quarta-feira, janeiro 24, 2007
sérios riscos
os jogadores de futebol têm uma das profissões mais invejadas do mundo. ganham montes de dinheiro por fazerem aquilo que mais gostam de fazer, jogar à bola, compram carros caríssimos, inacessíveis ao comum dos mortais, possuem grandes e luxuosas casas, não ficam muito preocupados quando recebem as contas da água, da luz e do gás, dado que ganham num mês o equivalente ao pib do sudão, passam sempre as férias em locais luxuosos, rodeados das maiores mordomias que o dinheiro pode pagar, e são, essencialmente, autênticas celebridades para o povinho.
o sentimento de inveja que sinto em relação aos futebolistas desvaneceu-se um pouco quando li hoje, na capa do correio da manhã, que o abel xavier, tal como anteriormente o cristiano ronaldo, vive uma paixão ardente com a merche romero. ou seja, há finalmente um lado negativo nesta questão de ser futebolista. todos eles correm o sério risco de "viverem uma paixão intensa" com a merche romero. ainda bem que eu não enveredei por uma carreira de futebolista. a minha profissão deixa-me descansado...
músicas nas nuvens 10
death cab for cutie - brothers on a hotel bed
terça-feira, janeiro 23, 2007
óscares: nomeações
melhor actor em papel principal:
Leonardo DiCaprio in “Blood Diamond”
Ryan Gosling in “Half Nelson”
Peter O’Toole in “Venus”
Will Smith in “The Pursuit of Happyness”
Forest Whitaker in “The Last King of Scotland”
melhor actor em papel secundário:
Alan Arkin in “Little Miss Sunshine”
Jackie Earle Haley in “Little Children”
Djimon Hounsou in “Blood Diamond”
Eddie Murphy in “Dreamgirls”
Mark Wahlberg in “The Departed”
melhor actriz em papel principal:
Penélope Cruz in “Volver"
Judi Dench in “Notes on a Scandal”
Helen Mirren in “The Queen”
Meryl Streep in “The Devil Wears Prada”
Kate Winslet in “Little Children”
melhor actriz em papel secundário:
Adriana Barraza in “Babel”
Cate Blanchett in “Notes on a Scandal”
Abigail Breslin in “Little Miss Sunshine”
Jennifer Hudson in “Dreamgirls”
Rinko Kikuchi in “Babel”
melhor filme de animação:
“Cars” (Buena Vista) John Lasseter
“Happy Feet” (Warner Bros.) George Miller
“Monster House” (Sony Pictures Releasing) Gil Kenan
melhor realizador:
“Babel” (Paramount and Paramount Vantage) Alejandro González Iñárritu
“The Departed” (Warner Bros.) Martin Scorsese
“Letters from Iwo Jima” (Warner Bros.) Clint Eastwood
“The Queen” (Miramax, Pathé and Granada) Stephen Frears
“United 93” (Universal and StudioCanal) Paul Greengrass
melhor filme estrangeiro:
“After the Wedding” A Zentropa Entertainments 16 ProductionDenmark
“Days of Glory (Indigènes)” A Tessalit ProductionAlgeria
“The Lives of Others” A Wiedemann & Berg ProductionGermany
“Pan’s Labyrinth” A Tequila Gang/Esperanto Filmoj/Estudios Picasso Production Mexico
“Water” A Hamilton-Mehta Production Canada
melhor filme do ano:
“Babel” (Paramount and Paramount Vantage)
“The Departed” (Warner Bros)
“Letters from Iwo Jima” (Warner Bros.)
“Little Miss Sunshine” (Fox Searchlight)
“The Queen” (Miramax, Pathé and Granada)
melhores efeitos visuais:
“Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest” (Buena Vista)
“Poseidon” (Warner Bros.)
“Superman Returns” (Warner Bros.)
melhor argumento adaptado:
“Borat Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan”
“Children of Men” (Universal)
“The Departed” (Warner Bros.)
“Little Children” (New Line)
“Notes on a Scandal” (Fox Searchlight)
melhor argumento original:
“Babel” (Paramount and Paramount Vantage)
“Letters from Iwo Jima” (Warner Bros.)
“Little Miss Sunshine” (Fox Searchlight)
“Pan’s Labyrinth” (Picturehouse)
“The Queen” (Miramax, Pathé and Granada)
segunda-feira, janeiro 22, 2007
200 posts, 200 musicas
sexta-feira, janeiro 19, 2007
death cab for cutie

os death cab for cutie, de ben gibbard, já têm 10 anos de existência. o último disco deles, "plans", de agosto de 2005, tirou de alguma forma a banda da obscuridade, o que nenhum dos discos anteriores conseguiu, apesar de o disco anterior, "transatlanticism", ter motivado excelentes críticas. o facto de terem deixado uma editora independente, a barsuk, e terem assinado com uma major, a conceituada e muito mais mainstream atlantic, também ajudou bastante, assim como as presenças nas bandas sonoras da série americana "the oc" e no filme "wedding crashers". eu ouvi "marching bands of manhattan" e fiquei rendido. encetei imediatamente o "assalto" ao resto do disco. músicas melancólicas, desesperadamente românticas, como "I will follow you into the dark", "someday you will be loved", "stable song", "different names for the same thing" e a já citada "marching bands of manhattan", fazem parte desta "tapeçaria" musical magistralmente trabalhada. experimentem ouvir "stable song", ficam imediatamente desarmados e rendidos. queria colocar esta música neste post, mas no radio blog não aparecia disponível. mas fiquem com "marching bands of manhattan", que não ficam mal servidos, antes pelo contrário.
1 marching bands of manhattan (4:12)
2 soul meets body (3:50)
3 summer skin (3:14)
4 different names for the same thing (5:08)
5 I will follow you into the dark (3:09)
6 your heart is an empty room (3:39)
7 someday you will be loved (3:11)
8 crooked teeth (3:23)
9 what sarah said (6:20)
10 brothers on a hotel bed (4:31)
11 stable song (3:42)
quarta-feira, janeiro 17, 2007
o que se ouve por cá II

lambchop - damaged
1 paperback bible (7:48)
2 prepared (6:03)
3 the rise and fall of the letter p (3:36)
4 a day without glasses (4:11)
5 beers before the barbican (4:51)
6 I would have waited here all day (4:02)
7 crackers (4:11)
8 fear (5:00)
9 short (3:48)
10 the decline of country and western civilization (4:36)
já falei neste blog sobre os lambchop algumas vezes. perdi o concerto deles em dezembro na aula magna (mais um concerto perdido... é o preço a pagar por não viver nos grandes centros urbanos). também sou daqueles que colocam a voz de kurt wagner entre as melhores da indústria musical, porque hipnotiza, sensibiliza e suaviza. este novo disco, depois do duplo "aw c'mon" e "no you c'mon", de 2004, ambos mais ecléticos e menos homogéneos em termos sonoros, apresenta um registo muito próximo de "is a woman", de 2002, essa obra prima que nunca me canso de ouvir. "damaged" é daqueles discos de fim de noite, para descomprimir e relaxar, fechar os olhos e desenhar amores impossíveis com a mente. daqueles que se colocam no leitor e se deixam ir até ao fim, numa calma viagem! fiquem com as palavras, muito melhores do que as minhas, de mark deming, do all music guide, sobre o disco:
"And indeed, Damaged is a simpler and more streamlined effort than Lambchop have offered us over their last several releases. Damaged is a set of ten elegant tone poems which rarely call full attention to the size and scope of the 15-person ensemble (enhanced with a string section) employed for these sessions. (...) While Lambchop's country gestures recede a bit on Damaged, as a master class in the art and craft of record making in the great Nashville tradition, this album is a true wonder, a quiet and deliberate recording that cumulatively hits with a massive emotional impact. This ranks with the best work of one of America's most original musical visionaries".
o que se ouve por cá

the dears - gang of losers
1 sinthro (1:31)
2 ticket to immortality (4:22)
3 death or life we want you (3:19)
4 hate then love (4:44)
5 there goes my outfit (3:46)
6 bandwagoneers (4:40)
7 fear made the world go round (3:56)
8 you and I are a gang of losers (4:57)
9 whites only party (3:10)
10 ballad of humankindness (4:13)
11 I fell deep (4:56)
12 find our way to freedom (4:27)
o anterior disco dos canadianos the dears, no cities left (2004), já tinha sido sensacional e tornava-se difícil manter a bitola assim tão elevada no próximo disco. mas "gang of losers" não defraudou. antes pelo contrário! veio provar que eles merecem uma mais vasta plateia de admiradores e muito maior divulgação. músicas como "bandwagoneers", "you and I are a gang of losers", "ticket to immortality", "there goes my outfit" e "fear made the world go round" são bem exemplo disso. nota muito alta para os the dears!
o próximo presidente

Barack Obama vai ser o próximo presidente dos EUA. Necessita para tal de vencer a nomeação democrata, objectivo que vai alcançar e ganhar a eleição presidencial, o que vai conseguir. É sempre arriscado avançar este tipo de análises, mas julgo que, quando devidamente fundamentandas, estas deixam de ser um jogo de sorte para se tornarem num raciocínio de lógica, uma divagação com sentido e um objectivo benéfico. Algo que nos ajuda a ver o que está em jogo. Passo, então, a explicar o porquê da primeira frase deste parágrafo.
Para vencer as eleições presidenciais de 2008, Obama, que ontem anunciou o lançamento do seu exploratory committee para apreciar as suas possibilidades de vencer a corrida à Casa Branca, precisa de obter a nomeação do Partido Democrata. Ora, entre os seus inúmeros adversários, Edwards, Vilsack e Hillary Clinton, apenas a última o ameaça verdadeiramente. Vilsack não cativou o eleitorado, não tem chama, nem programa que se note. É o ex-governador do Iowa, um problema que o obriga a vencer o caucus daquele Estado, o primeiro de um longo caminho. Um segundo lugar é o fim da sua candidatura e uma vitória tende a ser desvalorizada. Segue-se Edwards. Mais carismático, mas demasiado à esquerda. Não se acredite numa América que passe, de uma assentada só, da direita religiosa de Bush para a esquerda liberal de Edwards. Resta Hillary, que pode dar luta, mas tem poucas hipóteses e muitos pontos fracos. É mulher de um ex-presidente, nada abonatório depois da Casa Branca ter sido ocupada pelo filho de outro. Votou pela intervenção no Iraque, o que certos sectores democratas não lhe perdoam. Além disso, tem tido um enorme sucesso no Senado. O que, por incrível que pareça é mau. Hillary tem sido uma excelente relações públicas naquela câmara, cativando antigos adversários, mas arriscando muito pouco. O receio de mais um falhanço idêntico ao da reforma do sistema de saúde que apresentou no primeiro mandanto do marido, tirou-lhe a coragem política. A sua prestação de seis anos, deu-lhe prestígio, mas poucos pergaminhos. Hillary Clinton é uma excelente senadora, mas será sempre uma fraca presidente. Uma mulher determinada, mas hesitante. Precisamente quando os norte-americanos procuram quem lhes dê esperança. (www.oinsurgente.org)
Barack Hussein Obama (born August 4, 1961) is the junior United States Senator from Illinois. According to the U.S. Senate Historical Office, he is the fifth African American Senator in U.S. history and the only African American presently serving in the U.S. Senate.
After graduating from law school, Obama moved to Illinois, where he was elected to the state senate in 1996 as a Democrat. Four years later, he made an unsuccessful run for the U.S. House of Representatives. After rededicating his efforts to the state senate and winning reelection in 2002, Obama ran for an open seat in the U.S. Senate two years later. Midway through the campaign, Obama delivered the keynote address at the 2004 Democratic National Convention, raising his national stature.
Obama was elected to the U.S. Senate in November 2004. He has been identified in recent opinion polls as the second most popular choice among Democratic voters for their party's nomination in the 2008 U.S. presidential election, behind New York Senator hillary clinton, and on January 16, 2007 took the first step toward launching a Presidential campaign, by forming an exploratory committee. (wikipedia)
quase 80 anos depois do nascimento de martin luther king (nascido a 15 de janeiro de 1929), os estados unidos da américa assistiram no passado dia 16 de janeiro ao lançamento de uma campanha presidencial por parte de barack obama, o único afro-americano actualmente no senado norte-americano. estamos a assistir a um facto histórico. os estados unidos poderão eleger, em 2008, o seu primeiro presidente afro-americano. seria um bom sinal!
terça-feira, janeiro 16, 2007
globos de ouro
Esta é a lista dos prémios:
CINEMA:
MELHOR FILME - DRAMA- "Babel", de Alejandro González Iñárritu
MELHOR FILME – MUSICAL OU COMÉDIA- "Dreamgirls", de Bill Condon
MELHOR REALIZADOR- Martin Scorsese (“Entre Inimigos”)
MELHOR ACTOR - DRAMA- Forest Whitaker ("O Último Rei da Escócia")
MELHOR ACTRIZ - DRAMA- Helen Mirren ("A Rainha")
MELHOR ACTOR – MUSICAL OU COMÉDIA- Sacha Baron Cohen ("Borat")
MELHOR ACTRIZ – MUSICAL OU COMÉDIA- Meryl Streep ("O Diabo Veste Prada")
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO- Eddie Murphy ("Dreamgirls")
MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA- Jennifer Hudson ("Dreamgirls")
MELHOR ARGUMENTO- Peter Morgan ("A Rainha")
MELHOR CANÇÃO- Prince, "The Song of the Heart" ("Happy Feet")
MELHOR MÚSICA- Alexandre Desplat ("The Painted Veil")
MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA- "Cartas de Iwo Jima", de Clint Eastwood
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO- "Carros", de John Lasseter
TELEVISÃO:
MELHOR SÉRIE TV - DRAMA- "Anatomia de Gray"
MELHOR SÉRIE TV – MUSICAL OU COMÉDIA- "Ugly Betty"
MELHOR MINI-SÉRIE OU FILME TV- "Elizabeth"
MELHOR ACTOR (mini-série ou filme TV)- Bill Nighy ("Gideon’s Daughter")
MELHOR ACTRIZ (mini-série ou filme TV)- Helen Mirren ("Elizabeth")
MELHOR ACTOR (série TV - drama)- Hugh Laurie ("House")
MELHOR ACTRIZ (série TV - drama)- Kira Sedgwick ("The Closer")
MELHOR ACTOR (série TV - musical ou comédia)- Alec Baldwin ("30 Rock")
MELHOR ACTRIZ (série TV - musical ou comédia)- America Ferrera ("Ugly Betty")
MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO (série, mini-série ou filme TV)- Jeremy Irons ("Elizabeth")
MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA (série, mini-série ou filme TV)- Emily Blunt ("Gideon’s Daughter")
quarta-feira, janeiro 10, 2007
um ano de vida!
"nuvens da alma" completa hoje um ano de existência! foram cerca de 200 posts, com muitas confidências, anseios, desejos, desabafos, segredos, algum humor, alguma crítica, etc., tudo misturado com muita música, que quis partilhar com o meu pequeno núcleo de visitantes. não sou pretensioso, ou pelo menos não o tento ser, sei que não passo de uma pequena gota num oceano de blogues nacionais cada vez maior, mas posso garantir-vos que o resultado deste primeiro ano de vida é, para mim, muito satisfatório. tive com este blog uma relação amor/ódio intensa, ora fazendo posts em catadupa, ora desligando-me completamente dele, por cada período de entusiasmo vinham sempre duas fases de aversão e desprezo. ainda hoje é assim...
agrada-me reler alguns textos e consciencializar-me que não me envergonho do que escrevi e de sentir o que senti; sinto-me orgulhoso por ter sempre pessoas inteligentes, perspicazes e bem humoradas, dentro do meu acima mencionado pequeno núcleo de visitantes, a comentar os meus posts, a quem aproveito para agradecer a consideração e as palavras de apreço e incentivo. por tudo o que foi dito, ao comemorar um ano de vida, sinto-me, de certa maneira, realizado. era mais ou menos isto que eu pretendia quando decidi criar o blog.
até um dia destes (24 de fevereiro, 3 de março, 19 de abril, 24 de outubro. a escolha é vossa). nota: não liguem, era mais uma piada parva...
sexta-feira, janeiro 05, 2007
desejos
viabilidade financeira para aguentar todos os aumentos previstos;
saúde, energia, vitalidade, boa disposição e alegria lá em casa;
que o sporting ainda seja campeão nacional (quase impossível);
jantar com a monica bellucci (ainda mais impossível);
almoçar com o woody allen ou com o miguel esteves cardoso (posso sonhar?);
assistir a um concerto de uma das minhas bandas preferidas (marjorie fair, interpol, the czars), ou então que os antony and the johnsons venham cá novamente (perdi um concerto deles recentemente em braga. solicita-se o favor a quem o encontrar de o entregar na câmara municipal de braga);
que os canais televisivos nacionais saiam da mediocridade e comecem a dar-nos séries de qualidade e filmes a horas decentes;
obrigatoriedade de o "dança comigo" ser emitido todos os dias, em directo, sempre com a catarina furtado e a sónia araújo a dançar;
ter novamente disponibilidade para ir até ao algarve no verão com o meu melhor amigo;
ver as novas séries de "24" e do "lost";
atingir finalmente os 10 comentários em algum post deste blog, valor nunca atingido num ano de existência de "nuvens da alma" e em cerca de 200 posts;
realização profissional;
paz no mundo e o fim da fome (um desejo sempre muito em voga nos concursos de misses);
saída com "o rabo entre as pernas dos estados unidos do iraque";
ressurreição de saddam hussein;
destituição e enforcamento de george w. bush;
que as sitcoms "friends" e "seinfeld" regressassem para mais uma temporada;
que em portugal se desse mais tempo de antena a quem realmente o merece (e não estou a falar da SGTP ou da Associação Nacional de Filatelia), em vez de morangadas, floribellas e novelas atrás de novelas;
que as linhas ferroviárias regressem a viseu, porque o comboio é o meu meio de transporte preferido;
que o sporting consiga contratar ronaldinho gaúcho, drogba, john terry, frank lampard, deco, kaká e messi, oferecendo em troca dois mil euros, o custódio, o rodrigo tello, o carlos martins, o bueno e o paulo bento;
deixar de ouvir aquela música pateta do andré sardet a toda a hora nas rádios.
chega!...
sónia araújo

a apresentadora da "praça da alegria", da rtp, tem aqui no "nuvens da alma" um admirador para o resto da vida. 2007 vai ser o ano de... sónia araújo. começou por vencer, de forma brilhante e indiscutível a final do "dança comigo". agora, resta esperar que os directores da rtp se lembrem de lhe dar um programa só para ela, em que não tenha que dividir a apresentação, para finalmente provar a toda a gente que tem capacidades para tal. obviamente que ser bonita e sensual, ter montes de sex appeal e um corpo de tarar não chega. mas desconfio que a sónia araújo tem capacidades para ir um pouco mais longe, para ser mais do que uma co-apresentadora. fico a torcer por ela e por a ver mais vezes na televisão. nunca estou em casa para a ver na "praça da alegria"... vai sónia, voa!!
quinta-feira, janeiro 04, 2007
2006: conclusão
melhor programa televisivo: "portugal de...", com miguel esteves cardoso, emitido em 12 de dezembro de 2006
equipa de futebol: barcelona
jogador de futebol: frank lampard
treinador de futebol: josé mourinho (who else!)
música mais viciante do ano: "crazy", dos gnarls barkley
melhor blog nacional: perguntarnaofende.blogspot.com
afirmações mais infelizes do ano: "corram os fiscais à pedrada" - fernando ruas, presidente da associação nacional dos municípios portugueses e da câmara municipal de viseu
político mais inconsequente do ano: marques mendes
político que se morresse ninguém dava conta: manuel monteiro
político mais generalizadamente odiado: manuel maria carrilho
o regresso mais saudado do ano: miguel esteves cardoso, com o livro de crónicas "a minha andorinha". o último livro de MEC datava de 2001.
entrevista mais genuína e sincera do ano: http://morel.weblog.com.pt/2006/12/entrevista_com_miguel_esteves.html
a "consagração que ninguém estava à espera" do ano: josé cid
a gaffe futebolística do ano: o benfica contratar fernando santos
treinador mais sobrevalorizado do ano: paulo bento
livro cómico do ano: "percepções e realidade", de pedro santana lopes
livro sério do ano: "amar depois de amar-te", de fátima lopes, apresentadora da sic
romance do ano: "eu, carolina", de carolina salgado, falando-se inclusivamente na sua adaptação ao cinema. os nomes de jodie foster e elliot gould estão em cima da mesa, assim como o monitor, o teclado, o rato e o scanner.
musicas nas nuvens 7
lambchop - nothing but a blur from a bullet train
quarta-feira, janeiro 03, 2007
2006: outras categorias - I
estupidez do ano: enforcamento de saddam hussein
pior decisão televisiva do ano: preterir a sic comédia em favor da sic mulher na tv cabo
tipa mais sobrevalorizada da televisão: merche romero / luciana abreu
tipo mais sobrevalorizado da televisão: francisco penim / ricardo pereira
humorista com menos piada do ano: nilton
tipo que, se quisesse, tinha mais piada que o nilton: ramalho eanes
personalidade radiofónica do ano: pedro ribeiro
cronista televisivo do ano: miguel sousa tavares
maior decepção televisiva do ano: rui unas / soraia chaves
maior revelação televisiva do ano: júlio isidro
facto político do ano: os motivos pessoais que causaram a demissão de freitas do amaral
o pior comeback político do ano: santana lopes
debate televisivo do ano: manuel maria carrilho, emídio rangel, pacheco pereira e ricardo costa, da sic, no prós e contras, da rtp
minutos mais hipnotizantes do ano: ver sónia araújo a dançar no "dança comigo" e os decotes de catarina furtado na apresentação do programa
maior aberração televisiva do ano: floribella
emprateleirado do ano: josé figueiras (e deixem-no lá estar, se faz favor)
prémio "madre teresa de calcutá" do ano: carolina salgado
prémio "mahatma ghandi" do ano: josé veiga
prémio "tony soprano" do ano: valentim loureiro
prémio "álvaro punhal nas costas" do ano: pinto da costa
2006: personalidade nacional

aqui não houve assim tanta discussão, visto que os candidatos escasseavam. ricardo araújo pereira conquista, sem margem para dúvida, o galardão de personalidade nacional do ano. por vários motivos, diga-se. antes de mais, por ser nitidamente o único com queda para actor do quarteto "gato fedorento"; depois porque apenas as personagens interpretadas por ele andam aí na "boca do mundo", motivando centenas de imitações por minuto; pelas suas crónicas semanais na "visão", sempre polvilhadas com a mais fina ironia e inteligência; ainda pelas suas intervenções em directo em vários programas, mantendo sempre o mesmo nível humorístico, o que prova que aquilo não é encenado nem preparado previamente, de encomenda, e que o tipo é mesmo assim, acima da média; por último, de toda esta pretensa geração de humoristas que o programa "levanta-te e ri" gerou (esses niltons, fernando rochas, óscares brancos, francisco menezes e outros que tal), ricardo araújo pereira, que também fez stand up no programa, tal como zé diogo quintela, é claramente superior, sem cair na vulgaridade, no palavrão e na ofensa gratuita. uma diferença marcada pela inteligência, pelo non sense, por muita cultura geral aliada a um sentido de humor influenciado por grandes mestres como woody allen, monty python, jerry seinfeld, etc.. o único defeito que o homem tem é mesmo ser... do benfica...
2006: melhor série televisiva

também neste sector havia "pano para mangas". assim de repente surgem logo séries como "lost", "sopranos", "house", "nip/tuck" e "anatomia de grey". todas elas poderiam vencer e sempre com mérito. no entanto, pesando todos os factores, a série que mais me fez ansiar pela sua chegada ao televisor, todas as semanas, foi "24". é quase impossível de descrever aquela sensação de vazio que me preenchia quando os episódios acabavam, transportando toda a acção e desenvolvimento da série para a próxima quarta-feira, o que constituía sempre uma enorme tortura para mim. outro factor que pesou na "eleição" de "24" foi esta última série, que a 2: passou recentemente, de longe a melhor de todas até ao momento. sou adepto incondicional de jack bauer! é o maior! não há dúvida nenhuma. era menino para encher de porrada o james bond, o batman, o homem aranha, o super homem, o quarteto fantástico, os x-men, os frankie goes to hollywood, os communards, os village people, o noddy, o ruca e a carlota cambalhota.
2006: melhor filme

como o tempo para idas ao cinema escasseia, o tempo e a disponibilidade, escolhi um filme recentemente colocado no mercado de aluguer, que teve uma fugaz passagem pelas salas de cinema nacionais. e por falar em salas de cinema, como eu ansiava por ver filmes como o novo de martin scorsese, "the departed", ou mesmo "borat", mas não deu... agora talvez só mesmo em dvd, quando saírem para aluguer. "lucky number slevin" tem um elenco poderoso, com morgan freeman (um dos meus preferidos), ben kingsley, josh hartnett, bruce willis, lucy liu e stanley tucci, um argumento meticuloso e inteligente de jason smilovic, e uma realização capaz de paul mc guigan, que já tinha dirigido hartnett em "o apartamento". os diálogos são extremamente bem escritos, as interpretações roçam a perfeição, o ritmo do filme prende-nos ao sofá, tal como outrora o fizeram filmes como "pulp fiction", "cães danados" ou "os suspeitos do costume".
recomendo vivamente!
2006: melhor disco

marjorie fair - self help serenade (EMI)
1. don't believe (4:18)
2. halfway house (5:13)
3. empty room (3:43)
4. stare (4:20)
5. how can you laugh (5:07)
6. waves (4:13)
7. please don't (4:04)
8. cracks in the wall (4:06)
9. stand in the world (5:01)
10. hold on to you (2:39)
11. silver gun (5:14)
12. my sun is setting over her magic (6:28)
este disco dos marjorie fair, projecto do californiano evan slamka, foi para mim o melhor disco que ouvi em 2006. há nele músicas que nunca mais se esquecem. experimentem ouvir "my sun is setting over her magic", "please don't" ou "stand in the world"; vai ser difícil tirar aqueles acordes da cabeça. e como já conheço o disco há quase um ano, garanto-vos que passa com distinção o teste do "enjoo", ou seja, o disco não enche, não enjoa. ouve-se sempre com um rasgado sorriso, enquanto a mente vai voando à procura de imagens que se adaptem ao seu ambiente idílico. puro deleite sonoro!
terça-feira, janeiro 02, 2007
actualidades parvas
josé sócrates, por sua vez, tem conversado muito com george w. bush, tentando fazer-lhe ver que a Madeira pode ser uma séria ameaça terrorista. o primeiro ministro aproveitou para informar bush que o governo português não é assim tão inflexível no que diz respeito à abolição da pena de morte. como contrapartida, os americanos passariam a controlar o comércio mundial de bananas.
depois de uma aturada pesquisa, de uns 4 segundos, sensivelmente, chegou-se finalmente a um consenso: francisco penim, da SIC, é o melhor director de programas de sempre da televisão nacional. depois de pérolas como "pegar ou largar", "exclusivo", "sete vidas", "jura", o desfile de aniversário da SIC e essa desinteria irritante chamada "floribella", penim teve a brilhante ideia de juntar o elenco desse sucesso televisivo sem precedentes chamado "jura" com o da "floribella", idealizando assim a noite de passagem de ano perfeita. a fabulosa parceria que faz com teresa guilherme já motivou comparações, dada a intensa química, com fred astaire e ginger rogers, a bonnie e clyde, jekyl e hide, montros e companhia...
sexta-feira, dezembro 22, 2006
feliz natal e tal
resta-me agradecer a todas as pessoas que conheci durante 2006. todas elas acrescentaram alguma coisa e foram especiais por isso. às que ficaram pelo caminho, restam as memórias que me deixaram, os sorrisos e as lágrimas que trocamos. no hard feelings...
feliz natal! até para o ano!
terça-feira, dezembro 19, 2006
system recovery
agora que a turbulência provocada pelo excesso de trabalho diminuiu, tenho aproveitado para recuperar o tempo perdido em termos de blogosfera. e começo logo por levar com essa péssima notícia que é o final do blog "perguntar não ofende". é pena, era já um hábito bastante entranhado ir ver todos os dias a pergunta do ricardo. espero que ele volte com outro "projecto" igualmente interessante e inovador, como o foi este.
quanto ao resto, várias festas e ceias de natal (ATL, escola, hospital, jornal), corrida às prendas, empurrões nos hipermercados, filas intermináveis para pagar, falta de estacionamento em todo o lado, compras para a consoada que, como costume, vai ser lá em casa, montagem da árvore de natal, luzinhas, presépio, and so on, and so on... no meio de tudo isto, apanhei a minha 47ª constipação deste ano e pareço o boneco da michelin, dado que, para além das camisolas, camisas, casacos, chacecol, tenho embalagens de lenços de papel em todos os bolsos disponíveis. mas raios me partam se não vou marcar presença amanhã, quarta, na jogatana semanal de futebol. tem que ser! nem que tenha uma perna partida. é a minha descompressão semanal.
faltam três dias de trabalho, depois vem o natal, com a família, claro, e uma semana de férias, para acabar o ano em beleza e... descanso, junto das pessoas que mais amo no mundo: a minha mulher e os meus filhos. e quase que já consigo saborear o fabuloso, divinal, extraordinário, saboroso e delicioso tronco de natal que a minha mulher faz. talvez lhe peça para fazer dois este ano. fica um só para mim. tem que ser, tou doentinho...
terça-feira, dezembro 05, 2006
risos transparentes
depois desta fabulosa introdução, sinto-me capacitado para vos revelar que encontrei a pergunta definitiva, penso eu, aquela que revela traços mais incontornáveis da personalidade de alguém. a partir de agora, sempre que conhecer alguém, vou colocar-lhe esta questão apenas: "o que é que te faz rir?". chega. apenas isto. porque o que nos faz rir define-nos como ser humano. uma pessoa que responda, por exemplo, malucos do riso, batanetes ou fernando rocha, não subirá muito na minha consideração; mas, por outro lado, se me disserem monty python, ou woody allen, ou seinfeld, ou friends, teremos motivos para longas e demoradas conversas.
por isso, coloco aqui neste blog o meu primeiro desafio.
no sentido de ficar a conhecer um pouco melhor os frequentadores deste blog, desafio-os a revelarem o que é que vos faz rir.
sexta-feira, dezembro 01, 2006
não sai nada
conclusão: tenho que levar o raio da camisola à lavandaria para ver se eles conseguem tirar o catano da nódoa de vinho tinto, porque eu desisto...
sexta-feira, novembro 24, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
défice de realismo
a expressão "estar em crise" só se aplica aos portugueses naquelas conversas de treta que acontecem diariamente, no emprego, no café. continua a ser um bom desbloqueador de conversas, dá pano para mangas em conversas de dez, quinze minutos. porque uma pessoa vai ao continente (para tomar café e comprar o jornal), aos sábados ou domingos, quando não se trabalha, e vê milhares de pessoas às compras. ora, todos sabemos que existem vários locais de compras com preços muito mais baixos que a referida superfície comercial. meia dúzia de produtos no carrinho chegam para se desembolsar 50 euros na caixa. mas não importa. o que interessa é o estatuto, o poder de compra que se transmite aos outros. se forem às compras ao mini preço ou ao lidl não impressionam ninguém. este é apenas um exemplo, mas há muitos mais: brinquedos, roupa, calçado...
o estatuto é o que realmente interessa. não interessa ter algo, o que interessa é mostrar a toda a gente que temos esse algo, nem que tenhamos que fazer um sacrifício enorme para conseguir pagar todos os meses as mensalidades.
é este o défice que urge combater em portugal. convencer as pessoas a descer à terra, a viverem mediante as suas capacidades financeiras e nunca acima disso. porque, mais tarde, quem vai acabar por pagar os nossos erros são... os nossos filhos.
a bonança
a bonança, como o nome do post sugere, chegou hoje...
admirador confesso da beleza das mulheres italianas, como é o caso de monica bellucci, maria grazia cucinotta, sabrina ferilli (não é a sabrina do "boys, boys, boys". é outra), giorgia palmas, pamela camassa, e muitas outras, vou ter o prazer, a partir de amanhã e durante alguns meses, de trabalhar com uma estagiária... italiana. chama-se francesca.
vá, roam-se lá de inveja (os homens, claro). hoje esteve aqui na redacção apenas uns minutos, mas os suficientes para causar alguns transtornos evidentes na comunidade masculina. não admira que o jornal esta semana saia com os títulos na diagonal, as fotos todas trocadas, os óbitos e a ficha técnica na primeira página, etc..
vamos ver se o tal período de "bonança" continua a surpreender-me pela positiva, como neste caso.
a vida não pode esperar
mas voltando à minha linha de pensamento, a nossa pessoa virtual cresceu, já caminha e já fala. próximo passo: "já aprendeste a andar de bicicleta?", "já andas na escola?", "já tens namorada?" (esta é infalível!), "já sabes ler?", "já sabes escrever?". sempre a queimar etapas, rapidamente.
a seguir a esta fase, que termina na escola e percorre todo o liceu, a curiosidade das pessoas acalma sempre. entra-se na adolescência e essa é considerada uma fase chata, em que a nossa pessoa virtual fica automaticamente antipática, aversa a diálogos chatos com os "adultos", vive praticamente no seu quarto, o seu refúgio quando está em casa. nesta fase a pressa das outras pessoas (e reparem bem na maravilha que vai ser esta frase!) é que esta fase passe depressa (brilhante! faz lá melhor ó lobo antunes!). depois voltamos ao normal: "já estás na universidade?", "em que curso estás?", "já tens emprego?", "já tens carro?", "já tens namorada?" (eu sei, esta é repetida. no primeiro caso é uma pergunta inocente. neste caso, é mais uma pergunta no sentido de se saber se haverá casamento para breve). a nossa pessoa virtual está agora numa idade adulta. e o que é que as outras pessoas esperam de um adulto? isso mesmo. que se case. então começa a pressão. no meu caso, ouvi a frase que vou colocar a seguir entre aspas uma centena de vezes (também é certo que namorei 10 anos antes de me casar...): "então quando é que te casas?".
chega o casamento, mas isso não impede que comecem logo a seguir mais perguntas, sendo a mais comum a célebre "quando é que têm filhos?". as pessoas acabaram de ficar satisfeitas com o casamento, mas já têm nova "preocupação". tem que ser sempre a evoluir. outras perguntas fatais nesta altura são "já têm casa?" e "já têm carro?", mas estas são de índole mais materialista. chega um filho e recomeça o ciclo, agora com a criança da nossa pessoa virtual. mas as pessoas querem mais. "já é tempo de terem outro filho, não acham?".
depois de ter tido o número de filhos que a sociedade entende como normal, a nossa pessoa virtual... tem o merecido descanso, sendo as perguntas direccionadas para a evolução dos seus filhos. só anos mais tarde é que surgem questões como "quando é que te reformas?", "vais morar com o teu filho ou a tua filha?", "para qual lar da terceira idade vais?".
com tantas perguntas sobre a sua natural evolução, a nossa pessoa virtual acabou por fazer tudo o que a sociedade lhe "exigiu". agora resta-lhe esperar que ninguém lhe pergunte "então quando é que morres?".
quarta-feira, novembro 22, 2006
penso, logo não resisto
no final, o grau de resignação acaba por ser o mesmo. sai o número 8 (eu tenho o 4), lá vai um jantar com batatas fritas, ovo estrelado e salsichas; sai o número 14 (eu tenho o 18), bebo coca-cola como se não houvesse amanhã; sai o 25 (eu tenho o 23), manda-se vir umas pizzas; sai o 34 (tenho o 39), "porque não irmos lanchar ao mac donald's?"; sai o 45 (tenho o 42), "tenho a impressão que estas calças já não me servem...".
em pouco tempo, voltamos ao normal.
euro milhões? "eu nunca tive sorte nenhuma ao jogo. aliás, deviam dar-me um prémio por colocar sempre números que nunca saem". não raras vezes, lá vem o cliché da praxe: "azar ao jogo, sorte no amor" - se eu apanho o tipo que inventou esta parvoíce... em que raio se terá baseado? era feio como tudo mas ganhava sempre na sueca? namorava com a sophia loren mas perdia sempre nas corridas de cavalos?
dieta? "é melhor não contrariar o nosso próprio organismo". aqui também pode entrar outro cliché: "nunca ouviram dizer que gordura é formosura!?". e depois, também não quero colocar em risco os empregos dos funcionários da pizza hut, do mac donald's, das pizzarias em geral. que raio de ser humano seria eu afinal?
nunca tive força de vontade para seguir à risca uma dieta. acabo sempre por ceder perante algo que sei que me faz mal, ou engorda. na porcaria do euro milhões, digo sempre a mesma coisa todas as semanas: "nunca mais jogo, tou farto de perder dinheiro". mas na semana seguinte, perante a perspectiva de vencer uma batelada de dinheiro de uma vez só, sem trabalhar, não resisto e jogo outra vez.
explicações? não há. não adianta contrariar o nosso próprio organismo. eh, eh, eh...
terça-feira, novembro 21, 2006
sucessão negativa
pessimismo e resignação é comigo.
sexta-feira, novembro 17, 2006
lambchop

até pode parecer que não, à primeira vista, mas a foto que agrafo neste post é mesmo de um grupo musical. é mentira que seja uma foto de um grupo de adeptos do portimonense, quando acompanharam recentemente a equipa de futebol na deslocação ao terreno do desportivo de chaves. curiosamente, na foto estão 12 (até lá está o leonardo di caprio; reparem bem no quarto homem a contar da esquerda. ah, e a mulher que está ao lado dele não é a irmã lúcia) mas creio que ainda faltam membros da banda na mesma. chamam-se lambchop e produzem um estilo musical inclassificável, um híbrido de jazz, country e soul, à sombra da potente e inconfundível voz do vocalista kurt wagner. conheci-os com o disco "is a woman" e fiquei rendido. é daqueles discos intemporais, que se ouvem sempre com agrado, pela serenidade que transmite. depois comprei o duplo "aw c'mon" e "no you c'mon" e reforcei a já excelente opinião que tinha deles.
os lambchop vão estar em lisboa, no próximo dia 10 de dezembro, na aula magna (ainda bem que o concerto não é no santiago alquimista, porque não caberiam os membros todos da banda). se tiverem oportunidade de ir ver, podem crer que não vão sair desapontados.
série completa
pronto, já tenho a série completa do "friends". 10 caixas, 10 temporadas de uma série que começou a ser exibida em 1994, tendo o último episódio ido para o ar em maio de 2004.são cerca de 240 episódios, cada um com 22 minutos, o que corresponde a 5.280 minutos de boa disposição, com o chandler, o joey, o ross, a monica, a rachel e a phoebe. é uma das séries "padrão" da televisão, marcou uma época, vai ser sempre falada e utilizada como termo de comparação em relação a novos produtos, tal como sucedeu com outras séries de sucesso, como "seinfeld" ou "frasier".
estou a acabar de ver a décima série e, à medida que vou devorando os episódios finais, vou sentindo cada vez mais apertado o "nó na garganta" que marca qualquer despedida. resta o conforto de poder visitar estes amigos sempre que me apetecer. eles lá estarão na minha prateleira dos dvd's, ao lado de "seinfeld", "everybody loves raymond", "mad about you", "family guy", "nip/tuck", "lost", "24"...
quinta-feira, novembro 16, 2006
borat

estou mortinho para ver este filme. já vi vários trailers e em todos me escangalho a rir. já acontecia o mesmo com a anterior personna de sascha baron cohen, o ali g. o filme tem sido um estrondoso êxito de bilheteira nos estados unidos da américa, contra todas as expectativas, considerando o seu baixo orçamento, o facto de parecer mais um documentário do que um filme, de não ter actores americanos conhecidos e de "gozar" bastante com o povo americano e o seu estilo de vida. mas também ninguém pensaria que a série "the office" algum dia poderia ter tanto êxito nos estados unidos, ao ponto de fazerem uma versão americana da mesma. parece que os americanos estão a descobrir, finalmente, a europa...
não vou perder!
regresso ao... passado

Às vezes sinto que há situações pelas quais não passarei jamais. é uma sensação... estranha, no mínimo. pode até ser meio caminho andado para a tão apregoada crise de meia idade. olha-se para trás, para o que se fez, e sente-se um certo vazio. o que é que eu poderia ter feito mais? o que é que poderia ter feito de forma diferente? enfim, se todos nós tivéssemos um "DeLorean" (sim, eu fui ao google ver como se escreve), como o michael j. fox nos filmes "regresso ao futuro", certamente que voltaríamos atrás e tentaríamos rectificar e melhorar alguns pontos da nossa existência. como isso não é possível, resta-nos a resignação do presente, a inexorável marcha do tempo, que outrora considerávamos lenta demais, quando queríamos crescer, e implacável e dolorosa quando sentimos que esse mesmo tempo está a escorregar rápido demais por entre os nossos dedos.
Nunca mais vou viver a emoção de um primeiro beijo; o turbilhão de sentimentos de uma paixão; aqueles desgostos provocados geralmente por ciúmes cegos na fase do namoro, que nos "atiravam" para o quarto a ouvir música romântica durante horas, com a porta fechada; os encontros no jardim à hora marcada; as sempre dolorosas despedidas; enfim, todo o encanto de uma relação. como sei que tenho um excelente casamento, sei perfeitamente que nunca mais irei passar por tudo isto. hoje, quando ouço pessoas mais novas do que eu, solteiras, a falar sobre uma relação ou uma paixão, não posso deixar de sentir alguma nostalgia, porque penso que gostaria de estar novamente a passar também por isso, nem que fosse apenas por uma semana. mas esse tempo passou, tenho consciência disso. resta-me agora ouvir e aconselhar quem me pede conselhos (por falar nisso, sabem quem é que estava sempre a pedir conselhos ao jorge sampaio? - o povo de canas de senhorim. eu sei, é uma piada parva. já estou arrependido de ter escrito isto. onde está o delete?).
também há aspectos bons no meio disto tudo. não vou voltar a passar por um casamento, por exemplo. ir a um casamento é muito mau, é constrangedor, as roupas são apertadas, os sapatos fazem doer os pés e, geralmente, quando nos estamos a começar a divertir é quando a coisa acaba. mas é muito pior quando é o nosso casamento. uma pessoa tem que beijar 59 mulheres, apertar a mão a 67 homens, beijar criancinhas, oferecer charutos e flores com um sorriso amarelo nos lábios e agradecer a vinda de uma data de pessoas que nunca vimos na vida e que provavelemente não veremos mais. já para não falar na seca que é a cerimónia religiosa, aquela encenação toda, os pais nossos e avé marias, etc.. enfim, estou livre disto tudo, graças a... bem, à minha mulher, no fundo.
se pudesse voltar atrás, mudaria alguns comportamentos e actos, algumas opções, mas uma coisa não mudaria, de certeza: a pessoa que escolhi (ou foi ela que me escolheu?!) para encetar uma vida a dois e para ser a mãe dos meus filhos. nesse aspecto, tenho a certeza de que não encontraria melhor. é esta garantia que me faz sentir bem no presente e confiante no futuro (catano, isto parece mesmo um daqueles discursos dos políticos na noite de eleições!), embora não recusasse o tal "DeLorean"...
terça-feira, novembro 14, 2006
devaneios
sexta-feira, novembro 10, 2006
as desilusões
como já referi noutros posts, não sou uma pessoa fácil, de acesso imediato e fácil. quem estiver somente comigo uns 20 ou 30 minutos deve ficar com a impressão de que sou a pessoa mais arrogante, emproada, convencida e antipática do mundo. e acreditem que colecciono primeiras opiniões deste género há muitos anos. acabei por me habituar a elas, sem mudar nada no meu comportamento para as evitar. no entanto, há pessoas que, ultrapassado esse período de tempo (os tais 20/30 minutos), acabam por entrar na nossa vida e fazer parte do quotidiano normal. alguns desses casos resultam de convivência profissional diária e, com o tempo, acabam por se desenvolver relações de amizade que julgamos consistentes. momentos houve em que até me senti contente por estar a construir uma amizade nova, eu que nunca fui muito dado a essas coisas. arranjar novos amigos e mantê-los nunca foi uma das minhas especialidades. como nota de rodapé para ilustrar esta minha inépcia, basta referir que perdi a totalidade dos amigos que angariei na minha época estudantil, ou seja, naquela idade em que se constroem amizades. durante dez anos da minha vida partilhei confidências, desabafos, sentimentos, gargalhadas, bebedeiras, jantaradas, momentos, etc., com pessoas que, agora, se passar por elas na rua, nem sequer um olá somos capazes de trocar. aqui, neste caso, bastou-me chatear com uma das pessoas desse grupo para logo todo o restante grupo me passar a ignorar também. é o que dá chatearmo-nos com a "abelha raínha"... a vida levou-nos para caminhos diferentes, certamente.
mas voltando ao caso que me levou a escrever este post... pois, relações de amizade "forçadas" por uma convivência diária, por motivos profissionais. sentimo-nos especiais por receber tanta atenção por parte de uma pessoa que até consideramos atraente, mas, no fundo, se observarmos bem, quando nos libertamos de toda aquela ilusão que não nos deixa ver as coisas claramente, chegamos à conclusão de que aquela atenção toda poderia ser atribuída perfeitamente a uma qualquer pessoa, desde que trabalhasse no mesmo sítio. ou seja, não havendo mais ninguém, ficamos nós com ela. foi o caso, precisamente. enquanto trabalhei nesse local, em part-time, sempre senti que estava envolvido numa relação de amizade com alguma solidez, com respeito e apoio mútuo. até estava a resultar bem, mas o meu passado apanhou-me... quando terminou esse part-time, a sensação esfumou-se. novamente os tais caminhos diferentes... que raio de amizade era esta que não conseguiu resistir à separação, mesmo que momentânea? e onde é que está escrito que duas pessoas, quando não trabalham juntas, não podem ir tomar um café ou almoçar? será assim tão complicado? não se arranjará tempo para tomar um café com uma pessoa que durante um ano e meio esteve todos os dias ao nosso lado, a ouvir os nossos desabafos, a dar-nos conselhos?
pois, eu já me cansei de tentar responder a estas perguntas. sinceramente, pensei que ainda era capaz de construir uma amizade com alguém, mesmo que a partir de uma convivência profissional. pelos vistos, não sou. é a tal desilusão de que falava no início deste post. foi mais uma. têm sido algumas ultimamente. mas o que interessa é manter os verdadeiros amigos. e esses, apesar de serem apenas uns três ou quatro, conto manter, por muitos anos.
o lado bom, ou menos mau, destas pequenas desilusões é que transferimos tudo o que temos de bom para oferecer, em termos emocionais e sentimentais, para as pessoas que realmente interessam, acabando por dar realmente muito valor, muito mesmo, ao que temos lá em casa, ao pequeno núcleo familiar que ajudamos a fortelecer diariamente. isto sim, são laços verdadeiramente fortes e indestrutíveis.
quinta-feira, novembro 09, 2006
interior
este episódio acabou por ser, de certa forma, irónico. de vez em quando sinto que aqueles anos em coimbra me fizeram falta, pela "bagagem" que me poderiam ter dado, pelo fortelecimento de carácter que me dariam, pela "viagem" espiritual que não cheguei a fazer, pelo corte do cordão umbilical que se impunha já na altura, pelas pessoas que não conheci... se calhar, hoje seria uma pessoa diferente... mas preferi o "quentinho", o aconchego do lar e a companhia das pessoas de que gostava (e ainda gosto). no interior (lá está! interior!), ainda se travam algumas lutas entre o "eu" extrovertido que não teve oportunidade de se soltar devidamente, na altura certa, e o "eu" certinho e introvertido, que foi privilegiado e convocado um pouco cedo demais.
musicas nas nuvens 3
elizabeth fraser & craig armstrong - this love
quarta-feira, novembro 08, 2006
josh rouse

mais um nome que descobri apenas agora. josh rouse tem já seis discos e um ep na sua discografia: dressed up like nebraska (1998); home (2000); under cold blue stars (2002); 1972 (2003); nashville (2005); subtitulo (2006); e o ep de 1999 intitulado chester, lançado por rouse e o seu "padrinho" kurt wagner, vocalista dos lambchop. nascido em nebraska, josh rouse escreveu a sua primeira canção aos 18 anos, influenciado por grupos de culto como os the smith e os the cure. o seu primeiro disco, do qual fazem parte músicas fabulosas como "the white trash period of my life", "simple thing" e "late night conversation", obteve excelentes críticas. mais tarde, em nashville, conheceu kurt wagner e lançaram juntos o ep "chester", em 1999. seguiu-se "home", outro disco verdadeiramente brilhante, onde se podem ouvir músicas como "afraid to fail" (que tem um dos melhores refrões que já ouvi até hoje), "laughter", "100m backstroke", "parts and accessories" e "in between". dois anos depois, rouse manteve bem altos os seus padrões de qualidade com o lançamento de "under cold blue stars", um trabalho um pouco mais uplifting que os anteriores, mais depressivos e emocionais, trilhando novos ambientes musicais. "feeling no pain", "under cold blue stars" e "nothing gives me pleasure" são os pontos altos do disco. em 2003 surgiu "1972", disco que mistura muitas das influências do artista, desde nick drake, fleetwood mac, marvin gaye e lambchop. "love vibration" e "comeback (light therapy)" são as músicas mais pop do disco, mas "james", "1972" (que podem ouvir neste post), "flight attendant" e, sobretudo, "under your charms" (fabulosa música) são as músicas mais marcantes. em 2005, josh rouse lançou a sua masterpiece, "nashville", o seu disco mais homogéneo, endeusado pela crítica como um dos melhores discos do ano. foi como que a consagração do cantor/compositor norte americano. "nashville" é daqueles discos que se ouvem vezes sem conta, de início ao fim, sem saltar qualquer música. o forte cunho emocional que rouse empresta às suas composições fica aqui bem patente em músicas como "sad eyes", "streetlights", "my love has gone", "saturday" e "it's the nightime". são sobretudo músicas simples que ficam a bailar na nossa cabeça durante muito tempo, tudo servido por uma voz gentil e bem modulada. resumindo, uma brilhante colecção de pequenas canções, todas elas verdadeiras pérolas de sensibilidade e requintado gosto musical, um rock-pop de uma simplicidade quase cândida, deixando-se muita vez embalar na nostalgia, sem nunca se deixar cair na lamechice. finalmente, neste ano foi lançado "subtitulo", mais um trabalho intimista e suave, talvez o mais calmo de toda a sua discografia. "quiet town", "it looks like love", "the man who doesn't know how to smile" e "jersey clowns" são músicas que podiam integrar perfeitamente qualquer disco do cantor. no fundo, é quase impossível não se gostar de uma música de josh rouse. falo por mim, que já ouvi 44 delas e ainda não consigo apontar alguma que deteste ou não goste. fiquem com "1972" que, por coincidência, é também o meu ano de nascimento.
terça-feira, novembro 07, 2006
brilho nos olhos
hoje quero falar essencialmente da atmosfera natalícia, daquela magia que nos invadia quando éramos crianças e sentíamos o natal cada vez mais perto. é claro que não vou começar para aqui com balelas e sermões sobre o facto de o natal ser cada vez mais mercantilista e comercial, isso já toda a gente sabe. em minha casa, por esta altura, ou seja, a um mês e pouco do natal, vem sempre a mesma conversa: "este ano não vão haver prendas para ninguém, temos que poupar". e o mais engraçado é que sabemos perfeitamente que nos estamos a tentar enganar a nós próprios. as crianças falam umas com as outras, depois chegam a casa e, como quem não quer a coisa, lá dizem que gostavam de ter o novo "action man advogado", que nunca perde um caso, porque o andré também vai ter um no natal, os pais da joana vão-lhe comprar uma boneca que consegue dactilografar 120 palavras em 30 segundos, os padrinhos do leonardo já mandaram vir uma psp, os do bruno uns gnr, etc.. e quem são os pais com coragem para dizer aos filhos, nestas circunstâncias, "tu não vais ter nada porque temos que poupar, o banco central europeu anunciou que as taxas de juro vão subir, aumentando as prestações e, consequentemente, provocando um déficit no nosso superavit financeiro".
os anúncios televisivos vão desfilando, as crianças vão criando listas mentais de prioridades. os pais vão registando, distribuindo posteriormente os brinquedos desejados pelos compradores interessados em oferecer algo que realmente eles queiram, em vez de um par de meias ou de um livro da margarida rebelo pinto. assim, os pais oferecem o brinquedo que aparece no anúncio a que ele reage mais energicamente, os avós o brinquedo imediatamente a seguir, os tios, os padrinhos, etc, etc.. acontece isto todos os anos, uma joint venture para proporcionar às nossas crianças o mais cintilante brilho nos olhos, o mais rasgado sorriso, o mais apertado abraço e o mais sentido beijo de agradecimento. para mim, é isto o natal, dar uma enorme alegria às crianças, mesmo que três dias depois o brinquedo que lhes demos esteja já a um canto, avariado ou partido.
até ao nível das prendas de natal estamos sempre em constante evolução em termos geracionais. os meus pais provavelmente nem teriam direito a prendas no natal, dadas as dificuldades com que se debateriam os meus avós. a geração seguinte, a minha, também se debateu com muitas dificuldades financeiras, mas os meus pais nunca deixaram passar esta época sem uma lembrança, por mais insignificante que fosse. e nós também sabíamos que não podíamos almejar muito alto. na minha altura, não passavam nem 10% dos anúncios a brinquedos que hoje inundam os canais de televisão, lembro-me dos carrinhos majorette e matchbox, das garagens com andares de estacionamento de carrinhos, com elevador, do cubo mágico, mais tarde do spectrum (o saudoso spectrum), dos walkman, etc.. hoje, por estes dias, a geração dos meus filhos tem aquilo que nós, quando éramos da idade deles, queríamos ter. tentamos sempre fazer mais do que os nossos pais fizeram, ou puderam fazer... obviamente, também espero que o mesmo aconteça com os meus netos, quando chegar a altura dos meus filhos se debaterem com a lista de "exigências" no natal. era bom sinal...
segunda-feira, novembro 06, 2006
o sentido da vida
amor? realização profissional? dinheiro? casa de praia? carro de alta cilindrada? amigos? um excelente spread no crédito à habitação? um empregado de café que nos traga realmente um café curto quando pedimos um café curto? acho que é colocar a faixa muito alta. deviamos contentar-nos apenas com o café curto. o amor é sobrevalorizado, com o tempo transforma-se apenas em respeito e consideração; o emprego é sempre mal pago; o dinheiro gasta-se em meia hora; a casa de praia no inverno fica inundada e exige reparações anuais caríssimas; o carro de alta cilindrada gasta muito combustível e basta um risco na porta para perder metade do valor comercial; ter amigos é sempre chato, porque os convidamos para ir jantar lá a casa e ficamos à espera três ou quatro anos que eles nos convidem para o mesmo. ou seja, nunca há retribuição à altura. e outra coisa, os amigos só estão de facto presentes quando sentem que precisam de nós para alguma coisa. logo que esse pequenito aspecto se esfume, deixamos de ter qualquer ponta de interesse; quanto ao spread bancário, tenho 34 anos e nunca entendi patavina sobre isso, deve ser apenas para pessoas inteligentes.
qual é o maior problema das pessoas hoje em dia? não terem tempo. nunca há tempo para nada. têm que chegar aos seus empregos a tempo, sair a tempo para almoçar, entrar novamente a tempo, sair a tempo de não apanhar trânsito, chegar a casa a tempo de fazer o jantar, arrumar a casa a tempo para ir dar banho aos filhos, deitar os filhos a tempo. uff... que canseira. chega o fim de semana e quando pensamos que vamos descansar... enganamo-nos redondamente. é ainda pior. porque há a casa para arrumar, aspirar, temos que cozinhar, limpar o chão, lavar a louça, etc.. no domingo então há sempre visitas de familiares, há que ser bom anfitrião, não deixar faltar nada na mesa, encher sempre os copos, ir buscar pão... em suma, uma grande estafa, ficamos ainda mais cansados do que se estivessemos a trabalhar.
na prática, quando é que uma pessoa tem algum tempo? no meu caso, com tudo isto que referi no parágrafo anterior, só tenho algum tempo quando toda a gente lá em casa está a dormir. é nessa altura que aproveito para ter algum tempo de qualidade. normalmente vejo séries como o seinfeld ou o friends, ou jogo playstation até cair para o lado, literalmente, com sono.
portanto, com tudo isto, o que restará procurar ou extrair mais desta vida se não há tempo para o fazer? amigos tenho os suficientes, não ando à procura; emprego tenho e gosto do que faço; dinheiro vai-se ganhando todos os meses, se tivesse mais também gastava mais, por isso...; casa de praia e carro de alta cilindrada dispenso, tenho a minha casita na cidade que gosto e dois carritos velhitos que ainda cumprem; amor? sim. saúde? sim.
agora, se me pudessem trazer o tal cafezito curto... se não for pedir muito...
sexta-feira, novembro 03, 2006
misantropia
- são parvoíces, não ligues.
- que raio de comportamento, não fala a ninguém...
- diz que a partir de agora vai ser apenas misantropo.
- vai-se dedicar à solidariedade e a ajudar os desfavorecidos?
- não pá. isso é filantropo. ele não quer ter nenhuma convivência social.
- ó diabo, isso é mau. para a semana vai haver o jogo de solteiros contra casados a seguir ao magusto. e ele até joga umas coisas.
- pois, mas podes esquecer. ele entrou naquilo a que ele chama de "disposição sombria do espírito".
- mas o jogo até vai ser disputado de noite. vai haver uma data de sombras...
- irra que és parvo, chiça! deixa lá o homem em paz. também acho uma parvoíce mas, como amigo, respeito as decisões dele.
- ele também sempre foi esquisito. cada vez que me lembro do tipo, no liceu, sempre de walkman nos ouvidos. ou no grupo de teatro e na escola de música. que paneleirices...
- pois, mas por qualquer motivo acabamos por nos tornar amigos dele. já o aceitamos como ele é há algum tempo. não adianta fingir agora que não o conhecemos.
- pois, mas a equipa dos casados vai ficar desfalcada...
- tens razão nisso. e temos que vingar a derrota do ano passado. vamos falar com o artur, que é bastante menos problemático. jogou no ano passado no cabanas de viriato. até é um tipo fixe.
- podes crer. na semana passada emprestou-me cd's dos iron maiden e um filme do steven seagal.
- ah grande artur! se jogar por nós ganhamos sem dificuldade. vamos lá a casa dele.
- dizemos alguma coisa antes de ir embora?
- não, deixa lá. ele nem vai dar conta que a gente cá esteve.
fade out again
Rows of houses all bearing down on me
I can feel their blue hands touching me
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
And fade out again and fade out
This machine will not communicate
These thoughts and the strain I am under
Be a world child, form a circle
Before we all go under
And fade out again and fade out again
Cracked eggs, dead birds
Scream as they fight for life
I can feel death, can see it's beady eyes
All these things into position
All these things we'll one day swallow whole
And fade out again and fade out again
Immerse your soul in love
Immerse your soul in love.
quinta-feira, outubro 19, 2006
escuridão total
será que ele alguma vez voltará?
