quarta-feira, novembro 08, 2006

josh rouse


mais um nome que descobri apenas agora. josh rouse tem já seis discos e um ep na sua discografia: dressed up like nebraska (1998); home (2000); under cold blue stars (2002); 1972 (2003); nashville (2005); subtitulo (2006); e o ep de 1999 intitulado chester, lançado por rouse e o seu "padrinho" kurt wagner, vocalista dos lambchop. nascido em nebraska, josh rouse escreveu a sua primeira canção aos 18 anos, influenciado por grupos de culto como os the smith e os the cure. o seu primeiro disco, do qual fazem parte músicas fabulosas como "the white trash period of my life", "simple thing" e "late night conversation", obteve excelentes críticas. mais tarde, em nashville, conheceu kurt wagner e lançaram juntos o ep "chester", em 1999. seguiu-se "home", outro disco verdadeiramente brilhante, onde se podem ouvir músicas como "afraid to fail" (que tem um dos melhores refrões que já ouvi até hoje), "laughter", "100m backstroke", "parts and accessories" e "in between". dois anos depois, rouse manteve bem altos os seus padrões de qualidade com o lançamento de "under cold blue stars", um trabalho um pouco mais uplifting que os anteriores, mais depressivos e emocionais, trilhando novos ambientes musicais. "feeling no pain", "under cold blue stars" e "nothing gives me pleasure" são os pontos altos do disco. em 2003 surgiu "1972", disco que mistura muitas das influências do artista, desde nick drake, fleetwood mac, marvin gaye e lambchop. "love vibration" e "comeback (light therapy)" são as músicas mais pop do disco, mas "james", "1972" (que podem ouvir neste post), "flight attendant" e, sobretudo, "under your charms" (fabulosa música) são as músicas mais marcantes. em 2005, josh rouse lançou a sua masterpiece, "nashville", o seu disco mais homogéneo, endeusado pela crítica como um dos melhores discos do ano. foi como que a consagração do cantor/compositor norte americano. "nashville" é daqueles discos que se ouvem vezes sem conta, de início ao fim, sem saltar qualquer música. o forte cunho emocional que rouse empresta às suas composições fica aqui bem patente em músicas como "sad eyes", "streetlights", "my love has gone", "saturday" e "it's the nightime". são sobretudo músicas simples que ficam a bailar na nossa cabeça durante muito tempo, tudo servido por uma voz gentil e bem modulada. resumindo, uma brilhante colecção de pequenas canções, todas elas verdadeiras pérolas de sensibilidade e requintado gosto musical, um rock-pop de uma simplicidade quase cândida, deixando-se muita vez embalar na nostalgia, sem nunca se deixar cair na lamechice. finalmente, neste ano foi lançado "subtitulo", mais um trabalho intimista e suave, talvez o mais calmo de toda a sua discografia. "quiet town", "it looks like love", "the man who doesn't know how to smile" e "jersey clowns" são músicas que podiam integrar perfeitamente qualquer disco do cantor. no fundo, é quase impossível não se gostar de uma música de josh rouse. falo por mim, que já ouvi 44 delas e ainda não consigo apontar alguma que deteste ou não goste. fiquem com "1972" que, por coincidência, é também o meu ano de nascimento.



1 comentário:

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