clássico dos anos 80: "more than this", dos roxy music. o filme "lost in translation" atribuiu-lhe ainda maior significado. excelente música!
quarta-feira, junho 20, 2007
the dress
a minha música preferida do disco "23" dos blonde redhead: "the dress". o teledisco não é oficial, trata-se de um trabalho de mike mills inspirado pela música. em todo o caso, é tão pungente como a música.
terça-feira, junho 19, 2007
guilty pleasure
chove bastante lá fora. está um autêntico dia de inverno, quase no início do verão. o guarda-chuva há muito que estava arrumado, aguardando pelo outono. por culpa do tempo que faz e desta viciante música da rihanna, que se farta de liderar tops por esse mundo fora, o guarda-chuva está em alta, completamente fora de estação. diga-se que embirrei com a música na primeira vez que a ouvi, mas depois de tanto a ouvir... comecei a gostar. tem umas reminiscências do som dos anos 80, misturado com o r&b actual. para completar o ramalhete, a rihanna é uma preciosidade em termos visuais. comparações com a beyonce não faltam, tanto em termos vocais como de postura em palco, sensualidade e exotismo. nasceu a 20 de fevereiro de 1988, em barbados, e já tem três discos editados. em 2006 venceu o mtv europe music award para "best r&b artist" e o billboard music award para "female artist of the year".
nesta semana chuvosa, não somos nada sem o "umbrella".
sexta-feira, junho 15, 2007
fim de semana no campo
kate beckinsale
holly mother
vanessa hudgens
onde é que andava esta linda moça quando eu era adolescente? no meu tempo tinhamos a samantha fox, a sabrina ("boys, boys, boys), a sandra ("maria magdalena"), a kim wilde (hum... a kim wilde). agora, o meu filho, ao assistir diariamente ao canal disney, tem o privilégio de ver, no "high school musical", esta moça de esplendorosa beleza. ele já estranhou esta minha recente apetência para ver o canal disney com ele... não me questionem sobre a idade dela, para o caso é irrelevante. só sei que é extremamente agradável à vista. daí este meu post.
quinta-feira, junho 14, 2007
xau, adeus e até amanhã
2. "até amanhã, se deus quiser"
3. "até amanhã, se deus quiser e a saúde o permitir"
4. "até amanhã, se deus quiser, a saúde o permitir e o destino aprovar"
5. "até amanhã, se deus quiser, a saúde o permitir, o destino aprovar e o alinhamento planetário e cosmológico assim o defina como tal".
o hábito de ir esticando as frases habituais, do dia-a-dia, já vem de longe. nas despedidas isso ainda é mais evidente. um simples "adeus" já não é suficiente por estes dias, para além de ter uma conotação muito "definitiva", terminal mesmo. por isso, passou a utilizar-se mais o "xau", à italiana. "xau" é jovem, é descontraído, é uma despedida na desportiva, no relax, tipo "vais-te embora mas eu estou a lidar muito bem com isso e quando o comboio desaparecer do meu horizonte não vais passar de uma mera lembrança"; ao contrário do "adeus", que é um drama pegado, do género "ó meu deus, e agora, tu vais embora, vais desaparecer da minha vida; será que te volto a ver algum dia? será???" (três pontos de interrogação para aumentar o grau de dramaticidade). mas o "xau", às tantas, cansou, era muito curto, muito rápido. então veio o "xauzinho", mais queriducho, mais ternurento, que já indiciava alguma preocupação e carinho pela pessoa que se afastava: "xauzinho amor, prometo que vou regar as plantas, dar de comer aos nossos gatos e beijar a tua foto todos os dias". os machões começaram então a embirrar com o "xauzinho" (se o "xau" para eles já era fatela e pouco masculino, como o nuno eiró e o daniel nascimento, o "xauzinho" era um josé castelo branco). então vieram derivados como "see you later aligator", logo seguido do indispensável "after a while crocodile"; o enigmático "então vá"; o sempre popular "até logo" e o inevitável prolongamento "até loguinho"; o hispânico "adiós"; o anglo-saxónico "goodbye", que os cómicos aproveitam para juntar o sempre hilariante (tou a brincar, claro) "que eu goodfico". mas o mais utilizado, em utilização diária, é mesmo o "até amanhã", porque estamos a assumir que vamos voltar a ver a pessoa com quem estamos a falar no dia seguinte. mas, como no início deste post se pode constatar, também aqui há "pano para mangas", ao ponto de uma pessoa ficar, por vezes, uns bons 20 minutos a despedir-se. por mim, quanto mais depressa for, melhor, tipo penso rápido. detesto despedidas, especialmente de pessoas que gosto, como toda a gente. não tenho jeito para elas, porque nunca consigo demonstrar às pessoas que partem a falta que elas me vão fazer. por isso, nas despedidas mais sentimentais (aquelas não diárias), e como sou um pessimista por natureza, utilizo um "adeus", à moda antiga (sim, também sou do tipo fatalista, que acha que nunca mais vai ver a pessoa que se afasta). nas despedidas diárias, a minha escolha vai para um "até amanhã" (apenas, sem mais "rodriguinhos"). tudo o que venha a seguir a um "até amanhã" diário é uma clara tentativa de parecermos engraçados, sábios ou crentes.
quarta-feira, junho 13, 2007
mazzy star
categoria: músicas que nunca se esquecem. nem a música, nem a beleza exótica da vocalista hope sandoval. "fade into you", dos mazzy star.
fiquem bem. a selecção musical, hoje, fica por aqui.
murilo benício

it´s over
e eis que, de repente, vem uma recordação dos fabulosos anos 80: "it´s over", dos level 42.
outra das músicas que não consigo deixar de gostar.
mais uma
"i'll find a way", excelente música, mais uma, de rachel yamagata.
e a depressão continua...
rachel yamagata
muito obrigado, mais uma vez, por me ter sugerido, um dia, o nome de rachel yamagata e o disco "happenstance", à br. a música chama-se "reason why" e faz parte da banda sonora do filme "last kiss", com zach braff, que apresenta a cantora no vídeo.
sexta-feira, junho 08, 2007
...
segunda-feira, junho 04, 2007
10 anos de saudade!
jeff buckley faleceu há 10 anos, a 29 de maio de 1997, com 30 anos de idade. considerado pela crítica como um dos mais promissores talentos musicais na década de 90, graças sobretudo ao seu primeiro disco, de 1994, "grace", o cantor preparava-se para entrar em estúdio para gravar o segundo disco de originais, "my sweetheart the drunk", depois de concluída a digressão mundial de "grace", quando, naquela fatídica tarde, decidiu nadar num afluente (wolf river harbor) do rio mississippi, totalmente vestido, com botas calçadas e... nunca mais foi encontrado com vida. keith foti, um amigo e roadie da banda, foi a última pessoa a ver jeff buckley vivo. foi ele que alertou as autoridades para o desaparecimento do cantor. apesar das intensas buscas, o seu corpo só viria a aparecer na semana seguinte. gerou-se, na altura, alguma polémica sobre as causas da sua morte: drogas? álcool? suicídio? a autópsia confirmou que se tratou de... um acidente, de um simples afogamento. assim se perdeu um talento e uma voz incomparável.
durante este ano, que marca o décimo aniversário da sua morte, a sua vida e obra serão celebradas em vários concertos de tributo. estão já confirmadas homenagens em países como austrália, bélgica, canadá, inglaterra, islândia, irlanda, frança e estados unidos da américa. igualmente em perspectiva, depois de muitos lançamentos discográficos póstumos, está o filme sobre a vida de jeff buckley, que deverá chamar-se "mystery white boy", com data de estreia prevista para 2008.
"grace" será sempre lembrado como o grande legado de jeff buckley à sua arte. desde o seu lançamento, em 1994, o disco já vendeu mais de 2 milhões de cópias em todo o mundo. o melody maker, de inglaterra, chamou-lhe "a massive, gorgeous record"; em austrália, onde chegou à sexta platina, o the sydney morning herald apelidou-o de "almost impossibly beautiful". muitas das grandes influências musicais de jeff buckley prestaram reverência ao disco: jimmy page considera-o o seu album preferido da década de 90; bob dylan considerou buckley "one of the great songwriters of this decade" (90); david bowie elegeu "grace" como "um dos 10 discos que levaria consigo para uma ilha deserta"; lou reed mostrou interesse em trabalhar com jeff buckley depois de o ter visto actuar; robert plant também admirava o seu trabalho.
fiquem com "last goodbye"...
sexta-feira, junho 01, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
a resposta do RAP
resposta, à altura, de ricardo araújo pereira ao "escandaloso" e "vergonhoso" caso do genérico plagiado do programa "diz que é uma espécie de magazine", que foi assunto de primeira página, com fotos e tudo, do "conceituado" jornal "diário de notícias". ao mesmo jornal, na edição de 29 de maio, rap respondeu com elevação, utilizando as suas grandes armas: a ironia, o sarcasmo e o humor. "dá primeira página em qualquer parte do mundo. parabéns ao DN por se ter adiantado ao le monde". muito bem! é uma prática comum neste país de invejas tentar deitar abaixo, destruir, espezinhar e maltratar tudo o que tenha sucesso. enquanto estiveram enfiados na sic radical, os gato fedorento eram um produto de culto e de elite. quando passaram para a televisão pública, deixaram-nos em paz enquanto tinham fracas audiências, embora a qualidade fosse a mesma ou superior. depois, chegado o inevitável sucesso de audiências, vêm as três fases crónicas: 1ª, sim, este tipo de humor inteligente já merecia um público mais vasto; 2ª, é impressão minha ou os programas têm cada vez menos qualidade? acho que já esgotaram o filão. antigamente tinham mais piada; 3ª, peneirentos dum raio, julgam-se os maiores. quem é que eles pensam que são?". na comédia em portugal acontecem ciclicamente episódios deste género. foi assim com camilo de oliveira, badaró, carlos miguel (o eterno "fininho" do "1,2,3"), marina mota e carlos cunha, herman josé. o público "mastiga-os" e "deita-os fora" com uma rapidez assustadora. chegou a vez do "gato". mas, neste caso, acho que a capacidade de eles se defenderem é infinitamente superior à qualidade dos ataques desferidos.
"A música está isenta de direitos de autor
Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?
Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.
Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?
Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.
Se tivesse só cem mil espectadores, davam conta do episódio?
Não percebo a pergunta. No DN de dia 23 assina uma notícia em que afirma: "Os humoristas assumem, desde o início, que a ideia não é deles." Agora, diz-me que alguém "deu conta do episódio". Se assumimos desde o início, de que "episódio" é "deram conta"? Só se for este: nós, não sabendo compor música, usámos uma que já existia (isenta de direitos de autor). Depois, explicámos o modo como o genérico foi concebido. Seis meses depois, inspirado por blogues, o DN faz manchete revelando ao País o que nós nunca escondemos. Só houve um pormenor que o DN se esqueceu de revelar: que a música em causa está isenta de direitos de autor.
Não deixa de ser curioso que seja no YouTube, onde o Gato tem os vídeos mais partilhados, que se tenha descoberto o original...
O facto de termos indicado o original a partir do qual fizemos o pastiche é capaz de ter facilitado a "descoberta". Curioso é que, no YouTube, se encontrem também várias versões do Three Blind Mice, como esta (http/youtube.com/watch?v= kPNC1WsVxdU) e o DN não tenha dado por isso. Talvez quando um blogue fizer esse trabalho.
Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?
Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.
O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?
Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe".
quarta-feira, maio 30, 2007
my morning jacket
o grupo chama-se my morning jacket. a música aqui interpretada ao vivo, em setembro de 2003, é "i will sing you songs" e pertence ao album "it still moves", do mesmo ano. o vídeo está muito escuro (a cara do vocalista nunca se vê, também por causa dos longos cabelos que a tapam), mas a música é soberba. longa, pausada e arrastada, terminando em auge instrumental.
mark kozelek
raríssima entrevista, com direito a música ao vivo, "bubble", de mark kozelek, cantautor (como está na moda agora dizer-se) dos red house painters e sun kil moon. o homem é mesmo tímido e acanhado, mas a voz é fabulosa, mesmo quando fala apenas. já nos deu músicas tão assumptuosamente belas como "katy song", "smokey", "rollercoaster", "grace cathedral park", "funhouse", "helicopter", "river", "void", "gentle moon", "floating", "carry me ohio". aqui fica mais uma homenagem do "nuvens" a mark kozelek.
"a chain of flowers"
finalmente! cá está a tal música dos the cure que eu persegui durante anos e à qual já dediquei um post. chama-se "a chain of flowers", pertence ao disco "join the dots - 1987-1992", uma compilação de alguns temas inéditos e lados b. não liguem ao teledisco, é uma homenagem de um admirador do grupo, com várias fotos e capas de discos. a música sim, merece ser ouvida!
"my impure hair"
actuação ao vivo dos blonde redhead, a 6 de maio deste ano, com o tema "my impure hair", do disco "23".
anticipation
actuação ao vivo dos blonde redhead, com o tema "anticipation", uma das minhas músicas preferidas do disco "misery is a butterfly", de 2004.
terça-feira, maio 29, 2007
dvdteca
este é do pedro ribeiro
"Só porque sim.
Eu gostava de conseguir escrever algo que fosse definitivo na clareza e na dimensão do que quero contar. Que fosse um texto que conseguisse esse impossível de explicar o que é este amor maior. Nos últimos tempos dou comigo a ver os meus filhos a brincar, e sou surpreendido com a forma como eles param por um instante a brincadeira, olham para mim e sorriem. Sorriem de uma maneira apaziguadora, a dizer-me com o olhar tudo aquilo que eu mais preciso e que não é comparavel com mais nada. Param, olham para mim, sorriem e eu fico em paz. Não falta nada. Depois voltam à brincadeira, alheios do efeito esmagador do seu sorriso em mim. Quando os vejo de mochila na escola, todos contentes, a correr para mim, de braços abertos. Quando vamos no carro e eu estico o braço para o banco de trás e há uma mãozinha que me agarra, sempre. Quando os chamo e eles me dizem, curiosos e contentes, “o que foi papá?”. Quando brincamos à apanhada e eles sentem que eu estou mesmo mesmo a apanha-los e riem de excitação e alegria. Quando eu lhes faço cocegas e a alegria deles é a maior do mundo inteiro. Quando, sem pedir nem razão imediata, se aproximam de mim e dão um “abracinho muito grande”. Nunca conseguirei explicar o que é esse amor, de onde vem, como consegue ter tão grande, tão completo, tão incondicional, tão eterno, nem explicar porque sei tão bem que nasci, mais do que tudo o resto, para isto. Eu queria fazer um texto que as pessoas lessem e nele percebem tudo aquilo que é impossível dizer porque não há palavras que cheguem. E se as houver, não terei talento sequer para as escolher, reconhecer, ordenar. Os meus filhos são tudo o que consigo ser e são ainda mais, por eles, por serem duas crianças lindas, espertas, graças a Deus saudáveis, que nasceram com a capacidade inata de amar e o mostram sem filtros, sem reservas nenhumas daquelas que depois vamos inventando ao longo da vida. O amor que deles emana é tão natural como respirar e isso é comovente, esmagador, responsabilizador e desafiante. Acho que sou melhor pessoa porque eles existem, acho mesmo. Eu queria fazer um texto que não fosse patético e foleiro como este, um texto que se elevasse acima da mediania e fosse como um raio de luz, incontornável e naturalmente definitivo sobre o assunto. Uma coisa do género sei perfeitamente o que estás a dizer, e não é preciso dizermais nada. Sei, porém, que não consigo dize-lo totalmente, só consigo tentar. Haverá quem consiga pôr em palavras justas e que estejam totalmente à altura, aquela sensação única de estar abraçado a um filho e de sentir no abraço deles a segurança total, como se eles estivessem a dizer: nada de mal me pode acontecer, estou aqui com o papá? Quando vejo noticias de crianças que desaparecem, que são maltratadas, ou que estão doentes, ou que qualquer outra coisa terrível... é inevitavel projectar neles. E quando o faço, morro por um instante. Porque não há trabalho, profissão, projecto, dinheiro, não há nada que seja, nem por um segundo, mais importante nem decisivo na minha vida. Eu queria escrever um texto sobre isto. Todas as cartas de amor são ridículas, e esta é-o, claramente. Que se lixe. Desde que sou bombardeado todos os dias com notícias horríveis envolvendo crianças, tenho mais vontade de escrever este texto sobre isto. Não é o texto que eu sonhei, mas fala dos filhos que tenho e que são tudo aquilo com que sempre sonhei, e mais, todos os dias. Falta muito para ir busca-los à escola? Caraças!"
segunda-feira, maio 28, 2007
resquícios de uma taça
agora só haverá futebol, a sério, em meados de agosto, e logo com um jogo a doer: fc porto - sporting, para a supertaça. descansem bem e voltem revigorados (esta frase não se aplica, especialmente a segunda parte da mesma, a paredes, carlos martins, joão alves, ronny, alecsandro, bueno e farnerud).
sexta-feira, maio 25, 2007
em estágio para a taça
amanhã vou fazer apenas um treino ligeiro, para não cansar. levantar umas bandeiras, rodar um cachecol acima da cabeça umas cinquenta vezes, gritar "liedson, liedson" (é a minha aposta para herói do jogo) e "campeões, campeões, nós somos campeões" (na semana passada fartei-me de ouvir isto e agora também quero dizer). à noite, descanso absoluto, passando os olhos pelo programa "dança comigo", analisando os movimentos, o ritmo e a postura dos concorrentes (ou da catarina furtado, também serve).
no domingo, às 16h00, lá estarei em frente ao televisor, ávido de golos, de emoção, de espectáculo, do momento da entrega da taça ao ricardo, ou ao joão moutinho. o belenenses vai dar luta, vai jogar, como costumam dizer os "iluminados" do futebol, "o jogo pelo jogo" (nunca entendi muito bem isto, mas pronto), mas vai cair aos pés de um sporting dominador e altivo. o jorge jesus vai chorar no final, na conferência de imprensa, ao recordar o seu avô, com quem costumava ir às finais da taça de portugal, dizendo que queria muito vencer a taça para a poder dedicar a ele. paulo bento vai ser lançado ao ar pelos jogadores do sporting e o seu penteado vai parecer diferente na conferência de imprensa, ligeiramente mais para o lado direito e não com o risco tão centrado.
a taça tem que ser nossa!
quinta-feira, maio 24, 2007
ainda não parei de rir

ela está no meio de nós
quarta-feira, maio 23, 2007
melhor elenco de sempre
a despedida. "you know, it's the best job anyone has ever had" - david schwimmer; "we had no idea and there was no way to possible know how big it was going go get" - matthew perry; "i don't think any of us will ever find the kind of creative environment again where you walk into a situation and immediatly just feel that there is instant chemistry and affection" - david schwimmer; "i'm just very blessed that i've been on the show and it's been the most important part of my life" - courteney cox; "there´s a lot of people out there who loved to have the opportunity to work ten years on a show" - matt le blanc; "it's an interesting chapter in my life, obviously, probably the most interesting one that will ever be, so coming to an end it's going to be really really sad" - matthew perry.
troca de jack's

céu carregado
terça-feira, maio 22, 2007
perfeito!
o que pretendemos de um disco? entretenimento? profundidade? algo para distrair os ouvidos? uma base para copos? acho que um disco serve um propósito, quando é realmente ouvido, escutado em toda a sua plenitude: transportar-nos para o universo musical que o grupo pretendeu criar, quando escolheu o alinhamento do mesmo, as letras, as ambiências sonoras… considero que nesta matéria nada deve ser deixado ao acaso. são longos os meses gastos na realização de um disco, na sua planificação, dentro de um estúdio a tentar fazer com que tudo soe o mais perfeito possível. também acho que deverá ser tudo muito mais simples quando se trata apenas de um cantor e uma guitarra ou um piano, sem muitos arranjos sonoros, samples ou atmosferas sonoras electrónicas. a duração do disco também é um factor importante. algures entre o insuportavelmente longo e sem conteúdo, história, rumo ou sentido, e aqueles discos cuja criatividade dos seus autores só deu mesmo para sete ou oito canções, deixando-nos frustrados à espera de mais, está a dose certa, entre as 10 e as 12 músicas, entre os 40 e os 50 minutos de duração.
essencialmente, a um disco novo exige-se durabilidade, muitas horas de audição, sem enjoar, sem anular músicas, saltando de música em música para ouvir apenas as melhores. um bom disco é aquele que se coloca no leitor e se ouve de princípio ao fim, sempre com profundo deleite, tirando o máximo prazer do que se está a ouvir como se fosse a primeira vez, uma novidade. depois, há sempre o teste do tempo. há bons discos que não resistem a esse teste. ouvem-se na altura e arrumam-se na prateleira para lá ficarem a ganhar pó uns anos. a indústria musical está sempre em constante mutação e há sempre algo que fica pelo caminho, uma corrente ou um género musical, os penteados, as roupas, o estilo em palco, as letras, etc. bandas como travis, coldplay, keane, starsailor, walkabouts, doves, the verve, que até se ouviam bem há uns anos, são esquecidas rapidamente e ultrapassadas por algo com maior qualidade e intensidade.
tudo isto para dizer que creio estar na presença de um disco que preenche todos aqueles requisitos que tenho referido para se tornar um "clássico". o meu grau de satisfação tem aumentando gradualmente, como deve ser, em vez de ir diminuindo a cada audição. as referências que se encontram no disco são variadas, desde cocteau twins, velvet indiana, sigur rós, mercury rev, portishead, tudo do melhor quilate musical. o disco tem dez músicas e 43 minutos de duração, ouve-se com prazer renovado, seduz-nos, envolve-nos na delicada voz da vocalista, kazu makino, umas vezes épica, outras sussurrante, apaixonada e ternurenta. apresenta melodias delicadas e pungentes, sem nunca resvalar para o lamechas. o anterior disco deste grupo, "misery is a butterfly", de 2004, parecia impossível de superar em termos de qualidade e beleza musical, até porque foi muito bem recebido pela crítica especializada, chegando inclusivamente uma música do álbum a fazer parte da banda sonora do filme "little miss sunshine". com este novo trabalho, "23", os blonde redhead provaram que não são uma banda que teve uma nesga fortuita de sorte ou um grupo que apenas tinha dez músicas para vender em 2004 quando lhe surgiu a editora 4AD com um contrato na mão. os blonde redhead marcam assim uma posição firme no panorama musical alternativo, com dois trabalhos discográficos refinados e de superior qualidade..
"23" é sublime de tão insaturável que é; é espantoso no conjugar meticuloso de dezenas de sons dispersos que, juntos, criam melodias cativantes, que nos ficam a bailar na cabeça quando não as estamos a ouvir. é daqueles discos que sei perfeitamente que vou ouvir durante muitos anos...
segunda-feira, maio 21, 2007
bom ambiente de trabalho!
skectch da britcom "big train", que foca um assunto que já merecia ser discutido inclusivamente na assembleia da república ou, até, num local prestigiado: a questão da masturbação no local de trabalho. deve-se tolerar? não se deve tolerar? deve-se incentivar? deve-se censurar? a questão é polémica: de um lado estão empresas conceituadas, como a renova e a scottex, e ainda várias redes de lavandarias, a favor da liberalização da masturbação no local de trabalho; do outro, contra essa prática, estão várias associações conservadoras, empregadas de limpeza e o cláudio ramos. o referendo certamente que não tardará. josé sócrates anunciou inclusivamente que a legislação já foi delineada em conselho de ministros, mas foi parar ao lixo porque as folhas ficaram todas coladas umas às outras...
equipa ideal 2006/2007
defesa direito: bosingwa (fc porto)
defesa central: anderson polga (sporting)
defesa central: pepe (fc porto)
defesa esquerdo: léo (benfica)
trinco: miguel veloso (sporting)
médio direito: joão moutinho (sporting)
médio esquerdo: lucho gonzalez (fc porto)
extremo esquerdo: quaresma (fc porto)
extremo direito: simão (benfica)
ponta de lança: liedson (sporting)
sim, é verdade, são só jogadores do fc porto, sporting e benfica (que, diga-se, ficaram a "anos luz" de distância das restantes equipas da liga). gostaria de ter tido "espaço" na equipa para meter o miccoli, que eu considero um grande jogador. gostava de o ver no sporting, ao lado do liedson... das restantes equipas do campeonato, destaco rodrigo alvim, do belenenses, bom defesa esquerdo; e o guarda redes do nacional, diego benaglio.
por um mísero pontinho
nos últimos dez jogos do campeonato, o sporting venceu 9 e empatou 1 (na luz). creio que paulo bento demorou muito tempo para encontrar "o seu onze". quando o encontrou, a equipa entrou nos eixos, jogou bem, criou mecanismos e passou a ter meio campo finalmente. despertou tarde demais para o título. a insistência em jogadores como paredes, custódio e carlos martins foi fatal, sobretudo porque estes cêpos estavam a tapar a entrada na equipa de jogadores como miguel veloso (grande jogador!), nani e até romagnoli (que, afinal, até provou ser um bom jogador!).
a defesa esteve muito bem durante toda a época, com um anderson polga em grande, a justificar finalmente o forte investimento no primeiro campeão mundial a actuar no nosso país. caneira actuou em todas as posições da defesa e foi de uma utilidade suprema aquando da lesão de tonel (que também efectuou uma boa temporada). tello assumiu-se como defesa esquerdo (e marcador de livres) e abel superiorizou-se a miguel garcia na luta pelo lugar de defesa direito (também não era preciso muito). no ataque, liedson foi, mais uma vez, a referência. se eu fosse presidente do sporting, não hesitava em propor-lhe um contrato até ao final da sua carreira. liedson não pode sair do clube, é demasiado importante! entre bueno, alecsandro e yannick, venha o diabo e escolha. nenhum deles fez uma época de encher o olho, mas foram servindo em determinadas alturas da temporada. cada um deles teve o seu momento de inspiração e o seu auge físico e técnico, mas, para mim, nenhum deles é companheiro à altura de liedson na frente de ataque.
para o ano, com o mesmo treinador e com o "núcleo duro" deste ano (ricardo, polga, caneira, tonel, miguel veloso, joão moutinho, nani e liedson), acredito que a equipa vai demonstrar mais maturidade, mais traquejo, mais experiência para discutir novamente o título. será necessário efectuar alguns acertos no plantel: despachar paredes, custódio, carlos martins, miguel garcia, farnerud, bueno, ronnie e joão alves, substituindo-os por jogadores de valor mais aproximado ao tal "núcleo duro". acredito que se o sporting mantiver a defesa e o meio campo desta época(arranjando alternativa para os "apagamentos" sucessivos de romagnoli) e contratar um jogador para jogar ao lado de liedson, tão bom ou melhor que o brasileiro, pode fazer história na próxima época. vamos ver... para já, era importante mesmo... conquistar a taça de portugal!
sexta-feira, maio 18, 2007
números
assim, no dia 15 de março de 2007 começou a contagem. até agora são 65 os dias contabilizados. confesso que não fazia a mínima ideia de quantas visitas tinha este blogue por dia, de onde vinham, para onde iam, qual o sentido da vida, se há vida depois da morte, qual o candidato do cds à câmara de lisboa... por isso, qualquer número que viesse era bom (menos o 63, embirro com este número, não sei porquê).
como em 65 dias de contagem ultrapassei já as duas mil visitas, vou fazer agora a minha festa (iupi, iupi, urra, urra. pronto, já está!). ao todo, são 2065 visitas. o dia com mais visitas é quarta-feira, com 20.72%, seguido de quinta-feira, com 19.50%. a hora com mais frequência é das 17h00 às 18h00. o dia com maior número de visitantes foi 16 de maio, com 56.
76% dos meus visitantes são de portugal. em segundo lugar vem o brasil, com 12.9%. a restante percentagem engloba vários países, sendo de destacar os estados unidos da américa (34 visitas), a inglaterra (14), itália (14), frança (13), espanha (10), china (9), alemanha (7) e suiça (4). depois vem uma série de países, 27 no total, de onde alguém, por engano certamente, veio parar ao nuvens. destaco a bizarria da presença na lista de países como panamá, filipinas, nova zelândia, moçambique, malásia, india, colombia, mexico e chile.
para já, precisamente por não estar à espera de muito, estou satisfeito com estes números. para mim são suficientes, tendo em conta o nível bastante fraco do blogue. quem me dera manter estes números por muito tempo. era um bom sinal!
obrigado a todos. obrigado por fazerem parte da minha lista. eu certamente que farei parte da vossa, já que visito dezenas e dezenas de blogues por dia (hesitei entre escrever "centenas" e "dezenas e dezenas". o certo é que visito muitos blogues, mas acho que não chega a uma centena. daí ter optado por "dezenas e dezenas", dá a entender que são muito mais do que dez, que são para aí uns cinquenta ou sessenta. a honestidade acima de tudo!).
a sério, obrigado!
onde está madeleine?
direitinho aos óscares!
pacino e de niro outra vez
al pacino e robert de niro, dois dos "monstros sagrados" mais respeitados e conceituados da actualidade cinematográfica, vão contracenar juntos novamente, depois do filme "heat", de michael mann, de 1995 (refira-se, no entanto, que ambos entraram no filme "padrinho, parte 2", mas não chegaram a contracenar). desta vez o filme, "righteous kill", será realizado por jon avnet e os dois actores, que partilharam apenas duas cenas em "heat", vão passar muito mais tempo juntos na tela. o filme começará a ser rodado no início de agosto, em connecticut. as duas estrelas interpretarão dois polícias no encalço de um serial killer, portanto, desta vez, ao contrário do que sucedeu no filme de michael mann, estarão do mesmo lado da lei. o argumento é de russel gewirtz, responsável igualmente pelo argumento do filme "infiltrado", com clive owen, denzel washington e jodie foster. um dos produtores, avi lerner, disse à revista variety que a ideia para este novo encontro entre pacino e de niro partiu da amizade entre ambos e do partilhado desejo de voltarem a trabalhar juntos.
quinta-feira, maio 17, 2007
o regresso da marjorie
com o brian e o adam completamente restabelecidos sentimentalmente, ao lado da bridget e da heather, respectivamente, como será encarado pelo grupo de amigos o regresso de marjorie? qual dos dois cederá (ou perdoará?) mais depressa aos encantos da bela marjorie, que deixou adam no altar à sua espera e deu falsas esperanças a brian?
entretanto, a série não renovou contrato para uma terceira série com a estação de televisão abc, considerando esta que as audiências não o justificavam. assim, o último episódio de "os amigos de brian" foi para o ar nos estados unidos no dia 26 de março de 2007. o actor que interpreta o papel de brian davis, barry watson, foi já escalado para uma sitcom, "sam i am", como protagonista, ao lado de christina applegate. também amanda detmer, a deena greco, foi contratada para uma sitcom, "1321 clover".
hoje, na rpt 2, às 22h40, vai para o ar o 16º episódio da série, de um total de 24. depois, é a despedida de mais uns "amigos" televisivos.