que abrangeu 18 capitais de distrito do continente, com o emprego, a segurança e o combate à criminalidade, o acesso a cuidados de saúde e a habitação a serem os factores que mais influenciaram a satisfação dos inquiridos com o local onde vivem. O inquérito foi também realizado em Espanha, Itália e Bélgica, num total de 76 cidades, incluindo as portuguesas. No ranking total, o melhor lugar de uma cidade portuguesa foi para Viseu, que ficou em 17º, e o pior para Setúbal - que a par de Lisboa e Porto são as menos bem colocadas no país -, no lugar 74º, precedida apenas por Nápoles e Palermo, em Itália. O autarca faz questão de sublinhar o «honroso» 17º lugar de Viseu no universo das 76 cidades europeias inquiridas, muitas em países «com outro dinamismo e poder económico», e aproveita ainda para lembrar que, «apesar destes resultados», ainda há quem «continue a dizer mal da cidade», num claro recado para a oposição.
in "sol", de sexta-feira, 22 de junho de 2007.
quinta-feira, junho 21, 2007
cowboys and angels
categoria: músicas inesquecíveis. "cowboys and angels", de george michael, responsável por muitas das melhores baladas das décadas de 80 e 90. "careless whisper", "where did your heart go", "one more try", "father figure", "tonight", "praying for time", "mothers pride", "kissing a fool", "jesus to a child", "you have been loved"... escolhi esta música por ser justamente a minha preferida delas todas, a música mais emblemática, para mim, do talentoso george michael. o vídeo é todo ele feito com imagens do filme "sleeping beauty", de bernardo bertolucci, com liv tyler no principal papel, rodado na toscânia, em itália. jeremy irons e rachel weisz também faziam parte do elenco. que dizer mais? belas paisagens da fascinante toscânia, excelente fotografia, um realizador conceituado, todo o esplendor de liv tyler e a música, inebriante, de george michael. tudo em sete minutos e quinze segundos.
descansar!
jim carrey
o impagável jim carrey imita o canastrão david caruso em "csi miami", o tal tipo que aparece em todas as cenas sempre de lado, nunca de frente, fala sempre no mesmo tom de voz e tem sempre um cliché na ponta da língua para acabar todas as cenas em que entra.
o clássico do dia
"purple rain", de prince. incontornável clássico dos anos 80. não cansa ouvir isto!
música mais dançável de sempre?
a minha música predilecta para acabar com neuras e afins: "get it on (bang a gong)", dos powerstation. robert palmer canta magistralmente e cada um dos outros membros tem o seu momento na música: john taylor, no baixo; andy taylor, na guitarra eléctrica; e tony thompson na bateria (e que bateria!). a música contagia verdadeiramente, tem uma energia galopante e acaba imediatamente com as más disposições e depressões. experimentem ouvir isto com o som bastante alto. refira-se ainda que dois destes quatro elementos já não estão entre nós, palmer e thompson.
tanita tikaram
uma das minhas grandes paixões nos anos 80: tanita tikaram. fui assistir, em 1991, no pavilhão carlos lopes, em lisboa, ao concerto dela, naquele que foi o meu primeiro concerto. comprei, religiosamente, os primeiros três discos da cantora, ainda em vinil. fui depois perdendo o interesse, à medida que a qualidade dos seus trabalhos foi diminuindo. mas o seu primeiro album, "ancient heart", que já tenho em cd também, marcou uma era na minha vida. para além desta música, "cathedral song", continha ainda outras como "twist in my sobriety", "the world outside your window" e, principalmente, "for all these years", uma música que passou centenas e centenas de vezes no meu gira-discos. ah, já me esquecia de dizer que eu achava a menina tanita tikaram especialmente agradável à vista... digamos que fazia o meu género. mas depois cortou o cabelo, exageradamente curto segundo a minha opinião, e perdeu a piada quase toda. este vídeo ainda é dos seus tempos áureos, tanto musicalmente como visualmente.
quarta-feira, junho 20, 2007
obra de arte!
música e vídeo, ambos merecem ser definidos como "obra de arte". "stret spirit (fade out)", do fabuloso disco "the bends", editado em 1995, dos radiohead. já por várias vezes manifestei o meu desejo, ainda não lavrado em testamento, de ser esta a música do meu funeral, em repeat. espero que não me lixem e não coloquem antes o "y.m.c.a.", dos village people...
the sundays
uma banda que marcou e muito os meus anos 90: the sundays. podia escolher várias músicas para ilustrar com som e imagem esta evocação, como "here´s where the story ends", "my finest hour", "when i'm thinking about you", "goodbye", "medicine", "blood on my hands", "monochrome" ou "i feel fine". acabei por escolher "wild horses", do album "blind", de 1992.
crushed
cocteau twins novamente. "crushed" pertence à compilação "lonely is an eyesore", da 4AD. e meu deus, que final tão apoteótico...
cocteau twins
a homenagem deste cantinho a uma das melhores bandas musicais de todos os tempos: os cocteau twins. a música pertence ao disco "four calendar cafe", de 1993, e chama-se "evangeline". uma voz como a de elizabeth fraser nunca mais se esquece...
anos 80 vintage
clássico dos anos 80: "more than this", dos roxy music. o filme "lost in translation" atribuiu-lhe ainda maior significado. excelente música!
the dress
a minha música preferida do disco "23" dos blonde redhead: "the dress". o teledisco não é oficial, trata-se de um trabalho de mike mills inspirado pela música. em todo o caso, é tão pungente como a música.
terça-feira, junho 19, 2007
guilty pleasure
chove bastante lá fora. está um autêntico dia de inverno, quase no início do verão. o guarda-chuva há muito que estava arrumado, aguardando pelo outono. por culpa do tempo que faz e desta viciante música da rihanna, que se farta de liderar tops por esse mundo fora, o guarda-chuva está em alta, completamente fora de estação. diga-se que embirrei com a música na primeira vez que a ouvi, mas depois de tanto a ouvir... comecei a gostar. tem umas reminiscências do som dos anos 80, misturado com o r&b actual. para completar o ramalhete, a rihanna é uma preciosidade em termos visuais. comparações com a beyonce não faltam, tanto em termos vocais como de postura em palco, sensualidade e exotismo. nasceu a 20 de fevereiro de 1988, em barbados, e já tem três discos editados. em 2006 venceu o mtv europe music award para "best r&b artist" e o billboard music award para "female artist of the year".
nesta semana chuvosa, não somos nada sem o "umbrella".
sexta-feira, junho 15, 2007
fim de semana no campo
kate beckinsale
holly mother
vanessa hudgens
onde é que andava esta linda moça quando eu era adolescente? no meu tempo tinhamos a samantha fox, a sabrina ("boys, boys, boys), a sandra ("maria magdalena"), a kim wilde (hum... a kim wilde). agora, o meu filho, ao assistir diariamente ao canal disney, tem o privilégio de ver, no "high school musical", esta moça de esplendorosa beleza. ele já estranhou esta minha recente apetência para ver o canal disney com ele... não me questionem sobre a idade dela, para o caso é irrelevante. só sei que é extremamente agradável à vista. daí este meu post.
quinta-feira, junho 14, 2007
xau, adeus e até amanhã
2. "até amanhã, se deus quiser"
3. "até amanhã, se deus quiser e a saúde o permitir"
4. "até amanhã, se deus quiser, a saúde o permitir e o destino aprovar"
5. "até amanhã, se deus quiser, a saúde o permitir, o destino aprovar e o alinhamento planetário e cosmológico assim o defina como tal".
o hábito de ir esticando as frases habituais, do dia-a-dia, já vem de longe. nas despedidas isso ainda é mais evidente. um simples "adeus" já não é suficiente por estes dias, para além de ter uma conotação muito "definitiva", terminal mesmo. por isso, passou a utilizar-se mais o "xau", à italiana. "xau" é jovem, é descontraído, é uma despedida na desportiva, no relax, tipo "vais-te embora mas eu estou a lidar muito bem com isso e quando o comboio desaparecer do meu horizonte não vais passar de uma mera lembrança"; ao contrário do "adeus", que é um drama pegado, do género "ó meu deus, e agora, tu vais embora, vais desaparecer da minha vida; será que te volto a ver algum dia? será???" (três pontos de interrogação para aumentar o grau de dramaticidade). mas o "xau", às tantas, cansou, era muito curto, muito rápido. então veio o "xauzinho", mais queriducho, mais ternurento, que já indiciava alguma preocupação e carinho pela pessoa que se afastava: "xauzinho amor, prometo que vou regar as plantas, dar de comer aos nossos gatos e beijar a tua foto todos os dias". os machões começaram então a embirrar com o "xauzinho" (se o "xau" para eles já era fatela e pouco masculino, como o nuno eiró e o daniel nascimento, o "xauzinho" era um josé castelo branco). então vieram derivados como "see you later aligator", logo seguido do indispensável "after a while crocodile"; o enigmático "então vá"; o sempre popular "até logo" e o inevitável prolongamento "até loguinho"; o hispânico "adiós"; o anglo-saxónico "goodbye", que os cómicos aproveitam para juntar o sempre hilariante (tou a brincar, claro) "que eu goodfico". mas o mais utilizado, em utilização diária, é mesmo o "até amanhã", porque estamos a assumir que vamos voltar a ver a pessoa com quem estamos a falar no dia seguinte. mas, como no início deste post se pode constatar, também aqui há "pano para mangas", ao ponto de uma pessoa ficar, por vezes, uns bons 20 minutos a despedir-se. por mim, quanto mais depressa for, melhor, tipo penso rápido. detesto despedidas, especialmente de pessoas que gosto, como toda a gente. não tenho jeito para elas, porque nunca consigo demonstrar às pessoas que partem a falta que elas me vão fazer. por isso, nas despedidas mais sentimentais (aquelas não diárias), e como sou um pessimista por natureza, utilizo um "adeus", à moda antiga (sim, também sou do tipo fatalista, que acha que nunca mais vai ver a pessoa que se afasta). nas despedidas diárias, a minha escolha vai para um "até amanhã" (apenas, sem mais "rodriguinhos"). tudo o que venha a seguir a um "até amanhã" diário é uma clara tentativa de parecermos engraçados, sábios ou crentes.
quarta-feira, junho 13, 2007
mazzy star
categoria: músicas que nunca se esquecem. nem a música, nem a beleza exótica da vocalista hope sandoval. "fade into you", dos mazzy star.
fiquem bem. a selecção musical, hoje, fica por aqui.
murilo benício

it´s over
e eis que, de repente, vem uma recordação dos fabulosos anos 80: "it´s over", dos level 42.
outra das músicas que não consigo deixar de gostar.
mais uma
"i'll find a way", excelente música, mais uma, de rachel yamagata.
e a depressão continua...
rachel yamagata
muito obrigado, mais uma vez, por me ter sugerido, um dia, o nome de rachel yamagata e o disco "happenstance", à br. a música chama-se "reason why" e faz parte da banda sonora do filme "last kiss", com zach braff, que apresenta a cantora no vídeo.
sexta-feira, junho 08, 2007
...
segunda-feira, junho 04, 2007
10 anos de saudade!
jeff buckley faleceu há 10 anos, a 29 de maio de 1997, com 30 anos de idade. considerado pela crítica como um dos mais promissores talentos musicais na década de 90, graças sobretudo ao seu primeiro disco, de 1994, "grace", o cantor preparava-se para entrar em estúdio para gravar o segundo disco de originais, "my sweetheart the drunk", depois de concluída a digressão mundial de "grace", quando, naquela fatídica tarde, decidiu nadar num afluente (wolf river harbor) do rio mississippi, totalmente vestido, com botas calçadas e... nunca mais foi encontrado com vida. keith foti, um amigo e roadie da banda, foi a última pessoa a ver jeff buckley vivo. foi ele que alertou as autoridades para o desaparecimento do cantor. apesar das intensas buscas, o seu corpo só viria a aparecer na semana seguinte. gerou-se, na altura, alguma polémica sobre as causas da sua morte: drogas? álcool? suicídio? a autópsia confirmou que se tratou de... um acidente, de um simples afogamento. assim se perdeu um talento e uma voz incomparável.
durante este ano, que marca o décimo aniversário da sua morte, a sua vida e obra serão celebradas em vários concertos de tributo. estão já confirmadas homenagens em países como austrália, bélgica, canadá, inglaterra, islândia, irlanda, frança e estados unidos da américa. igualmente em perspectiva, depois de muitos lançamentos discográficos póstumos, está o filme sobre a vida de jeff buckley, que deverá chamar-se "mystery white boy", com data de estreia prevista para 2008.
"grace" será sempre lembrado como o grande legado de jeff buckley à sua arte. desde o seu lançamento, em 1994, o disco já vendeu mais de 2 milhões de cópias em todo o mundo. o melody maker, de inglaterra, chamou-lhe "a massive, gorgeous record"; em austrália, onde chegou à sexta platina, o the sydney morning herald apelidou-o de "almost impossibly beautiful". muitas das grandes influências musicais de jeff buckley prestaram reverência ao disco: jimmy page considera-o o seu album preferido da década de 90; bob dylan considerou buckley "one of the great songwriters of this decade" (90); david bowie elegeu "grace" como "um dos 10 discos que levaria consigo para uma ilha deserta"; lou reed mostrou interesse em trabalhar com jeff buckley depois de o ter visto actuar; robert plant também admirava o seu trabalho.
fiquem com "last goodbye"...
sexta-feira, junho 01, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
a resposta do RAP
resposta, à altura, de ricardo araújo pereira ao "escandaloso" e "vergonhoso" caso do genérico plagiado do programa "diz que é uma espécie de magazine", que foi assunto de primeira página, com fotos e tudo, do "conceituado" jornal "diário de notícias". ao mesmo jornal, na edição de 29 de maio, rap respondeu com elevação, utilizando as suas grandes armas: a ironia, o sarcasmo e o humor. "dá primeira página em qualquer parte do mundo. parabéns ao DN por se ter adiantado ao le monde". muito bem! é uma prática comum neste país de invejas tentar deitar abaixo, destruir, espezinhar e maltratar tudo o que tenha sucesso. enquanto estiveram enfiados na sic radical, os gato fedorento eram um produto de culto e de elite. quando passaram para a televisão pública, deixaram-nos em paz enquanto tinham fracas audiências, embora a qualidade fosse a mesma ou superior. depois, chegado o inevitável sucesso de audiências, vêm as três fases crónicas: 1ª, sim, este tipo de humor inteligente já merecia um público mais vasto; 2ª, é impressão minha ou os programas têm cada vez menos qualidade? acho que já esgotaram o filão. antigamente tinham mais piada; 3ª, peneirentos dum raio, julgam-se os maiores. quem é que eles pensam que são?". na comédia em portugal acontecem ciclicamente episódios deste género. foi assim com camilo de oliveira, badaró, carlos miguel (o eterno "fininho" do "1,2,3"), marina mota e carlos cunha, herman josé. o público "mastiga-os" e "deita-os fora" com uma rapidez assustadora. chegou a vez do "gato". mas, neste caso, acho que a capacidade de eles se defenderem é infinitamente superior à qualidade dos ataques desferidos.
"A música está isenta de direitos de autor
Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?
Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.
Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?
Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.
Se tivesse só cem mil espectadores, davam conta do episódio?
Não percebo a pergunta. No DN de dia 23 assina uma notícia em que afirma: "Os humoristas assumem, desde o início, que a ideia não é deles." Agora, diz-me que alguém "deu conta do episódio". Se assumimos desde o início, de que "episódio" é "deram conta"? Só se for este: nós, não sabendo compor música, usámos uma que já existia (isenta de direitos de autor). Depois, explicámos o modo como o genérico foi concebido. Seis meses depois, inspirado por blogues, o DN faz manchete revelando ao País o que nós nunca escondemos. Só houve um pormenor que o DN se esqueceu de revelar: que a música em causa está isenta de direitos de autor.
Não deixa de ser curioso que seja no YouTube, onde o Gato tem os vídeos mais partilhados, que se tenha descoberto o original...
O facto de termos indicado o original a partir do qual fizemos o pastiche é capaz de ter facilitado a "descoberta". Curioso é que, no YouTube, se encontrem também várias versões do Three Blind Mice, como esta (http/youtube.com/watch?v= kPNC1WsVxdU) e o DN não tenha dado por isso. Talvez quando um blogue fizer esse trabalho.
Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?
Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.
O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?
Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe".
quarta-feira, maio 30, 2007
my morning jacket
o grupo chama-se my morning jacket. a música aqui interpretada ao vivo, em setembro de 2003, é "i will sing you songs" e pertence ao album "it still moves", do mesmo ano. o vídeo está muito escuro (a cara do vocalista nunca se vê, também por causa dos longos cabelos que a tapam), mas a música é soberba. longa, pausada e arrastada, terminando em auge instrumental.
mark kozelek
raríssima entrevista, com direito a música ao vivo, "bubble", de mark kozelek, cantautor (como está na moda agora dizer-se) dos red house painters e sun kil moon. o homem é mesmo tímido e acanhado, mas a voz é fabulosa, mesmo quando fala apenas. já nos deu músicas tão assumptuosamente belas como "katy song", "smokey", "rollercoaster", "grace cathedral park", "funhouse", "helicopter", "river", "void", "gentle moon", "floating", "carry me ohio". aqui fica mais uma homenagem do "nuvens" a mark kozelek.
"a chain of flowers"
finalmente! cá está a tal música dos the cure que eu persegui durante anos e à qual já dediquei um post. chama-se "a chain of flowers", pertence ao disco "join the dots - 1987-1992", uma compilação de alguns temas inéditos e lados b. não liguem ao teledisco, é uma homenagem de um admirador do grupo, com várias fotos e capas de discos. a música sim, merece ser ouvida!
"my impure hair"
actuação ao vivo dos blonde redhead, a 6 de maio deste ano, com o tema "my impure hair", do disco "23".
anticipation
actuação ao vivo dos blonde redhead, com o tema "anticipation", uma das minhas músicas preferidas do disco "misery is a butterfly", de 2004.
terça-feira, maio 29, 2007
dvdteca
este é do pedro ribeiro
"Só porque sim.
Eu gostava de conseguir escrever algo que fosse definitivo na clareza e na dimensão do que quero contar. Que fosse um texto que conseguisse esse impossível de explicar o que é este amor maior. Nos últimos tempos dou comigo a ver os meus filhos a brincar, e sou surpreendido com a forma como eles param por um instante a brincadeira, olham para mim e sorriem. Sorriem de uma maneira apaziguadora, a dizer-me com o olhar tudo aquilo que eu mais preciso e que não é comparavel com mais nada. Param, olham para mim, sorriem e eu fico em paz. Não falta nada. Depois voltam à brincadeira, alheios do efeito esmagador do seu sorriso em mim. Quando os vejo de mochila na escola, todos contentes, a correr para mim, de braços abertos. Quando vamos no carro e eu estico o braço para o banco de trás e há uma mãozinha que me agarra, sempre. Quando os chamo e eles me dizem, curiosos e contentes, “o que foi papá?”. Quando brincamos à apanhada e eles sentem que eu estou mesmo mesmo a apanha-los e riem de excitação e alegria. Quando eu lhes faço cocegas e a alegria deles é a maior do mundo inteiro. Quando, sem pedir nem razão imediata, se aproximam de mim e dão um “abracinho muito grande”. Nunca conseguirei explicar o que é esse amor, de onde vem, como consegue ter tão grande, tão completo, tão incondicional, tão eterno, nem explicar porque sei tão bem que nasci, mais do que tudo o resto, para isto. Eu queria fazer um texto que as pessoas lessem e nele percebem tudo aquilo que é impossível dizer porque não há palavras que cheguem. E se as houver, não terei talento sequer para as escolher, reconhecer, ordenar. Os meus filhos são tudo o que consigo ser e são ainda mais, por eles, por serem duas crianças lindas, espertas, graças a Deus saudáveis, que nasceram com a capacidade inata de amar e o mostram sem filtros, sem reservas nenhumas daquelas que depois vamos inventando ao longo da vida. O amor que deles emana é tão natural como respirar e isso é comovente, esmagador, responsabilizador e desafiante. Acho que sou melhor pessoa porque eles existem, acho mesmo. Eu queria fazer um texto que não fosse patético e foleiro como este, um texto que se elevasse acima da mediania e fosse como um raio de luz, incontornável e naturalmente definitivo sobre o assunto. Uma coisa do género sei perfeitamente o que estás a dizer, e não é preciso dizermais nada. Sei, porém, que não consigo dize-lo totalmente, só consigo tentar. Haverá quem consiga pôr em palavras justas e que estejam totalmente à altura, aquela sensação única de estar abraçado a um filho e de sentir no abraço deles a segurança total, como se eles estivessem a dizer: nada de mal me pode acontecer, estou aqui com o papá? Quando vejo noticias de crianças que desaparecem, que são maltratadas, ou que estão doentes, ou que qualquer outra coisa terrível... é inevitavel projectar neles. E quando o faço, morro por um instante. Porque não há trabalho, profissão, projecto, dinheiro, não há nada que seja, nem por um segundo, mais importante nem decisivo na minha vida. Eu queria escrever um texto sobre isto. Todas as cartas de amor são ridículas, e esta é-o, claramente. Que se lixe. Desde que sou bombardeado todos os dias com notícias horríveis envolvendo crianças, tenho mais vontade de escrever este texto sobre isto. Não é o texto que eu sonhei, mas fala dos filhos que tenho e que são tudo aquilo com que sempre sonhei, e mais, todos os dias. Falta muito para ir busca-los à escola? Caraças!"
segunda-feira, maio 28, 2007
resquícios de uma taça
agora só haverá futebol, a sério, em meados de agosto, e logo com um jogo a doer: fc porto - sporting, para a supertaça. descansem bem e voltem revigorados (esta frase não se aplica, especialmente a segunda parte da mesma, a paredes, carlos martins, joão alves, ronny, alecsandro, bueno e farnerud).